A plataforma Port Community System permite o
acompanhamento de processos, documentos, cargas, acessos e agendamentos em
tempo real
A Companhia Docas de
São Sebastião (CDSS), Autoridade Portuária e empresa pública do Estado de São
Paulo, colocou em operação, na última sexta-feira (14), uma plataforma digital
desenvolvida para integrar os diferentes agentes envolvidos nas operações do
Porto de São Sebastião, no litoral norte paulista.
A plataforma Port
Community System (PCS) permite o acompanhamento, em tempo real, de processos,
documentos, cargas, acessos e agendamentos de empresas, órgãos públicos e
operadores em um único ambiente digital.
O objetivo é
automatizar etapas que anteriormente eram realizadas de forma manual, reduzir a
circulação de documentos físicos e ampliar a previsibilidade do fluxo de mercadorias
que passam pelo porto.
Segundo a Companhia
Docas de São Sebastião, o Porto de São Sebastião é o primeiro porto público do
país a contar com um sistema estruturado nesse modelo.
Até o último
levantamento divulgado pela companhia, o PCS contava com 50 empresas integradas
e 47 usuários cadastrados, além de ter ultrapassado a marca de mil transações
realizadas.
Entre os recursos
disponíveis estão o controle de pendências regulatórias e documentais, a gestão
de acessos e agendamentos, o monitoramento da movimentação terrestre de cargas
e a consulta a indicadores operacionais e de custos.
De acordo com o
presidente do Porto de São Sebastião, Ernesto Sampaio, a ferramenta também
amplia a rastreabilidade dos processos ao registrar as diferentes etapas
percorridas por cada demanda.
“A digitalização
deve contribuir para reduzir o tempo de permanência das cargas no terminal e
aprimorar a tomada de decisão”, explicou Sampaio.
Desenvolvimento da plataforma
Segundo a CDSS, o
sistema foi desenvolvido a partir das necessidades identificadas junto à
comunidade portuária e reúne diferentes integrantes da cadeia logística em um ambiente
digital compartilhado.
A proposta é reduzir
a utilização de processos manuais e a circulação de documentos físicos, além de
ampliar a previsibilidade do fluxo de cargas.
Segundo a Companhia
Docas de São Sebastião, a digitalização também pode produzir efeitos ambientais
positivos, ao reduzir a utilização de documentos impressos e contribuir para a
otimização dos processos logísticos.
A companhia afirma
ainda que a melhoria na organização do fluxo de veículos poderá reduzir
deslocamentos desnecessários e, consequentemente, as emissões associadas às
operações.
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