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APÓS DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA CDC CONVOCA APROVADOS NO CONCURSO DE GUARDA PORTUÁRIO

O edital de convocação de todos os candidatos aprovados e formados no curso de formação do último concurso para Guarda Portuário foi publica...

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sábado, 18 de maio de 2013

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MPT SOLICITA QUE A CODESP CUMPRA O TAC




O Procurador do Trabalho e Vice-Coordenador Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário do Ministério Público do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa, enviou na última quinta-feira (16), ofício à CODESP, solicitando que ela cumpra o termo de Ajuste de Conduta – TAC, celebrado entre o MPT e a empresa.

O procurador considera que houve a prorrogação do prazo para a implantação do ponto, portanto exigível apenas a partir do dia 10 de junho.

Considera também que, conforme informações da própria companhia, desde 1989 a hora extra é remunerada com adicional de 100% da hora normal trabalhada e que a carência quantitativa de pessoal para diversas funções e cargos, faz com que muitos dos seus empregados trabalhem em regime de sobrejornada para atender as necessidades de serviço e consequentemente consigam incrementar sua renda que incorpora ao patrimônio jurídico desses trabalhadores e não pode ser modificada de maneira abrupta, pois traz prejuízos aos empregados.

Considera ainda o procurador no seu ofício que no TAC havia sido definido que o ajuste nos horários de trabalho e no registro eletrônico seriam realizados com a anuência do Sindicato das categorias profissionais, o que não ocorreu.

Complementa o procurador que nos acórdão do TCU , em nenhum momento afirma peremptoriamente que deverá haver proibição para o pagamento de horas extras mas sim a redução do pagamento dessas horas extras suplementares e seu respectivo adicional, o que no seu entender, pode se dar de modo gradual e planejado.

Cita por fim o art. 7º da Constituição da República, que prevê os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria da sua condição social, proibindo, portanto, a redução de direitos e alteração contratual que traga prejuízos concretos aos empregados, razão pela qual o Ministério Público do Trabalho entende que a redução deve ser realizada de forma paulatina e planejada, permitindo-se, portanto, um melhor planejamento do orçamento familiar dos empregados atingidos.

O Ministério público entende que a proibição imediata do trabalho em regime de hora extra causará, certamente , prejuízos aos trabalhadores mediante a redução da remuneração mensal, podendo inclusive ocasionar deficiências na prestação de serviços pela Companhia Docas do Estado de São Paulo.

Por fim, solicita que sejam tomadas as providências necessárias para que seja aprovado o novo Plano de Carreira, Empregos e Salários da empresa, o que certamente fará com que os trabalhadores passem a não mais trabalhar em regime de hora extraordinária, além de impedir a drástica diminuição de seus ganhos salariais, trazendo aos empregados uma melhor condição social e permitindo o cumprimento da legislação brasileira.

Manifestação em frente da empresa


Cerca de 800 (oitocentos) trabalhadores fizeram um ato de protesto na frente do portão do prédio da presidência da Codesp. Carro de som, palavras de ordem e fogos fizeram parte da manifestação.

Além do Sindaport, participaram da manifestação o Sindicato dos Engenheiros e a Associação Profissional da Guarda Portuária – APROGPORT.

O presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos voltou mais uma vez a se manifestar dizendo para os trabalhadores, em hipótese nenhuma, utilizem o relógio de ponto. Citou que alguns gerentes inescrupulosos, com medo de perderem os seus cargos, estão pressionando os trabalhadores para fazerem o ponto eletrônico.

Reunião agendada em Brasília

Está agendada para a próxima terça-feira, uma reunião em Brasília com o ministro da Secretaria dos Portos – SEP e com a presença do ministro do planejamento, com a presença de técnicos do Dest.

Nesta reunião tentará se chegar a um acordo para a implantação do Plano de Cargos e salários.


Greve é adiada




A deflagração da greve dos funcionários da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) foi adiada, em virtude de uma audiência na semana que vem com o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino.

A assembleia, que adiou a paralisação, mas manteve o estado de greve. As categorias decidiram votar pela greve somente na próxima quinta, após o resultado da audiência.

