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LEGISLAÇÕES

quinta-feira, 13 de junho de 2024

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RECEITA FEDERAL APREENDE 86 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE PARANAGUÁ


A droga estava oculta em compartimentos dos motores de refrigeração dos contêineres que tinham como destino a Holanda e a África do Sul

A Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu, na manhã da última segunda-feira (10/06), 86 kg de cocaína no Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá (PR). Os pacotes da droga foram encontrados em dois contêineres com carne de frango, que tinham como destino a África do Sul e a Holanda.

Em seu trabalho para realizar o controle dos produtos que entram e saem do País, a RFB realiza um trabalho de gerenciamento de risco, buscando manter o equilíbrio entre a agilidade necessária para o fluxo do comércio exterior, porém ao mesmo tempo buscando impedir o fluxo de mercadorias ilegais no território nacional.

Nesta apreensão as cargas foram selecionadas para vistoria através de um scanner, e verificou-se que os traficantes violaram os compartimentos dos motores de refrigeração dos contêineres, que podem ser acessados externamente, e introduziram os tabletes com cocaína.

51 kg de cocaína foram encontradas em contêiner com destino à Africa do Sul - Foto: Divulgação RFB

Na carga com destino à África do Sul foram encontrados 51 kg de cocaína, e na carga que iria para a Holanda foram encontrados mais 35 kg.

35 kg de cocaína foram encontradas em contêiner com destino à Holanda - Foto: Divulgação RFB

Após serem realizados os testes que confirmaram a presença de cocaína, a droga foi levada pela Receita Federal com o apoio tático da Polícia Militar do Estado do Paraná até a sede da Polícia Federal (PF), em Paranaguá.


Em 2024, a Receita Federal já realizou sete apreensões de cocaína e apreendeu 633 kg da droga no porto paranaense.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

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quarta-feira, 12 de junho de 2024

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PCC JÁ ATUA EM 24 PAÍSES, SOMA MAIS DE 40 MIL MEMBROS E ENVIA DROGAS AOS CINCO CONTINENTES


O PCC mantém laços com grupos mafiosos como o clã Šaric, da Sérvia, e a 'Ndrangheta, da Calábria, na Itália

Era dia de folga, e os dois investigadores da Polícia Civil voltavam desarmados de uma partida de futebol quando cruzaram com um Chrysler Stratus cor de vinho na Marginal Pinheiros, em São Paulo. O carro, incomum à época, era o mesmo do sócio de um dos criminosos do momento: Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que em pouco tempo passou de batedor de carteira no bairro central do Glicério, onde nasceu, para um dos maiores assaltantes de banco do país. O sedã encostou diante de um telefone público e dele desceu um homem alto e narigudo. Como os policiais só tinham visto Marcola por fotografias, não o reconheceram de pronto, mas o nariz avantajado acendeu um alerta. Ao ver a cena, o motorista do veículo deu fuga, e deixou o companheiro ali, à mercê dos agentes.

Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola) - Foto: Reprodução

— Eles prenderam o Marcola no dedo, e ele está na cadeia até hoje. Foi uma casualidade, calhou de desconfiarem — lembra o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, autor de “Laços de Sangue, a história secreta do PCC”.

Preso desde junho de 1999, Marcola é considerado a autoridade máxima da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), presente hoje em todo o Brasil e na América Latina, além dos Estados Unidos e de parte da Europa e do Oriente Médio, segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público paulista. Com cerca de 42 mil integrantes devidamente batizados, a organização baseia seus membros em pelo menos 24 países, com tentáculos que, se incluída a distribuição de droga para intermediários, alcançam os cinco continentes.

Atualmente, o PCC soma o dobro de membros fora de São Paulo, onde foi fundado há mais de três décadas, além de mais de mil representantes no exterior, que estreitam laços com grupos mafiosos como o clã Šaric, da Sérvia, e a 'Ndrangheta, da Calábria, na Itália. O faturamento estimado em no mínimo US$ 1 bilhão ao ano vem, na maior parte, justamente do tráfico internacional de entorpecentes, que já responde por 80% do lucro da facção, cujo surgimento, ascensão e expansão além-fronteiras serão tema de uma série especial em três capítulos, que começa a ser publicada no último domingo no GLOBO.

