Organização
é suspeita de esconder cocaína em chapas de granito e mármore para enviar a
droga ao exterior
A Polícia Civil do Rio Grande do
Norte (PCRN), em ação integrada com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a
Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou na última terça-feira (16) uma
operação contra uma organização criminosa (ORCRIM) suspeita de esconder cocaína
em chapas de granito e mármore para enviar a droga ao exterior.
A operação contou com o apoio das
polícias civis do Paraná (PCPR), de Santa Catarina e de São Paulo, além da
Polícia Penal do Rio Grande do Norte.
Objetivo
A ação, parte integrante da “Operação
Narke”, teve como objetivo desarticular uma ORCRIM ligada ao tráfico
internacional de drogas e à lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 9 mandados
de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, expedidos pela Unidade
Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Rio Grande do Norte.
Alvos
As prisões ocorreram nas cidades de
Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte; Curitiba, no Paraná; e
Florianópolis, em Santa Catarina. Quatro das nove prisões foram realizadas fora
do estado potiguar. Mandados também foram cumpridos em unidades prisionais.
Entre os investigados presos está um
advogado.
Em Curitiba, os policiais cumpriram
quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão na região da
Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo o delegado Fabiano Oliveira, “os
investigados são suspeitos de integrar um grupo criminoso voltado ao tráfico
interestadual de drogas”.
Ainda conforme a investigação, os
dois homens presos em Curitiba teriam sido contratados para realizar o corte
das pedras usadas no esquema. Um dos investigados relatou aos policiais que
chegou a ser levado ao Rio Grande do Norte para executar o serviço.
Bloqueio e sequestro de bens
A Justiça determinou ainda o bloqueio
e o sequestro de bens, direitos e valores dos investigados até o limite de R$
8.800.730,52.
A medida atinge ativos financeiros,
veículos, embarcações e armas de fogo, com o objetivo de garantir a reparação
de danos e o confisco dos lucros obtidos com o crime.
Investigação
A investigação começou após a
apreensão de aproximadamente 111 quilos de cocaína escondidos em chapas de
granito armazenadas em uma marmoraria em Parnamirim, na Região Metropolitana de
Natal, no Rio Grande do Norte.
O aprofundamento do caso revelou uma
estrutura criminosa voltada ao tráfico em larga escala. Os suspeitos utilizavam
uma empresa formalmente constituída para dar aparência legal às atividades
ilícitas. A organização possuía divisão de tarefas, atuação financeira
coordenada e contratava serviços especializados para adaptar materiais usados
na ocultação dos entorpecentes.
A Polícia Civil informou também que foram
identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as
atividades declaradas pelos investigados e indícios de mecanismos utilizados
para ocultar recursos supostamente oriundos do tráfico de drogas.
Modus Operandi
De acordo com as apurações, a
organização utilizava serviços especializados para adaptar placas de granito e
mármore, criando compartimentos ocultos para armazenar os entorpecentes. A
droga seria transportada posteriormente para outros países por meio de navios.
Os presos foram encaminhados ao
sistema penitenciário, e as investigações seguem para identificar outros
envolvidos e aprofundar a atuação da ORCRIM.
As investigações continuam para
identificar outros envolvidos e rastrear o destino nacional e internacional das
drogas.
Operação Narke
A Operação Narke faz parte de uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizada em conjunto com as polícias civis e militares dos 27 estados.
O foco
principal é combater o narcotráfico e descapitalizar o crime organizado.
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