“A greve é a última ferramenta, como conseguimos essa audiência vamos esperar”, diz o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

“Não queremos nos prejudicar com a Justiça, em caso de uma futura negociação. Já que está agendado, vamos aguardar”, afirma ele.

Audiência Pública

Na próxima quarta-feira (22), às 14:30 horas, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Santos para debater a reivindicação das categorias, conforme requerimento apresentado pelo vereador e ex-presidente do Sindaport, Benedito Furtado de Andrade.

Segundo Everandy Cirino, o presidente da CODESP, Renato Barco, já confirmou a presença.


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quinta-feira, 11 de abril de 2013

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PORTO DE SANTOS INSTALA CONAPORTOS






O Porto de Santos instituiu, na última segunda-feira (08/04), a representação local da Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos). O ato precedeu a primeira reunião do grupo, que aconteceu na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Os trabalhos foram coordenados pelo diretor-presidente da empresa, Renato Barco. A primeira reunião contemplou a operação 24 horas do Porto de Santos.

Barco destacou que este novo espaço oferece aos agentes que interagem no Porto de Santos a oportunidade de discutirem questões importantes para o desenvolvimento das operações portuárias, buscando soluções em nível local e em instâncias superiores. A coordenação do grupo será exercida pelo titular da Autoridade Portuária.

Algumas questões importantes para o bom desenvolvimento das operações do porto em seu funcionamento em regime de 24 horas foram pontuadas pelos presentes. Algumas delas podem ter soluções em nível local e outras exigirão encaminhamentos às instâncias superiores.

A próxima reunião do acontece no próximo dia 29, às 14h30, na sede da Codesp.

Integram a representação local da CONAPORTOS:

Companhia Docas:
Titular: Renato Barco (Presidente)
Suplente: Carlos Helmut Kopittke (Diretor de Desenvolvimento Comercial)

Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça:
Titular: Reinaldo Campos Sperandio
Suplente: Gesival Gomes de Souza

Autoridade Marítima, por intermédio de seu representante local:
Titular: Capitão-de-Mar-e-Guerrra Marcelo Ribeiro de Souza
Suplente: Capitão-de-Corveta Valter Barros Barbosa

Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda
Titular: Cleiton Alves dos Santos João Simões
Suplente: Akiyoshi Omizu

Secretaria da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Titular: Danilo Tadashi Tagami Kamimura
Suplente: Daniel Gustavo Braz Rocha

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA:
Titular: Rosilane de Aquino Silva
Suplente: Carlos Cesar Russo

Agência Nacional de Transportes Aquaviários:
Titular: Nanci Stotlz de Sousa Fontenelle
Suplente: Guilherme da Costa Silva

Fonte: CODESP



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domingo, 16 de dezembro de 2012

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NÚMERO 2 DA SECRETARIA DE PORTOS NEGOCIOU COM QUADRILHA LIBERAÇÃO DE OBRA DE R$ 2 BILHÕES


SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO / POLÌCIA FEDERAL







O secretário executivo da Secretaria de Portos da Presidência (SEP), Mário Lima Júnior, negociou com a quadrilha acusada de vender pareceres técnicos a liberação de um projeto de 2 bihões de reais de interesse do grupo investigado na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Número 2 da pasta chefiada pelo ministro Leônidas Cristino (PSB-CE), ele se reuniu com o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira, apontado pela PF como chefe da quadrilha, para tratar da construção de um porto privativo na Ilha de Bagres, em Santos, a ser explorado por empresa ligada ao ex-senador Gilberto Miranda. E marcou encontro com o ex-parlamentar, em São Paulo, em viagem bancada com dinheiro público.

As escutas mostram o roteiro traçado pelo ex-diretor da ANA para cooptar o secretário executivo. Segundo a PF, o porto seria explorado pela São Paulo Empreendimentos, ligada ao ex-senador, que tem como sócio o empresário Luís Awazu. O objetivo era que o governo o declarasse de utilidade ou interesse público, o que dependia do aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), além da SEP.

