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LEGISLAÇÕES

sexta-feira, 18 de junho de 2021

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PF DESARTICULA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA LIGADA AO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS EM SANTA CATARINA

 

A quadrilha enviava para à Europa grandes cargas de cocaína a partir de vários portos do Brasil

No dia 10 de junho, a Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou a operação “Shipping Box”, cujo objetivo foi desmantelar uma grande organização criminosa instalada no sul do País, voltada à prática do crime de tráfico internacional de drogas, por meio da remessa de grandes cargas de cocaína a partir de vários portos do Brasil.

Operação

Cerca de 250 policiais e 15 agentes da RFB cumpriram 34 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão, em 15 cidades nos estados de Santa Catarina (Joinville, Itapoá, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Balneário Piçarras, Barra Velha, Itapema, Canelinhas e Criciúma), Paraná (Paranaguá), Rio Grande do Sul (Rio Grande), São Paulo (Mogi Mirim) e Rio de Janeiro (Cabo Frio).

O delegado da Polícia Federal em Joinville, Vinicius Zangirolani destacou que as prisões exigiram um trabalho de inteligência intenso, pois os suspeitos se movimentam constantemente e utilizam nomes e endereços falsos. “Realizamos prisões de um criminoso em um motel e de outro escondido atrás da caixa d´água de um vizinho. Também tivemos casos de criminosos tentando se livrar de provas jogando o celular na privada”, comentou Zangirolani.

Nas Chácaras Ypê, na zona Leste de Mogi Mirim-SP, foi detido Y. S. F., de 25 anos. Ele é apontado pela PF como ponte de traficantes internacionais com sede na Bolívia e o núcleo embarcador da droga de Santa Catarina, para a exportação da droga.

Investigação

A investigação teve início após os agentes da RFB apreenderem 600.5 kg de cocaína no Porto de Itapoá, em janeiro de 2020. Após o envio das informações à PF, iniciou-se a apuração dos responsáveis pelos envios, com a descoberta de uma organização criminosa com integrantes residentes em sua maioria na região Sul.

A troca de informações entre os dois órgãos possibilitou a apreensão de seis toneladas de cocaína e a prisão em flagrante de oito pessoas durante o período de investigações.

Modus Operandi

De acordo com as investigações da PF, a organização criminosa se valia de vários expedientes para embarcar a droga, como a cooptação de funcionários dos portos para facilitar a entrada do entorpecente, a criação de compartimentos falsos em caminhões para transporte de traficantes e cargas de drogas para dentro do ambiente portuário e até a criação de empresas de logística de carregamento e transporte de contêineres para atrair a exportação de cargas lícitas que ensejassem a oportunidade de enxerto e embarque de cocaína.

Parte da droga que vinha da Bolívia era inserida em contêineres a serem embarcados em navios com destino à Europa, outra parte era pulverizada para abastecer organizações criminosas dedicadas ao tráfico para consumo interno.

Em alguns casos, a quadrilha usava o método rip-on / rip-off, quando uma carga de um exportador sem conexão com o esquema é violada e sacolas com cocaína são introduzidas no interior do container.

Em um dos alvos da operação foram encontrados lacres falsos que seriam utilizados para imitar o lacre verdadeiro com a numeração vinculada à carga original e tentar driblar a fiscalização da RFB.

“Shipping Box”

A operação recebeu o nome “Shipping Box” em alusão, em inglês, ao método de atuação da organização criminosa, que usava o sistema de despacho marítimo de drogas escondidas em contêineres.

Apreensões 

Segundo o delegado Vinicius Faria, durante as investigações foram apreendidas aproximadamente 6 toneladas de cocaína e presas oito pessoas em flagrante delito em Santa Catarina.

No sentido da desarticulação patrimonial do crime organizado, foram sequestrados 68 veículos, 23 imóveis e 2 embarcações, bem como foi realizado o bloqueio de 30 contas bancárias de vários investigados.

A PF já detectou, em meio ao tráfico, indicativos de um esquema de lavagem de dinheiro por alguns dos investigados através da constituição de empresas fictícias e aquisição de ativos como ouro e até mesmo de criptomoedas.

Ainda não se sabe se a PF conseguirá reaver os valores convertidos em ouro e criptomoedas, mas a identificação das contas dos responsáveis pode ajudar no rastreio e apreensão.

