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sexta-feira, 19 de julho de 2024

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RECEITA FEDERAL APREENDE 30 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE ITAPOÁ


Droga estava oculta em motor de contêiner que iria para a Espanha

A Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 30 kg de cocaína, no Porto de Itapoá, em Santa Catarina.

O entorpecente foi encontrado, no dia 2 de julho, após a abertura, com o acompanhamento da Polícia Federal (PF), do compartimento externo do motor de refrigeração de um contêiner com carne de frango congelado, que tinha como destino a Espanha.

As técnicas de análise de gerenciamento de risco, e posteriormente utilizando um scanner, possibilitaram a identificação e apreensão da droga, antes que ela fosse enviada a seu destino.

Após serem realizados os testes que confirmaram a presença de cocaína, a droga foi encaminhada para a sede da Polícia Federal em Joinville.

Esta foi a segunda apreensão de cocaína realizada pela Receita Federal no Porto de Itapoá neste ano. Em janeiro de 2024, foram apreendidos 581 kg da droga no porto catarinense.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

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“O PCC É UM DOS MAIORES PLAYERS DA COCAÍNA”, DIZ PORTA-VOZ DA EUROPOL

      Jan Op Gen Oorth, porta-voz da Europol (Norddeutscher Rundfunk (NDR)/Reprodução)

De acordo com Jan Op Gen Oorth, da polícia da União Europeia, a cooperação com o Brasil nas investigações precisa ser estreitada

O tráfico internacional de cocaína, viabilizado em parte pelo crime organizado brasileiro, em especial a facção Primeiro Comando Capital (PCC), é uma das preocupações de autoridades nacionais e internacionais, como mostra reportagem de VEJA. Estima-se que na Colômbia seja produzidas de 2.000 a 2.500 toneladas por ano do entorpecente com destino à Europa, saindo pelos portos de Guaiaquil (Equador) ou do Brasil, principalmente de Santos.

Em entrevista a VEJA, Jan Op Gen Oorth, porta-voz e consultor sênior da Europol, a polícia da União Europeia, alerta para a necessidade de construção de uma rede global de enfrentamento ao crime organizado, que se globalizou na mesma medida que o comércio de produtos legais. “As máfias trabalham juntas e tratam o crime como negócio”, afirma Oorth.

Leia a entrevista a seguir:

Traficantes brasileiros e europeus estão usando novas rotas através dos países dos Bálcãs para levar cocaína para a Europa?

Há um crescente impacto provocado pelos cartéis dos Bálcãs no tráfico internacional de cocaína, mas o entorpecente não entra necessariamente pelos países de lá. Quando falamos do envolvimento de grupos dos Bálcãs, falamos de ex-Iugoslávia, Sérvia, Montenegro e Croácia, todos muito envolvidos com o comércio global de cocaína. Nos anos 1980 e 90 prevalecia o crime organizado da Itália e os cartéis colombianos. Porém, da mesma forma que a economia se globalizou, o tráfico se globalizou também. Hoje há uma grande quantidade de grupos envolvidos. Tivemos um exemplo disso na semana passada, com a ação polícias da Croácia, da Sérvia, dos países dos Bálcãs, do Brasil, da Espanha, da Turquia e a Europol, forças de três continentes trabalhando juntas em um caso. Eu diria que comércio mundial de cocaína é muito mais internacional, com mais grupos e mais países envolvidos do que no passado.

“Os cartéis colombianos evitam exportar a cocaína através da Colômbia, porque nos portos europeus, como Roterdã e Hamburgo, se um navio chega da Colômbia, ele tem mais chances de ser inspecionado”

Como funciona a rota da cocaína que sai da América Latina?