A Secretaria de Portos da Presidência (SEP) confirmou nesta terça-feira que o secretário-executivo Mário Lima Júnior esteve em Santos no dia 26 de abril deste ano, onde se encontrou com Luís Awazu, sócio da São Paulo Empreendimentos. Em nota, a pasta explicou que Lima visitou a área do porto privativo da Ilha de Bagres com o empresário, além do presidente da Companhia Docas de São Paulo (Codesp), Renato Barco. Mas negou, por meio da assessoria de imprensa, a reunião com o o ex-senador Gilberto Miranda.

A SEP informou que a viagem não teve esse objetivo específico. O propósito principal seria participar de reunião ordinária do Conselho de Administração do Porto de Santos (Consad). O ex-diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Rodrigues Vieira também integrava o colegiado, daí a legitimidade para discutir o assunto.

A SEP afirmou ter sido consultada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro de 2010 sobre a construção e exploração do terminal privativo de Bagres e não se opôs ao pleito apresentado. O ex-senador Gilberto Miranda não foi localizado.

Central de empregos

 A “central de empregos” operada em paralelo ao tráfico de pareceres técnicos pela quadrilha investigada na Operação Porto Seguro ficou conhecida por muito mais gente do que apenas a família da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha – que empregou a filha na Agência Nacional de Aviação Civil e o marido na Infraero.

O procurador da Fazenda Nacional no Amapá, Evandro Gama, também recorreu a Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, tido pela PF como chefe da organização criminosa. Em e-mail enviado no dia 26 de agosto de 2011, ele listou cargos que desejava ocupar. Segundo Gama, porém, não se tratava de “nada demais, apenas um envio de currículo”. Mais três pessoas receberam o mesmo e-mail.

Gama, que já foi assessor da subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência, de 2004 a 2005, e ministro substituto da Advocacia-Geral da União, entre 2007 e 2009, disse ter conhecido Vieira em sua passagem por Brasília. “Sabia que ele tinha ligação com o PT em nível nacional, mas mandei também para outras pessoas do partido. Sou filiado ao PT.” Gama negou, porém, contato com outros envolvidos na operação da PF . “Estava tentando retornar a Brasília, listei cargos conforme a minha formação e mandei para meus conhecidos, como as pessoas fazem nesses casos.”

 
 Por Reinaldo Azevedo Na VEJA.com:

*Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
 
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domingo, 2 de dezembro de 2012

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ROSE E A SEDUÇÃO DO PODER



SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / POLÍCIA FEDERAL

OPERAÇÃO PORTO SEGURO LEVANTA SUSPEITA NA CONCESSÃO DE ÁREA À TERMINAIS PORTUÁRIOS DE SANTOS.

TERMINAL LIBRA
FORMITEX (PARTICIPAÇÃO NAS EMPRESAS PORTUÁRIAS  TECONDI, CONCAIS, ADONAI e PIER MAUÁ - RJ)
A GUARDA PORTUÁRIA TAMBÉM É CITADA NESTA REPORTAGEM.





Uma triste passagem de bastão marcou a política brasileira na semana passada: saiu de cena um escândalo político; entrou outro. De um lado, o Supremo Tribunal Federal fez história ao definir as penas dos condenados do mensalão. Treze dos réus, incluindo o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, vão para a cadeia em tempo integral – uma rara ocasião na história brasileira em que poderosos pagarão por seus crimes. De outro lado, uma nova personagem irrompeu na cena política nacional: Rosemary Nóvoa de Noronha, ou Rose. Falando em nome de um padrinho político poderoso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rose trabalhou pela nomeação de vários afilhados no governo federal. Ao se dirigir a diretores de empresas estatais ou órgãos do governo, Rose frequentemente se apresentava como “namorada” do ex-presidente. Um dos afilhados de Rose, Paulo Vieira, foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Porto Seguro, acusado de chefiar uma quadrilha que cobrava propinas de empresários, em troca de pareceres jurídicos favoráveis em Brasília – fosse no governo, nas agências reguladoras ou no Tribunal de Contas da União. Rubens Vieira, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), irmão de Paulo e outro dos afilhados de Rose, também foi preso. Tão logo o caso veio a público, na sexta-feira dia 23 de novembro, Rose foi exonerada do cargo que exercia, como chefe do gabinete da Presidência em São Paulo.