O delegado da Polícia Federal, Alessandro Vieira, mencionou a importância das apreensões e bloqueios de conta para sufocar economicamente às organizações criminosas. “Essa é uma diretriz que seguimos, na nossa missão de não apenas apreendermos a droga, mas atacarmos o núcleo financeiro destas organizações criminosas. Inclusive, verificamos que parte dos criminosos estavam usando criptomoedas para movimentar recursos, o que irá demandar um trabalho posterior nosso e da Receita Federal”, lembrou Vieira.

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06) e formação de organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/13), cujas penas máximas somadas ultrapassam 30 anos de reclusão.

Os presos foram conduzidos às sedes da PF em Joinville e Itajaí, onde foram interrogados, e posteriormente, levados ao presídio regional de Joinville, onde ficaram recolhidos à disposição da Justiça Federal.



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quinta-feira, 17 de junho de 2021

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TRAFICANTE COLOMBIANO LIGADO A FARC PRESO NO BRASIL É EXTRADITADO PARA OS EUA

 

Guillermo Amaya Ñungo, "El Patrón", responde por tráfico internacional de drogas entre a Colômbia e os EUA

A Polícia Federal (PF), em operação conjunta com a Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA), procedeu no dia 6 de junho, à extradição para os Estados Unidos, do colombiano Guillermo Amaya Ñungo, "El Patrón", de 57 anos, nascido em 15/12/63, ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em razão de tratado firmado entre o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos da América.

Nos EUA, ele responde por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. Se for condenado, pode ficar preso por até 30 anos.

As autoridades brasileiras desconhecem, até o momento, se Amaya Ñungo exercícia atividades ilícitas no  Brasil.

A Operação

Preso no prédio da Polícia Federal (PF) em Fortaleza, desde setembro de 2019, a operação para a extradição de Guillermo ocorreu sob forte esquema de segurança, com a participação de diversas equipes da PF, além dos agentes da DEA responsáveis pelo seu transporte e escolta em jato executivo do governo dos EUA. A embaixada norte-americana também enviou representantes sediados no Brasil para acompanhar a operação.

Integrante da FARC

Segundo documentos apresentados pelas autoridades norte-americanas, "El Patrón", é ex-gerrilheiro das Farc, onde capitaneava um complexo esquema de transporte de grande quantidade de cocaína entre a Colômbia e os EUA, com uso de aeronaves próprias e pistas de pouso em países da América Central.

Prisão em 2019

Em trabalho conjunto de inteligência entre as autoridades norte-americanas e a Polícia Federal Brasileira, foi possível localizar o foragido e efetuar a sua prisão em setembro de 2019, quando "El Patrón" chegava a uma escola no Bairro Messejana, em Fortaleza, para buscar a filha adolescente.

Procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), os policiais federais  cumpriram um mandado de prisão para extradição, decretado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois de pedido da justiça norte-americana.

No momento da prisão, foi apreendido com ele um documento de identificação falso, com o nome de José Jesus Rodríguez Hernandez, que é como se apresentava no Brasil.

Na ocasião, o então chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), delegado Samuel Elânio, afirmou que a PF recebeu a informação sobre a suspeita da presença do colombiano uma semana antes da prisão, após investigações da Coordenação de Repressão a Entorpecentes da PF, em Brasília e do Drug Enforcement Administration (DEA), do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

"Nós tínhamos o nome verdadeiro dele e também o falso. Com o nome falso, conseguimos pegar o trânsito dele pelo país, pela via aérea e pela fronteira. Identificamos pessoas que estavam com ele, seja com o nome verdadeiro ou falso, e também deu o direcionamento para onde irmos. Mesmo com o nome falso, ele tinha algumas cautelas", pontua.

De acordo com o delegado, ele entrou a pé no Brasil, usando o nome falso, pelo município de Pacaraima, em Roraima, na fronteira com a Venezuela.

Ao ser interrogado pela PF no dia da prisão, "El Patrón" disse que estava em Fortaleza há três meses, onde residia em um duplex de luxo, no Bairro Lagoa Redonda, na companhia da esposa e de duas filhas.

Justiça Brasileira decide pela extradição

A extradição do ex-guerrilheiro foi decidida em setembro de 2020, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, julgou procedente o pedido formulado pelas autoridades dos Estados Unidos, cuja autorização de transporte foi posteriormente autorizada pelo Ministério da Justiça brasileiro.

A Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Edson Fachin (relator), Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, decidiu pela extradição por unanimidade.

No voto, Fachin garantiu que os Estados Unidos se comprometeram, por via diplomática, em não condenar o colombiano a mais de 30 anos de prisão e a reduzir da pena o período em que ele esteve preso no Brasil.

Antes da decisão, cerca de cinco meses após ser preso, Guilhermo afirmou em depoimento ao STF que sua prisão tem motivações políticas.

Acusações nos EUA

Guillermo é acusado de cometer crimes em pelo menos três países, além de ter acusações na Colômbia e nos EUA, é processado na Nicarágua.

Nos EUA "El Patrón" responde a dois processos por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. O primeiro no Tribunal Federal dos Estados Unidos do Distrito Leste do Texas, de 2007.

Nos EUA "El Patrón" responde a dois processos por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. O primeiro no Tribunal Federal dos Estados Unidos do Distrito Leste do Texas, aberto em 2007, investigava um esquema de comércio internacional de cocaína, tendo contra si mandado de prisão.

O transporte da cocaína de laboratórios clandestinos de drogas na Colômbia, que variava de 100 kg a 2,5 toneladas, para aeronaves, lanchas rápidas, navios de carga e outras embarcações marítimas, era feita através do uso de reboques e outros veículos a motor que contenham compartimentos ocultos para transportar a droga.

A cocaína era normalmente contrabandeada para Belize, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Honduras, Guatemala, República Dominicana e México a caminho do Norte, para posteriormente ser enviada aos Estados Unidos.

O segundo processo que tramita no Tribunal Federal dos Estados Unidos, apontam que em 16 de abril de 2014, "El Patrón" transportou com sucesso 1.600 kg de cocaína a bordo de uma aeronave registrada nos Estados Unidos, da Venezuela para Honduras.

O colombiano fazia todo o planejamento do voo, desde a saída do entorpecente da Venezuela, com pagamento de suborno a policiais (com dinheiro ou droga), passando por outros países, até a chegada aos Estados Unidos.

Ele nega

Os advogados de Guillermo Amaya Ñungo alegam que o mandado de prisão expedido nos Estados Unidos contra o cliente é político e uma retaliação à recusa da Espanha em entregar o ex-chefe da inteligência militar da Venezuela, o general Hugo Carvajal, também acusado de tráfico internacional de drogas em terras norte-americanas.

Em audiência realizada na 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará, em Fortaleza, no dia 4 de dezembro de 2019, "El Patrón" negou as acusações de tráfico de drogas. Ele disse que era produtor agropecuário na Venezuela, sendo proprietário de uma fazenda, que começou a ser utilizada pelo governo do então presidente Hugo Chávez para reuniões de grupos de guerrilha.

Segundo ele, os encontros aconteciam sem o seu consentimento, mas ele era obrigado a transmitir mensagens e documentos entre o Exército Nacional e os grupos de guerrilha. “Eu fui vítima das circunstâncias”, afirmou.

Disse ainda que fugiu da Venezuela para o Ceará por medo de ser assassinado. E que se sustentava em Fortaleza com doações de amigos venezuelanos, apesar de morar em uma residência de alto padrão, no Bairro Lagoa Redonda, segundo a PF.

Outros traficantes internacionais

Além de “El Patrón” outros homens apontados como traficantes internacionais foram encontrados em terras cearenses: casos do mexicano José Gonzalez Valencia, o 'Chepa', em dezembro de 2017 e do britânico James White, em junho desse ano.


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quarta-feira, 16 de junho de 2021

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HOMEM É PRESO SUSPEITO DE ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS PELO PORTO DE SANTOS

 

Polícia Civil chegou ao suspeito depois de realizar diligências e localizar quase 33 kg de cocaína dentro do fundo falso de um veículo

Um homem de 34 anos foi preso pela Polícia Civil no bairro Aviação, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeito de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. A prisão foi feita pela Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic) do Deinter-6 de Santos.

De acordo com a Polícia Civil, a equipe se dirigiu à residência do rapaz para cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Santos, devido à suspeita de seu envolvimento em organização criminosa que atua no despacho de drogas para o exterior.

As investigações tiveram início em outubro de 2020, quando foram localizados quase33 kg de cocaína dentro do fundo falso de um veículo, que estava em um estacionamento na Rua Senador Dantas, no bairro Macuco, em Santos.