A cocaína não é produzida no Brasil. Ela é cultivada, quase que exclusivamente, na Colômbia, que tem de 80% a 90% da produção. Peru e Bolívia também produzem. A maior parte da cocaína é enviada de navio através do porto de Guaiaquil, no Equador, mas os portos brasileiros também são usados. Por meio de rios bolivianos, às vezes pelo Paraguai, a cocaína da Bolívia é escoada até o Brasil, que é um país muito bonito e com uma longa costa cheia de cidades e portos. Há muitas oportunidades logísticas para o envio da cocaína, usando o oeste da África como “hub” ou indo direto para a Europa. Os carteis colombianos evitam exportar a cocaína através da Colômbia, porque aqui nos portos europeus, como Roterdã e Hamburgo, se um navio chega da Colômbia, ele tem mais chances de ser inspecionado, devido ao histórico de tráfico.

A Europol está investigando o PCC? A ação do grupo brasileiro na Europa aumentou nos últimos anos?

Os cartéis colombianos vendem a cocaína aos brasileiros ou pagam para que eles façam o serviço logístico de mandar a droga para a Europa. Tivemos duas grandes operações ano passado envolvendo o PCC. Uma envolvendo a ‘Ndranghetta, da Calábria, máfia italiana mais forte no tráfico de cocaína. A outra ação foi em outubro passado. Dezesseis pessoas foram presas pela Polícia Federal brasileira e pelos parceiros europeus. O PCC é um dos maiores players do Brasil no tráfico de cocaína.

Uma operação da Europol em 12 de junho prendeu quarenta pessoas, inclusive do Brasil. Quantos foram e onde os brasileiros foram presos? Essa operação foi muito complexa. A investigação durou mais de três anos e envolveu pelo menos dez forças policiais diferentes, como, além da polícia do Brasil, a Guarda Espanhola, as polícias da Croácia, da Sérvia, da Turquia, de Dubai e dos Emirados Árabes, ou seja, de três continentes – Europa, América Latina e Ásia. As prisões aconteceram no Brasil, na Alemanha, na Sérvia e na Croácia, o que mostra claramente quão global essa rede é. Parte dos brasileiros estava no Ceará e em São Paulo.

“Temos um problema criminal global. Por isso, precisamos de uma solução global. Reunimos as informações da inteligência de todos e as juntamos como peças de quebra-cabeças”

Alguns críticos afirmam que o combate ao tráfico internacional de drogas aqui no Brasil ainda está muito restrito às nossas fronteiras. Como funciona a cooperação das autoridades brasileiras com a Europol?

O Brasil é um player importantíssimo, por causa do tamanho do país, por causa da quantidade de droga exportada e da quantidade de portos que tem. Exportar cocaína do Brasil é muito atrativo, por causa da longa costa e dos muitos portos. A cooperação com o Brasil é primordial. A Europol funciona como a organização que articula todos esses parceiros juntos. O Brasil não cooperaria com a Sérvia em condições normais. Nem com a Croácia ou Dubai. Talvez com os EUA, Portugal, Espanha, Argentina, Bolívia e Colômbia. Porém, nos temos um problema criminal global. Por isso, precisamos de uma solução global. Reunimos as informações da inteligência de todos e as juntamos como peças de quebra-cabeças. A Europol tem um acordo estratégico com o Brasil, que permite a troca de informações estratégicas. Porém, não temos um acordo operacional, por isso não podemos trocar dados operacionais. Eu diria que o Brasil é um parceiro extremamente importante no combate mundial contra o tráfico de cocaína, e só se pode combater uma rede com outra rede ainda mais forte.

Fonte: Veja


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quarta-feira, 17 de julho de 2024

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POLÍCIA FEDERAL PRENDE TRAFICANTE ITALIANO PROCURADO PELA INTERPOL

Foto: SBT News

A prisão ocorreu na sua residência, em um condomínio de luxo na cidade de Camboriú/SC

A Polícia Federal (PF) deflagrou, no dia 26 de junho, a Operação Toppare, que investiga o crime de lavagem de dinheiro promovido por um homem, oriundo da Itália, condenado naquele país pelos crimes de associação criminosa e tráfico transnacional de drogas. A prisão ocorreu na residência do estrangeiro, em um condomínio de luxo na cidade de Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

As investigações foram iniciadas a partir da inclusão do cidadão italiano na Difusão Vermelha (Red Notice) da Interpol. Durante as diligências, a PF o localizou e apurou que atuava na região do litoral catarinense promovendo a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico. Foi constatado, ainda, que o fugitivo internacional possui expressivo patrimônio sem origem legal, como imóveis, veículos de luxo e embarcações.