Como foi possível que Rose, uma simples secretária do PT, acumulasse tanto poder e prestígio, a ponto de influenciar nos rumos do governo federal – e causar tamanho salseiro? “A investigação demonstra que o poder de Rose advinha da relação dela com Lula. Não há elementos, entretanto, de que o ex-presidente soubesse disso ou tivesse se beneficiado diretamente do esquema”, afirma uma das principais autoridades que cuidaram do caso. “Lula cometeu o erro de deixar que essa secretária se valesse da íntima relação de ambos”, afirma um amigo do casal Lula e Dona Marisa. “Deveria ter cortado esse caso há muito tempo.” Os autos do processo, de que ÉPOCA obteve uma cópia integral, e entrevistas com os principais envolvidos revelam que:

1) Lula, ainda presidente da República, prestou – mesmo que não soubesse disso – três favores à quadrilha. Por influência de Rose, indicou os irmãos Paulo Vieira e Rubens Vieira para a direção, respectivamente, da ANA e da Anac. Lula, chamado em e-mails de “chefão” ou “PR” por Rose, também deu um emprego no governo para a filha dela, Mirelle;

2) A quadrilha espalhou-se pelo coração do poder – e passou a fazer negócios. Os irmãos Vieira, aliados a altos advogados do PT que ocupavam cargos no governo, passaram a vender facilidades a empresários que dependiam de canetadas de Brasília;

3) Rose, gabando-se de sua relação com Lula, tinha influência no Banco do Brasil. Trabalhou pela escolha do atual presidente do BB, Aldemir Bendine, indicou diretores (um deles a pedido de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT condenado no caso do mensalão), intermediou encontros de empresários com dirigentes do BB e obteve um contrato para a empresa de construção de seu marido;

4) Despesas do procurador federal Mauro Hauschild, do PT, ex-chefe de gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e, depois, presidente do INSS, foram pagas pela quadrilha. É uma situação similar à do recém-demitido número dois da Advocacia-Geral da União (AGU), José Weber Holanda – que, segundo a PF, recebeu propina;

5) A PF, mesmo diante das evidências de que Rose era uma das líderes da quadrilha, optou por não investigá-la. Não pediu o monitoramento das comunicações de Rose e não quis detonar a Operação Porto Seguro no começo de setembro, quando a Justiça autorizara as batidas e prisões. Esperou até o fim das eleições municipais.

De acordo com o relato feito a ÉPOCA por um alto executivo que trabalhou na Companhia das Docas do Porto de Santos (Codesp), Rose evocava sua relação com Lula para fazer indicações e interferir, segundo seus interesses, nos negócios da empresa. Nessas ocasiões, diz o executivo, Rose se apresentava como “namorada do Lula”. “Ela jogava com essa informação, jogava com a fama”, diz ele.

Lula fez três favores à quadrilha dos pareceres enquanto era presidente da República

Uma história contada por ele ilustra o estilo de atuação de Rose. Em 2005, uma funcionária da Guarda Portuária passou a dizer na Codesp que fora indicada para o cargo porque era amiga da “namorada do Lula”. O caso chegou ao conhecimento da direção do Porto de Santos. Um diretor repreendeu a funcionária e chegou a abrir uma sindicância para apurar o fato – e ela foi demitida. O executivo conta que, contrariada, Rose ligou para executivos para cobrar explicações e reafirmou o que a amiga havia dito: “Eu sou a namorada do Lula”. Os executivos acharam que ela blefava. “No começo, a gente não sabia que ela era tão forte”, diz um deles. No Porto, ela foi responsável pelas indicações de Paulo Vieira e do petista Danilo de Camargo, ligado ao grupo do ex-ministro José Dirceu no PT. Os dois passaram a atuar em parceria com Valdemar Costa Neto, o deputado pelo PR condenado à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão, responsável por indicar o presidente da Codesp.

