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SINDAPORT VAI PEDIR ANISTIA POLÍTICA POR INTERVENÇÃO SOFRIDA DURANTE A DITADURA MILITAR

Sindicato quer apresentar requerimento coletivo à Comissão de Anistia e orientar associados e familiares sobre possíveis casos de perseguiçã...

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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PRIVATIZAÇÃO DA AUTORIDADE PORTUÁRIA DE SANTOS VOLTA AO RADAR EM CASO DE VITÓRIA DE BOLSONARO

 

Daniela Marques - Foto: Felipe Araújo

A coordenadora do plano econômico dele, a administradora de empresas Daniela Marques, já anunciou que a ideia é privatizar estatais

Embora nunca tenha citado textualmente, a empresa que administra o maior porto da América Latina entra no radar, numa retomada do plano que vinha sendo executado na gestão de Jair Bolsonaro.

A privatização da Autoridade Portuária de Santos (APS) deve voltar à pauta caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição. A coordenadora do plano econômico dele, a administradora de empresas Daniela Marques, já anunciou que a ideia é aplicar um tesouraço para cortar R$ 200 bilhões, vender imóveis que pertencem à União e privatizar cerca de 30 estatais – entre elas Banco do Brasil, Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), Banco do Brasil.

Embora nunca tenha citado textualmente, a empresa que administra o maior porto da América Latina entra no radar, numa retomada do plano que vinha sendo executado na gestão de Jair Bolsonaro, quando o ministro da Infraestrutura era Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Controle estatal

A atual gestão federal pensa diferente: manter a empresa sob o controle estatal, com metas de eficiência e regras de compliance. Há a ideia, embora ainda embrionária, de lançar o IPO da APS, ou seja, abrir o capital da empresa com o lançamento de ações na Bolsa de Valores (B3), mas mantendo o controle do governo – como acontece com Petrobras e Banco do Brasil.

Dobrando a aposta

A privatização da APS é um debate complexo e que divide opiniões, inclusive entre o setor empresarial, diante do risco de provocar uma concentração de mercado. Ou seja, o novo governo precisaria colocar muitas fichas para fazer valer a sua aposta.

Dando as cartas

Independentemente do processo avançar, o processo de indicação política para cargos estratégicos da empresa permaneceria no início de um eventual governo Bolsonaro. Neste cenário, a deputada federal Rosana Valle (PL) teria influência no preenchimento destes cargos.

Autor/Fonte: Marco Santana / Diário do Litoral


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

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COM PARTICIPAÇÃO DA UGT-BA PORTUÁRIOS REALIZAM MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DOS PORTOS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES

 A ação da central se concentrou nos portos de Candeias e de Salvador

A União Geral dos Trabalhadores no Estado da Bahia participou, na manhã da sexta-feira (28), da Mobilização Nacional em Defesa dos Portos e contra as Privatizações.

A ação da central se concentrou nos portos de Candeias e de Salvador, contribuindo e ampliando a luta em defesa dos empregos da categoria.

Marcelo Carvalho, presidente da UGT-BA não se fez presente em virtude do seu diagnóstico positivo para covid-19.

Participaram dos atos o presidente do Sindicato dos Portuários de Candeias, Valci Pinto de Santana, Luiz Santos e Elson Pessoa, respectivamente, secretário de Organização e Políticas Sindicais e secretários Executivos da UGT-BA, além da presença de Luís Paulo membro da Executiva Nacional da UGT.

Fonte: UGT


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PORTUÁRIOS REALIZAM ATO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO COM APOIO DOS PETROLEIROS

 

O Porto de São Sebastião está delegado ao Estado de São Paulo, mas há muito tempo se espera que seja municipalizado

Na sexta-feira (28) os estivadores, arrumadores, avulsos e portuários em geral de todo o Brasil pararam as atividades nos portos do país por um período de 12 horas, contra a Desestatização da Autoridade Portuária. Em São Sebastião, a mobilização foi também pela municipalização do Porto da cidade.

