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quarta-feira, 20 de maio de 2026

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SINDICATO DENUNCIA CONDIÇÕES PRECÁRIAS NA PORTARIA DO PORTO DE VILA DO CONDE


No período chuvoso, a falta de estrutura expõe os trabalhadores a riscos maiores e evidencia o completo descaso com a dignidade e a saúde laboral

O Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Portuários nos Terminais Públicos, Privativos e Retreportuários nos Estados do Pará e Amapá (SINDIPORTO PA/AP), entidade que representa os trabalhadores portuários e os funcionários da Companhia Docas do Pará (CDP), divulgou um boletim denunciando a situação precária da portaria do Porto de Vila do Conde, no Pará.

Segundo o sindicato, a condição de absoluta precariedade no posto não é novidade. Trata-se de um problema antigo, reiteradamente denunciado pelo SINDIPORTO, que somente começou a ser enfrentado após a atuação firme da entidade sindical e a interdição da portaria pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), diante das condições indignas impostas aos trabalhadores.

Passado quase um ano desde o início da reforma, a obra segue inacabada, sem qualquer solução concreta apresentada pela empresa. Enquanto isso, os trabalhadores continuam submetidos diariamente a transtornos, insegurança e condições inadequadas de trabalho.

O cenário torna-se ainda mais grave no período chuvoso, quando a falta de estrutura expõe os trabalhadores a riscos maiores, e evidencia o completo descaso com a dignidade e a saúde laboral.

Outro problema histórico que permanece sem solução é a pavimentação das vias do Porto de Vila do Conde (PVC). A licitação destinada à execução da obra foi impugnada e o processo retornou para nova instrução e elaboração do termo de referência, o que, na prática, representa mais atraso, abandono e prejuízos aos trabalhadores que convivem diariamente com vias deterioradas, lama, poeira e dificuldades de acesso.

Diante da gravidade da situação, na última quinta-feira, 14 de maio de 2026, o SINDIPORTO levou as demandas ao gerente de engenharia, cobrando providências imediatas e efetivas. Na ocasião, o gerente informou que estaria pessoalmente em Vila do Conde no dia seguinte para verificar a situação e apurar as soluções necessárias.

Também ficou agendada para ontem (19) uma reunião entre o SINDIPORTO e a GEENGE para tratar dessas e de outras demandas estruturais que são de responsabilidade direta da gerência.

Além disso, o sindicato informou que voltou a acionar a SRTE, requerendo a intervenção urgente da fiscalização do trabalho para garantir condições mínimas, dignas e adequadas aos trabalhadores — obrigação que, segundo a entidade, a empresa insiste em negligenciar.

O SINDIPORTO afirma que seguirá firme na luta, fiscalizando, denunciando e cobrando providências concretas até que os trabalhadores tenham o respeito, a segurança e a estrutura que merecem.

Denúncias frequentes

O modo como a Companhia Docas do Pará administra os portos paraenses destoa da realidade observada em diversos portos do país, aonde, nos últimos anos, vêm sendo realizados investimentos em infraestrutura, tecnologia e segurança.

Nossa página há anos denuncia o descaso com as condições de trabalho e o não cumprimento de exigências relacionadas ao ISPS Code.

Histórico de denúncias e problemas:


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