Um dos interesses desse grupo era perdoar uma parcela da dívida da empresa transportadora Libra com a Codesp. O valor da dívida era de R$ 120 milhões. O acordo foi fechado no Ministério dos Transportes, então controlado pelo grupo ligado a Costa Neto, e contou com o aval de Camargo, presidente do Conselho de Administração. O PT de Santos, liderado pela ex-prefeita Telma de Souza, ficou revoltado com os termos do acordo e resolveu cobrar explicações de Camargo. Novamente Rose entrou em ação para defender os interesses da Libra, do PR de Costa Neto e de Paulo Vieira. Na ocasião, diz o alto executivo, ela evocou novamente o nome de Lula. Nos telefonemas que dava aos petistas contrários ao perdão da dívida, afirma ele, Rosemary sempre mencionava o então presidente.

Rose tem 57 anos, começou jovem na militância política e sua turma, dentro do PT, é uma turma das antigas. Seus principais interlocutores no partido, além de Lula, são Paulo Frateschi, secretário de organização do PT, e os já mencionados Camargo e Dirceu. Rose trabalhou como assessora de Dirceu nos anos 1990. Acompanhou de perto sua ascensão à presidência do PT. No total, foram 12 anos de parceria. Foi no período em que trabalhava com Dirceu que Rose conheceu Lula. Em fevereiro de 2003, com Lula no Planalto, Rose se tornou assessora especial do gabinete regional da Presidência em São Paulo. Em 2005, tornou-se chefe da unidade. Seu poder no partido foi crescendo. Ela fazia triagem informal dos currículos de candidatos a cargos do segundo escalão. Nessa época, começou a exercer influência também no Banco do Brasil. Rose trabalhou, de acordo com políticos e executivos do setor bancário, pela indicação de Aldemir Bendine para a presidência do BB.

A proximidade com Bendine permitiu que Rose, em 2009, conseguisse um emprego para José Cláudio Noronha, seu ex-marido. Noronha ganhou a vaga de suplente no Conselho de Administração da Aliança Brasil Seguros, atual Brasilprev. De acordo com as investigações da PF, Paulo Vieira forjou um diploma de curso superior para que Noronha cumprisse uma exigência da Brasilprev e assumisse a vaga. Em agosto do ano passado, o mandato de Noronha foi renovado.

Rose era também próxima de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT condenado a oito anos e 11 meses de prisão no caso do mensalão. Os dois costumavam tomar café no Conjunto Nacional, centro comercial próximo ao prédio do gabinete da Presidência. A pedido de Delúbio, segundo executivos do BB, ela usou sua proximidade com Bendine para conseguir a nomeação de Édson Bündchen para a superintendência do BB em Goiás, em setembro passado.



Rose circulava tão bem no BB que pairava acima das disputas fratricidas entre seus diretores. Era próxima também de Ricardo Flores, ex-vice-presidente de crédito e ex-presidente da Previ, o bilionário fundo de pensão dos funcionários do banco. Flores e Bendine travaram embates corporativos constantes e são considerados inimigos. Isso nunca impediu Rose de se sentir segura para pedir favores a ambos. Em 25 de março de 2009, Rose pediu a Flores que examinasse um pedido de empréstimo de cerca de R$ 48 milhões da empresa Formitex. Era um desejo de Paulo Vieira – na época, ele ainda não era diretor da ANA. “Gostaria que encaminhasse esses dados técnicos ao Dr. Ricardo (Flores) e, se possível, conseguisse uma agenda para o Dr. César Floriano”, diz Paulo em e-mail para Rose que consta do inquérito policial. Floriano era um dos empresários que bancavam a quadrilha. Em 17 de agosto de 2009, Rose encaminha outro e-mail a Paulo em que pergunta se “aquele assunto do Flores foi resolvido”. Poucos minutos depois, Paulo responde: “As coisas com o Flores estão caminhando bem, ele tem sido muito legal e parece que vamos avançar bastante” (leia o e-mail abaixo).





