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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

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PF INTENSIFICA PATRULHAMENTO NOS PORTOS DO AMAZONAS

 

A ação é em razão do início da alta temporada de cruzeiros nos navios que atracam em Manaus

A Polícia Federal (PF) intensificou no último sábado (13), ação de fiscalização e patrulhamento de navios turísticos, em razão do início da alta temporada de cruzeiros nos navios que atracam em Manaus, capital do estado.

No domingo (14), Manaus recebeu o sexto navio da Temporada de Cruzeiros 2023/2024. O MS Zuiderdam, com turistas de 20 nacionalidades, foi o primeiro cruzeiro do ano a atracar no porto.

Temporada de cruzeiros em 2024

Para o ano de 2024, ainda está previsto para aportar em Manaus mais 11 navios, com centenas de turistas. O fluxo deve injetar mais de R$ 3,5 milhões na economia das cidade e comunidades que faturam em moeda internacional, de acordo com a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur).

Acidente em 2023

No ano passado, o cais do Porto Público de Manaus cedeu e sua estrutura inteira afundou. Após as reformas realizadas, a PF acompanha as atracações, a fim de verificar as condições do novo píer e garantir a segurança dos usuários e trabalhadores do serviço portuário.

Além disso, com a cheia do Rio Negro, a PF intensificará sua rotina de patrulhas e combate aos crimes ambientais, de tráfico de drogas e pirataria.

Porto de Manaus

O Porto de Manaus, capital do estado do Amazonas é considerado o maior porto flutuante do mundo e atende aos estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do norte do Mato Grosso.

Localizado à margem esquerda do Rio Negro distante, 13 km da confluência com o rio Solimões, o Porto de Manaus constitui a principal entrada para o estado do Amazonas. Sua estrutura permite receber vários navios de qualquer tamanho, mesmo durante as grandes vazantes.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.   

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

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terça-feira, 2 de maio de 2023

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RECEITA FEDERAL APREENDE 64 CONTÊINERES COM 2,5 TONELADAS DE MINÉRIO SUSPEITO NO PORTO DE MANAUS

 

Carga tinha como destino à China

A Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 64 contêineres com 2,5 toneladas de minério suspeito no Porto de Manaus. A apreensão foi feita durante uma operação de rotina que terminou na quinta-feira, 20 de abril. A carga tinha como destino à China.

A ação foi comandada pelo Serviço de Vigilância e Repressão ao Combate ao Contrabando e Descaminho da Alfândega (SEREP) e, segundo o órgão, há suspeitas de que o minério tenha sido extraído ilegalmente da Amazônia.

A carga foi originalmente identificada como Ilmenita, mas, de acordo com a Receita, somente após perícia é que a fiscalização terá a certeza de que material se trata.

Na apreensão realizada os exportadores não conseguiram comprovar a regular aquisição das cargas. Os documentos apresentados à fiscalização, como outorga de lavra garimpeira, nota fiscal de compra e conhecimento de transporte, não eram condizentes com a natureza dos produtos e com a operação logística que estava sendo feita.

Caso seja confirmado que a carga foi extraída ilegalmente, os responsáveis podem responder por crimes de usurpação de bem público, extração de recursos minerais sem a permissão legal, tentativa de contrabando, e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem chegar até 15 anos de reclusão.

2ª apreensão

No final do mês de março, a RFB apreendeu 36 contêineres com mil toneladas de minérios também no Porto de Manaus.

Com esta apreensão já são 100 contêineres retidos em Manaus, totalizando mais de 4 mil toneladas de minério que podem ter sido extraídos de áreas proibidas ou não autorizadas, como reservas indígenas, áreas de proteção ambiental e terras de propriedade da União.


