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terça-feira, 3 de abril de 2018

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CONPORTOS CASSA CERTIFICADO DE SEGURANÇA DOS TERMINAIS DA RODRIMAR NO PORTO DE SANTOS




Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos encontra falhas nos sistemas de segurança desde 2016 e a empresa não apontou soluções

A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) cassou a Declaração de Cumprimento da Rodrimar nos terminais de Saboó e Macuco, localizados na margem direita do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Sem esse documento, que é um certificado de segurança internacional, a Rodrimar deve sair da lista de terminais indicados pela ONU para receber navios estrangeiros.
No dia 12 de agosto de 2016, uma vistoria da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos) encontrou falhas nos sistemas de segurança da Rodrimar. A comissão deu 90 dias para a empresa resolver os problemas. A Rodrimar teve mais prazo do que isso e não apresentou soluções. Em 27 abril de 2017, sete meses depois da primeira vistoria, houve mais uma fiscalização da Cesportos e, de novo, a comissão encontrou problemas.
Como a empresa não apresentou justificativas, no dia 26 de outubro de 2017, a Cesportos decidiu pedir a cassação do certificado de segurança internacional, a chamada Declaração de Cumprimento. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) também abriu um processo para multar a empresa.
No dia 5 de dezembro, o pedido de cassação foi enviado para a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), que fica em Brasília. No dia 23 de dezembro, o delegado da Polícia Federal Júlio Baida, que era o coordenador da Comissão de Segurança e assinou o pedido de cassação, foi afastado do cargo pelo então diretor-geral da PF, Fernando Segóvia. O Ministério Público Federal investiga as razões do afastamento do delegado.
Nesta segunda-feira (2), foi publicada a decisão da Conportos sobre o assunto, no Diário Oficial da União. Após análise dos documentos da empresa e de relatórios de inspeção, os integrantes decidiram, durante uma reunião no dia 28 de março e de forma unânime, que não cabe mais a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e que a Declaração de Cumprimento ativa dos terminais do Saboó e do Macuco devem ser cassados.
A decisão pela cassação será enviada para a IMO (International Maritime Organization), a agência especializada da ONU sobre questões técnicas que interessam à navegação comercial internacional. Sem o certificado de segurança, a Rodrimar sairá da lista de terminais indicados pela ONU para receber navios estrangeiros.
Os terminais portuários da Rodrimar entrarão na lista dos terminais não seguros dentro do chamado ISPS Code, Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias, que é uma norma internacional de segurança para controle de acesso e monitoramento, adotados depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York.
A decisão terá impacto em todas as operações de importação e exportação da Rodrimar. Os navios internacionais podem começar a se negar a atracar nos terminais portuários que tiveram a declaração cassada. Além de ter aumento no custo do seguro, os operadores enfrentariam restrições para atracar nos portos seguintes, já que seriam mal vistos, pois teriam passado por um local não-seguro.
Em nota, a Rodrimar informou que a 'cassação da declaração de cumprimento do ISPS Code de dois terminais da Rodrimar não afeta as operações da companhia. A declaração de cumprimento do Porto Organizado de Santos é válida para todos os terminais localizados na zona primária, o que inclui os terminais da Rodrimar. Todas as tratativas inerentes à nova certificação já estão sendo encaminhadas com as autoridades do Porto de Santos, em especial a Cesportos'.
Ainda em nota, a empresa nega que não tenha cumprido as determinações feitas desde 2016. Todos os documentos em poder da empresa, e que estão à disposição das autoridades e de todos os interessados, mostram que as recomendações já faziam parte do plano apresentado à Cesportos.
Rodrimar
Localizado no Porto de Santos, o Grupo Rodrimar possui terminais portuários alfandegados para operação de navios com carga geral, contêineres e de projeto que opera 24h por dia. A companhia controla ainda outras instalações no cais.
O empresário Antônio Celso Grecco, dono da empresa Rodrimar, foi um dos dez presos na Operação Skala, da Polícia Federal, deflagrada no dia 29 de março, como parte do inquérito que apura se o presidente Michel Temer beneficiou, com a edição de um decreto, empresas do setor portuário. Temer nega. A empresa diz que nunca pagou propina a nenhum agente público. Na operação, foram alvos de prisão temporária dois amigos do presidente, um ex-ministro e empresários.
O pedido de habeas corpus dos advogados de Grecco foi impetrado na manhã de sexta-feira (29). A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na noite de sexta-feira (30), o pedido para revogar a prisão temporária do empresário.
Em despacho emitido mais cedo, o relator do inquérito, ministro Luís Roberto Barroso, do STF, afirmou que, depois de a Polícia Federal coletar os depoimentos de todos os presos na operação, ele decidirá sobre a revogação das prisões preventivas.
Em depoimento à Polícia Federal, Grecco relatou uma frase que teria ouvido do então vice-presidente Michel Temer sobre a concessão de áreas no porto de Santos: "Vou ver o que posso fazer". Em depoimento anterior à PF, em dezembro de 2017, o empresário afirmou que não havia discutido questões do setor portuário com Michel Temer. Em janeiro, ao responder questionário formulado pela Polícia Federal, Temer negou que tenha tratado do assunto com Grecco.
Porto de Santos
O Porto de Santos, localizado nos municípios de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, é o principal porto brasileiro e maior da América Latina. A área de influência econômica do porto concentra mais de 50% do produto interno bruto (PIB) do país.
O Complexo Portuário de Santos responde por mais de um quarto da movimentação da balança comercial brasileira e inclui na pauta de suas principais cargas produtos como o açúcar, soja, cargas conteinerizadas, café e outros granéis líquidos.
Fonte: G1 Santos