De acordo com a investigação da PF, além do emprego para o ex-marido, Rose usou seus contatos no BB para ajudar o atual, João Vasconcelos. Documentos apreendidos pela polícia na casa de Rose, em São Paulo, mostram que a construtora de Vasconcelos, a New Talent, obteve um contrato de R$ 1,1 milhão – sem licitação – com a Cobra Tecnologia, subsidiária do BB. Tratava-se de uma obra de adequação e reforma do novo centro de impressão da empresa em São Paulo. Mais uma vez, Rose recorreu a Paulo Vieira para forjar documentos. A Associação Educacional e Cultural Nossa Senhora Aparecida, mantenedora da faculdade de propriedade de Vieira em Cruzeiro, São Paulo, emitiu um falso atestado de capacidade técnica para a New Talent conseguir o contrato com a Cobra. Em maio de 2010, funcionários da Cobra encaminharam a Vasconcelos o contrato com a New Talent.



Fonte: DIEGO ESCOSTEGUY E ALBERTO BOMBIG, COM LEOPOLDO MATEUS, MARCELO ROCHA, MURILO RAMOS, FLÁVIA TAVARES E LEANDRO LOYOLADIEGO ESCOSTEGUY E ALBERTO BOMBIG, COM LEOPOLDO MATEUS, MARCELO ROCHA, MURILO RAMOS, FLÁVIA TAVARES E LEANDRO LOYOLA – REVISTA ÉPOCA – G1.




* Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel   é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.


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sábado, 1 de dezembro de 2012

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POLÍCIA FEDERAL SUSPEITA DE EX-DIRETOR DO TECONDI


SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / POLÍCIA FEDERAL


OPERAÇÃO PORTO SEGURO LEVANTA SUSPEITA NA CONCESSÃO DE ÁREA À TERMINAIS PORTUÁRIOS DE SANTOS


TERMINAL TECONDI







O ex-diretor executivo da Terminal para Contêineres da Margem Direita S/A (Tecondi), Carlos César Floriano, é um dos suspeitos da Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento na Operação Porto Seguro.

O esquema envolve tráfico de influência, falsidade ideológica e corrupção, com pagamento de propina a funcionários públicos, para emissão de pareceres e laudos técnicos em favor de empresas com interesse em processos em trâmite no governo federal.

A denúncia teve repercussão nacional após ser veiculada pelo Programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, dia 25, além da Folha de São Paulo (Folha). Nesse último, nome de Floriano encabeça a lista dos que responderão inquérito.

Procurado ontem pelo DL, o advogado do ex-diretor, Alberto Zacharias Toron não foi localizado, mas já havia garantido à Imprensa que o empresário não foi preso, mas teria ido prestar depoimento na PF. Ele acredita que o ex-diretor não tem participação alguma em atos ilícitos.

A denúncia

Segundo já veiculado, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges denunciou à Policia Federal que recebeu uma oferta de R$ 300 mil para dar parecer favorável ao Tecondi. O dinheiro teria sido oferecido entre 2009 e 2010 e Borges teria se arrependido do acerto.

O Tecondi precisava do documento porque o Tribunal de Contas da União (TCU) estava investigando a possibilidade de a empresa ter usado instalações portuárias que não estavam previstas na concorrência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), iniciada em 1998.

O auditor já teria dado um parecer, em 2007, propondo a anulação do contrato por conta de irregularidades na licitação. Caso o TCU acatasse o parecer, o contrato do Tecondi com a Codesp para operar o terminal de contêineres poderia ser anulado, causando problemas à empresa portuária. Dois anos depois (2009) o auditor teria dado um parecer favorável.

Indiciados

Ao todo, a Operação Porto Seguro já teria 18 pessoas indiciadas e cinco presas. O processo que já tem mais de três mil páginas. A chefe de gabinete do Escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, que já foi demitida pela presidente Dilma Rousseff, seria uma das principais envolvidas.

