Embarcações custaram mais de R$ 7 milhões; dez carabinas,
semelhantes a fuzis, também tiveram licitação aberta
A Autoridade
Portuária de Santos (APS) aguarda a chegada de duas lanchas blindadas ao cais
santista. As embarcações, do modelo Aruanã 38 pés, fabricadas pela Modirum
Gespi, foram compradas por R$ 7,85 milhões — R$ 3,93 milhões cada. O contrato
de aquisição foi assinado em 8 de abril. Por serem lanchas customizadas, a
empresa fornecedora tem prazo de até 300 dias (cerca de dez meses) para efetuar
a entrega, que vence em fevereiro do ano que vem.
A APS informou que
as novas lanchas serão utilizadas exclusivamente no policiamento da área
marítima dentro da Poligonal (traçado oficial) do Porto de Santos e serão
operadas pelas equipes do Grupo de Ações Estratégicas da Guarda Portuária
(GPort).
Na semana passada, a
APS publicou edital destinado à contratação de seguro de casco marítimo para
duas lanchas blindadas, com critério de menor preço. A abertura e o início da
disputa ocorrerão no dia 14 de agosto, a partir das 10 horas.
Armas
A gestora do Porto
também abriu licitação para aquisição de novo armamento para a GPort. Serão
compradas dez carabinas calibre 5,56x45 mm que ampliarão o arsenal da corporação.
O contrato terá vigência de 12 meses. O valor é sigiloso e a disputa eletrônica
está marcada para a próxima segunda-feira, às 10 horas.
O total de armas
existente atualmente não foi informado pela APS por “questões de segurança”,
mas a administração portuária assegurou que “o quantitativo é suficiente para
todo o efetivo da Guarda Portuária”
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| GAE - Grupo de Ações Estratégias da Guarda Portuária - GPort - Foto: Divulgação |
Reforço na segurança
O superintendente da
Guarda Portuária, Wagner Pinheiro, afirmou que o aumento da área pública do
cais santista exigiu reforço na segurança. “Recentemente, o Porto teve a área
de sua poligonal aumentada em 56%. São áreas de expansão futura, mas que a APS
e a Guarda Portuária precisam estar preparadas para essa expansão”, disse ele.
Pinheiro ressaltou
que os arrendatários pagam uma tarifa portuária, na qual está incluído o item
segurança. “Então, o reforço em segurança também é uma forma de prestar o
melhor serviço possível a quem paga a tarifa, investindo em treinamento do
efetivo e em equipamentos”.
Ele lembra do
cumprimento ao Código Internacional de Proteção de Navios e Instalações
Portuárias (ISPS Code), criado pela Organização Marítima Internacional (IMO)
para gerenciar riscos e proteger a atividade portuária.
“Hoje, o Porto tem o
certificado de Porto Seguro. Todo esse investimento também serve para a
manutenção dessa certificação, que é muito importante para o comércio exterior
brasileiro e para o País”, destacou o superintendente da GPort.
Autora/Fonte: Bárbara
Farias – Jornal A Tribuna – Santos
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