SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

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domingo, 21 de dezembro de 2014

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OPERAÇÃO OVERSEA: MPF RECORRE PARA CONDENAR



Inconformado com a absolvição de três réus da Operação Oversea processados pelo crime de organização criminosa, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. A apelação ainda será apreciada.
Investigação da Polícia Federal, a Oversea desmantelou um grupo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que remetia cocaína boliviana, via Porto de Santos, para Cuba, Europa e África. Desde janeiro de 2013, foram apreendidas 3,7 toneladas da droga no Brasil e no exterior.
Em sua sentença, o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, inocentou Adriano da Rocha Brandão, José Adriano Cintra e João Carlos da Costa por não considerar crime os fatos que lhe foram atribuídos pelo MPF.
Previsto na Lei 12.850/2013, o delito de organização criminosa exige no mínimo quatro autores em associação “estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas”. A pena varia de três a oito anos de reclusão, devendo ser aumentada em até dois terços quando o grupo for transnacional.
Sob o fundamento de que o requisito do número de agentes não foi preenchido, além de não ficar em comprovadas as atividades que cada réu exerceria na suposta organização criminosa, o juiz inocentou o trio e determinou a sua soltura.
Embargos e apelação
Por considerar a sentença “omissa” e com “contradição”, o procurador da República Thiago Lacerda Nobre ofereceu embargos de declaração. O objetivo era que Roberto Lemos modificasse a própria decisão para condenar os réus.
Segundo o representante do MPF, a sentença foi omissa porque não analisou diversos trechos da denúncia nos quais houve a narrativa da “clara relação” dos três acusados com réus de outros processos resultantes da Operação Oversea.
Sobre a contradição, Nobre justificou que o juiz afirmou não ter ficado demonstrado o vínculo do trio absolvido com réus das outras ações da Oversea, embora mencionasse argumento do MPF segundo o qual ficou comprovada essa associação.
Roberto Lemos, no entanto, rejeitou os embargos de declaração e manteve na íntegra a sua sentença, motivando Nobre a recorrer ao TRF. Explanadas em 69 laudas, as razões da apelação do procurador da República pretendem agora reverter a decisão.
“As provas e os indícios reunidos nos autos são condutores de segura convicção da culpa dos réus”, enfatizou o membro do MPF. Ainda conforme ele, ficou provada a organização criminosa envolvendo os três réus e acusados de outras ações.
O procurador da República explicou no recurso que, para facilitar o trâmite processual, as denúncias da Oversea foram desmembradas em seis, levando-se em conta critérios de proximidade dentro da organização e a condição de réus presos e soltos.
Conforme Nobre, as ações foram “distribuídas por dependência”, englobando um total de 38 réus. Caso o juiz desejasse reunir os processos, poderia fazê-lo quando achasse mais conveniente, mas optou por não adotar tal providência.
O membro do MPF ainda salientou que as ações com réus presos precisam tramitar mais rápido do que aquelas com acusados soltos. Por esse motivo, a separação dos processos foi necessária para evitar eventual relaxamento de prisão por excesso de prazo.
Por fim, Nobre citou que o ato de processar pessoas por organização criminosa ou quadrilha, separadamente, é francamente admitido por parte dos TRFs, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).





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JUSTIÇA ABSOLVE TRIO POR CRIME QUE EXIGE NO MÍNIMO QUATRO ENVOLVIDOS


