As cargas pertenciam a uma empresa de logística e foram
roubadas em quatro ocasiões diferente
Na manhã da última
terça-feira (10) a Polícia
Civil prendeu dois homens acusados de desviarem quatro contêineres com produtos
que tinham como destino o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
As prisões foram
resultado de investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais
(DIG) de Santos. A dupla é suspeita de integrar uma organização criminosa
(ORCRIM) especializada em furtos e roubos de carga. O esquema, que funcionava
dentro do fluxo logístico do maior porto da América Latina, teria causado um
rombo de aproximadamente R$ 5 milhões em cargas desaparecidas.
As cargas pertenciam
a uma empresa de logística e foram roubadas em quatro ocasiões diferentes. A
Polícia Civil não detalhou como aconteceram os crimes e as datas.
Após as
investigações, a corporação pediu pela prisão e mandados de busca e apreensão
em Santos, Cubatão, São Vicente e Guarujá. Um suspeito de 24 anos foi detido em
no bairro Vila Áurea, em Guarujá, e o outro, de 46 anos, no Jardim Nova República,
em Cubatão. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo sedes
de transportadoras que podem estar ligadas ao esquema.
Ao todo, 15
computadores, dispositivos eletrônicos, 12 celulares, além de diversos documentos
foram apreendidos. O material foi encaminhado para perícia visando identificar
outros integrantes e rastrear o destino das cargas desviadas.
A polícia já
conseguiu o bloqueio judicial de altas quantias em dinheiro na semana passada,
tentando "secar" a conta bancária da organização.
A Polícia Civil
destacou que os fatos apurados até o momento indicam que o grupo atuava de
forma coordenada para subtrair cargas de alto valor agregado durante o fluxo
portuário. A ORCRIM contava com uma estrutura coordenada, chegando a envolver
até endereços ligados a empresas de transporte e logística.
Os suspeitos foram
encaminhados à cadeia após a prisão ser formalizada na delegacia e estão à
disposição da justiça. Os nomes dos presos não foram divulgados.
De acordo com o
delegado responsável pelo caso, essa operação é um passo fundamental para
sufocar financeiramente as quadrilhas que lucram com o crime portuário. Ao
atingir o bolso dos envolvidos e apreender seus computadores, a polícia espera
desmantelar todo o núcleo da organização.
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