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sexta-feira, 31 de março de 2023

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RECEITA FEDERAL EM MANAUS RETÉM 36 CONTÊINERES COM MIL TONELADAS DE MINÉRIO SUSPEITO

 

A carga era proveniente de Rondônia e tinha a Europa como destino

O Serviço de Vigilância e Repressão ao Combate ao Contrabando e Descaminho da Alfândega do Porto de Manaus (Serep) realizou, durante o período de 17 a 24 de março, operações em terminal portuário alfandegado em Manaus, que resultaram na retenção 36 contêineres contendo mil toneladas de minérios suspeitos de ter sido extraído de reservas indígenas.

Durante procedimentos de análise de risco a equipe do Serep identificou carga de minério (titânio) suspeita, proveniente de Rondônia e destinada à Europa, acondicionada em 36 contêineres, pesando mil toneladas, com o valor declarado de R$ 1,5 milhão.

A suspeita surgiu após exame documental da exportação, que apresentava algumas inconsistências e diversas informações que indicaram a necessidade de se realizar a verificação física da carga.

As desconfianças da fiscalização aumentaram com as ações de verificação física, realizadas nos 36 contêineres. Além das questões suspeitas na documentação, o Serep passou a questionar se o minério declarado era o mesmo que estava nos contêineres, pois na análise preliminar do que foi encontrado é de que seja cassiterita, com o valor aproximado de R$ 65 milhões.

Caso as suspeitas do Serep se confirmem, estaremos diante dos crimes de exportação irregular e crime ambiental, pois a cassiterita pode ter sido extraída de alguma reserva indígena (Yanomamis). Para comprovar qual o minério que se encontra nos contêineres a Receita Federal do Brasil (RFB) já solicitou a perícia da Polícia Federal (PF) e aguarda o resultado para prosseguir com as ações devidas ao caso.


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DE CARREGAMENTOS DE MADEIRA NO PORTO DE MANAUS

 

Operação foi a etapa final do curso de fiscalização de madeira oferecido aos policiais estrangeiros no Projeto Madeira de Lei

A Polícia Federal (PF) deflagrou, no dia 11, uma operação de fiscalização de carregamentos de madeira, no porto de Manaus. A operação teve como objetivo colocar em prática os conhecimentos adquiridos no curso, tais como, identificar possíveis fraudes no carregamento, a partir da conferência das espécies, dos volumes e das informações constantes na documentação da madeira.

Participam da operação cerca 30 policiais federais, agentes do Ibama e, na condição de alunos, representantes da Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Países Baixos, Panamá, Paraguai, Portugal e Rússia, além de um professor, convidado da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, que desenvolveu um software capaz de identificar a espécie da árvore com uma simples foto de um pedaço da madeira feita a partir de celular, evitando assim, um dos tipos de fraudes mais comuns no tráfico de madeira ilegal.

A operação foi a última etapa do curso oferecido a policiais alfandegários da América Latina, Europa e EUA de fiscalização de madeira, que aconteceu, entre os dias 7 a 11/2, no Centro de Integração e Aperfeiçoamento em Polícia Ambiental – Ciapa, base da Polícia Federal no coração da floresta amazônica. Finalizado o curso, o Projeto Madeira de Lei segue com a integração policial no combate ao tráfico internacional de madeira. 

O Projeto Madeira legal conta com o apoio da EL PAcCTO Europa-Latino América – Programa de Assistência Contra o Crime Transnacional Organizado, que reconhece na Polícia Federal a prioridade de lutar efetivamente contra o tráfico internacional de madeira. A organização objetiva a realização de operações conjuntas entra a América Latina e Estados Membros da União Europeia, em colaboração com a Europol.  