Foto: Carlos Nogueira/Jornal A Tribuna
Fragilidade de provas e falta de correspondência entre os fatos atribuídos a três réus pelo Ministério Público Federal (MPF) ao delito de organização criminosa, que exige o mínimo de quatro pessoas, fizeram naufragar uma das ações penais da Operação Oversea. O trio foi absolvido na 5ª Vara Federal de Santos.
Deflagrada no último dia 31 de março, a Operação Oversea é uma das maiores investigações da história da Polícia Federal (PF) na repressão ao narcotráfico internacional, que desde o seu início, em janeiro de 2013, resultou em diversas apreensões de cocaína, no Brasil e no exterior, que totalizaram 3,7 toneladas.
Ligada à facção “Primeiro Comanda da Capital (PCC)”, a mega quadrilha identificada pela PF enviava cocaína boliviana para Cuba e países europeus e africanos, utilizando-se do Porto de Santos. Para isso, ela acondicionava a droga em contêineres com os mais variados tipos de carga, que depois eram embarcados em navios.
A complexidade da investigação e o elevado número de réus motivou o MPF a dividir a rede criminosa em núcleos, conforme a participação dos acusados. No caso específico de Adriano da Rocha Brandão, José Adriano Cintra e João Carlos Costa, eles integravam a “Célula B” e foram denunciados por organização criminosa.
Com prisão preventiva decretada e sujeitos as penas de três a oito anos de reclusão se fossem condenados esses réus, conforme o MPF, fariam parte de uma “rede internacional voltada à narcotraficância, tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, que atuaria como grande distribuidora de cocaína, principalmente para a Europa.
Porém, o juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho acolheu a tese da defesa e absolveu o trio por não se constituir crime o fato narrado pelo MPF. Ele assinalou que eventual condenação, além da comprovação do alegado pela acusação, também exigiria o amoldamento da conduta dos réus à “descrição abstrata da lei penal”.
A Lei 12.850/2013 definiu organização criminosa como “associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas”. Segundo o juiz federal, além de a denúncia do MPF não preencher o requisito numérico, não foi produzida prova das atividades que cada réu exerceria no contexto do suposto bando.
Mesmo assim, MPF requereu a condenação do trio, sustentando que ele atuaria com réus de outros processos relacionados à Operação Oversea. No entanto, Roberto Lemos observou que não houve a indicação nominal de tais pessoas, deixando de se comprovar os requisitos relativos à ordenação estrutural e à divisão de tarefas.
Advogado rebate
O advogado João Manoel Armôa defende João Carlos Costa e rebateu a denúncia dos procuradores da República Thiago Lacerda Nobre, Antonio Morimoto Júnior, Thaméa Danelon Valiengo e Anamara Osório Silva, segundo os quais esse acusado, especificamente, foi até a Espanha monitorar uma remessa de 140 quilos de cocaína.
Autoridades espanholas conseguiram apreender a droga no Porto de Las Palmas, em 9 de dezembro de 2013, escondida dentro de um carregamento de açúcar. João Carlos Costa não foi preso na ocasião, mas depois a PF o vinculou ao entorpecente por meio de cinco mensagens de texto enviadas por celular que teria trocado com outro acusado.
João Carlos Costa negou ter feito esses contatos, entre os quais um indicando o suposto depósito de R$ 500,00 em sua conta pelo trabalho relacionado à remessa da cocaína para a Espanha. “Ora, tal valor não cobre nem mesmo as despesas de deslocamento. O acusado estaria em prejuízo financeiro”, afirmou Armôa em suas alegações finais.
O advogado salientou que não ficou demonstrada qualquer movimentação financeira incompatível na conta do cliente, que teve a casa vistoriada quando foi preso e nela nada de ilícito foi achado. Quanto aos aspectos jurídicos, Armôa frisou que a denúncia não preencheu os requisitos previstos no delito de organização criminosa.
A falta de relação entre a suposta conduta dos réus com o crime que lhes foi atribuído motivou Armôa a citar decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ao trancar uma ação penal: “Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Direito”.




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sábado, 20 de dezembro de 2014

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SUSPEITA DE TRÁFICO, MULHER É DETIDA NO PORTO DE SANTOS



Na manhã da última quinta-feira (18), uma mulher suspeita de estar traficando, é detida por vigilantes de terminal portuário no Porto de Santos, litoral de São Paulo.
Por volta das 8hs, quando faziam ronda pelo perímetro do terminal açucareiro da empresa Rumo Logística, os vigilantes Rodrigo e Marco Antônio visualizaram, entre os armazéns XIV e XIX, uma mulher em atitude suspeita, sem nenhum equipamento de proteção individual (EPI) e sem nenhuma atividade correlata com o trabalho do local.