Veja a Comparação:

Massacre do Carandiru

O PCC foi formado em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, conhecida como Piranhão, com o discurso de combater a opressão no sistema prisional e evitar novos massacres como o do Carandiru, ocorrido um ano antes. Teve entre os oito idealizadores Mizael Aparecido da Silva, criador do primeiro estatuto da organização; Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, seu primeiro chefe; César Augusto Roriz da Silva, o Cesinha, cuja assinatura era a decapitação de rivais; e José Márcio Felício, o Geleião, inventor da sigla PCC. Marcola, que mais tarde tomaria o controle do grupo, não estava entre os fundadores.

Rebelião do PCC no presídio - Foto: Reprodução

Um jogo de futebol entre o “Comando Caipira”, detentos de cidades do interior, e o “Comando da Capital”, presos do município de São Paulo, marca a origem da facção. Depois de uma briga entre os times com duas mortes, os rivais pactuaram um acordo de proteção com medo de represálias. O grupo se manteve oculto até que seus membros começaram a ser transferidos para outras cadeias paulistas e passaram a recrutar milhares de integrantes.

O pretexto para a fundação dessa espécie de sindicato para combater supostos abusos do Estado foi o Massacre do Carandiru, mundialmente conhecido como a maior chacina de presos da história do país, com 111 mortos — episódio que consta, inclusive, no estatuto original da quadrilha. Um dia antes da eleição de 1992, para conter uma briga de facão e o corre-corre de presos na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, policiais militares de batalhões especiais, que pouco conheciam a disposição das celas, entraram fortemente armados no pavilhão sem energia elétrica e soltaram os cachorros em cima da massa. Uma testemunha narraria que os PMs se aproximaram batendo em seus escudos e gritando: “A morte chegou, a morte chegou”.

Naquele tempo, facções estruturadas como as atuais não existiam, apenas grupos isolados que dominavam regiões da cidade. Há 35 anos voluntário no sistema prisional paulista, o médico Drauzio Varella havia acabado de deixar o Carandiru quando a cadeia “virou”. Ele diz que os presídios eram “uma panela de pressão”, sempre prestes a explodir, mas que desavenças do tipo eram comuns à época e passíveis de serem contidas.

Dr. Drauzio Varela - Foto: reprodução O Globo

— O que se fazia para controlar? Trancava a cadeia, cortava a água, a luz e as refeições, e deixava os presos lá à noite. Eles faziam bagunça e, no dia seguinte, vinha alguém negociar. Aquilo teria acabado sem nenhum problema. Só que era véspera de eleição, e um idiota deu a ordem para a PM entrar e dominar a rebelião a qualquer preço — recorda o médico.

A inaptidão do Estado, para o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, foi determinante para o surgimento e expansão da maior organização criminosa do Brasil. Há 20 anos no combate à facção, Gakiya já foi alvo de mais de um plano de execução por parte do PCC:

— Sem sombra de dúvidas, houve a omissão do governo estadual aqui de São Paulo por décadas. Primeiro porque negligenciou o sistema prisional, com as más condições de cumprimento de pena, penitenciárias lotadas, o episódio do Carandiru... Mas principalmente por ter negado a existência da facção por quase uma década.

A Expansão Global

Se, antes, o mote do grupo era, supostamente, a ajuda aos presos e seus familiares, financiando advogados e viagens de ônibus para as visitas às cadeias no interior, não demorou para que o cenário mudasse. O foco no faturamento com atividades criminosas variadas coincide com a ascensão no início dos anos 2000 de Marcola, que apostou as fichas no que viria a se tornar a principal fonte de renda do bando: o tráfico de drogas.

A jogada rendeu frutos e, nas últimas duas décadas, o PCC não apenas reforçou a hegemonia nos presídios paulistas, como também expandiu seus braços para todo o território nacional, controlando em múltiplos pontos a venda de entorpecentes. Mais recentemente, sua última e mais ambiciosa investida foi fincar raízes na Europa e estruturar o tráfico para fora do Brasil. O alcance internacional chamou a atenção do governo americano. Em 2021, o PCC foi incluído em uma lista de bloqueios da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), instituição do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos.