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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

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ALFÂNDEGA DO PORTO DE MANAUS PARTICIPA DE APREENSÃO DE 86KG DE DROGAS


Embarcações, vindas de municípios do interior do estado do Amazonas, atracariam no Porto de Manaus trazendo carregamentos de drogas originários, provavelmente, da tríplice fronteira, configurando tráfico internacional.
A Equipe K9 do Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Alfândega do Porto de Manaus (Serep) participou de duas ações do Departamento de Investigação sobre Narcóticos da Polícia Civil de Manaus (Denarc) que resultaram na apreensão de 86 quilos de drogas ilícitas.
Após investigações que duraram vários dias o Denarc realizou, na madrugada do dia 8 de agosto, operações de combate ao tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins em embarcações no Porto de Manaus, no bairro Centro, zona sul da capital amazonense. As investigações apontaram que algumas embarcações, vindas de municípios do interior do estado do Amazonas, atracariam no porto trazendo carregamentos de drogas originários, provavelmente, da tríplice fronteira, configurando tráfico internacional.
Durante as abordagens um casal que estava em uma embarcação vinda de São Paulo de Olivença (985 km de Manaus) foi preso com 43 quilos de maconha do tipo skunk e 8 quilos de cocaína. Em outra embarcação dois homens foram presos com 30 quilos de maconha do tipo skunk e cinco quilos de oxi. Em ambos os casos a Equipe K9 da Alfândega do Porto de Manaus foi fundamental para a localização das drogas e, consequentemente, a prisão dos envolvidos.
A Equipe K9 da Alfândega do Porto de Manaus que já participou de inúmeras operações com o Denarc é composta por um analista-tributário condutor e um agente canino, chamado “ODIN”.

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domingo, 22 de maio de 2016

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RECEITA FEDERAL REALIZA OPERAÇÃO INTERNAÇÃO IV EM MANAUS




Foram apreendidos produtos importadas e/ou produzidas na ZFM, com benefícios fiscais, e estavam sendo remetidas para outras regiões do país de forma irregular

Na tarde e noite do dia 06 de maio, a Receita Federal deflagrou a Operação Internação IV, interceptando uma embarcação no Porto da Manaus Moderna, que estava levando mercadorias para fora da Zona Franca de Manaus (ZFM) de forma irregular.
Durante a operação, foram retidos 12 aparelhos de ar condicionado, três motos, 270 resmas de papel e cerca de 15 mil rolos de fitas adesivas, avaliados em R$ 117 mil.
As mercadorias haviam sido importadas e/ou produzidas na ZFM, com benefícios fiscais, e estavam sendo remetidas para outras regiões do país de forma irregular.
As mercadorias retidas serão encaminhadas ao DMA (Depósito de Mercadorias Apreendidas) da Receita Federal do Brasil em Manaus. Esta infração tributária sujeita as mercadorias retidas à pena de perdimento.

As Operações Internação 1, 2, 3 e 4, desencadeadas em 2016, totalizam R$ 1,38 milhão em apreensões de mercadorias importadas e/ou produzidas na ZFM que estavam sendo enviadas irregularmente para fora da região, que goza de benefícios fiscais.

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

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RECEITA FEDERAL REALIZA OPERAÇÃO INTERNAÇÃO III




Durante a operação, foram retidas cerca de 21.120 resmas de papel, avaliadas em R$ 274 mil

Na noite do dia 29 de abril de 2016, sexta-feira, a Alfândega do Porto de Manaus realizou a Operação Internação III, em um Porto da Cidade.
Durante a operação, foram retidas cerca de 21.120 resmas de papel, avaliadas em R$ 274 mil, importados da Austrália, que estavam sendo internados (saindo da Zona Franca de Manaus) de forma irregular. As mercadorias retidas foram encaminhadas ao Depósito de Mercadorias Apreendidas da Receita Federal do Brasil em Manaus. Esta infração tributária sujeita o contribuinte infrator à pena de perdimento das mercadorias retidas.
As Operações Internação I, II e III, desencadeadas em 2016, já totalizaram R$ 1,26 milhão em mercadorias importadas retidas, internadas de forma irregular e sujeitas a pena de perdimento. Até o momento, essas três Operações retiveram máquinas, aparelhos celulares e acessórios, e resmas de papel.

