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quinta-feira, 16 de julho de 2026

AUTORIDADES FRANCESAS ANUNCIAM A INTERCEPTAÇÃO DE VELEIRO COM MAIS DE 1 TONELADA DE COCAÍNA AO SUL DE MADAGASCAR

Embarcação foi interceptada pela Marinha Francesa com base em informações do MAOC-N. Um brasileiro e dois bolivianos foram presos

As autoridades francesas anunciaram, no último sábado (11), a interceptação de um veleiro de bandeira polonesa que transportava 1.075 quilos de cocaína e armas a bordo. A abordagem ocorreu em 25 de junho, nas proximidades da ilha francesa de Reunião, ao sul de Madagascar, no Oceano Índico, no âmbito da Operação Mirlo.

A interceptação foi realizada pela Marinha Francesa, com base em informações fornecidas pelo Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa, e com autorização da Polônia, país de registro da embarcação.

Um brasileiro e dois bolivianos foram detidos durante a operação. Segundo as autoridades, os três navegavam da América do Sul com destino à Austrália.

Indiciamento

Na sexta-feira, 10 de julho, um tribunal de Paris colocou os três sob investigação formal, passando à condição de investigados perante a Justiça francesa. Após audiência perante uma juíza de instrução, foi decretada a prisão preventiva dos investigados.

Segundo fontes ligadas ao caso, o brasileiro, de 58 anos, afirmou aos investigadores que trabalhava como pescador.

Em manifestação à agência AFP, o advogado do brasileiro, Eliott Amzallag, declarou que seu cliente "não tem nenhum vínculo com o mundo do narcotráfico" e sustentou que ele teria sido explorado por uma organização criminosa em razão de sua situação de vulnerabilidade.

Os dois bolivianos têm entre 30 e 40 anos. O advogado do mais jovem, Baptiste Bellet, informou que seu cliente pretende colaborar com as investigações e afirmou acreditar que o processo demonstrará que ele não possui vínculo com a organização criminosa investigada.

A advogada do outro investigado, de 40 anos, Sophie Guimanant, preferiu não comentar o caso.

Participação das autoridades uruguaias

Segundo as autoridades uruguaias, a investigação teve origem em informações de inteligência da Prefeitura Nacional Naval do Uruguai, que apontavam a utilização do veleiro por uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas.

As autoridades ressaltaram, entretanto, que a droga não teria sido embarcada em território uruguaio.

O Uruguai também confirmou sua participação na operação internacional denominada Operação Mirlo.

Investigação

A Promotoria Nacional de Combate ao Crime Organizado (Junalco) instaurou procedimento para apurar a possível prática dos crimes de importação de entorpecentes e tráfico internacional de drogas praticado por organização criminosa (ORCRIM).

Cooperação internacional

Segundo as autoridades envolvidas, a operação contou com a cooperação internacional da Joint Interagency Task Force South (JIATF-S), da Drug Enforcement Administration (DEA), da Polícia Federal (PF); do Brasil, da Prefeitura Nacional Naval da Argentina e do Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N).

A abordagem final da embarcação foi realizada por meios navais da Marinha Francesa.


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