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| Foto: Reprodução - TV Globo |
Marcelo Moreira Malheiros assumiu o cargo de assessor
técnico da presidência, com salário bruto de quase R$ 17 mil
Um coronel da
reserva da Polícia Militar, denunciado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ)
por suspeita de envolvimento com a milícia da Zona Oeste, foi nomeado para um
cargo na presidência da PortosRio. A estatal é responsável pela gestão dos
portos públicos do estado.
No mês passado,
Marcelo Moreira Malheiros assumiu o posto de assessor técnico da presidência,
com salário bruto de quase R$ 17 mil.
A PortosRio
administra os portos de Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói, Arraial do Cabo e
Angra dos Reis.
A nomeação foi
assinada pelo presidente da companhia, Flávio Vieira da Silva, aliado político
do ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho. Flávio foi secretário de Saúde e
secretário da Casa Civil de Belford Roxo, quando Waguinho era prefeito.
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| MPRJ diz que coronel da reserva chegou a pedir apoio de milicianos - Foto: Reprodução TV Globo |
Atualmente, o
ex-prefeito ocupa o cargo de diretor de Relações Institucionais da estatal. Em
2022, Marcelo Malheiros participou das campanhas ao lado de Waguinho.
A investigação do
MPRJ que denunciou Malheiros em 2024 revelou que o então coronel da PM protegia
e vazava informações para milicianos que atuam na comunidade do Bateau Mouche,
em Jacarepaguá.
De acordo com os
promotores, Malheiros era chamado de “pai” pelos milicianos.
Durante a
investigação, Malheiros foi exonerado do Segundo Comando de Policiamento,
responsável pela Zona Oeste.
Os promotores também
afirmam que ele chegou a pedir que milicianos enviassem mensagens elogiando sua
atuação para “obter apoio político de criminosos” na região.
Após a operação e a
denúncia do MPRJ, a Justiça determinou o afastamento de Malheiros e de outros
16 investigados de funções públicas.
Na decisão, o juiz
destacou que os supostos crimes foram praticados em razão da função e da
posição hierárquica ocupada pelos acusados.
Em agosto do ano
passado, a Polícia Militar transferiu o oficial para a reserva, afirmando que a
medida ocorreu por tempo de serviço e não estava relacionada à decisão
judicial.
O processo que
investiga a ligação com a milícia tramita em segredo de Justiça.
O que dizem os citados
A defesa de Marcelo
Malheiros afirmou que o coronel da reserva obteve habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Rio (TJRJ), o que permitiu o retorno às funções em julho de 2025.
Segundo os
advogados, ele aparece apenas como citado na denúncia do Ministério Público em
2024 e não há sentença condenatória. A defesa diz que Malheiros é inocente e
afirma que, embora conheça Waguinho, não mantém mais contato com o ex-prefeito.
A Polícia Militar
informou que, desde dezembro do ano passado, atividades profissionais exercidas
por Malheiros em órgãos externos não estão sob ingerência da corporação. Disse
ainda que o Procedimento Administrativo Disciplinar aberto contra o policial
está temporariamente suspenso, à espera de decisão judicial.
A PortosRio afirmou
que a nomeação para cargos de assessoria segue os procedimentos administrativos
previstos em lei e que a indicação de Malheiros atendeu aos requisitos legais.
A companhia disse também que, caso haja determinação judicial, adotará imediatamente
as medidas cabíveis.
Já Waguinho declarou
que não participa de processos administrativos de nomeação na PortosRio.
Autor/Fonte: André Coelho Costa, Mariana Queiroz, g1. Globo-RJ2
* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor. O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.


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