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quinta-feira, 10 de março de 2016

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MPF INVESTIGA IRREGULARIDADES NA ADMINISTRAÇÃO DE PORTOS NO AMAZONAS




Órgão instaurou cinco inquéritos civis públicos para apurar responsabilidade cível e criminal em relação a problemas como precariedade na estrutura e na segurança de portos.
O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) instaurou cinco inquéritos civis públicos para investigar a responsabilidade cível e criminal dos gestores da Companhia Docas do Maranhão (Codomar), Sílvio Romano Benjamin Júnior, e da Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc), Wilson Wolter Filho, por diversas irregularidades estruturais, documentais e na administração de portos fluviais do Amazonas geridos pelas duas entidades, diante da existência de indícios de crime e atos de improbidade nas situações relatadas ao MPF.
As apurações estão embasadas em relatórios de fiscalizações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizadas no Porto de Manaus, no Terminal do São Raimundo e em diversos portos do interior do Estado. Um dos inquéritos cita a existência de “severa deficiência na manutenção das estruturas navais, de modo a colocar em risco a vida e a integridade física das pessoas que utilizam esse modal de transporte” e requisita informações da Capitania dos Portos sobre as condições estruturais dos portos do Amazonas, além de solicitar a inclusão do maior número possível de terminais hidroviários na programação de fiscalizações do órgão para este ano.
A ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, que atesta o atendimento a normas de segurança e prevenção a incêndios por parte das administradoras dos portos, é o motivo de outro inquérito instaurado pelo MPF/AM. A falta do laudo foi constatada em todas as fiscalizações realizadas pela Antaq nos portos do Amazonas, na capital e no interior. Diante da irregularidade, o MPF requisitou ao Corpo de Bombeiros a realização de fiscalização nos terminais hidroviários do interior, já instalados, e no Porto de Manaus e Terminal do São Raimundo, no prazo de 60 dias, para averiguar o cumprimento das normas de segurança e prevenção a incêndio.
Em outros dois casos, o MPF instaurou inquéritos civis públicos para apurar a responsabilidade por parte dos administradores da Codomar e da Ahimoc quanto à ausência de inventário de bens dos terminais portuários gerenciados pelas duas entidades e também para averiguar terceirização ilícita de atividades-fim nos terminais portuários sob suas responsabilidades.
Ocupação irregular
Um quinto inquérito civil investiga ainda a ocupação e exploração de áreas sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis no porto de São Raimundo, na capital. A situação também foi constatada a partir de fiscalização da Antaq no Porto Organizado de Manaus, sob responsabilidade da Codomar.
Em todos os inquéritos, o MPF/AM requisitou à Antaq que esclareça se houve adoção de alguma medida por parte das entidades autuadas nas fiscalizações e informe o andamento dos processos abertos no órgão após a constatação das irregularidades. O procurador da República responsável pelos casos também solicitou à Codomar e Ahimoc que se manifestem a respeito de medidas pretendidas no sentido de solucionar os problemas notificados pela Antaq.
Os inquéritos civis têm prazo de um ano para serem concluídos, podendo esse prazo ser prorrogado por igual período caso o procurador constate a necessidade de mais elementos para decidir quais medidas conclusivas serão adotadas em cada caso.


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segunda-feira, 17 de março de 2014

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JUSTIÇA ENCONTRA IRREGULARIDADES EM PORTOS DE MANAUS


Irregularidades em relação a segurança e saúde dos trabalhadores foram constatadas pelo órgão durante vistorias (Divulgação/MPT)


Fiscalizações ocorreram em 18 e 19 de fevereiro em três locais. No Porto Chibatão, por exemplo, procuradores consideraram situação 'alarmante' e constataram falta de sinalização, asfalto e manutenção de equipamentos precários e trabalhadores sem registro de carteira.

O Ministério Público do Trabalho (MPT 11ª Região) realizou as fiscalizações em três portos privados de movimentação de cargas em Manaus. Nos três locais, o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), Porto Chibatão e o Superterminais, o órgão inspecionou o cumprimento dos Termos de Ajuste de Conduta (TAC) firmados para garantir condições de saúde e segurança do trabalho. Em todos os portos foram encontradas irregularidades.

