A troca de informações entre agências internacionais
permitiu a identificação prévia da embarcação suspeita, localizada em águas
internacionais
No início deste mês,
uma fragata da Marinha Francesa interceptou um navio pesqueiro no Oceano
Atlântico, resultando na apreensão de 1.375 kg de cocaína. Os três tripulantes
foram presos.
O entorpecente
apreendido tem um valor estimado de 41 milhões de euros, ou cerca de 253
milhões de reais, de acordo com estimativa da Prefét Maritime de L'Atlantique,
órgão que funciona como espécie de "administração" do Estado francês
na sua região territorial do Oceano Atlântico.
A intervenção
marítima foi realizada em alto-mar, conduzida por uma embarcação militar
francesa após o compartilhamento de informações operacionais repassadas em
janeiro de 2026, que indicavam a possível utilização de rotas oceânicas para o
transporte de cargas ilícitas por organizações criminosas atuantes na América
do Sul.
A troca de
informações entre agências internacionais permitiu a identificação prévia da
embarcação suspeita, localizada em águas internacionais, fora da costa
brasileira. Os testes que confirmaram a suspeita de entorpecente foram realizados a bordo da fragata francesa.
Esta operação,
apoiada pelo MAOC-N, foi desencadeada por informações compartilhadas por meio
do Centro e desenvolvida em estreita cooperação entre a Direção Nacional
Francesa de Investigações Aduaneiras e Inteligência (DNRED), o Escritório
Francês de Combate ao Narcotráfico (OFAST), a Agência Nacional de Combate ao
Crime do Reino Unido (NCA) e a Administração de Repressão às Drogas (DEA) e a
Força-Tarefa Interagências Conjunta Sul (JIATF-S) dos Estados Unidos.
Ela foi iniciada com
base no Artigo 110 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Baía
de Montego) e concluída com a descoberta de narcóticos no âmbito da Convenção
de Viena de 20 de dezembro de 1988 e da Lei 94-589 de 15 de julho de 1994,
conforme alterada.
Polícia Federal
A Polícia Federal (PF)
contribuiu por meio de informações sobre referentes rotas marítimas, padrões de
navegação, logística utilizada por grupos criminosos e a perfis de embarcações
associadas ao transporte de entorpecentes. Esse intercâmbio possibilitou a
atuação coordenada e o direcionamento das equipes envolvidas, favorecendo a
tomada de decisão que culminou na interceptação bem-sucedida.
Após a apreensão da
carga ilícita, três tripulantes brasileiros foram transferidos para a custódia
da Polícia Federal, no dia 5 de fevereiro. A entrega ocorreu no Porto do
Mucuripe, em Fortaleza, durante uma escala da fragata no porto, organizada com
o apoio do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros. O Ministério
Público de Brest tratou dos aspectos legais do caso, em conjunto com o
magistrado de ligação francês na Embaixada da França em Brasília e com as
autoridades brasileiras, no âmbito da cooperação reforçada nesta área do
Atlântico.
Agentes da PF
embarcaram na fragata estrangeira para realizar os procedimentos legais e
conduzir os detidos à Superintendência Regional, onde permaneceram à disposição
da Justiça. Eles poderão responder por tráfico internacional de drogas.
Eles poderão
responder pelo crime de tráfico internacional de drogas e permanecem à
disposição da Justiça.
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