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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

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PORTO DE SANTOS REFORÇA PREPARAÇÃO PARA RESPOSTA À DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA


Medidas foram intensificadas após a OMS declarar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para o surto de vírus Bundibugyo na África 

A Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável pela administração do Porto Organizado de Santos, intensificou as ações de preparação para uma eventual ocorrência de Doença pelo Vírus Ebola (DVE) em embarcações procedentes do exterior.

A iniciativa ocorre diante do surto de doença causada pelo vírus Bundibugyo, identificado na República Democrática do Congo e em Uganda. Em 17 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o evento constituía uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), conforme o Regulamento Sanitário Internacional. Na mesma decisão, a organização informou que o evento não preenchia os critérios para ser classificado como uma emergência pandêmica.

O trabalho no Porto de Santos é conduzido em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As ações incluem treinamentos para profissionais que atuam no ambiente portuário e o fortalecimento da integração entre as instituições responsáveis pela resposta a eventuais emergências de saúde pública.

Segundo a APS, o protocolo também foi apresentado às equipes técnicas de outros municípios da Baixada Santista, com o objetivo de ampliar o alinhamento regional para uma eventual resposta coordenada.

Doença pelo Vírus Ebola (DVE)

O surto em curso é causado pelo vírus Bundibugyo, uma das espécies de vírus do gênero Ebolavirus. A OMS informou que o surto foi oficialmente declarado na República Democrática do Congo em 15 de maio, após confirmação laboratorial de casos na província de Ituri. Uganda também registrou casos relacionados ao surto.

Distribuição de casos confirmados acumulados pelo vírus bundibugyo até 15 de julho na república Democrática do Congo e até 17 de Julho em Uganda - Divulgação OMS

A situação evoluiu rapidamente. Em 15 de julho, a OMS registrava 2.124 casos confirmados e 828 mortes na República Democrática do Congo. Em Uganda, não havia novos casos desde 21 de junho, e o último paciente havia recebido alta em 16 de julho.

Número decasos confirmados (2.124) até 15 de julho, por data de notificação na República democrática do Congo - Divulgação OMS

Número decasos confirmados (20) até 17 de julho, por data de notificação em Uganda - Divulgação OMS

Número de óbitos (828) entre os casos confirmados, até 15 de julho, por data de notificação, na República Democrática do Congo - Divulgação OMS

A OMS avaliou que o risco permanecia elevado nas áreas afetadas e ressaltou a necessidade de vigilância, preparação e resposta, inclusive diante da possibilidade de propagação para outras regiões.

Praticagem

No final de junho, profissionais da Praticagem participaram de treinamento sobre o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) Universal Mínimo, destinado a situações em que o prático precise embarcar em um navio com suspeita de DVE.

A atividade combinou demonstração prática e atualização técnica sobre a doença, incluindo informações sobre epidemiologia, formas de transmissão, sinais clínicos e medidas de prevenção.

Plano de Contingência

No início de julho, foi a vez das equipes das clínicas médicas que atuam na área portuária participarem das atividades.

Além da revisão dos aspectos gerais da doença e da demonstração dos procedimentos de colocação e retirada dos EPIs, os participantes conheceram o Anexo IV do Plano de Contingência do Porto de Santos para Eventos de Saúde Pública.

O documento estabelece procedimentos de resposta para a DVE em dois cenários: atendimento de caso suspeito a bordo e resposta a eventual óbito suspeito durante a viagem.

Segundo a APS, novos treinamentos estão previstos e deverão envolver outros segmentos da comunidade portuária.


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