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quinta-feira, 21 de maio de 2026

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HOMEM APONTADO COMO CHEFE DE QUADRILHA QUE EXPORTOU COCAÍNA PARA A EUROPA É CONDENADO A 37 ANOS DE PRISÃO


Lindomar Furtado foi preso no Rio de Janeiro em 2025, depois de passar 3 anos foragido. Em 2022, ele fugiu da mansão onde morava no Paraguai

A Justiça Federal no Rio condenou a 37 anos de prisão o homem apontado como um dos chefes de uma quadrilha que exportou mais de 6 toneladas de cocaína do Brasil para a Europa.

De acordo com a sentença, Lindomar Reges Furtado não poderá recorrer em liberdade. Ele foi considerado culpado pelos crimes de tráfico internacional de drogas, pertencimento à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Lindomar foi um dos alvos da Operação Turfe da PF, que em fevereiro de 2022 tentou prender 20 acusados de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína.

Na ocasião, câmeras do condomínio de luxo onde ele fica a mansão onde ele morava, em Hernandárias, no Paraguai, perto da fronteira com o Brasil, flagraram o traficante saindo em um carro preto pelo portão principal do local, 50 segundos antes da chegada da polícia.

Segundo as investigações, a quadrilha enviou 6,68 toneladas de cocaína para a Europa e África em 14 remessas distintas, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2022. Outras duas tentativas de remessa da droga não tiveram sucesso porque a droga foi apreendida.

De acordo com o inquérito, os criminosos usavam uma estratégia ousada. Primeiro, retiravam do porto do Rio um contêiner já lacrado com mercadorias legalizadas, sem o conhecimento das transportadoras. O contêiner era levado para galpões, a maioria dentro de favelas dominadas pelo tráfico. Lá, os bandidos substituíam parte da carga pela droga. Em seguida, o contêiner era levado novamente para o porto, onde era embarcado em navios com destino à Europa e à África.

Lindomar foi preso pela Polícia Federal em fevereiro do ano passado em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio. Antes disso, ficou três anos foragido.

Durante esse tempo, tentou mudar o rosto para permanecer foragido da Justiça nesses 3 anos: segundo a PF, ele fez harmonização facial, colocou lentes dentárias e usava perucas. Quando foi preso, Lindomar usava uma peruca. Além da mudança visual, Lindomar usava outro nome: Fabiano. Assim se apresentava a vizinhos do condomínio de luxo onde estava residindo no Recreio dos Bandeirantes.

Em seu interrogatório, diante do juiz, Lindomar preferiu ficar em silêncio. Segundo a sentença da Justiça Federal, "todas as provas reunidas no processo demonstram que Lindomar R. Furtado, ao lado de Cristiano Córdova Nascimento, era o líder de uma organização criminosa dedicada ao tráfico transnacional de cocaína. E, como tal, era o responsável pela negociação com os fornecedores da droga, na América do Sul, e com os seus compradores, estabelecidos principalmente em Dubai. Essas atividades também lhe conferiam preeminência na administração dos recursos financeiros do grupo, que eram depositados em contas bancárias no exterior e posteriormente, ao menos em parte, eram internalizados de maneira dissimulada no Brasil".

As investigações mostraram que a cocaína exportada pelo Porto do Rio era comprada da Bolívia e da Colômbia.

De acordo com a sentença, os integrantes da organização criminosa "atuaram em toda a cadeia relacionada ao entorpecente: negociação da droga com compradores estrangeiros que a distribuiriam na Europa, aquisição da droga com fornecedores na Bolívia e na Colômbia, envio da droga para o Paraguai, importação da droga no Brasil, transporte da droga para cidades portuárias brasileiras, armazenamento da droga para aguardar o embarque, corrupção de agentes portuários para permitir a entrada da droga nos terminais e a violação dos contêineres nos quais ela seria introduzida clandestinamente e, por fim, logística de carregamento da droga nos contêineres destinados à exportação".

A operação que investigou o esquema de tráfico internacional de drogas foi batizada de “Turfe” em alusão a Cristiano Córdova Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso junto com Lindomar.

