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sexta-feira, 17 de julho de 2026

GUARDA PORTUÁRIA IDENTIFICA CAMINHÃO COM INDÍCIOS DE CLONAGEM DE PLACAS E DOCUMENTAÇÃO FRAUDULENTA

Ao verificar a autenticidade da ordem de carregamento, a transportadora informou que o e-mail utilizado não pertencia à empresa

Na madrugada da última segunda-feira (13), a Guarda Portuária (GPort) atendeu uma ocorrência envolvendo indícios de clonagem de placas e adulteração dos sinais identificadores de um caminhão bi-trem em um pátio de caminhões de empresa prestadora de serviços no Porto de Paranaguá.

A suspeita foi comunicada por um funcionário do pátio, que identificou uma movimentação considerada atípica no local. Segundo o relato, o motorista tentou acessar a área portuária sem a TAG de identificação. Ao retornar ao pátio, foi constatada a presença de outro caminhão utilizando a mesma combinação de placas.

De acordo com as informações apuradas, dias antes havia sido apresentada uma ordem de carregamento para retirada de fertilizantes em nome de uma transportadora. Entretanto, a documentação levantou suspeitas, motivando a verificação de sua autenticidade.

Ao entrar em contato com a empresa supostamente responsável pela operação, foi constatado que o endereço eletrônico utilizado no envio da documentação não pertencia à transportadora. A empresa informou ainda que não possuía carregamento agendado para o veículo em questão e que o documento apresentado não havia sido emitido por seus representantes.

Ação conjunta com a Polícia Militar

Após a apuração dos fatos, a Guarda Portuária acionou a Polícia Militar.

Durante a vistoria no conjunto veicular, os policiais constataram que as placas afixadas no cavalo-trator e nos semirreboques correspondiam aos documentos apresentados pelo motorista. No entanto, segundo a Polícia Militar, a conferência dos números de chassi indicou que os veículos possuíam registros distintos daqueles constantes na documentação apresentada, levantando suspeitas de clonagem de placas e adulteração dos sinais identificadores.

O motorista, de 42 anos, declarou aos policiais que estava desempregado e que havia sido contratado por telefone, cerca de dez dias antes, por uma pessoa que se identificou como "Douglas Julico". Segundo seu relato, a tarefa consistia em retirar uma carga no Porto de Paranaguá e transportá-la para o município de Rio Verde (GO).

O condutor afirmou desconhecer qualquer irregularidade e declarou estar à disposição para colaborar com as investigações.

Diante dos indícios constatados, a Polícia Militar efetuou a prisão do motorista e o encaminhou, juntamente com o caminhão, os semirreboques e a documentação apreendida, para a Delegacia Cidadã de Paranaguá.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que buscará esclarecer a origem dos veículos, a autenticidade da documentação apresentada e a eventual participação de outras pessoas no caso.


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