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terça-feira, 28 de julho de 2026

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E A LAVAGEM DE CAPITAIS


Ação integra a Missão Redentor II e mobiliza forças policiais em quatro estados; Justiça determinou bloqueio de bens de até R$ 1 bilhão

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quinta-feira (23), a Operação Commodity, destinada a desarticular uma organização criminosa investigada por atuar no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais.

A operação foi desenvolvida no âmbito da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Policiais federais e estaduais cumpriram 13 mandados de prisão preventiva e 44 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

Além das prisões, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, bem como o sequestro de ativos e o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas, até o limite de R$ 1 bilhão.

Segundo a Polícia Federal, pelo menos nove pessoas foram presas durante a operação.

Investigado morre durante cumprimento de mandado

De acordo com a Polícia Federal, um dos investigados foi localizado em uma residência no município de Igaratá, no interior de São Paulo.

Segundo a corporação, Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como "R7", é apontado pelas investigações como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda conforme a PF, durante o cumprimento do mandado de prisão, o investigado teria reagido à abordagem e efetuado disparos contra os policiais. Houve confronto, e ele foi baleado.

A Polícia Federal informou que foram prestados os primeiros socorros, mas o investigado morreu no local. Nenhum policial ficou ferido.

Ações na Baixada Santista

Segundo a Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar (PM), dois investigados foram presos na Baixada Santista.

Um deles em um apartamento de alto padrão no bairro do Embaré. Outro homem foi preso em um apartamento localizado no bairro Boqueirão.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dinheiro em espécie, moeda estrangeira, joias, veículos e equipamentos eletrônicos.

Conforme as investigações, o homem, de 55 anos, é apontado como responsável pela movimentação financeira da organização criminosa.

Em Guarujá, outro imóvel ligado aos investigados foi alvo de buscas. No local, foram apreendidos armas de fogo, munições e um fuzil equipado com luneta, encontrados em um cofre.

Também foram recolhidos documentos, computadores, telefones celulares e veículos.

Todo o material apreendido na Baixada Santista foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Santos e posteriormente remetido à equipe responsável pela investigação.

Mandado cumprido em empresa no interior paulista

Segundo a Polícia Federal, um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido por equipes da Delegacia da PF de Jales em uma empresa exportadora de limões localizada no município de Urânia (SP).


Investigação

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia para exportação de cocaína por via marítima.

As investigações indicam que, desde 2021, o grupo teria enviado aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína para países europeus.

Ainda de acordo com a PF, a organização manteria vínculos operacionais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).

Para ocultar a droga, os investigados utilizariam diferentes métodos, entre eles a camuflagem em cargas de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias, como a diluição de cocaína em garrafas de refrigerante.

A investigação também aponta que o grupo movimentava valores expressivos por meio de empresas de fachada, operadores financeiros clandestinos, criptoativos, bens de luxo e imóveis.

Apreensão no Porto do Rio de Janeiro

Em setembro de 2025, aproximadamente 500 quilos de cocaína foram apreendidos no Porto do Rio de Janeiro, ocultos em uma carga de café com destino à Eslovênia.

Segundo a Polícia Federal, essa apreensão contribuiu para o avanço das investigações que culminaram na Operação Commodity.

Os investigados poderão responder, conforme o resultado das investigações e das decisões judiciais, pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais e outros delitos eventualmente apurados.


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