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terça-feira, 17 de março de 2026

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POLÍCIA CIVIL PRENDE INTEGRANTES DE ORCRIM QUE DESVIAVA CARGAS NO PORTO DE SANTOS


As cargas pertenciam a uma empresa de logística e foram roubadas em quatro ocasiões diferente

Na manhã da última terça-feira (10) a Polícia Civil prendeu dois homens acusados de desviarem quatro contêineres com produtos que tinham como destino o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

As prisões foram resultado de investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos. A dupla é suspeita de integrar uma organização criminosa (ORCRIM) especializada em furtos e roubos de carga. O esquema, que funcionava dentro do fluxo logístico do maior porto da América Latina, teria causado um rombo de aproximadamente R$ 5 milhões em cargas desaparecidas.

As cargas pertenciam a uma empresa de logística e foram roubadas em quatro ocasiões diferentes. A Polícia Civil não detalhou como aconteceram os crimes e as datas.

Após as investigações, a corporação pediu pela prisão e mandados de busca e apreensão em Santos, Cubatão, São Vicente e Guarujá. Um suspeito de 24 anos foi detido em no bairro Vila Áurea, em Guarujá, e o outro, de 46 anos, no Jardim Nova República, em Cubatão. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo sedes de transportadoras que podem estar ligadas ao esquema.

Ao todo, 15 computadores, dispositivos eletrônicos, 12 celulares, além de diversos documentos foram apreendidos. O material foi encaminhado para perícia visando identificar outros integrantes e rastrear o destino das cargas desviadas.


A polícia já conseguiu o bloqueio judicial de altas quantias em dinheiro na semana passada, tentando "secar" a conta bancária da organização.

A Polícia Civil destacou que os fatos apurados até o momento indicam que o grupo atuava de forma coordenada para subtrair cargas de alto valor agregado durante o fluxo portuário. A ORCRIM contava com uma estrutura coordenada, chegando a envolver até endereços ligados a empresas de transporte e logística.

Os suspeitos foram encaminhados à cadeia após a prisão ser formalizada na delegacia e estão à disposição da justiça. Os nomes dos presos não foram divulgados.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, essa operação é um passo fundamental para sufocar financeiramente as quadrilhas que lucram com o crime portuário. Ao atingir o bolso dos envolvidos e apreender seus computadores, a polícia espera desmantelar todo o núcleo da organização.


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