Na ação, a PF cumpriu o mandado de prisão internacional, ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas cidades catarinenses de Itajaí e Camboriú.

Foto: Divulgação PF

A Justiça também decretou a arrecadação e o sequestro de bens, veículos e imóveis, avaliados em mais de R$ 35 milhões.

Balanço parcial das apreensões divulgado na Operação Toppare:

  • Veículos: Porsche, Audi A4, Volvo Elétrico e uma Moto de Corrida Super Bike;
  • Dinheiro em espécie: cerca de R$ 318 mil;
  • Uma dezena de relógios, joias, celulares, computadores, além de documentos de viagem;
  • Imóveis sequestrados em Santa Catarina, nas cidade de Balneário Camboriú, Itajaí e Camboriú;
  • Bloqueio de contas bancárias de seis pessoas, com valores a serem apurados;
  • Patrimônio identificado até o momento entre veículos, bens e imóveis: aproximadamente R$ 30 milhões.



Italiano é acusado de integrar rota do tráfico para a Europa via Marrocos

Segundo o site SBT News, Marco Cadeddu, de 43 anos, que morava no Brasil, era foragido da Justiça da Itália, por crimes de tráfico internacional de drogas. Foi preso na Operação Toppare, da PF, suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico.

Foto: SBT News

A ação foi fruto de cooperação internacional e contou com a Interpol. Cadeddu é de Cagliari, na Sardenha, ilha italiana no Mar Mediterrâneo. Foi preso em 2013, com 110 kg de droga. Em 2015 e 2016, ele e seu grupo foram alvos na Itália de duas operações da polícia local, os carabinieri. O grupo traficava drogas, em especial haxixe, do Marrocos, na África, para Espanha e Itália.

Cadeddu vivia em uma mansão em Camboriú (SC), ao lado da badalada "praia dois famosos", Balneário Camboriú (SC). Houve buscas da PF nas duas cidades e em Itajaí (SC), onde fica o porto.

Ele tinha vida de luxo, surfava, postava nas redes sociais. As apurações da PF apontaram que a ostentação do italiano era bancada com dinheiro do tráfico de drogas para a Europa.

Mais de R$ 35 milhões em bens do acusado foram alvos de sequestro e buscas e apreensões na Toppare. Na mansão onde morava ao lado da "praia dos famosos", a PF localizou um fundo falso no chão onde estavam pacotes de dinheiro vivo.

"Em razão do mercado propício que há na região, criminosos aproveitam e vêm fazer a lavagem do dinheiro aqui, o branqueamento dos bens adquiridos com os crimes. No último ano, estamos focando no combate a essa prática", disse a superintendente da PF em Santa Catarina, delegada Aletea Vega Marona Kunde.

No Brasil, também deve responder pelos crimes. A reportagem não localizou a defesa de Marco Cadeddu. O espaço está aberto para manifestação.

Interpol

O paradeiro dele foi descoberto pelo escritório de inteligência da Interpol em Brasília. Um pedido de prisão cautelar para extradição foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em abril deste ano. Em ofício enviado à Corte, a Interpol fez um alerta sobre a possibilidade de nova fuga de Marco Cadeddu.

“Por sua vez, considerando tratar-se de foragido internacionalmente buscado, que, em tese, fugiu para o Brasil a fim de evadir-se da persecução penal em seu país de origem, a praxe tem demonstrado que pessoas nessas situações empregam modus operandi de não se fixar em determinada cidade por período prolongado, justamente visando evitar serem encontrados, presos e extraditados. Levam, em regra, uma vida nômade a fim de dificultar as diligências, localização e encarceramento, motivo pelo qual a urgência se faz necessária”, diz o documento.

O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal de Itajaí, onde foram adotadas as providências de polícia judiciária. Em seguida ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá até a extradição para a Itália.