A história da internacionalização da facção começa com seu estabelecimento em Santos, não por acaso a cidade que abriga o maior porto do Brasil. Em meados dos anos 2000, a organização ainda não era hegemônica na região e disputava alguns pontos de venda de droga com Ronaldo Barsotti, o Naldinho. Preso em 2005 e libertado em 2009, ele desapareceu e nunca mais foi visto. O sumiço, informalmente atribuído ao PCC, abriu definitivamente o espaço para o grupo controlar o varejo do tráfico no litoral paulista.

— O PCC já tinha contato com pessoas do porto: estivadores, operadores de scanner e outros trabalhadores, que eventualmente moravam nas comunidades em que eles traficavam — diz Gabriel Patriota, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP).

A Ascensão do PCC

Patriota destaca que a entrada da facção no ramo do atacado só se consolidou na década seguinte. Embora há tempos os navios que saíam de Santos fossem usados no tráfico internacional de cocaína, a chegada do PCC profissionalizou o esquema.

Até então, marinheiros recrutados por traficantes em bares e estabelecimentos na orla eram cooptados para levar droga na bagagem pessoal ou em sacolas de compra, um improviso que permitia levar quantidades não maiores do que 30kg. O PCC consolidou o transporte da droga dentro dos contêineres de carga, fazendo com que a escala do tráfico em Santos deixasse de ser medida em dezenas de quilos e passasse às centenas, com apreensões de mais de uma tonelada.

Para Patriota, o PCC soube aproveitar uma oportunidade que Naldinho não tinha estrutura para bancar. Quadrilhas como os grupos eslavos e da Itália já viam Santos como uma rota promissora para obter cocaína sul-americana, mas faltava encontrar o parceiro ideal. Segundo a criminologista italiana Anna Sergi, professora da Universidade de Essex (Inglaterra), o contato com a organização brasileira não foi só uma questão de oportunismo. Os traficantes europeus sabiam que o PCC tinha capacidade de operar nos portos porque, essencialmente, também funciona como uma máfia.

— Essa palavra tem um significado muito específico. Ela define grupos que têm interesse em acumular lucros por meios ilegais e legais, bem como em ganhar poder e governança extraterritorial — afirma Sergi.

Em paralelo à expansão internacional, o grupo buscou a fachada de atividades lícitas, inclusive de prestação de serviços públicos, para lavar o dinheiro proveniente das atividades criminosas — mais uma prática comum às máfias. Em abril, o Ministério Público paulista denunciou o elo da facção com o Estado em cidades de São Paulo, estabelecido há quase uma década. Entre outros métodos, a facção usava duas das maiores empresas de ônibus da capital para travestir de legalidade a renda obtida com o tráfico de drogas. O PCC, como apontam diferentes investigações, está entranhado no mercado formal, na política e até no Judiciário.

— O processo de expansão do PCC segue cada vez mais potente, com muito mais dinheiro envolvido, com a mesma ideologia antissistema bastante viva. Nos últimos anos, houve uma ampliação gigantesca de capacidade de operação, sobretudo nos mercados transnacionais, com cocaína na frente, mas também ouro, armas e todos os tipos de lavagem de dinheiro — enumera Gabriel Feltran, pesquisador em sociologia do crime no Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS) e autor de “Irmãos: Uma história do PCC”.

Navios, Veleiros e até Mergulhadores

Os primeiro método que o PCC usou para despachar cocaína em grandes quantidades para o exterior é chamado de rip-on/rip-off. A estratégia consiste em arrombar contêineres e recrutar pessoas carregando grandes quantidades da droga em mochilas para despejá-la rapidamente no compartimento, que é fechado com um lacre clonado para passar despercebido pela alfândega. Na Europa, os parceiros internacionais do PCC conseguiam resgatar a droga no porto de destino.