O Porto de São Sebastião está delegado ao Estado de São Paulo, mas há muito tempo se espera que, a exemplo do Porto de Itajaí, seja municipalizado. A ideia de municipalizar o Porto de São Sebastião é antiga, mas nunca avançou como se pretendida. De acordo com Felipe Zangado, que faz parte da organização do ato, o atual prefeito da cidade enviou pedido de municipalização do porto, que foi protocolado na Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, ligada ao Ministério de Infraestrutura do governo federal, e numa primeira conversa ouviu um sonoro não. Apesar da negativa extraoficial, o documento foi protocolado e se espera que com essa mobilização e outras que serão construídas, seja possível realizar os estudos que viabilizariam municipalização.

Além disso, os trabalhadores portuários correm o sério risco de perderem suas funções, pois além de desestatizar a Autoridade Portuária, o governo federal dará ao setor privado condições para que crie uma empresa subsidiária para todas as operações do porto, deixando nas mãos de uma única empresa o controle dos portos, criando uma condição ruim ao mercado, com concorrência desleal que obrigará o fechamento de empresas concorrentes, gerando desemprego em massa. Já os avulsos terão que assumir um vínculo com uma empresa privada para continuar na atividade, recebendo o que o mercado quiser pagar e sem chance de exercerem atividades paralelas, como é feito hoje, perdendo renda.

A luta contra a privatização dos portos coincide com a dos petroleiros, que enfrentam o desmonte do sistema Petrobrás, pela mesma sanha entreguista do governo federal. Diante de mais esse ataque à soberania do país, os petroleiros do Litoral Paulista se unem à luta dos portuários, organizada pela Federação Nacional da Estiva, Fenccovib e Federação Nacional dos Portuários, em solidariedade a esses trabalhadores e por entender que assim como a Petrobrás é do Brasil, os portos devem servir ao povo brasileiro. Além da paralisação as federações pretendem propor manter a categoria portuária em estado de greve.

O governo federal quer Desestatizar as Autoridades Portuárias de quatro portos brasileiros, pra começar o porto de Vitória, no Espírito Santo, que está com negociações mais avançadas, seguida pelos portos de São Sebastião, Santos, que passam por consulta pública e Itajaí, que será o próximo a avançar.

O governo pretende ainda privatizar os demais portos de Santa Catarina e os três portos da Bahia, o que irá gerar um verdadeiro desastre para a já conturbada economia brasileira.

Em novembro do ano passado já havia acontecido uma paralisação dos trabalhadores dos portos, que durou seis horas. A mobilização teve adesão em todos os portos do país, mas agora, devido à pressão que todos os trabalhadores estão sentido com o avanço das tratativas de privatização, esperava-se que a adesão fosse ainda maior.

A escolha da data não foi por acaso. O dia 28 de janeiro é marcado pela Abertura dos Portos do Brasil às Nações Amigas. Com esse histórico marcante para a história do Brasil, os portuários pretendem sensibilizar as classes políticas do país, buscando apoio de políticos federais, estaduais e municipais em defesa da soberania estabelecida pela detenção dos portos.

Embora todas as atividades portuárias já sejam 100% privadas, inclusive a mão de obra, gerida pelo Ogmo, uma entidade privada, a privatização do porto desconsidera a importância da Autoridade Portuária, que por seu caráter estratégico, deve estar nas mãos do estado, a serviço do povo brasileiro.

A desestatização tira do Estado o poder de gerenciar, criar regras, policiar e punir, se for o caso, atividades que busquem somente o lucro, em detrimento dos interesses econômicos e estratégicos do país.  Além disso, a área portuária é fronteiriça de estados brasileiros e países, e passar para as mãos do mercado a autoridade de decidir as riquezas que importamos e exportamos será um tiro no pé. Entregar essa área para qualquer empresa privada é entregar uma parcela importante de nosso território para que gestores sem compromisso com a nação tenham lucro, sem se preocupar com os interesses da nação.

