O caso ocorreu durante a operação de descarga de
fertilizantes do navio do navio Longevity Diva
Na manhã da última sexta-feira
(24) um incêndio ocorreu durante a operação de descarga de fertilizantes de um
navio atracado no Porto do Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul.
Segundo informações
do Corpo de Bombeiros, durante a descarga de fertilizantes do navio Longevity
Diva, um guindaste da operadora Serra Morena sofreu uma pane seguida de fortes
explosões. O operador conseguiu abandonar a cabine antes que o fogo tomasse a
estrutura, mas dois trabalhadores precisaram de atendimento médico por inalação
de fumaça.
O incêndio gerou,
pelo menos, três explosões enquanto as chamas atingiam o equipamento. As
explosões ocorreram em pneus que fazem parte do equipamento, devido ao calor.
As atividades no Porto foram paralisadas, até o combate total do foco das
chamas.
Portos RS
Em nota, a Portos RS
– Autoridade Portuária, empresa pública que administra o porto, comunicou que o
Plano de Auxílio Mútuo (PAM) foi acionado imediatamente para conter as chamas.
Por medida de segurança, as operações no Porto Novo foram suspensas
temporariamente para o resfriamento da estrutura e contenção de possíveis
vazamentos.
A empresa responsável
pelo equipamento realizou a avaliação dos danos e providenciou a limpeza da
área e retomada das atividades.
Causas do Acidente
As causas do incidente estão sendo
investigadas pela autoridade portuária. Além do Corpo de Bombeiros da cidade, o
Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do complexo portuário foi acionado e atuaram no
combate as chamas. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre o
incidente.
Investigação e Impacto Logístico
Especialistas apontam que incêndios
em guindastes MHC geralmente estão ligados a vazamentos de óleo hidráulico sob
alta pressão ou falhas elétricas em sistemas de controle.
A perda desses equipamentos
representa uma queda imediata na operação dos terminais. Com menos maquinário
disponível, o tempo de permanência dos navios nos portos tende a aumentar,
elevando os custos de frete e afetando a competitividade das exportações do
Sul.
As autoridades portuárias e a ANTAQ
devem intensificar as vistorias nos equipamentos de grande porte da região para
evitar que novos episódios coloquem em risco a vida dos trabalhadores e a
fluidez do comércio exterior brasileiro.
A Autoridade
Portuária afirma que os reflexos do incidente foram pontuais e não comprometem
a logística do complexo. Segundo o presidente da autoridade portuária,
Cristiano Klinger, a rotina operacional já foi restabelecida. “Tivemos algum
pequeno atraso, mas não foi um impacto significativo, nem causou transtornos
maiores”, afirmou Klinger.
De acordo com
Klinger, o restante do porto voltou a operar ainda na tarde de sexta-feira, e o
navio que estava sendo atendido pelo equipamento avariado retomou a descarga no
início daquela noite. A paralisação temporária provocou apenas ajustes na
programação de embarcações, situação comparada pela estatal às interrupções
rotineiras causadas por condições climáticas.
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