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segunda-feira, 15 de junho de 2026

RECEITA FEDERAL DA ÁFRICA DO SUL APREENDE 90 KG DE COCAÍNA PROVENIENTE DO BRASIL


A droga foi localizada no Porto de Durban, dentro de equipamentos pesados de escavação vindos do Porto de Santos

A Receita Federal da África do Sul - The South African Revenue Service (SARS), em conjunto com a Diretoria de Investigação de Crimes Prioritários - Working With the Directorate for Priority Crime Investigation (Hawks), apreendeu, na madrugada do dia 6 de junho, 90 kg de cocaína, escondidos em escavadeiras importadas do Brasil.

Os carregamentos foram identificados após avaliação de risco alfandegário e perfil da carga, pelos agentes da Alfândega, dos equipamentos pesados de escavação importados da América do Sul.

As informações iniciais sobre a carga ilegal, aparentemente escondida no motor, no sistema hidráulico e em outros compartimentos para evitar buscas, vieram de um funcionário da alfândega alocado no terminal de veículos Q&R do porto.

Os Hawks, oficialmente a Diretoria de Investigação de Crimes Prioritários (DPCI), juntamente com colegas do Serviço de Polícia Sul-Africano (SAPS) do Departamento de Combate ao Crime Organizado Grave (SOCI), da Divisão de Operações de Policiamento Ostensivo de Durban (VPO), do centro local de registros criminais e funcionários da alfândega da Receita Federal Sul-Africana (SARS), estiveram no local a bordo do navio Neptune Ace Tokyo, que atracou no Porto de Durban, localizado na província de KwaZulu-Natal, proveniente do Porto de Santos, no Brasil.

Cães farejadores da SARS alertaram para a presença de pacotes suspeitos escondidos dentro de duas escavadeiras.

A inspeção revelou pacotes suspeitos escondidos atrás do motor e em painéis de outros compartimentos. Uma análise mais detalhada revelou 47 blocos de "uma substância em pó suspeita de ser cocaína".

Durante a extração da carga, os funcionários da alfândega informaram a polícia sobre um segundo lote de pó escondido, também suspeito de ser cocaína, localizado em um equipamento de terraplenagem. Isso resultou na apreensão de mais 43 blocos de pó como prova.

A Polícia Sul-Africana (SAPS) isolou a área e, em seguida, os pacotes, estimados em aproximadamente 90 tabletes grandes de cocaína pura, foram removidos. Testes preliminares utilizando um kit móvel de detecção de drogas da SARS indicam que a substância é cocaína.

Ao todo, a operação resultou na apreensão de cerca de 90 kg de cocaína, com um valor estimado de mercado de aproximadamente R$ 36 milhões.

O material foi apreendido e entregue à SAPS para análise forense e investigação criminal.

O Comissário da SARS, Dr. Johnstone Makhubu, afirma que a apreensão reflete o foco estratégico da SARS em fortalecer a fiscalização aduaneira nos portos de entrada e intensificar o combate ao comércio ilícito.

"Por meio de operações baseadas em inteligência, a SARS está visando remessas de alto risco com precisão, interrompendo o contrabando transfronteiriço e os fluxos financeiros ilícitos que corroem a economia doméstica e prejudicam o comércio em conformidade com a lei", afirma o Dr. Makhubu.

A operação também destaca o impacto dos esforços de modernização da SARS. Investimentos em sistemas avançados de perfilamento de carga, tecnologia de inspeção não intrusiva e mecanismos de avaliação de risco baseados em dados estão permitindo uma detecção mais rápida e precisa de mercadorias ilícitas.

Essas capacidades melhoram a eficiência aduaneira, permitindo que a SARS identifique e intercepte remessas de alto risco sem atrasar o comércio legítimo, apoiando assim a atividade econômica e, ao mesmo tempo, garantindo a conformidade, afirma Makhubu.

30 kg em contêiner

Na última terça-feira (09) o Serviço de Receita da África do Sul (SARS) e pelos Hawks divulgaram a apreensão de  mais 30 tabletes de cocaína a bordo de uma embarcação no Porto de Durban.

De acordo com o SARS, a operação foi resultado de uma análise de risco baseada em inteligência e de metodologias de direcionamento utilizadas por funcionários da Alfândega para identificar cargas de alto risco que entram na África do Sul.

As autoridades sinalizaram um navio porta-contêineres vindo da América do Sul para inspeção após analisarem informações de embarque e relatórios de inteligência.

Após a chegada do navio ao Porto de Durban, funcionários da Alfândega embarcaram e localizaram o contêiner alvo, que estava posicionado abaixo da linha d'água.

Durante uma inspeção detalhada, os agentes notaram sinais de que partes do contêiner haviam sido adulteradas, o que motivou uma busca mais minuciosa.

Essa busca levou à descoberta de narcóticos escondidos dentro do contêiner. Um kit de teste portátil confirmou posteriormente que a substância era cocaína, embalada em 30 tabletes. O nome do navio e o porto de origem, não foi divulgado.

Outra apreensão em maio

Esta operação sucedeu outra realizada em maio, também baseada em informações de inteligência que resultou na descoberta de cocaína no valor de R$ 13 milhões escondida em um ônibus importado de um país sul-americano não divulgado, com destino a Gauteng. A busca no ônibus foi motivada pela apreensão de drogas em Gauteng em abril e pela ação tomada com base em informações obtidas nessa operação. Isso levou a polícia a identificar "certos veículos" como potenciais transportadores de drogas.


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