Cristiano era dono de dezenas de cavalos de corrida, alguns premiados, e segundo a PF, usava o turfe para lavar o dinheiro sujo do tráfico. No dia da operação, Cristiano foi preso ao desembarcar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Em outubro de 2023, Cristiano foi condenado a 26 anos e 3 meses de prisão.

O que dizem os citados

Em nota, o advogado Silmar Júnior, que defende Lindomar Furtado, declarou que "irá recorrer da sentença, uma vez que no decorrer do processo ficaram demonstradas várias falhas ilegais sobre a investigação. Fatos que serão discutidos em sede recursal, conforme entendimentos dos Tribunais Superiores".

O advogado Diogo Ferrari, de Cristiano Córdova, disse que "questionou a legalidade e os limites da infiltração policial que serviu de base à investigação. O ponto central é que o agente infiltrado não apenas observou os fatos. Valendo-se de decisão judicial, ele participou da dinâmica investigada e ofereceu uma estrutura logística que só poderia existir com apoio estatal. Nenhuma organização criminosa possui esse tipo de logística, que conta com o apoio da Polícia Federal e do Poder Judiciário para sua execução, tornando a operação de tráfico internacional de drogas verdadeiramente infalível".

Afirmou ainda que "a condenação foi objeto de recurso de apelação, no qual sustentamos a ilicitude da infiltração e das provas dela derivadas. Combater o crime organizado é indispensável. Mas, quando o Estado cria as condições para que o delito aconteça, a linha entre investigar e fabricar prova se torna perigosamente estreita".

Autor/Fonte: Lucas Machado, Marcelo Gomes, GloboNews – g1 rio de janeiro


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MAPA E PF APREENDEM 48 TONELADAS DE AÇÚCAR NO PORTO DE PARANAGUÁ


Testes preliminares realizados no momento da coleta das amostras identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente arenosos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na quinta-feira (14), que em operação conjunta com a Polícia Federal (PF), no corredor de exportação do Porto de Paranaguá, no Paraná, resultou na apreensão de cerca de 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração.

Durante os testes preliminares realizados no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente arenosos, em quantidade acima do limite permitido pela legislação. 

A constatação levantou suspeitas de adulteração da carga e de descumprimento dos padrões de qualidade exigidos para o produto destinado à exportação. Esse tipo de análise é utilizado para verificar a pureza do açúcar e identificar possíveis casos de contaminação ou fraude no produto.

Após a identificação da suspeita, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) coletaram amostras da carga. O material foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), responsável por confirmar se há presença de matéria estranha em nível incompatível com os padrões regulamentares.

A ação faz parte de uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o Ministério da Agricultura, desenvolvida desde 2024 para combater fraudes em cargas de exportação. Segundo os órgãos envolvidos, a atuação conjunta tem reforçado a segurança, a rastreabilidade e a conformidade das operações realizadas no Porto de Paranaguá, especialmente em embarques de granéis agrícolas, como soja, farelo de soja e açúcar.

Caso seja confirmada a presença de matéria estranha em níveis incompatíveis com os padrões regulamentares, a carga poderá ser desclassificada e considerada imprópria para consumo, conforme prevê a legislação federal. A confirmação de fraude também poderá gerar sanções administrativas e desdobramentos criminais.

O Brasil ocupa atualmente a posição de maior produtor e exportador mundial de açúcar, respondendo por cerca de 25% da produção global e aproximadamente metade das exportações mundiais do produto. Em 2024, o país embarcou volume recorde de 38,24 milhões de toneladas, com receita superior a US$ 18,6 bilhões.

As operações de fiscalização têm papel estratégico para garantir a integridade das cargas exportadas, preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários brasileiros e fortalecer o sistema nacional de defesa agropecuária. Casos de fraude, adulteração ou contaminação em cargas destinadas ao exterior podem comprometer mercados importantes, ampliar restrições sanitárias e provocar prejuízos econômicos e de reputação ao agronegócio nacional.

A empresa responsável pela carga foi autuada pelas autoridades. Como não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o produto foi classificado como risco à defesa agropecuária. Por esse motivo, o Ministério da Agricultura deverá determinar a destruição da carga, conforme previsto na legislação ambiental vigente.


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