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terça-feira, 19 de maio de 2026

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CDP PROMOVE CURSO DE FORMAÇÃO DE INSTRUTORES DE PILOTO DE DRONE


O curso habilita guardas portuários não apenas a operar aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), mas também a atuar como multiplicadores

A Companhia Docas do Pará (CDP) – Autoridade Portuária, empresa pública que administra os portos públicos do estado, concluiu na última semana a realização do Curso de Formação de Instrutores de Piloto de Drone para os integrantes da Guarda Portuária (GPort).

O curso, realizado no Porto de Outeiro, habilita guardas portuários não apenas a operar aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), mas também a atuar como multiplicadores do conhecimento dentro da própria Companhia, fortalecendo a autonomia operacional da GPort em todos os portos administrados pela CDP.

Essa capacitação possibilita a introdução e ampliação do uso de RPAs nas atividades ligadas ao ISPS Code, contribuindo para ações de fiscalização de áreas portuárias, monitoramento perimetral, identificação de intrusos, inspeção de estruturas, apoio em ocorrências operacionais, vigilância embarcada e aumento da consciência situacional em operações de segurança.

Segundo o guarda portuário Fernando Lisboa, a incorporação da tecnologia ao trabalho de segurança é essencial diante dos desafios atuais enfrentados nos portos.

“A tecnologia tem que ser aliada à segurança. Nós, como guardas portuários, estamos aqui no último obstáculo de qualquer ilegalidade. Então, esse aporte para a Guarda Portuária, com o drone, aumentando também a questão tecnológica, é muito importante para que a gente possa combater toda e qualquer ameaça”, afirmou.

Lotado no Porto de Itaituba, no sudoeste paraense, Lisboa também destacou a importância da integração entre as unidades da CDP por meio das capacitações.

“É uma alegria dobrada. A CDP faz todo o esforço de conseguir alcançar todos os portos. Isso é muito importante, essa integração. Eu posso levar também para o Porto de Itaituba para que todos os portos, de maneira sinérgica, possam acrescentar na parte tecnológica e agora, especificamente, dos drones”, ressaltou.

Com quase três décadas de experiência na GPort, Francisco Martins, trabalha em um dos portos mais movimentados da região Norte, o Porto de Santarém. Ele destacou a evolução tecnológica vivenciada ao longo da carreira e o impacto dos drones na atuação preventiva da segurança portuária.

“Não é só para aprender a pilotar. Nós estamos fazendo um curso de instrutores. Estamos aprendendo a pilotar e nos capacitando para transmitir o conhecimento aos demais colegas. É uma atividade que vai enriquecer muito o trabalho da Guarda Portuária, trazendo-nos mais recursos para trabalhar de modo preventivo e antecipando-nos a possíveis riscos operacionais e de segurança”, explicou.

Para o gerente da GPort, Jonathan Leal, a formação de instrutores representa um passo estratégico para consolidar o uso dos drones em todas as unidades portuárias da companhia.

“A importância desse curso está em formar multiplicadores dentro da Guarda Portuária. Todos os portos terão seus multiplicadores. O drone hoje é uma ferramenta importantíssima dentro da segurança portuária. Nós vamos implementar as rondas também via drone em todos os portos da CDP”, afirmou.

Leal também ressaltou que a aproximação entre segurança e tecnologia faz parte de uma política contínua de investimentos da companhia.

“A CDP vem investindo em segurança e tecnologia. Temos vários processos trazendo a temática da inteligência artificial e dos equipamentos tecnológicos para que a segurança da companhia e dos nossos clientes seja a mais eficiente possível”, completou.

Abrapam

Responsável pela condução da capacitação, o diretor de treinamento da ABRAPAM K9, Erasmo Gomes, destacou que o objetivo principal do curso é preparar agentes aptos a disseminar o uso da tecnologia dentro da instituição.

“O nosso objetivo é formar multiplicadores dentro da CDP para que outros colaboradores possam aprender a usar essa tecnologia. O drone hoje, sem dúvida nenhuma, é uma das principais ferramentas auxiliares das forças de segurança”, explicou.

Segundo Gomes, a tecnologia amplia significativamente a capacidade operacional das equipes.

“Com essa tecnologia, você consegue ter muito mais amplitude em buscas e operações, identificar pontos de vulnerabilidade e verificar se todas as normas de segurança estão sendo seguidas dentro das operações portuárias”, afirmou.

Com a conclusão do treinamento, a tendência é que o uso de drones se consolide como ferramenta permanente de apoio às operações portuárias da CDP, ampliando os padrões de segurança, eficiência operacional e inovação nos portos paraenses.


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