Com um setor tão importante nas mãos do mercado, o país perde em estratégia militar, mas também no campo geopolítico. Prova disso é o que ocorre na Austrália, que teve seus portos privatizados e hoje vê seu povo sofrer com o fenômeno da inflação portuária, graças ao aumento dos custos de importação e exportação, que sobretaxam os produtos consumidos no país e que entram e saem pelos portos. Se para um país rico, como a Austrália, as sobretaxas causam problemas para a economia, o que será do povo brasileiro, cuja maioria ganha apenas um salário mínimo?

Vale destacar o tamanho da riqueza que vai passar a ser gerido por interesses privados. Se somente o porto de Santos já movimenta 1/3 de tudo que entra no país, será um bom negócio para o Brasil entregar o controle logístico portuário de um setor que movimenta tanta riqueza e que se passar para mão privadas gerará desemprego, sobretaxas sobre produtos e insegurança no abastecimento de insumos básicos para o país?

Não podemos pagar para ver. No dia 28 de janeiro estivemos com os portuários lutando contra mais esse crime lesa pátria proposto pelo governo Bolsonaro.

Estamos na luta!

Veja abaixo a carta manifesto dos portuários de São Sebastião

São Sebastião, 24 de janeiro de 2022

MANIFESTO DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS DE SÃO SEBASTIÃO

O Governo Federal caminha para as Desestatizações dos Portos do Brasil, que quer passar para a iniciativa privada o poder de Autoridade Portuária exercida pelo Estado Brasileiro.

95% dos Países no mundo tem suas autoridades portuárias nas mãos do Estado, e muitas delas são gerenciadas por seus municípios, aliás, assim são os melhores portos do mundo, Antuérpia e Rotterdam.

Mas o Governo Brasileiro insiste e copiar o Modelo Australiano que é a passagem dessa autoridade para o privado, dando ao privado o poder de polícia do Estado na gestão dos seus portos. Esse modelo não deu certo na Austrália e gerou por lá o que eles hoje chamam “inflação portuária”, tendo em vista os aumentos abusivos das tarifas portuárias sobre todos os serviços prestados, impondo ao povo Australiano um forte aumento no seu custo de vida.

Toda atividade portuária no Brasil já é privada, os operadores portuários, as agencias marítimas, os serviços de rebocador, a praticagem, os serviços de apoio marítimo e, inclusive, os trabalhadores portuários são registrados e cadastrados em uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, chamado de órgão de gestão da mão de obra- OGMO. A iniciativa privada já se faz presente e, 100% de toda a atividade económica do setor portuário e ela cresceu em níveis de excelência nos últimos 30 anos, mas passar a Autoridade Portuária para a iniciativa privada é um erro grosseiro contra a economia do País, pois entregará uma atividade eminentemente do Estado ao privado que só visa o lucro e não a Gestão do bem estar e das políticas públicas de um País!

A Desestatização é uma agressão à Soberania do País, pois entrega a qualquer privado, seja nacional, ou estrangeiro, o comando de uma área fronteiriça do Estado Brasileiro, é ali no Porto onde o Brasil se comunica como mundo, é por ali que comercializamos com as demais nações do planeta, entregar o poder dessa autoridade para o privado é entregar parte do Brasil a qualquer aventureiro. Assim no dia 28 de Janeiro agora todos os Portuários do Brasil irão parar os portos do País por um período de 12 horas e irão se manifestar contra essa ação entreguista e irresponsável do Governo Brasileiro!

O Dia 28 de Janeiro é para todo Portuário em um dia de festa e comemorações, pois comemoramos a abertura dos Portos Brasileiros às nações amigas, ocorrida em 1.808 por D. João VI. Esse ano comemoramos 214 anos de atividade portuária em nosso País, estando desde então as categorias dos trabalhadores portuários a frente dessa atividade economiza que só fez crescer o nosso País!

