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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

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CDP FIRMA CONTRATO MILIONÁRIO COM EMPRESA DE VIGILÂNCIA



Sede da Companhia Docas do Pará (CDP)

A Companhia Docas do Pará (CDP), assinou no dia 30 de junho, o aditamento do contrato que mantém com a empresa Vidicon Serviços de Vigilância Ltda., prorrogando por mais 12 (doze) meses e reajustando o valor para R$ R$ 6.248.161,60.
O termo aditivo do contrato foi assinado por Jorge Ernesto Sanchez Ruiz, antes de ser substituído, em 30 de julho, do cargo de presidente da CDP e pelo Diretor Administrativo Olívio Antônio Palheta.
Este ato do ex-presidente contraria as portarias 121/09 e 350/14 da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP/PR), que vedam a terceirização da Guarda Portuária.
Jorge Ruiz contrariou o Termo de Ajuste de Conduta firmado entre CDP e MPT em maio de 2006 para que a CDP se abstivesse da mão de obra contratada, além de acordo referente à Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado (MPE), que determinou a imediata contratação de todos os concursados de 2012 e a cessação imediata da contratação de novos vigilantes.
Postos desguarnecidos
A CDP tem deixado postos desguarnecidos e portões fechados diuturnamente, com uma escala diária reduzida e com postos internos ainda terceirizados, preferindo, vejam bem, firmar um contrato de mais de seis milhões com empresa de vigilância ao invés de promover concurso ou mesmo chamar guardas para serviços extras, em caráter emergencial, para preencher os postos que se encontram descobertos, com a mão de obra legal, que neste deva atuar.
Multa
Segundo o juiz Amílcar Guimarães, do Tribunal de Justiça do estado do Pará, foi constatado, através de inquérito civil; do Termo de Ajuste da Conduta firmado com o MPT; da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ); e da Superintendência Regional do Trabalho do Pará (SRTE/PA), o descumprimento do referido TAC e de normas constitucionais, em especial a ilegal terceirização da atividade-fim da CDP referente à Guarda Portuária.
Cita o juiz ainda que, o descumprimento dos acordos poderá implicar na imposição de multa, na pessoa do Presidente da CDP, equivalente a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).
Concursados reagem
Empregados da CDP e aprovados no último concurso, ao tomarem conhecimento da assinatura desse contrato mantiveram uma audiência com uma Procuradora do MPT e com uma Promotora do MPE.
Na audiência a procuradora do MPT afirmou que os vigilantes terceirizados vão ter que sair dos postos da CDP, por mais que isso possa demorar um pouco, mas vão sair, provavelmente até dezembro desse ano isso deva acontecer.
Ao tomar conhecimento do aditamento desse contrato com a empresa Vidicon, no valor de mais de seis milhões de reais, ela se declarou surpresa, e na visão dela, esse contrato deve ser cancelado.
Sindicato
A categoria aguarda uma manifestação do Sindicato da Guarda Portuária, que apesar de se declarar estar ao lado da categoria e dos candidatos aprovados no último concurso, oficialmente ainda não se manifestou sobre esse novo contrato e, tampouco, tem se manifestado quanto à precariedade no serviço, mesmo a sede do Sindiguapor sendo ao lado do portão 17 do Porto de Belém, posto onde essa precariedade é mais acentuada.

Alguns guardas portuários manifestaram o desejo de que a Federação Nacional dos Portuários (FNP), diante da inércia do sindicato local, assuma a frente dessa luta, assim como foi feito no Porto do Itaqui, no Maranhão.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto, não cabendo a esse Portal a emissão de qualquer juízo de valor.
                                                                                                                                                                                          
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

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GERENTE DA GUARDA PORTUÁRIA RECEBE DIPLOMA DE AMIGO DA CAPITANIA DOS PORTOS


Luiz Fernando, Maria do Socorro, Jorge Ruiz e o Gerente da Guarda Portuária Francisco Martins

No dia 10 de dezembro, o gerente de segurança da Guarda Portuária da Companhia Docas do Pará (CDP), atualmente também ocupando o cargo de administrador do Porto de Belém, Francisco José Martins, recebeu o diploma “Amigo da Capitania dos Portos”.
A homenagem se deve aos relevantes serviços prestados a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental.
Além dele, também foram homenageados o Diretor Presidente da CDP, Jorge Ernesto Sanchez Ruiz, juntamente com a Diretora de Gestão Portuária, Maria do Socorro Pirâmides Soares, e o empregado Luiz Fernando Barreto.