O pedido de extradição de Marco Cadeddu será analisado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

Nome da Operação

A escolha do nome "Operação Toppare" pode estar relacionada ao significado da palavra em italiano, que significa "prender" ou "bloquear" a quem estava foragido, na gíria. Este nome pode simbolizar a ação decisiva das autoridades em capturar e interromper as atividades criminosas relacionadas à lavagem de dinheiro, especialmente no contexto internacional envolvendo o cidadão italiano.


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FUNCIONÁRIOS DO PORTO DE PORTO VELHO RECEBEM TREINAMENTO PARA FORMAÇÃO DE BRIGADISTAS


O treinamento foi executado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO). Nove guardas portuários participaram do treinamento

O Porto de Porto Velho, administrado pela empresa pública Hidrovias de Rondônia (SOPH), realizou, no dia 26 de junho, um curso de capacitação para 15 servidores, incluindo nove guardas portuários.

O treinamento foi executado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO). Conhecimentos teóricos e práticos foram ministrados aos participantes, que aprenderam noções básicas de prevenção e combate à incêndios, primeiros socorros, uso adequado de equipamentos, procedimentos de evacuação e comunicação efetiva.

Entre as atividades desenvolvidas na capacitação, os funcionários foram instruídos para manuseio de extintores e mangueira, com a utilização de fogo controlado.

O instrutor e sargento bombeiro militar, Denis Cledson Valci explicou que, esse tipo de treinamento faz a diferença para que os prejuízos humanos e materiais sejam prevenidos. O sargento mencionou episódios com resultados satisfatórios, decorrentes de brigadistas anteriormente preparados.

“Tivemos uma ocorrência em que brigadistas, formados pelo curso, fizeram o primeiro combate em situação de princípio de incêndio, confinando o foco para evitar que as chamas se espalhassem pela edificação. Para um incêndio os minutos contam, por isso a atuação da brigada foi de extrema importância”, evidenciou o bombeiro militar.

Simulado

Um acidente simulado, com ocorrência de ferimentos nos envolvidos, foi realizado para o treinamento de primeiros socorros. O guarda portuário, Marcelo de Moura Ribeiro comentou sobre as expectativas em torno do curso. “As principais habilidades que espero adquirir nesse curso é ter o preparo para identificar uma vítima, e depois, proceder com os cuidados necessários nas diferentes emergências e acidentes que possam acontecer aqui. Para mim, foi desafiador aprender a imobilizar a perna de uma pessoa acidentada. É essencial termos vários brigadistas no Porto, com conhecimento para atuar em conjunto, no caso de incêndios ou outras situações.”

O presidente do Porto, Fernando Parente ressaltou acerca da ação promovida pela SOPH. “O treinamento é fundamental para garantir a segurança de todos que trabalham e transitam pelo Porto de Porto Velho. Estamos comprometidos em oferecer um ambiente seguro e preparado para emergências. A capacitação dos funcionários reflete o engajamento com a proteção e o bem-estar de todos. Somos gratos ao Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, pela parceria e dedicação em nos ajudar a formar uma equipe de brigadistas altamente qualificada”.


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DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL SERÁ SECRETÁRIO-GERAL DA INTERPOL


Será a primeira vez, em cem anos, que a organização será comandada por nacional de um país em desenvolvimento

A Interpol – rede internacional de polícias elegeu no dia 25 de junho o delegado da Polícia Federal Valdecy Urquiza como o novo secretário-geral do órgão, responsável pela parte operacional do organismo, o que na prática, significa que ele passará a comandar a rede.

A eleição se baseou no processo em que os 13 países que compõem o comitê executivo da organização se reuniram para avaliar dentre os candidatos que foram apresentados, o nome que o comitê entende que é o mais adequado para liderar a organização nos próximos cinco anos.

O placar ficou com 8 votos ao brasileiro e 3 votos ao concorrente, um inglês.

Sua nomeação deve ser ratificada por todos os governos no final do ano. O mandato começa em 2025 e terá duração de cinco anos.