Desde então, inúmeras ações de campo foram realizadas para a identificação do responsável pelo armazenamento da droga.

Os policiais realizaram buscas no imóvel e apreenderam um aparelho celular, uma chave de veículo e diversos documentos, que serão analisados e servirão de embasamento para novas investigações. O homem foi preso e encaminhado à cadeia pública.

Fonte: G1 Santos e Região


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segunda-feira, 14 de junho de 2021

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MOTORISTA PERDE O CONTROLE DO CARRO, ATRAVESSA PISTA E CAUSA ACIDENTE EM VIA DO PORTO DE SANTOS

 

A Guarda Portuária foi acionada para atender a ocorrência. Duas vítimas foram encaminhadas à Santa Casa

Dois motoristas ficaram feridos em um acidente que ocorreu na última quinta-feira (10), na Avenida Perimetral, em Santos, no litoral de São Paulo. Um dos condutores perdeu o controle da direção e atingiu outro veículo que seguia na pista contrária. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência.

A Guarda Portuária informou ao G1 que foi acionada para atender à ocorrência na Avenida Engenheiro Sérgio da Costa Matte, a Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos, por volta das 17h40. Um motorista que trafegava no sentido Centro de Santos perdeu o controle do veículo e atravessou a divisão entre as pistas, atingindo outro carro que estava no sentido contrário. Ele também atingiu um caminhão.

O Corpo de Bombeiros socorreu uma vítima consciente, enquanto o outro motorista foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A Prefeitura de Santos informou que também foi acionada para a ocorrência. As duas vítimas foram atendidas com dores abdominais e encaminhadas para a Santa Casa.

A Santos Port Authority (SPA) acionou uma empresa contratada para fazer a limpeza do local. O tráfego ficou parcialmente interditado desde o momento do acidente até às 20h45, sendo liberado após a retirada dos automóveis e dos resíduos da pista.

Fonte: G1 Santos e Região  


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quinta-feira, 10 de junho de 2021

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POLÍCIA FEDERAL PRENDE NARCOTRAFICANTES ITALIANOS DA MÁFIA 'NDRANGHETA

 

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Morabito e Vincenzo são integrantes de clãs diferentes da ‘Ndrangheta e negociavam o envio de cocaína para a Europa com o PCC

No dia 24 de maio, por volta das 14h30, a Polícia Federal (PF) deteve, em um quarto no 3º andar do flat Ecco Summer, na praia de Tambaú, em João Pessoa, no litoral da Paraíba, Rocco Morabito, 54, um dos narcotraficantes mais procurados do mundo, conhecido como "o Rei da Cocaína de Milão" e apontado pelas polícias da Europa e da América do Sul como um dos principais líderes da máfia italiana 'Ndrangheta.

O hotel é famoso e fica numa das praias mais badaladas da capital da Paraíba. Morabito estava hospedado no flat desde o dia 25 de abril.

Com ele, havia outros dois estrangeiros. Um deles era Vincenzo Pasquino, 30, um fugitivo originário de Turim e incluído na lista de fugitivos perigosos.

Segundo dito por um funcionário do flat ao jornalista Josmar Jozino, do site UOL, Morabito não resistiu à prisão, e Pasquino tentou fugir pulando pela varanda, mas foi dominado. Um terceiro homem, baixo, forte, branco, com cabelos lisos e olhos castanhos, escapou. A PF não confirmou essa informação.

De acordo com o funcionário do flat, no quarto com os italianos também estava um corretor de imóveis, identificado como Anselmo. Foi ele quem alugou os quartos para os mafiosos. Morabito morava sozinho no 3º andar e, Pasquino e o terceiro se hospedaram juntos no 4º andar. O corretor de imóveis passou mal quando os agentes federais chegaram. Ele não teria conhecimento de que os italianos eram criminosos procurados. Ele prestou depoimento à PF e depois foi liberado.

Investigação

A prisão deles pela PF foi efetivada em cumprimento a mandado de prisão de Morabito, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em uma operação conjunta internacional, que envolveu a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), o Grupo de Operações Especiais (ROS) da Arma dos Carabineiros da Itália, da Procuradoria Antimáfia da Itália, com a colaboração da Administração de Fiscalização de Drogas (DEA), do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, as apurações foram abastecidas pelo compartilhamento de informações de um projeto da Interpol denominado Projeto I-Can (Interpol Cooperation against 'Ndrangheta) que envolve 11 Países, junto com o departamento de Segurança Pública da Itália, para investigar a 'Ndrangheta'.

