Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

0

NAVIO COLIDE COM BALSAS NA ENTRADA DO CANAL DO PORTO DE SANTOS


O navio atingiu as balsas FB-14 e FB-15, utilizadas na travessia de veículos entre as cidades de Santos e Guarujá

Na última segunda-feira (16/2), por volta das 21h30, o  navio cargueiro Seaspan Empire, com bandeira de Singapura atingiu duas balsas, em frente ao Ferry Boat, na entrada do canal do estuário do Porto de Santos, litoral de São Paulo.

O navio atingiu as balsas FB-14 e FB-15, utilizadas na travessia de veículos entre as cidades de Santos e Guarujá. Não havia veículos ou passageiros. Quatro tripulantes. — um comandante e três marinheiros — pularam na água no momento da colisão e foram resgatados sem ferimentos.

Praticagem

Segundo a Praticagem, o navio atingiu primeiro a FB-15 e, depois, a FB-14, que estava fora de operação e era rebocada pela primeira embarcação. O navio porta-contêineres tinha atracação prevista, mas deixava o canal por falta de espaço.

A Praticagem afirma que foi feito contato com o ferry boat quando o navio passava pelo Armazém 35, mas uma das balsas e a outra que estava em manutenção sendo rebocada, “inadvertidamente atravessaram na frente do navio”.

Segundo a Praticagem, quando um navio chega ao Armazém 35, a 1.800 metros de distância do ferry boat, no canal do Porto de Santos, os práticos avisam os operadores das balsas para que a travessia Santos-Guarujá seja suspensa até a passagem da embarcação. Em relação ao tempo de antecedência, há uma variação conforme a velocidade da embarcação, mas o intervalo costuma ser de, no mínimo, sete minutos.

“Na maioria das vezes, (o navio) opera abaixo da velocidade máxima (elevando o tempo até a travessia Santos-Guarujá). As balsas devem respeita as orientações e aguardar a passagem dos grandes navios, cujo fluxo é coordenado pelo prático”, informa a Praticagem, em nota.

Secretaria de Meio ambiente

Segundo nota da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado, o acidente não afetou o serviço de travessias no litoral. Apenas uma das balsas foi atingida, e que os “danos foram restritos à proa da embarcação”. Apesar disso, as duas balsas FB-14 e a FB-15 envolvidas estão fora de operação no lado de Santos.

A embarcação FB-15 voltou a operar na travessia de veículos entre Santos e Guarujá por volta das 16h da última quarta-feira (18), após liberação da Marinha do Brasil.

Capitania dos Portos

Em nota, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) disse que um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi instaurado para apurar as causas e possíveis responsáveis pelo acidente. O órgão também alertou que “aqueles que conduzirem embarcações, ajam com prudência, bem como realizem a devida manutenção de suas embarcações e mantenham coletes salva-vidas e demais equipamentos de salvatagem disponíveis em quantidade adequada”.

Autoridade Portuária

A Autoridade Portuária de Santos - APS informou que o navio seguiu para a área de fundeio e depois, às 3h00 de terça-feira (17/02), entrou no Porto e atracou no terminal DP World. Disse, ainda, que o acidente não impactou às demais operações do Porto ou suspensão da navegação.

Ministério Público Federal

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, do Ministério Público Federal (MPF) em Santos, ordenou a abertura de inquérito para a apuração dos motivos do acidente. O despacho foi encaminhado à Subcoordenadoria Jurídica (SubJur) da Procuradoria da República no Município (PRM) Santos, na sexta-feira (20).

O MPF poderá solicitar informações à Marinha do Brasil, Autoridade Portuária de Santos (APS) e à Praticagem, além da empresa responsável pela operação das balsas e ao armador do navio.

O inquérito servirá para apurar pontos como as circunstâncias técnicas da colisão, possíveis falhas na operação ou no sistema de segurança da navegação no canal de acesso ao Porto e impactos sobre a continuidade e a segurança do serviço de travessia aquaviária.

O procurador observou que há duas câmaras de Coordenação e Revisão (CCR) nas quais a investigação do acidente poderá tramitar.

Uma delas é a 3a, de Infraestrutura e Serviços Públicos Delegados, que abrange segurança da navegação e regularidade de operação de serviço público essencial. A outra, a 1a, em caso de dano a bens públicos federais ou necessidade de apurar responsabilidade de eventual prejuízo aos cofres públicos.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto (Safety/Security). A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo.



Continue lendo ►

LEGISLAÇÕES