De lá pra cá, para despistar a fiscalização, a operação foi aperfeiçoada com diferentes estratégias, como a ocultação da droga entre sacas de grãos, o emprego de veleiros e até a contratação de mergulhadores profissionais, que ocultam a carga no casco de navios. O mergulho em portos é perigoso especialmente em lugares como Santos, onde a água é muito turva. Em 2022, um brasileiro recrutado pelo PCC morreu no porto de Newcastle (Austrália) ao mergulhar para tentar recuperar uma carga de cocaína. O incidente despertou autoridades também para a entrada da facção na rota Ásia/Pacífico, que paga mais pela cocaína no varejo.

A diversificação das modalidades de despacho da droga é apontada como uma das possíveis causas para a queda nas apreensões em Santos desde 2019, quando o índice atingiu um pico após a Receita Federal tornar obrigatório o escaneamento por raio-X de qualquer carga destinada à Europa. Outra hipótese é que a cocaína esteja saindo mais de outros portos, como Paranaguá (PR), Salvador (BA) e Belém (PA).

— Em várias apreensões recentes em outros portos, percebemos, inclusive, o envolvimento de criminosos da Baixada (Santista)— destaca Daniel Coraça, chefe da Delegacia de Santos da PF.

A droga remetida pelo PCC segue para dezenas de portos diferentes, mas alguns com mais frequência, como Le Havre (França), Hamburgo (Alemanha), Roterdã (Holanda) e, sobretudo, Antuérpia (Bélgica). São vários os elementos que contribuíram para a maior facção brasileira conquistar mercados internacionais, segundo os especialistas, e um deles foi a capacidade de criar uma marca. A sigla PCC, frisa Anna Sergi, é hoje quase tão conhecida pelos criminologistas quanto nomes dos cartéis mexicanos e colombianos históricos, atualmente mais fragmentados.

Outro fator é a reputação de eficiência que o grupo começou a construir. Empregando menos violência e mais organização, o PCC ganhou a confiança de gângsteres mundiais, que não podem recorrer à Justiça quando um negócio dá errado. Esse processo, que inclui formas mais elaboradas de lavar dinheiro, também fez parte da evolução de outras quadrilhas pelo mundo.

— Grupos italianos, como a 'Ndrangheta e a Cosa Nostra (máfia siciliana), passaram por essa transformação. Reduziram a violência e emergiram mais profissionais, atuando em crimes de colarinho branco e outros mais tradicionais, como extorsão — explica Sergi.

Fonte: O Globo


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terça-feira, 11 de junho de 2024

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CONGRESSO ADUANEIRO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL É REALIZADO EM SALVADOR


O congresso reuniu Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários de todo o país que atuam na área aduaneira

Entre os dias 4 e 6 de junho foi realizado em Salvador, na Bahia, do Congresso Aduaneiro da Receita Federal do Brasil (RFB), em Salvador/BA.

O evento ocorreu no auditório da Superintendência Regional do Órgão na 5ª Região Fiscal (SRRF05).

No congresso, que reuniu Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários de todo o país que atuam na área aduaneira, foram debatidos temas como o futuro da Aduana, conformidade aduaneira, novidades legislativas e normativas, controle integrado de fronteiras, desafio aduaneiro do E-Comerce, investimentos da RFB, entre outros temas.


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segunda-feira, 10 de junho de 2024

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GOVERNO ENCERRA OPERAÇÃO GLO NOS PORTOS DE SANTOS, RIO DE JANEIRO E ITAGUAÍ

Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

A atuação das Forças Armadas nos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Itaguaí (RJ) teve início em novembro de 2023

Após sete meses de atuação chegou ao fim na última terça-feira (4), a operação GLO (Garantia da Lei e da Ordem), nos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Itaguaí (RJ). A atuação das Forças Armadas teve início em novembro de 2023, e além desses portos também abrangeu os aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ), tendo a Marinha do Brasil (MB) como responsável nos portos e a Aeronáutica nos aeroportos.

Segundo o governo, o objetivo era reforçar a segurança nessas regiões para combater o tráfico de armas e drogas e demais ações da criminalidade.

Segundo o Ministério da Justiça, durante este período de atuação, foram apreendidas cerca de 279,8 toneladas de drogas, 317 armas e 11.800 munições. Também foram presas 3.826 pessoas, mais de 11,9 mil embarcações e 505,7 mil veículos revistados.