Não iremos permitir tão facilmente o nosso torrão, onde ganhamos o nosso pão, sustentamos nossas famílias e por onde passam as riquezas do nosso País!

Robson Wilson dos Santos – Coordenador da Intersindical de São Sebastião

Fonte: Sindipetrolp


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BRAÇOS CRUZADOS NOS PORTOS CAPIXABAS NO DIA DOS PORTUÁRIOS

Trabalhadores realizam manifestações em defesa da autoridade portuária pública na Codesa nesta sexta-feira

Os trabalhadores dos portos do Espírito Santo cruzam os braços e realizam uma série de manifestações na sexta-feira (28), de 7h às 19h, em alusão ao Dia dos Portuários. Na programação, atos na entrada do porto da Ilha do Príncipe, em Vitória, em Capuaba, Vila Velha, e no Portocel, em Aracruz.

O ponto central dos protestos é a defesa da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) como autoridade portuária pública. A privatização da Codesa, como vem sendo conduzida pelo governo federal, sem qualquer resistência do governo estadual, é apontada como danosa não somente para os trabalhadores, mas também para a economia capixaba como um todo.

Em nota pública, o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), integrante do Fórum Permanente Portuário (FPP), elencou as quatro principais pautas reivindicadas pela categoria, incluindo os trabalhadores da Codesa e de outros terminais, além dos avulsos, e demais sindicatos da orla portuária.

O primeiro ponto focal é a afirmação da "Autoridade Portuária (Codesa) sempre representada por um ente público da União ou de delegatário (estado ou município)". Decorrente desse, o segundo ponto afirma que deve ser evitada "a entrega (concessão) de bem público (os portos) sem o necessário respaldo constitucional e legal". Em terceiro, a "preocupação com a perda imediata do emprego de servidores das administrações portuárias (inclusive da Guarda Portuária)". E em quarto, "evitar a possível extinção, a curto ou médio prazo, do trabalho avulso e até eliminação do uso de trabalhadores portuários avulsos (TPAs) inscritos no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) em qualquer modalidade de contratação".

O movimento reivindicatório, sublinha o Suport-ES, "é pacífico e é aberto à sociedade, uma vez que se trata de um patrimônio público, que é de todos".

O Sindicato relata que empregados concursados estão sendo demitidos e os que ainda estão na empresa precisam de mais garantias sobre seu futuro. Um ano de estabilidade, como foi proposto aos trabalhadores, acentua a entidade, "é muito pouco para que esses profissionais, extremamente especializados, possam reprogramar suas vidas".

O temor pela perda de emprego também atinge os trabalhadores portuários avulsos (TPAs). "O porto privatizado vai visar o lucro, aumentando tarifas e levando as cargas a migrarem para outros portos, o que vai reduzir a oportunidade de contratação desses trabalhadores e a arrecadação de impostos municipais e estaduais", explica.

Para a entidade, "é preciso maior reflexão sobre as alternativas e as consequências do modelo proposto, que inevitavelmente restringirá a atuação dos operadores portuários e aumentará os custos portuários, com reflexo em toda a cadeia de importação e exportação do Espírito Santo".

O presidente do Suport-ES, Marildo Capanema, prevê que "haverá um esvaziamento econômico do setor de serviços portuários nos próximos 35 anos, comprometendo severamente o desenvolvimento socioeconômico regional e, consequentemente, a contratação de mão de obra especializada e reconhecida por lei como a única capacitada para executar as atividades dentro do porto público". Para o líder sindical, "somente o maior debate e aprofundamento do papel do porto público permitirá o efetivo alcance de mais investimentos, empregos e desenvolvimento da economia do Espírito Santo e do Brasil".