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sábado, 5 de janeiro de 2013

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RODRIMAR TAMBÉM FOI FAVORECIDA




SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / POLÍCIA FEDERAL 
OPERAÇÃO PORTO SEGURO
 

 

Fernando Fialho ampliou prazo de validade de contrato de arrendamento de área


Apadrinhado político do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), e atual secretário do governo Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão, o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Fernando Fialho favoreceu uma empresa ligada ao senador com a extensão, por um ano e meio, de um contrato de exploração do Porto de Santos. A empresa nega e garante ter tido todas as transações aprovadas nos órgãos públicos.

Resolução assinada por Fialho evitou que o Grupo Rodrimar disputasse licitação para se manter em área do terminal, cujo arrendamento venceria em 2011. O contrato prestes a caducar foi unificado a outro, com vencimento previsto para 2013, sem que nova concorrência fosse feita. Além disso, a área usada pela empresa para movimentação de cargas cresceu.

As investigações da Polícia Federal na Operação Porto Seguro desmantelaram um esquema que atuava em favor de empresários com interesses, entre outros, no Porto de Santos. Diretores de agências reguladoras, como Paulo Vieira (ex-diretor da Agência Nacional de Águas e ex-conselheiro administrativo da Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp), foram denunciados. Fialho não está na lista.

A Rodrimar tem ligações com Sarney e relações com Fialho, que conheceu no mercado portuário.

O senador admite conhecer representantes da Rodrimar socialmente, mas diz que “nunca pediu nada” para eles na agência.

Questionado, Fialho explica que, ao longo de sua vida profissional, tem “amealhado amigos em todas as esferas”. Ele nega, no entanto, conflito de interesse em decisões que beneficiaram a empresa na Antaq.

Voto

A resolução de Fialho foi publicada em agosto de 2011, após o diretor-geral apresentar, como revisor, voto favorável ao negócio em reunião da diretoria da Antaq. O relator do processo foi o ex-diretor Tiago Lima, que pediu exoneração por suspeita de envolvimento com as fraudes investigadas.

Um dos artigos transferiu à Rodrimar o arrendamento de um terreno de 11,1 mil metros quadrados, da Citrovita Agroindustrial, vizinho à área explorada pela empresa, com cerca de 50 mil metros quadrados. Os dois lotes ficam no Cais do Saboó, na Margem Direita do complexo portuário. Os demais autorizaram a junção dos contratos, fazendo valer o vencimento inicialmente previsto só para a Citrovita – 18 de abril de 2013. O acordo com a Codesp, administradora portuária, permitia a permanência da Rodrimar até outubro de 2011, em caráter “impostergável”.

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a transação dois meses após a resolução ser publicada, alegando não haver previsão legal para a manobra – a Lei de Modernização dos Portos (8.630), de 1993, determina licitação pública para a exploração de portos e fixa regras para a prorrogação. No entanto, ao avaliar recursos da Rodrimar, o TCU afrouxou as restrições.

Em novembro de 2011, a corte revogou a suspensão, proibindo apenas novos investimentos na área. Em outubro passado, liberou o negócio de vez. O plenário acolheu argumentos da Codesp de que a licitação não seria “oportuna”, tendo em vista o interesse em organizar o cais para terminais maiores e mais eficientes, em concorrências futuras. E que a saída da Rodrimar traria prejuízos, com perda de arrecadação e descontinuidade de serviços.

Um dos mais antigos do setor portuário, o Grupo Rodrimar atua desde 1944. Hoje, tem ao menos cinco empresas, que oficialmente concorrem com operadoras investigadas na Porto Seguro, mas compartilham serviços de suspeitos de integrar o esquema. Acusado de movimentar dinheiro do esquema, o advogado santista Marco Antônio Negrão Martorelli (citado na Operação Porto Seguro) consta como representante dessas empresas.
 