O Diploma foi entregue pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Sergio Ricardo Duarte Nunes.


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sábado, 13 de outubro de 2012

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GUARDA PORTUÁRIO OU CONFERENTE DE CARGA



Neste porto os guardas portuários estão acumulando funções que são da categoria dos trabalhadores de capatazia e de conferentes de carga

O Portão 17 do Porto de Belém tem uma movimentação considerável de contêineres, no entanto a segurança é precária, pois a atuação da Guarda Portuária está voltada para o procedimento administrativo, em prejuízo das suas atribuições típicas. Neste Portão, os guardas portuários simplesmente substituíram os conferentes de carga e capatazia, acumulando as duas funções.
Os guardas foram designados para executarem este serviço, alguns sem qualquer treinamento para realizarem esta nova função. O serviço envolve o manuseio de um coletor de dados, que requer conhecimento para manuseá-lo. A entrada e saída da mercadoria podem ser prejudicadas por erro ou manuseio.
Os guardas foram designados para executarem este serviço, alguns sem qualquer treinamento para realizarem esta nova função. O serviço envolve o manuseio de um coletor de dados, que requer conhecimento para manuseá-lo. A entrada e saída da mercadoria podem ser prejudicadas por erro ou manuseio.
Os guardas portuários substituíram os empregados do Setor Operacional da Companhia Docas do Pará - CDP, quanto ao recebimento e retirada de cargas do Porto. O Portão 17 é uma extensão da área de operação do Porto de Belém.
Toda a legislação portuária vigente é clara sobre as atribuições da Guarda Portuária, que é uma atividade fim das Companhias Docas. Neste porto os guardas portuários estão acumulando funções que são da categoria dos trabalhadores de capatazia e de conferentes de carga.

Com a atenção voltada para o serviço de conferência de carga, a segurança vai à zero, e os guardas passam a ser alvo dos meliantes, cujo foco será o armamento.
" O FOCO NA CONFERÊNCIA DA CARGA FRAGILIZA O CONTROLE DE ACESSO À ÁREA RESTRITA E TORNA O GUARDA UM ALVO FÁCIL A AÇÃO DOS MELIANTES"

Em agosto, em assembleia realizada no SINDIGUAPOR, foi deliberado o encaminhamento administrativo junto à CDP para requerer o pagamento de 20% sobre o salário,  referente o acúmulo de função.
Em 2004, 18 conferentes foram contratados por concurso público, no entanto, atualmente muitos estão trabalhando em cargos comissionados, obrigando a empresa escalar guardas portuários para exercerem esta função.
Várias ações já estão sendo movidas, com os guardas requerendo o acúmulo de função, e a Justiça vem reconhecendo este direito.
Em Santos
O Plano de Segurança prevê que nos portões de acesso atuem porteiros para fazerem o cadastramento das pessoas que não tem o crachá. Esses porteiros trabalharam por alguns anos, mas foram retirados em virtudes de irregularidades no contrato com a empresa terceirizada, apontadas pelo TCU. Atualmente são os guardas portuários que acumulam esta função, no entanto até o momento, nenhum guarda requereu o acúmulo de função.
Além dos portões, vários guardas estão trabalhando em horário e função diferenciada, que inclusive foram alvos de denúncias no Ministério Público do Trabalho – MPT.
Fonte: SINDIGUAPOR

* Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                                                                                                                         
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