Fonte: SéculoDiário


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

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PORTUÁRIOS PARALISAM ATIVIDADES E PROMETEM MAIS ATOS CONTRA VENDA DA CODESA

 

Trabalhadores atearam fogo em pneus para impedir o acesso ao porto de Capuaba, em Vila Velha

Todas as atividades portuárias no Espírito Santo foram paralisadas no dia 20 de dezembro, entre as 7 e 13 horas, em protesto dos trabalhadores de diversas categorias contra o processo de privatização dos portos, em andamento pelo governo federal. O ato foi o primeiro, em nível nacional, depois da decisão da plenária dos sindicatos do setor, realizada este mês em Brasília, puxada pela venda da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a primeira a ser privatizada.

O movimento foi encabeçado pelo Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES) e demais entidades que compõem a Intersindical Portuária. Os trabalhadores portavam faixas de protesto em defesa dos empregos, do mercado de trabalho e da manutenção do porto público.

A entrada do porto de Capuaba, em Vila Velha, foi fechada, impedindo a movimentação de caminhões e carretas. Os trabalhadores colocaram fogo em pneus para dificultar o trânsito e, ao mesmo tempo, fizeram pronunciamento denunciando "a covardia" do governo e os prejuízos à economia do Estado que será consolidado com a privatização da Codesa. O protesto, além de Capuaba, atingiu os portos de Vitória e Barra do Riacho, em Aracruz, norte do Estado.

"Está tudo parado, desde a guarda, o Ogmo [Órgão Gestor de Mão de Obra], o setor administrativo, e vamos manter o movimento para chamar a atenção do governo para essa covardia que é a entrega dos portos para o privado", disse Antônio Cândido, presidente do Sindicato da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor-ES), ao anunciar outras paralisações.

Nova paralização

A próxima será no dia 28 de janeiro, com duração de 12 horas; em fevereiro de 18 horas; e assim por diante, acrescenta o dirigente sindical. Para ele, o "governo do Estado não tem mostrado esforços contra a privatização", cujo modelo será testado no Espírito Santo e depois aplicado em outros portos, a começar pelo de São Paulo. Antônio Cândido comentou ainda que, da bancada federal, somente o deputado Helder Salomão (PT) participava do ato, prometendo fazer pressões em Brasília a fim de mudar o quadro.

"O porto tem lucro e emprega centenas de trabalhadores que serão demitidos com a privatização", comenta Antônio Cândico, e destaca: "A Portaria 84/2021 que exclui a Guarda Portuária, que será substituída por vigilantes da iniciativa privada, que ocuparão seus postos. Isso inclui áreas de fronteira, que serão entregues na mão de quem eles quiserem".

A privatização dos portos, a ser iniciada com a venda da Codesa, irá gerar desemprego, fuga de cargas para outros estados, aumento de tarifas, perda de arrecadação municipal e estadual, entre outros impactos, no entendimento de Antônio Cândido, idêntico a de especialistas, que já se manifestaram contra o modelo de privatização adotado pelo governo Bolsonaro.

O calendário de luta foi aprovado na Plenária Nacional das Três Federações — Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (Fenccovib) -, realizada em Brasília nos últimos dias 7 e 8 de dezembro.

Fonte: Século Diário


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terça-feira, 5 de setembro de 2017

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PORTUÁRIOS “ABRAÇAM” O PORTO DE VITÓRIA CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CODESA




Os trabalhadores “abraçaram” simbolicamente o porto, gritando palavras de ordem para protestar contra a desestatização

Os portuários, unidos à classe trabalhadora, realizaram na manhã desta terça-feira, dia 5, um ato solidário de união em defesa do patrimônio público. Os trabalhadores “abraçaram” simbolicamente o porto, gritando palavras de ordem para protestar contra a desestatização. Os trabalhadores ainda interditaram uma faixa da Avenida Getúlio Vargas sentido Palácio Anchieta com um carro de som.
O protesto, que teve início às 7h, com concentração em frente ao prédio 4 da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), terminou por volta das 9h.  Ao todo, 14 sindicatos participaram do protesto, além de federações e centrais.
Em um carro de som, os trabalhadores fizeram um alerta para as consequências da privatização da maior empresa pública do Estado, que vai trazer impactos negativos para a economia capixaba.
Abraço



De mãos dadas, os trabalhadores fizeram um "Abraço ao Porto" contra a privatização da Codesa. Foi formada uma corrente humana em torno do porto, mostrando à sociedade a necessidade de união das categorias para defender o patrimônio público.