As fiscalizações foram realizadas em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM), com os Auditores Fiscais Francisco Edson Ferreira Rebouças e Marcelo Menezes de Souza Lima e quatro procuradores do trabalho.

O primeiro lugar inspecionado foi o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) localizado na Rua Travessa Vivaldo Lima, 25, Centro, Zona Sul de Manaus. Segundo a procuradora do Trabalho Andrea Gondim, as principais irregularidades constatadas estão na escalação de trabalhador e inadequação de vestiários e banheiros.

“Foi constatado o descumprimento da escalação rodiziária, ou seja, existe a preterição e beneficiamento de trabalhador, e escolha de função pelos trabalhadores portuários sem a punição adequada. O grupo móvel encontrou também a existência de banheiros inadequados e vestiários sem estrutura para os trabalhadores”, afirmou a procuradora.

Já no Porto do Chibatão, localizado na Rua Zebu, 201, bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, a situação encontrada pelos procuradores e auditores fiscais do trabalho foi alarmante. Sinalização vertical e horizontal deficiente, asfalto do píer precário ou quase inexistente, trabalhadores sem registro em carteira e falta de manutenção em guindastes e lanças.

De acordo com o auditor fiscal do Trabalho Marcelo Lima, a falta de manutenção das máquinas, põem em risco a vida dos trabalhadores.

“O Porto do Chibatão encontra-se em situação precária. Na parte superior dos guindastes, por exemplo, encontrou-se o acúmulo de uma grande quantidade de óleo nas escadas de acesso dos trabalhadores. Em função da chuva e durante a movimentação da máquina, essa substância se acumula na parte interna e, como não há manutenção preventiva, esse óleo escorre com a movimentação do guindaste, o que gera um risco de queda para os trabalhadores”, explicou o auditor.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) deverá ajuizar uma ação civil pública (ACP) para pedir na justiça que o Porto Chibatão cumpra com as normas de segurança previstas, caso o Porto não comprove as correções das irregularidades até o dia da audiência administrativa.

“Como o Chibatão já tinha firmado um Termo de Ajuste de Conduta perante o MPT, nós vamos pedir a execução da multa estipulada nos TAC´s firmados em relação às condutas nele previstas e ainda ajuizar a ACP, cobrando a manutenção nos guindastes, a iluminação noturna e a sinalização das boias salva vidas. Se um trabalhador cair na água à noite, por exemplo, ele não será visto, porque a bóia não tem sinalizador”, justificou Andrea.

Outro Porto fiscalizado foi o Superterminais. Problemas pontuais como banheiros sem água e sem iluminação e em quantidade insuficiente para atender cerca de 80 trabalhadores que estavam fazendo o carregamento e descarregamento em dois navios enquanto aconteceu a fiscalização. Audiências administrativas estão marcadas para esta quinta e sexta-feira onde os procuradores ouvirão os envolvidos e tentarão dar uma solução para os problemas encontrados.

Segundo a assessoria do Porto Chibatão, em vistoria da Comissão Permanente Nacional Portuária, realizadas no Grupo Chibatão, em agosto de 2013, por equipes de até 20 profissionais do órgão, e mais inúmeras fiscalizações do MPT por todo o ano de 2013, nada das ocorrências agora apontadas em fevereiro foram sequer mencionadas ou registradas.

A empresa também informou que não existem colaboradores do Grupo Chibatão sem registro em carteira de trabalho, visto que empresas terceirizadas são contratadas para a execução do serviço e que a ISO (Organização Internacional para Padronização) comprova a qualidade da manutenção dos equipamentos.

Em nota, a assessoria do Porto completou informando que o Grupo Chibatão está investindo R$ 5 milhões em sinalização e asfaltamento especial. Todas as informações serão apresentadas em audiência.


Fonte: Critica.com
Edição: Segurança Portuária Em Foco 




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