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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

JUSTIÇA DO CEARÁ MANTÉM PRISÃO DE SUSPEITO DE TRÁFICO DE COCAÍNA NO PORTO DE PECÉM

Ridag de Almeida Dantas trabalharia para Karine de Oliveira Campos, que está foragida e é considerada uma das maiores narcotraficantes do Brasil

A Justiça cearense negou ao paraibano Ridag de Almeida Dantas o direito de responder em liberdade no processo que apura seu envolvimento em um esquema internacional de tráfico de cocaína a partir do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A decisão da 11ª Vara Federal do Ceará foi tomada em maio deste ano, mas os expedientes de notificação formal só foram processados no sistema eletrônico do Judiciário recentemente, na última terça-feira (1º). Consta no processo, ao qual a reportagem obteve acesso, que o Ministério Público Federal (MPF) já havia se manifestado contra a soltura devido à gravidade dos delitos cometidos.

Ridag está preso cautelarmente desde o ano passado, quando se apresentou espontaneamente às autoridades no município de Patos, na Paraíba. Ele é acusado, entre outras coisas, de integrar uma organização criminosa interestadual destinada ao tráfico internacional de drogas e de ter utilizado uma identidade falsa, sob o nome de Richarde de Almeida Dantas, para movimentar o dinheiro do crime.

Além disso, ele estava foragido desde a deflagração da Operação Néctar pela Polícia Federal, em março de 2024. Àquela época, o Diário do Nordeste publicou que a investigação mirou alvos em oito estados, incluindo o Ceará, que movimentaram pelo menos sete toneladas de cocaína em diferentes portos brasileiros. O intuito era transportar a droga para a Europa via modal marítimo portuário.

Autora/Fonte: Luana Severo - Diário do Nordeste



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