Esse é o segundo "Abraço ao Porto" realizado em torno da empresa. Em 1990, o Movimento Nacional em Defesa dos Portos (MNDP) foi uma grande mobilização, quando o então presidente Collor propôs uma nova legislação portuária que modificou as questões institucionais, bem como toda a relação capital e trabalho.
O MNDP foi criado em Vitória, como parte de um processo de unificação de estratégia sindical, que teve papel estratégico e foi marcado por um grande "abraço ao porto público".



FNP
Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), criticou o modelo de privatização proposto. “Não podemos perder o controle em cima dos nossos portos. Com a privatização, estaremos implantando um modelo portuário que trará monopólios e cartéis, fazendo com que cargas deixem de operar pelo nosso porto. Além disso, não podemos aceitar que trabalhadores concursados sejam demitidos”, disse.



Suport
O presidente do Suport-ES, Ernani Pereira Pinto, fez críticas ao governo Temer. "Dizemos não ao entreguismo do patrimônio público. Querem nos privatizar e não vamos aceitar. Esse governo não fala a linguagem da classe trabalhadora. Os portos são essenciais para manter a economia e os empregos que são gerados", destacou Ernani. Essa privatização vai abranger todos os envolvidos na logística portuária, trabalhadores vinculados ou não a Codesa e outros na área administrativa. Creio que isso vá trazer um prejuízo ao porto e a sociedade capixaba”.
Participantes



Participaram da manifestação, o Suport-ES, os Sindicatos dos Estivadores, dos Arrumadores, dos Vigias, dos Amarradores e dos Conferentes, da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor-ES), dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário (Aquasind), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) , a Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), a Federação Nacional dos Portuários (FNP), a Federação Nacional dos Estivadores (FNE), a Federação dos Conferentes e Arrumadores, a Associação dos Operadores Portuários (Aopes) , além de trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas da Codesa, portuários avulsos, vinculados de terminais e trabalhadores em geral.
A Polícia Militar acompanhou todo o protesto. Apesar de os trabalhadores terem ocupado uma faixa da pista e causado lentidão no trânsito, o tráfego de veículos continuou fluindo normalmente.



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quinta-feira, 27 de julho de 2017

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AMEAÇA DE PRIVATIZAÇÃO DA COMPANHIA DOCAS DE SÃO SEBASTIÃO




A privatização da CDSS, a exemplo do que ocorreu em outros casos, implicará na perda de emprego de mais de cem funcionários concursados

Os sindicatos dos trabalhadores portuários (SINDAPORT), dos Conferentes do Porto de Santos (SCCDCPS), dos Estivadores de São Sebastião e dos Arrumadores de São Sebastião; divulgaram um boletim no qual alertam que a Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) corre o risco de ser privatizada.
No boletim a categoria alerta para o risco que a privatização representa para a atividade portuária em São Sebastião: “A privatização da CDSS, a exemplo do que ocorreu em outros casos, implicará na perda de emprego de mais de cem funcionários concursados que dedicaram parte de suas vidas para conseguir seus objetivos e que, há décadas, conjuntamente com trabalhadores portuários avulsos, são responsáveis pelo funcionamento do Porto de São Sebastião”.
O conteúdo ainda destaca a importância da relação porto-cidade para a economia regional, “boa parte da população tem relação indireta com as atividades portuárias que movimenta o comércio e os serviços do município, conforme demonstrado no decorrer da sua história”.
Segundo os representantes da categoria, o importante nesse momento é investir em ações de transparência e no exercício de gestões técnicas e vinculadas a atividade portuária.
Repúdio ao Presidente
Em nota, a categoria portuária de São Sebastião repudiou as palavras de Casemiro Tércio, atual presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS). Em audiência pública promovida no dia 04 de julho pela Comissão de Viação e Transportes, na Câmara dos Deputados, o Sr. Casemiro atacou os servidores públicos e a gestão da Companhia Docas.
Casemiro não falou, entretanto, dos R$26 milhões de prejuízo que a Companhia Docas de São Sebastião acumulou desde que ele assumiu a presidência em 2011.