Segundo a Polícia Federal, Rosemary é personagem chave do esquema. Foi ela quem sugeriu Paulo Rodrigues Vieira – um dos indiciados - para o cargo de diretor de hidrologia da Agência Nacional de Águas. Vieira foi também já foi conselheiro fiscal da Codesp. 

O denunciante disse à Polícia Federal que quem ofereceu a propina foi Paulo Vieira. A especialidade dele era fazer contatos entre empresários em dificuldades e funcionários públicos que pudessem ser corrompidos.

Para comprovar a negociação, o delator entregou à Policia Federal um CD contendo uma conversa entre ele e Paulo Vieira. A polícia suspeita que, apesar de atendido o pedido de Vieira, o funcionário público não recebeu todo o dinheiro prometido.

A partir do depoimento do denunciante, a polícia conseguiu autorização da Justiça para monitorar telefonemas entre ambos - um passo definitivo para descobrir a participação dos demais integrantes da quadrilha, que ainda incluiria três advogados e um empresário. Eles entravam em contato com as empresas e depois cooptavam funcionários públicos de segundo e terceiro escalões.

Cyonil Borges publicou um livro sobre direito administrativo, mas, segundo a Polícia Federal, nas conversas com Paulo, a palavra publicação significa pagamento. Por e-mail, Cyonil teria cobrado Paulo Vieira várias vezes.

“Brother, não quero ser chato. Já vencemos o dia 11 e 21 de janeiro. Será que neste mês de fevereiro teremos alguma publicação? Como te disse, preciso para dar entrada em um apartamento. Coisa pequena”, disse.

Tecondi soube pela Imprensa das investigações da operação

 
Procurada ontem, a atual administração do Tecondi informou que tomou conhecimento pela imprensa das investigações realizadas pela Polícia Federal e os fatos anunciados nesta investigação ocorreram em 2010, dois anos antes da mudança do controle acionário do terminal, ocorrido em 19 de junho deste ano.


Ainda conforme a empresa, a aquisição do terminal pelo novo acionista fundamentou-se em relatórios produzidos a partir de rigorosos processos de auditoria e o Tecondi, que não é objeto das investigações, tem plena certeza de que suas operações não serão prejudicadas por esses fatos. O Terminal dará prosseguimento às suas atividades, mantendo seu plano de negócios e de investimentos.


A empresa finaliza enfatizando que está localizada na margem direita do Porto de Santos, é responsável por quase 17% da operação de contêineres do maior porto da América Latina. Gera mais de 1.800 empregos diretos e, em 12 anos de operação, investiu mais de R$ 500 milhões no terminal em obras civis, tecnologias e equipamentos utilizados em suas instalações, suplantando a exigência contratual de investimentos de R$ 138 milhões.


O compromisso com a eficiência e zelo em suas operações levou a empresa a obter as certificações ISO 9.001, ISO 14.001 e OHSAS 18.001 concedidas pelo Bureau Veritas Quality Internacional. A preocupação com segurança fez com que o terminal fosse também um dos primeiros a ter seu plano de segurança aprovado pela Autoridade Portuária e CONPORTOS, cumprindo as mais rígidas exigências dos órgãos internacionais (ISPS CODE).


Em 2006, metade das ações da Termares foi adquirida por um dos sócios proprietários do Tecondi, fazendo com que ambas as empresas tivessem a mesma composição societária. Em 2012, o grupo EcoRodovias adquiriu 100% das ações das empresas associadas Tecondi, Termares e Termlog.
 

Procurada pela reportagem, a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, não respondeu aos questionamentos do Diário do Litoral - DL.


Boy e Gonzalez são citados em escutas  


 
Ainda sobre a Operação Porto Seguro, a PF identificou mais de 1.100 telefonemas, entre eles contatos diretos entre Paulo Vieira e o deputado Valdemar da Costa Neto (PP), o Boy, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva no julgamento do Mensalão.



Entre as escutas estaria uma entre o deputado e o escritório de Carlos César Floriano. Em uma delas, Paulo Vieira teria pedido a indicação do vereador santista Odair Gonzalez (PP) para assinatura de representação junto ao TCU. Não há, pelo menos por enquanto, nenhum indício que Gonzalez esteja envolvido no esquema.
 
