Ridag de Almeida Dantas trabalharia para Karine de
Oliveira Campos, que está foragida e é considerada uma das maiores
narcotraficantes do Brasil
A Justiça cearense
negou ao paraibano Ridag de Almeida Dantas o direito de responder em liberdade
no processo que apura seu envolvimento em um esquema internacional de tráfico
de cocaína a partir do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana
de Fortaleza (RMF).
A decisão da 11ª
Vara Federal do Ceará foi tomada em maio deste ano, mas os expedientes de
notificação formal só foram processados no sistema eletrônico do Judiciário
recentemente, na última terça-feira (1º). Consta no processo, ao qual a
reportagem obteve acesso, que o Ministério Público Federal (MPF) já havia se
manifestado contra a soltura devido à gravidade dos delitos cometidos.
Ridag está preso
cautelarmente desde o ano passado, quando se apresentou espontaneamente às
autoridades no município de Patos, na Paraíba. Ele é acusado, entre outras
coisas, de integrar uma organização criminosa interestadual destinada ao
tráfico internacional de drogas e de ter utilizado uma identidade falsa, sob o
nome de Richarde de Almeida Dantas, para movimentar o dinheiro do crime.
Além disso, ele
estava foragido desde a deflagração da Operação Néctar pela Polícia Federal, em
março de 2024. Àquela época, o Diário do Nordeste publicou que a investigação
mirou alvos em oito estados, incluindo o Ceará, que movimentaram pelo menos
sete toneladas de cocaína em diferentes portos brasileiros. O intuito era
transportar a droga para a Europa via modal marítimo portuário.
Autora/Fonte: Luana Severo - Diário do Nordeste
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