Ao ser abordada a mulher se identificou como sendo Shirlley Camargo da Silva Soares, de 28 anos, e alegou que estaria se prostituindo. Segundo ela, um motorista havia lhe solicitado que adquirisse entorpecente (cocaína) para uso de ambos, mas o motorista já havia se evadido do local, apresentando os entorpecentes que estavam em sua posse, sendo apreendidos no ato pela segurança patrimonial do terminal.
Em seguida foi acionada a Guarda Portuária, que compareceu ao local, e encaminhou as partes para a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), localizada ao lado do Terminal de Passageiros, na área portuária.
Após tomar ciência do ocorrido a delegada Juliana Buck Gianini lavrou um termo circunstanciado de acordo com o art. 28, da Lei 11.343/06, “uso de drogas para consumo pessoal” e apreendeu três eppendorf, contendo cocaína.

O fato em questão é que a mesma é frequentadora de um mercado municipal, localizado próximo à área portuária, onde se concentram usuários e traficantes de drogas, e provavelmente ela estaria traficando (vendendo) drogas nas imediações dos armazéns externos do porto, onde estão localizados os terminais açucareiros.





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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

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ACUSADO DE MATAR PORTUÁRIO SE APRESENTA



Trabalhador portuário avulso (TPA), integrante da capatazia, Sílvio Justino dos Santos, de 45 anos, compareceu à 5ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), do Porto de Santos, para confessar o homicídio a facadas de um colega, em frente ao posto de escalação no Saboó, no último dia 8.
Acompanhado do advogado Armando de Mattos Júnior, Sílvio apresentou uma versão de suposta legítima defesa para justificar os golpes que desferiu em Émerson Fernandes de Souza, de 42 anos. A vítima chegou a ser levada ao Pronto-Socorro Central, onde faleceu logo após dar entrada.
Como não houve flagrante e nem há mandado de prisão contra o acusado, ele foi liberado após ser interrogado e indiciado pela delegada Juliana Buck Gianini. Ele deverá aguardar a júri popular em liberdade, estando sujeito a pena de 6 a 20 anos de reclusão, na hipótese de condenação.
O homicídio aconteceu no início da noite, em frente ao posto do Órgão de Gestão de Mão de Obra (Ogmo). Sílvio e Fernando, além de outros trabalhadores, ali estavam para obter a escala de trabalho, quando houve uma confusão envolvendo outra pessoa, conforme contou o acusado.
De acordo com Sílvio, uma falha no sistema impossibilitou a leitura do cartão de um trabalhador, gerando reclamações de outras pessoas receosas em perder sua posição na escalação. Um dos que protestaram foi Fernando, que ainda xingou o colega cujo cartão apresentou a falha.
Sob a alegação de que apenas quis apaziguar, Sílvio pediu para Émerson se acalmar, mas angariou a fúria do colega. O acusado disse que a vítima o xingou e ainda prometeu agredi-lo na parte externa do Ogmo. Momentos depois, após ambos terem obtido suas escalas de trabalho, houve o crime.
Sílvio contou que já havia entrado em seu carro, estacionado em frente ao Ogmo, quando Émerson correu em direção ao veículo gritando “agora eu quero ver se você é homem”. O acusado ainda disse que levou um chute na perna e só não foi agredido no rosto, porque desviou a tempo de um soco.
No momento em que Émerson teria tentado pela segunda vez dar um soco no rosto de Sílvio, o acusado pegou uma faca que transporta no carro, destinada a “descascar laranja”, e golpeou a vítima, sem saber informar a quantidade de vezes.
Após o crime, Sílvio escapou com o carro e ligou para a sua mulher para lhe dizer que havia feito uma “besteira” e “furado uma pessoa”. Com medo de ser preso, o acusado estacionou o automóvel na Rua Campos Sales, jogando a faca no canal dessa via, e prosseguiu a fuga a pé.
Inicialmente, o acusado foi até a casa de um irmão em Guarujá, seguindo na mesma noite para a residência de uma cunhada, na Zona Leste de São Paulo, onde permaneceu até decidir se apresentar à Polícia Civil acompanhado de advogado.
Sílvio acusou Émerson de registrar um “histórico de problemas” com colegas de trabalho, prevalecendo-se sempre do porte físico avantajado. O acusado, por fim, indicou os nomes de colegas que teriam testemunhado a confusão dentro do Ogmo e o homicídio fora do posto de escalação.





