Justiça Federal do Pará decretou nova prisão preventiva no
âmbito da Operação Euterpe após representação da Polícia Federal
A Polícia Federal
informou, na última quarta-feira (22), que a Justiça Federal da 3ª Vara
Criminal da Seção Judiciária do Pará decretou nova prisão preventiva de um
homem investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico
internacional de drogas.
Segundo a Polícia
Federal, Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como "Mancha", é
investigado no âmbito da Operação Euterpe, deflagrada em 2022 para apurar o
envio de 320 quilos de cocaína ocultos em uma carga de açaí destinada a
Portugal.
De acordo com as
investigações, ele também é investigado pelos crimes de tráfico internacional
de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
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Prisão
Douglas de Azevedo
Carvalho foi preso em 15 de março de 2026, na cidade de Santa Cruz de la
Sierra, na Bolívia.
Segundo a Polícia
Federal, antes de deixar o Brasil ele cumpria prisão domiciliar com
monitoramento eletrônico. As investigações apontam que, em julho de 2024, ele
rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o país, passando a ser considerado foragido
da Justiça.
No início de julho
de 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva em um
dos processos aos quais ele responde, substituindo-a por medidas cautelares
diversas da prisão, entre elas o monitoramento eletrônico.
Entretanto, a
decisão não resultou em sua soltura, pois havia outras ordens judiciais de
prisão em vigor, inclusive uma prisão temporária decretada pela Justiça de
Minas Gerais no âmbito da investigação sobre a morte de Paulo Roberto Ziviani
Rodrigues.
Nova representação
Diante da nova
situação processual, a Polícia Federal representou pela decretação de nova
prisão preventiva no processo decorrente da Operação Euterpe.
O pedido foi
acolhido pela Justiça Federal do Pará, que expediu, em 21 de julho, novo
mandado de prisão preventiva pelos crimes de tráfico de drogas e associação
para o tráfico.
STF restabeleceu a
prisão preventiva
Posteriormente, o
ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu a prisão
preventiva no processo relacionado ao tráfico de drogas, acolhendo recurso
apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na decisão, o
ministro destacou, entre outros fundamentos, a gravidade concreta dos fatos
investigados, o risco à ordem pública e o descumprimento anterior das medidas
cautelares, em razão do rompimento da tornozeleira eletrônica e da saída do
país.
Segundo a PGR,
Douglas de Azevedo Carvalho é apontado como fundador e líder da organização
criminosa conhecida como Tropa do Douglas (TDD), investigada por atuar no
tráfico interestadual e transnacional de drogas e por manter supostos vínculos
operacionais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando
Vermelho (CV).
As investigações
prosseguem.
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