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terça-feira, 11 de julho de 2017

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DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO PORTUÁRIA É DISCUTIDA NA CÂMARA




Parlamentares encaminharão sugestões de melhoria das administrações de portos ao Governo

No momento em que o Governo Federal avança com estudos para a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a Câmara dos Deputados abre espaço para se discutir o futuro e as funções das empresas estatais que administram os portos do País. A descentralização foi um dos pontos defendidos por boa parte dos participantes do debate.
O primeiro encontro dos envolvidos no setor aconteceu na última terça-feira (05), durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados. A ideia é que as sugestões apresentadas durante o encontro transformem-se em um documento que deve ser encaminhado para o Governo.
“Foi um encontro longo, mas foi bom, pois tivemos tempo para ouvir Governo, trabalhadores, operadores, todos os segmentos que atuam nos portos”, avalia o deputado João Paulo Papa (PSDB), que organizou o encontro.
A descentralização da gestão foi citada pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarsky. “O decreto 9.048 era uma necessidade, mas tem que ser complementado para que as atividades portuárias sejam retomadas para as autoridades do setor. Na hora que se centraliza isso é uma burocracia a mais. Mas isto já está sendo visto pelo Governo”, afirmou.
Tokarsky ainda alertou sobre os problemas nos acessos ao Porto de Santos e à Cidade. “Há 3 anos estamos trabalhando para viabilizar mais eficiência nas ferrovias. Temos uma agenda para tratar destes acessos ferroviários aos portos brasileiros”, conclui.
Ampliar debates
É preciso trazer novos elementos para essa discussão. Podemos debater alterações no comando das companhias. Porém, defendo que é necessário ampliar a participação de estados e municípios nesse trabalho de gestão”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, Casemiro Tercio Carvalho.
O representante da Secretaria Nacional de Portos, José Alfredo de Albuquerque e Silva, falou do trabalho de modernização da gestão portuária, com o programa Portos Eficientes. “Se as Companhias Docas não forem competitivas, vai existir a tendência de discutir seu desempenho, sua performance”.
Para o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, a eficiência dos portos não é uma questão de opção para os gestores, mas de sobrevivência. “Quem define o rumo dos portos são as embarcações que, com sua tecnologia e modernização, forçam as adequações dos portos. Ou resolvemos isso ou não há futuro”, sentencia o especialista.
Privatizações
Entre os convidados da audiência estava o representante do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Diogo Piloni, que apresentou uma análise do setor. “Há necessidade de ampliarmos os investimentos nos portos públicos, pois a demanda vem crescendo. Isso nos motivou a realizar estudos, que estão em andamento e abertos para receber as contribuições de quem vive o dia a dia do setor, buscamos alternativas de gestão”, diz.
O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, tem restrições sobre privatizar as áreas portuárias. “Não podemos perder o controle dos nossos portos. A questão não é meramente econômica, é de gestão. Devemos focar na qualificação de quem está no dia a dia, trabalhando no setor”.
O diretor da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wagner Moreira, é favorável à privatiza-ção. “Mas também é necessário aprimorar os modelos de concessão e analisarmos essas questões de forma ampla. Não há um modelo único para as Docas em todo o País”.



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