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NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

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SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS: ENTENDA COMO FUNCIONA A FISCALIZAÇÃO DOS CONTÊINERES


Veja como funciona o esquema dos equipamentos que passam pelo maior complexo logístico do Brasil

A presença de um corpo em avançado estado de decomposição, encontrado na semana passada em um contêiner vazio no Porto de Santos, despertou a atenção de todos não apenas pelo ineditismo da situação - foi a primeira vez que isso aconteceu desde a instalação do escâner da Alfândega de Santos, em 2011 -, mas também para se saber um pouco mais de como funciona o trabalho de fiscalização das caixas metálicas que movimentam a economia do País.

Para se ter uma ideia, a movimentação média diária de contêineres no complexo portuário santista em 2022, segundo o mensário estatístico da Autoridade Portuária de Santos (APS), foi de 10.750 unidades, sendo 4.039 de importação, 4.004 de exportação e 2.707 de reembarque. Todos passam pela gestão de riscos da Receita Federal, um percentual alto é escolhido para inspeção não invasiva (escâner) - e a imagem é analisada - e um índice baixo tem o fluxo interrompido, sendo selecionado para conferência.

“Todos (os contêineres) que vêm de fora do País, inclusive os vazios (na importação) e todos os que serão exportados ou que fazem baldeação nos destinos da Europa e da África passam pelo escaneamento. Após a análise de risco, alguns são selecionados para a inspeção física, operação em que o contêiner é colocado em uma área específica do terminal portuário, própria para sua abertura e conferência da carga”, ressalta, em nota, a Receita Federal, cuja competência é sobre o controle das cargas e veículos que entram e saem do Brasil.

Os terminais portuários são alfandegados, que é uma espécie de autorização concedida pela Receita para atuarem nessa atividade, sob o controle do órgão. “Eles são como parceiros nossos. Para atuarem no comércio internacional, têm que cumprir uma série de requisitos e prestar informações à fiscalização. As cargas e veículos vindos ou destinados ao exterior só podem entrar no território nacional por um local alfandegado”, explica a Receita.

Vale dizer que os terminais são locais bem protegidos, de acesso controlado e também dotados de equipes de segurança para informar o órgão sobre qualquer situação estranha, até para atender às normas aduaneiras. “Quando um crime é identificado pela Receita Federal, acionamos a Polícia Federal”, afirma o órgão. Foi o caso do corpo encontrado no contêiner, em que vários crimes podem estar relacionados a ele e que serão indicados pelo laudo, em desdobramentos já fora da alçada da Receita.

Quando a Receita Federal realiza uma fiscalização, por exemplo, lavra um ato de infração e cobra tributos federais e multa. Além do ilícito tributário, podem haver crimes como sonegação, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, dentre outros.

“Nesse caso, além do auto de infração, o auditor faz uma representação fiscal para fins penais e encaminha ao Ministério Público. Nas conferências físicas das cargas de exportação, a Receita pode localizar cocaína escondida na carga. Aí avisamos a Polícia Federal para que seus agentes compareçam no terminal e acompanhem a conferência por causa do crime de tráfico internacional de drogas”, explica.

Momentos

Existem vários momentos de atuação na fiscalização da Receita Federal: pré-despacho, durante o despacho e pós-despacho. Previamente, há a habilitação das empresas para atuação como intervenientes no comércio internacional, que já é uma fiscalização. O objetivo é analisar os envolvidos antes de iniciarem as operações de importação e de exportação.

Durante o despacho - registro da declaração e a sua liberação pela Receita chamada desembaraço -, as cargas são colocadas segundo parâmetros de risco para canais de conferência (verde, amarelo, vermelho e cinza na importação; e verde, laranja e vermelho na exportação). Estes canais indicam níveis crescentes de risco e, portanto, de etapas de controle.

Após o desembaraço, a Receita Federal, por intermédio de outras unidades, além da Alfândega de Santos, continua exercendo a fiscalização na zona secundária do território aduaneiro.

A Receita Federal também possui os setores de repressão e de controle de carga. Eles podem atuar antes, durante ou depois do despacho. Fazem pesquisa e seleção de alvos, com base em parâmetros de risco, visando principalmente o combate ao tráfico, falsificação, contrabando e descaminho, em zonas primária (portos, aeroportos e fronteiras terrestres) ou secundária (território nacional).

Fonte: A Tribuna

 

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