O que disse o Delegado Urquiza no ano passado

Em entrevista à CNN em novembro do ano passado, o delegado Urquiza defendeu que este é o momento de a chefia da organização de polícias internacionais ser de um investigador que não seja da Europa ou da América do Norte.

“A organização completa 100 anos e sempre os mesmos cinco países dirigiram a organização. Quatro da Europa e um da América do Norte. Nós entendemos que é o momento de trazer um pouco mais de diversidade, de outras regiões do globo para contribuir na organização”, disse.

O investigador também detalhou o que faz o secretário-geral da Interpol: “o modelo da organização copiou um pouco o modelo de uma empresa privada de capital aberto. Então você tem uma assembleia-geral, que é formada pelos países membros da organização, e que cada país tem um voto, e ali são tomadas as decisões estratégicas da organização. Ao mesmo tempo, estabeleceu um comitê executivo, que seria o equivalente a um conselho de administração, que dentre as várias funções que exerce tem também a atribuição de indicar o secretário-geral. Esse secretário-geral exerce esse papel operacional a partir da sede em Lyon e tem por missão executar aquelas estratégias que são definidas pelo comitê executivo e pela assembleia-geral da organização e cuidar do dia a dia, direcionando os recursos e as atividades. Uma espécie de CEO de uma empresa”.

Itamaraty

Em nota, o Itamaraty afirmou que a escolha de Valdecy “reflete a alta prioridade atribuída pelo governo brasileiro ao combate ao crime organizado”.

“Representa, ademais, o reconhecimento, pela comunidade internacional, do profissionalismo e da competência da Polícia Federal brasileira no enfrentamento à criminalidade, bem como de sua relevante contribuição ao trabalho da Interpol”, disse o Itamaraty.

“A exitosa campanha pela eleição do brasileiro Valdecy Urquiza a Secretário-Geral da Interpol foi fruto de estreita coordenação entre a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e Segurança Pública”, acrescentou o órgão.

Vice-presidente para as Américas do Comitê Executivo da Interpol

"Além de ocupar, desde 2021, mandato como vice-presidente para as Américas do Comitê Executivo da Interpol, também já atuou como Diretor Adjunto para Comunidades Vulneráveis da organização, entre 2018 e 2021", disse.

Sua campanha teve como eixo a promoção da diversidade e da modernização da Interpol, bem como o fortalecimento da transparência e da integridade da organização. Isso seria uma forma de "reforçar seu papel crucial na cooperação policial e no combate ao crime em todo o mundo”.

Interpol

De acordo com a Interpol, a sua candidatura será submetida ao órgão supremo, a Assembleia Geral, para aprovação durante a sua reunião em Glasgow, Reino Unido.

Se for apoiado pela maioria dos 196 membros da INTERPOL, assumirá o cargo no final do mandato do atual Secretário-Geral – Jürgen Stock da Alemanha – em 7 de novembro de 2024.

A Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol, é a maior organização internacional policial do mundo, com escritórios em 196 países. Sediada em Lyon, na França, foi fundada em 1923. Ela fornece suporte em investigação, conhecimento e treinamento para a aplicação da lei contra três áreas principais de crime transnacional: terrorismo, crime cibernético e crime organizado.


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terça-feira, 16 de julho de 2024

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PF APREENDE 27 KG DE COCAÍNA EM NAVIO ATRACADO NO PORTO DE PARANAGUÁ


A inspeção no navio, que tinha como destino à Itália, teve o apoio da Guarda Portuária

A Polícia Federal (PF) apreendeu no dia 25 de junho, com o apoio da Guarda Portuária (GPort), 27 kg de cocaína em inspeção realizada em navio atracado no Porto de Paranaguá , no litoral do Paraná.

De acordo com a PF, a fiscalização ocorreu devido a informações de inteligência sobre um possível transporte de drogas em um navio que se deslocaria para a Itália.

Durante as buscas foi encontrada uma bolsa contendo 24 tabletes de cocaína, que após pesagem constatou 27 kg.

Inquérito policial será instaurado para responsabilizar criminalmente os autores pelo crime de tráfico internacional de drogas.


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