Rodrimar impediu o acesso da Guarda
 
No último dia 04/11/12 um inspetor da Guarda Portuária teve o seu acesso ao terminal impedido pelo coordenador de segurança. Ele compareceu na portaria do Terminal Rodrimar para checar denúncia recebida no Centro de Controle de Operações de Segurança da Guarda Portuária – CCOS de que um muro havia sido derrubado, proporcionando o acesso ao cais, comprometendo o Plano de Segurança do Porto de Santos. Esse muro dividia o Terminal da Rodrimar com o Terminal da Citrovita que foi incorporado na área.
 
 

Resposta da Rodrimar

Em nota, o Grupo Rodrimar negou “ter sido beneficiado por qualquer decisão da antaq ou qualquer outro órgão de fiscalização, regulação e controle”.

Sobre a Resolução 2.189 da Antaq, que transferiu a titularidade do contrato da Citrovita para a Rodrimar, a empresa relatou que “firmou um acordo comercial de compra do Terminal Citrovita para unificação das operações dos dois terminais portuários. A transferência da titularidade do contrato de arrendamento está totalmente amparada na legislação vigente e foi aprovada pelas áreas técnicas e jurídicas da Codesp e da Antaq e aprovada por acórdão do plenário dos ministros do Tribunal de Contas da União – TCU”.

A autorização para a unificação dos contratos foi emitida pelo colegiado da Antaq, não sendo uma decisão individual do então diretor-geral Fernando Fialho, destacou.

De acordo com a empresa, a unificação dos contratos representou um aumento da capacidade de operação do Porto de Santos e a Rodrimar passou a pagar, para a área total do terminal, um valor maior pelo arrendamento. A empresa ainda esclarece que o contrato 12/91, de seu terminal no cais santista se encerraria em novembro de 2011.

E também comunicou que não atua no Maranhão; tem suas operações centralizadas, há mais de 68 anos no Porto de Santos, com exceção de uma operação de pequeno porte no Porto de Recife; e que o advogado Marco Antonio Martorelli não presta serviços para a firma Há oito anos. Seu atual advogado é Alexandre Schammas.
 
Fonte: Estadão Conteúdo - Jornal A Tribuna
 

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*Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.



 

 
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

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RODRIMAR NÃO RECONHECE A AUTORIDADE PORTUÁRIA



SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / GUARDA PORTUÁRIA



Terminal Portuário de Contêineres do Saboó do Grupo RODRIMAR, localizado no Porto de Santos não reconhece à Autoridade Portuária.
 

 

No último dia 04/11 um inspetor da Guarda Portuária teve o seu acesso ao terminal impedido pelo coordenador de segurança.  É a segunda vez que isto acontece neste ano, e na mesma empresa.

 
Segundo o inspetor Salvador de Lima Franco Júnior, ele compareceu na portaria do Terminal Rodrimar para checar denúncia recebida no Centro de Controle de Operações de Segurança da Guarda Portuária – CCOS de que um muro havia sido derrubado, proporcionando o acesso ao cais, comprometendo o Plano de Segurança do Porto de Santos. “O vigilante, após consultar o coordenador de segurança, disse que não tínhamos autorização para entrar naquele Terminal”.

 
O inspetor levou o fato ao conhecimento do Auditor Marcos Antonio, da Receita Federal, que lhe acompanhou até o Terminal, tendo então o seu acesso autorizado, podendo assim constatar que o muro (1) que dividia o Terminal Rodrimar e o antigo pátio da CITROVITA havia sido derrubado, deixando vulnerável a área restrita de acesso ao cais (2).

 
 

 
O Terminal Rodrimar ocupa área arrendada da Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP, e nos contratos de arrendamento existe cláusula, estipulada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, que diz que a Autoridade Portuária tem livre acesso as instalações e o Terminal tem a obrigatoriedade de lhe prestar informações, além de dar todo o apoio à fiscalização.


Toda alteração na infra-estrutura de área arrendada deve ter autorização da CODESP. Sendo área alfandegada, deve ter autorização da Alfândega. Caso esta área tenha um Plano de Segurança aprovado pela CONPORTOS, toda alteração deve ter autorização prévia desta Comissão.

 
Recentemente o Terminal da LOCALFRIO, localizado na margem esquerda do Porto de Santos, na cidade do Guarujá, teve o seu alfandegamento cassado por dificultar a fiscalização da Alfândega.


Cabe agora aguardar que medidas serão tomadas pela Autoridade Portuária e pelos demais órgãos.


 
 
 
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LEGISLAÇÕES