 
 
* Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel   é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
 
 
 


 
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

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INFOSEG PARA A GUARDA PORTUÁRIA É VIÁVEL


SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / GUARDA PORTUÁRIA


Grupo de Trabalho no Porto de Santos realiza Estudo de Viabilidade Técnica para a Celebração de Convênio para ter acesso a Rede INFOSEG.
O Estudo
Um Grupo de Trabalho tendo como coordenador o Inspetor Carlos Roberto Carvalhal, como relator o guarda portuário Fábio Barbosa Mesquita e como colaboradores, os também guardas, Alexandre Aparecido dos Santos e Rubens da Silva Pereira, realizaram durante três meses um Estudo de Viabilidade Técnica para a Celebração de Convênio com o SENASP – Secretaria Nacional de Segurança Pública, objetivando a integração da Guarda Portuária a Rede INFOSEG, para o fortalecimento do seu papel na Segurança Pública Portuária.
O estudo foi fundamentado em Leis, Decretos, Portarias e Resoluções. Levou em consideração também o ISPS Code (International Ship and Port Facility Security Code), que nos insere através da Autoridade Portuária na função de Controle e Fiscalização nos portos e instalações portuárias e o Plano Nacional de Segurança Pública Portuária – PNSPP, que coloca a Guarda Portuária no cumprimento de função de Segurança Pública Portuária.
No presente estudo, foi demonstrado  inúmeras peculiaridades afetas à atuação da Guarda Portuária como agente da Autoridade Portuária e “longa manus” das demais Autoridades intervenientes que atuam no Porto.
Guardas Municipais
As Guardas Municipais tiveram seu acesso a Rede INFOSEG facilitado através da Portaria n° 48 da SENASP, publicada no dia 27/08/12, e assinado pela Secretária de Segurança Pública, Regina Miki,
Além das atribuições exercidas pela Guarda Municipal, a Autoridade Portuária, representada pela Guarda Portuária exerce papel de controle e fiscalização no âmbito federal, seja no cumprimento de normas da União – visto que os portos situam-se em área de jurisdição federal; seja no cumprimento de normas alfandegárias - através da delegação de poderes de controle e fiscalização inerentes à Receita Federal; seja no cumprimento de normas internacionais – no caso o ISPS Code; seja no cumprimento de normas de trânsito, portanto por analogia, também faz jus aos benefícios deste convênio, em prol da Segurança Pública.

O que diz a Lei
O artigo 2° do Decreto n° 6138/2007, que trata daqueles que podem participar da Rede INFOSEG, dentre eles os órgãos federais da área de Segurança Pública, Controle e Fiscalização, as Forças Armadas e os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público e, mediante convênio os estados, o Distrito Federal e os municípios.
O parágrafo único do artigo 3° do Decreto da Rede INFOSEG deixa em aberto que a mesma pode agregar e disponibilizar dados de outras fontes, desde que relacionados com segurança pública, controle e fiscalização.
O Estudo demonstra claramente que a Guarda Portuária, mesmo não estando inserida na Constituição Federal como órgão de segurança pública, exerce o papel de controle e fiscalização na área de Segurança Pública.
Basta vontade política
No último dia 05 de outubro, o grupo de trabalho protocolou o Estudo na Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP, endereçado ao Superintendente da Guarda Portuária, Sr. Ézio Ricardo Borghetti.
Borghetti, como já foi Presidente da CONPORTOS - Comissão Nacional da Segurança Pública nos Portos e Ouvidor do Ministério da Justiça pode viabilizar este convênio junto ao SENASP.
Trabalho dedicado a todas as Guardas
O trabalho teve como foco a Guarda Portuária do Porto de Santos, no entanto, ele foi dedicado a todas as Guardas Portuárias. Cada Porto pode adequar o Estudo a sua realidade e pleitear a celebração do Convênio junto ao SENASP.
Caso apenas uma Guarda Portuária consigo este convênio, ele será estendido a todas as outras.
Carlos Carvalhal
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