Um mês antes da prisão, a INTERPOL coordenou o compartilhamento de informações e a ligação entre as autoridades participantes e os Escritórios Centrais Nacionais da INTERPOL na Itália e no Brasil. As informações de inteligência apontavam onde Morabito poderia estar.

Um dia antes, uma equipe de policiais italianos do Escritório Central da INTERPOL em Roma e dos Carabinieri, deslocou-se ao Brasil ante a perspectiva de que a prisão fosse realizada. 

A ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, disse: "A prisão de Rocco Morabito é um resultado extraordinário que demonstra a capacidade do judiciário e das agências de aplicação da lei de combater eficazmente o crime organizado e suas ramificações internacionais, graças à frutífera e intensa colaboração policial desenvolvida no âmbito do I- Projeto CAN, promovido e financiado pelo Ministério do Interior e liderado pela INTERPOL sob o Secretário-Geral Jürgen Stock para intensificar o esforço conjunto na luta contra a 'Ndrangheta e todos os seus interesses transnacionais ilegais”.

“A prisão de um dos fugitivos mais procurados da Itália é um testemunho do trabalho árduo e da dedicação do Ministério do Interior italiano, da Arma dei Carabinieri e da Direção Central da Polícia Criminal sob a liderança do prefeito Vittorio Rizzi”, disse o secretário-geral Jürgen Stock.

“Meus parabéns à Polícia Federal brasileira por seu trabalho vital e tenho certeza de que veremos mais prisões por meio do projeto I-CAN nos próximos meses”, acrescentou o Secretário-Geral Stock.

Quem é Morabito

Nascido em 1966, o italiano é acusado de associação mafiosa, tráfico de drogas e outros crimes graves. Ele é considerado o segundo criminoso mais procurado da Itália e tido pela polícia italiana como um dos mafiosos mais violentos do país desde o final dos anos 1980.

Integrante da 'Ndrangheta, considerada uma das maiores e mais poderosas organizações criminosas do mundo, ele é conhecido mundialmente como "o Rei da Cocaína". Procurado desde 1994 estava incluído na lista do Ministério do Interior dos 10 fugitivos mais perigosos da Itália.

Ele é acusado de comandar a logística da exportação de cocaína de São Paulo para Milão, no norte da Itália.

No Brasil, ele comandava as negociações de cocaína para a 'Ndrangheta junto ao PCC (Primeiro Comando da Capital) com apoio do jordaniano Waleed Issa Khamayis, que está preso na Turquia.

A polícia, inclusive, tem gravações de telefonemas em que ele negociou a compra de quase uma tonelada de cocaína da América do Sul, numa transação de cerca de 8 milhões de euros.   

No período em que esteve foragido, o criminoso passou alguns anos no Brasil, onde conseguiu um passaporte falsificado, e depois seguiu para o Uruguai.   

Condenado

Depois de 23 anos foragido da Justiça, o mafioso foi detido em setembro de 2017 no Uruguai. Em junho de 2019, porém, ele fugiu da prisão com dois brasileiros e um argentino. À época, ele estava prestes a ser extraditado do Uruguai para a Itália.


Morabito tinha quatro condenações na Itália, sendo duas de 22 anos, uma de 30 anos e outra de 29 anos. Segundo a documentação da Interpol, as penas foram unificadas em 30 anos. Contra Morabito havia um mandado de prisão expedido em 13 de agosto de 2008 e outro em 8 de julho de 2013. As condenações ocorreram pelas Cortes de Apelação da Calábria, em 10 de junho de 2005; Milão, em 5 de julho de 2001; Palermo, em 11 de março de 2000; e Milão, em 30 de abril de 1999.

Atividade no Brasil

As investigações apontam que antes de chegar a João Pessoa, ele passou por São Paulo (SP), Campos do Jordão (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Santa Catarina (SC).

Segundo a PF, há registros da atuação de Rocco Morabito com a organização do tráfico de drogas entre Brasil e Europa desde a década de 1990, conforme investigação à época realizada no âmbito da “Operação King”.

O Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV apurou com autoridades estaduais de São Paulo e federais que, antes de ser preso, Morabito havia marcado uma reunião com integrantes do PCC, sem data certa, em Campos do Jordão (SP). Lá, um dos criminosos que estaria presente seria Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado pela Promotoria paulista como o sucessor de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, à frente do PCC.

