Reunião reuniu representantes de órgãos federais,
estaduais e do setor logístico para discutir ações integradas de prevenção ao
crime organizado
Na última
sexta-feira (17), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoveu
uma reunião técnica de cooperação e alinhamento institucional com
representantes de órgãos de segurança pública, fiscalização, inteligência,
regulação e operadores da infraestrutura logística. O encontro teve como foco o
fortalecimento da atuação integrada nos portos, aeroportos, rodovias e demais
corredores logísticos do país.
A reunião teve como
objetivo discutir medidas de cooperação entre as instituições para prevenir e
combater a atuação do crime organizado nesses setores estratégicos.
O encontro foi
organizado no âmbito dos Escritórios Nacionais Antifraude (ENA), coordenados
pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria
Nacional de Segurança Pública (Senasp). A iniciativa busca ampliar a cooperação
entre instituições federais, estaduais e parceiros estratégicos, fortalecendo
ações de inteligência, prevenção e integração operacional.
Abertura
Durante a abertura
do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e
Silva, destacou a importância da cooperação entre os diversos órgãos
responsáveis pela segurança e fiscalização da infraestrutura logística
nacional.
"A proteção dos
portos, aeroportos, rodovias e demais corredores logísticos, assim como o
fortalecimento da segurança nas fronteiras, depende da atuação integrada e
colaborativa entre os órgãos públicos e privados responsáveis por essas
infraestruturas. Dessa forma, essa reunião representa uma oportunidade para
consolidar uma atuação coordenada e estratégica em defesa da segurança pública
e da logística nacional, tendo a inteligência como ferramenta fundamental para
alcançarmos o objetivo comum de combate ao crime organizado."
O secretário
nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou que a integração entre as
instituições é essencial para enfrentar organizações criminosas que atuam de
forma articulada.
"O crime
organizado não respeita fronteiras nem a divisão entre os órgãos públicos. Por
isso, nossa resposta também precisa ser integrada. Quando as instituições compartilham
informações e atuam juntas nos portos, aeroportos, rodovias e fronteiras, fica
mais difícil para essas organizações encontrarem espaço para agir."
Compartilhamento de informações
Segundo o MJSP,
entre os principais temas debatidos estiveram o compartilhamento de informações
entre órgãos de inteligência e fiscalização, a integração de sistemas de
monitoramento, a gestão de riscos na cadeia logística e o aperfeiçoamento dos
mecanismos de cooperação institucional para prevenção e enfrentamento de ilícitos
relacionados ao transporte de cargas e à infraestrutura logística.
Integração entre os órgãos
Os participantes
também discutiram propostas para ampliar a integração entre órgãos federais,
estaduais e operadores da infraestrutura logística, com foco no fortalecimento
dos fluxos de comunicação entre o poder público e as empresas responsáveis pelo
transporte de cargas e pela administração de terminais.
O grupo avaliou
mecanismos destinados a detectar e impedir crimes relacionados ao transporte de
mercadorias e ao uso da infraestrutura logística nacional.
Entre os objetivos
da iniciativa estão a ampliação da troca de informações, o aperfeiçoamento da
análise conjunta de dados e o fortalecimento da capacidade de resposta diante
de atividades suspeitas.
Participantes
Além do ministro da
Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e do secretário
nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, participaram da reunião:
- o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita;
- o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes;
- o delegado da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, Marcelo Macieiras;
- o representante da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo, Elenaldo Ferreira;
- a gerente de Inteligência da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ana Regina das Neves;
- o gerente de Planejamento da Guarda Portuária da Autoridade Portuária de Santos (APS), José Eduardo Florido Turcarto;
- o consultor da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Marcelo Dantona;
- a presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), Roseneide Fassina;
- o comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz), da Marinha do Brasil, contra-almirante Luciano Calixto de Almeida Júnior;
- o tenente-brigadeiro da Força Aérea Brasileira (FAB), Valter Borges;
- o chefe do Centro de Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), coronel Komata; e
- o capitão do Centro de Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Miguel Rodrigues Santiago Filho.
Também participaram
representantes do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública
Regional – Sudeste (CIISPR-SE), da Receita Federal do Brasil (RFB), da Agência
Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), da Federação das Empresas de
Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) e da concessionária GRU
Airport.
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