Ele é apontado como sócio de uma empresa de mergulho utilizada
como base para armazenar entorpecentes e dar suporte logístico ao envio da
droga para o exterior
O Departamento
Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia
Antissequestro (DAS), com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de
Polícia Técnica (DPT), da Polícia Civil da Bahia prendeu, na região do
Iguatemi, em Salvador, Itamar Macedo da Silva, suspeito de tráfico
internacional de drogas.
Segundo a Polícia
Civil, informações de inteligência apontaram que o Itamar estava escondido em
um condomínio da região. Equipes iniciaram o monitoramento e flagraram o homem
deixando o local em um veículo Nissan Frontier. Ele foi abordado e preso em
seguida.
No momento da
captura, Itamar estava com dois aparelhos celulares, que foram apreendidos e
encaminhados para análise pericial.
O suspeito é
apontado no envolvimento de uma grande apreensão de drogas realizada em 2023,
quando cerca de 800 quilos de entorpecentes foram encontrados em uma empresa de
mergulho ligada a ele, em Águas Claras.
De acordo com a
Polícia Civil, o suspeito ostentava padrão de vida incompatível com sua renda
declarada, com uso de veículos de alto valor, roupas de grife, relógios de luxo
e frequentes viagens internacionais.
O homem estava
foragido desde 2023, após a Justiça expedir mandado de prisão em processo conduzido
pela Polícia Federal (PF).
A polícia informou
que os celulares encontrados com o suspeito podem ajudar a aprofundar as
investigações. A análise do material pode gerar novos desdobramentos no caso.
Empresa de mergulho
De acordo com a
Polícia Civil, ele é apontado como sócio da empresa Oceantec Marítima Ltda., utilizada
como base para armazenar entorpecentes e dar suporte logístico ao envio da
droga para o exterior.
Itamar e outros
integrantes foram investigados no âmbito da “Operação Arpão”, que identificou a
atuação de uma organização criminosa (ORCRIM) voltada para o tráfico
internacional de drogas. As investigações apontam que, além de funcionar como
depósito — onde foram apreendidos 816,35 quilos de cocaína —, o negócio também
operava diretamente na ocultação da droga em navios.
“A empresa seria
especializada em lavagem de cascos de navio e, durante essa atividade,
valendo-se de sua expertise, ocultava vultosa quantidade de droga em
compartimentos subaquáticos da embarcação”, destaca decisão judicial que negou
o relaxamento de prisão preventiva contra Itamar.
A Justiça destacou
que a estrutura da empresa, com equipamentos de mergulho e maquinário pesado,
não afastava o uso para atividades ilícitas. Pelo contrário: o aparato teria
sido fundamental para viabilizar o transporte de grandes quantidades de droga
por via marítima.
O que pesa na tese
policial é o fato de Itamar levar uma vida incompatível com os valores que
declara ter de renda. Na investigação, policiais destacaram o cotidiano do
suspeito, que tinha veículos caros, utilizava roupas de marcas exclusivas,
relógios de grife e registrava constantemente viagens internacionais de alto
padrão.
Para o Ministério
Público, há indícios consistentes de que o investigado integrava uma ORCRIM com
atuação internacional e capacidade logística para exportação de drogas em larga
escala.
A Polícia Civil
informou que a prisão foi resultado de levantamento de dados, análise de
informações e monitoramento realizado por equipes da DAS e do Núcleo de
Inteligência do DPT. Itamar foi conduzido para unidades da Polícia Civil e
permanecerá à disposição da Justiça.
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