Operação GLO havia sido prorrogada

Inicialmente, o plano era que a operação de GLO durasse até o início de maio. No entanto, o Governo decidiu prorrogá-la por mais um mês, alegando a necessidade de realizar uma transição e concluir um plano de segurança para portos e aeroportos.

Apesar dos dados serem comemorados pelo Governo, várias áreas da gestão foram contrárias à prorrogação. Oficiais-generais da Aeronáutica e da Marinha argumentaram, sob condição de anonimato, a Folha de S.Paulo, que o decreto que estabelece as regras para o funcionamento de uma operação GLO prevê que a atuação dos militares deve ser episódica, em uma área previamente definida e pelo menor tempo possível.

Além da Marinha, atuaram em conjunto nos portos a Receita Federal do Brasil (RFB), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Guarda Portuária (Gport), da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Embora a decretação da GLO seja vista como uma vitória para os militares há uma avaliação de que não cabe às Forças Armadas atuar na segurança pública.

Outra questão em disputa era a atribuição dos resultados das operações. As apreensões de droga nos portos ocorreram no trabalho rotineiro da Receita Federal, Polícia Federal e até mesmo pela Guarda Portuária, mas o mérito foi atribuído à operação militar.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Governo Federal seguirá apoiando a atuação integrada das forças de segurança do Brasil nos estados em ações contra o crime organizado. Na avaliação da pasta, o conhecimento gerado e as ações de inteligência desenvolvidas e aprimoradas representam um legado à gestão da segurança pública no país e, em especial, aos cidadãos brasileiros.


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sexta-feira, 7 de junho de 2024

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PORTO DO RECIFE REALIZA SIMULADO DE EMERGÊNCIA


O exercício visou a prevenção, controle e mitigação de emergências que podem ocorrer no porto ou em áreas comuns

O Porto do Recife realizou na última terça-feira (04/06), com a participação de seus funcionários, um Simulado de Acionamento do PAM (Plano de Ajuda Mútua).

O exercício visou a prevenção, controle e mitigação de emergências que podem ocorrer no porto ou em áreas comuns.

Participaram do simulado também: Maria Graça Cruz e Bruno Arruda dos Santos, do CPRH; João Paulo da Costa e Ighor Medeiros de Santana, do Corpo de Bombeiros de Pernambuco; a Tenente Raquel Maria Cavalcante e Aldemir Rodrigues da Silva, da Marinha do Brasil; e Carlos Henrique Luiz de França, técnico em Segurança do Trabalho da Fertine.


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RECEITA FEDERAL APREENDE 271 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE SANTOS


O entorpecente estava oculto em meio a carga de papel tipo A4 para impressão que seria exportado para o Porto de Le Havre, na França

Na manhã da última quarta-feira (05), a Receita Federal do Brasil (RFB), apreendeu 271 kg de cocaína no interior de um contêiner que se encontrava depositada em um terminal portuário no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

O entorpecente estava oculto em meio a carga de 178 toneladas de papel sulfite, tipo A4 para impressão, que seria exportado para o Porto de Le Havre, na França.

Segundo a RFB, 250 tabletes de cocaína foram encontrados em dois estrados dentro de um dos sete contêineres que carregavam a carga completa.

Cão de faro da equipe K9 da Receita Federal - Foto: Reprodução

Os contêineres foram selecionados para inspeção após critérios de avaliação de análise de riscos. Os cães de faro da equipe K9 da RFB apontaram a presença da droga. 

Os estados com as resmas de papel passaram por escanêr - Foto: Reprodução

Posteriormente os estrados com as resmas do papel sulfite passaram por escâner, apontando onde exatamente a droga estava escondida.

As imagens apontam onde a droga está localizada - Foto: Reprodução

De acordo com Ivan da Silva Brasílico, chefe da DIREP/RF, com as novas ferramentas no combate ao tráfico, desde 2019 a apreensão vêm caindo no Porto de Santos, fazendo com que as organizações criminosas busquem novas rotas.

Foram apreendidos 250 tabletes, totalizando 271 kg de cocaína - Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) foi acionada para realizar perícia no local dos fatos, a fim de subsidiar a investigação a ser conduzida em inquérito policial.


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