Morabito e comparsas montaram um escritório no Itaim Bibi, zona sul paulistana. Faziam parte do grupo o sobrinho dele, Francesco Sculli, e o jordaniano Waleed Issa Khmayis, que já passou pela Casa de Detenção, no Carandiru, e atualmente está preso na Turquia. O bando tentou enviar 600 kg de cocaína para a Europa pelo Porto de Fortaleza (CE), em julho de 1992.

Prisão e fuga no Uruguai

Durante pelo menos 15 anos, o mafioso viveu na cidade litorânea de Punta del Este, entre 2002 e 2017, utilizando a identidade de "Francisco Antonio Capeletto Souza", se passando por um empresário brasileiro que vivia da compra e venda de soja.   

No entanto, segundo as autoridades uruguaias, no início de 2017, ele foi matricular sua filha em um colégio e cometeu um erro ao preencher o formulário com seu sobrenome italiano. Com isso, a polícia descobriu seu paradeiro.  No Uruguai, ele foi processado por falsificação de documentos, após entrar no país em 2003 com identidade falsa.


Em setembro do mesmo ano, o criminoso foi detido em um hotel em Montevidéu. Ele chegou a ficar preso por dois anos no Presídio Central da cidade, onde aguardava uma decisão sobre o pedido de extradição feito pelo governo italiano, mas fugiu em 23 de junho de 2019 com mais três comparsas, depois de pagar mais de $ 50 mil pesos aos funcionários da prisão.

Eles escaparam pelo telhado da prisão à meia-noite, por um buraco. A polícia conseguiu recapturar os três indivíduos que fugiram com Morabito alguns dias depois, mas não conseguiu encontrar o ex-chefe da máfia italiana.

Vincenzo Pasquino

Preso junto com Morabito, Vincenzo Pasquino, um dos 30 foragidos mais procurados pela polícia italiana, tinha contra ele um mandado de prisão expedido em 7 de outubro de 2019 pela Corte de Turim, sua cidade natal. A última atualização da inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol foi feita no dia 21 de maio.

Ele estava ilegal no país. Consta no sistema de controle migratório da PF que a sua entrada no país em 10 de janeiro de 2018 e valia por 90 dias.

Em 8 de julho de 2019, a PF prendeu em um prédio na Praia Grande (SP), Nicola Assisi e o filho dele, Patrick Assisi, ambos também da 'Ndrangheta. Agentes federais disseram que apreenderam na cobertura dos Assisi um passaporte em nome de Vincenzo Pasquino.

Ligação com o PCC

Segundo a PF, os Assisi, Rocco Morabito e Pasquino tinham envolvimento com o narcotraficante brasileiro André Oliveira Macedo, o André do Rap, ligado ao PCC (PrimeiroComando da Capital) e foragido da Justiça, e com outros criminosos da facção.

As autoridades italianas suspeitam que o encontro entre Rocco e Vincenzo em João Pessoa, que são integrantes de clãs diferentes da ‘Ndrangheta, estava relacionada a negócios envolvendo o tráfico internacional de drogas da máfia calabresa.

“Vincenzo Pasquino é um traficante internacional. Alvo de um procedimento penal da direção setorial antimáfia de Torino, porque pertence ao clã da ‘Ndrangheta chefiado por Nicola e Patrick Assisi. Apesar de não ter condenação definitiva, há uma investigação contra ele em Torino”, afirmou o procurador italiano Bombardieri.


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segunda-feira, 7 de junho de 2021

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PORTO DE CABEDELO REALIZA TREINAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIO

 

Um simulado de um princípio de incêndio proporcionou o treinamento do trabalho de prevenção e combate

Na manhã da última terça-feira (01), os empregados do Porto de Cabedelo, no litoral da Paraíba, participaram de um treinamento complementar da Brigada de Incêndio, juntamente com funcionários da empresa Raízen.

O treinamento, ministrado pelo Corpo de Bombeiros da Paraíba, aconteceu no berço 101, que é reservado para atracação de navios de combustíveis.

Um simulado de um princípio de incêndio proporcionou o treinamento do trabalho de prevenção e combate.

Em novembro do ano passado, 32 pessoas foram capacitadas para atuar no combate eprevenção de incêndio, no abandono de área e na aplicação dos primeiros socorros.



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