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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

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HACHERS ATACAM BANCOS E PORTOS




Os hackers estão roubando cada vez mais diretamente dos bancos e de outras empresas e ajudando o crime organizado a operar de forma mais eficiente, segundo o chefe da empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab.
Os exemplos vão desde a infecção de caixas automáticos para que entreguem todo seu dinheiro a ladrões até o hackeamento de sistemas de gestão de operações em portos para que as drogas possam ser contrabandeadas mais facilmente e com menos risco, disse o fundador e CEO Eugene Kaspersky, em entrevista em seu escritório em Moscou.
“Os hackers se tornaram mais capazes de executar ataques muito avançados”, disse Kaspersky. Em muitos casos “eles infectam redes corporativas com vírus, que acabam ­ por meio dos arquivos que são trocados entre os departamentos ­ entrando nos computadores que gerenciam transferências de dinheiro”, normalmente separados da rede principal.
Entre as recentes vítimas famosas de hackers está a Home Depot, que sofreu uma violação de dados entre abril e setembro, na qual 53 milhões de endereços de e­mail e detalhes de 56 milhões de cartões de pagamentos foram expostos. Neste mês foi reportado que hackers com conhecimentos sobre Wall Street roubaram informações sobre fusões e aquisições de mais de 80 empresas durante mais de um ano.
“Todos estão espionando todos e roubando informação”, disse Kaspersky. “Edward Snowden estava certo, mas ele falava apenas dos EUA. Na verdade, há ataques cibernéticos de diversas origens, ligados a programadores que têm o inglês, o chinês e o russo como idiomas nativos. Também há alguns ligados à França, à Espanha e à América Latina”.
Neste ano, a Kaspersky Lab identificou o malware Tyupkin, usado para atacar caixas automáticos. Os hackers se aproximavam de uma máquina pela parte de trás, onde a câmera não pode vê-­los, e a reinicializavam usando um CD com um vírus. Vários dias depois, inserindo certos dígitos no teclado do caixa automático, eles podiam recolher todo o dinheiro dela, disse Kaspersky. Os hackers estão cada vez mais mirando bancos e corporações em vez de consumidores, disse ele.
Desvio de carga
Os hackers também estão desenvolvendo novos métodos para ajudar a roubar coisas off ­line, disse Kaspersky. Eles estão invadindo sistemas que controlam o carregamento de carvão ou trigo para criar números falsos de embarque de forma que os ladrões possam ficar com a diferença, disse ele. Eles também infectam sistemas de postos de gasolina, fazendo as bombas colocarem mais combustível do que o indicado para certos clientes e menos para todos os outros.
Tráfico em Contêineres
Traficantes sul­americanos que contrabandeiam cocaína em contêineres com outros produtos, como bananas, têm usado hackers para infiltrar sistemas de TI em portos marítimos europeus com o objetivo de separar determinados contêineres, de forma que eles possam retirar as drogas com segurança, disse Kaspersky.
Aqueles que produziram e adquiriram as bananas podem nunca saber que as drogas viajaram em seu contêiner, disse ele.
As afirmações de Kaspersky ecoam os comentários de outras firmas de segurança informática no Encontro Bloomberg Enterprise Technology, em Londres nesta semana.
As empresas que buscam proteger informações valiosas de criminosos e de espionagem do governo deveriam assumir que os atacantes já penetraram em seus sistemas e ajustar as estratégias defensivas, disseram executivos da McAfee e da Symantec no evento.
“Você precisa admitir que algo está acontecendo e começar a procurar por isso”, disse Patty Hatter, diretora de informação da McAfee, da Intel. “Ser paranóico ajuda”.
Os hackers, que tradicionalmente atacavam computadores que usam o sistema operacional Windows, da Microsoft, e smartphones com o Android, da Google, agora estão produzindo mais malwares para aparelhos baseados em Unix e para os Macs e iPhones da Apple, e até mesmo para a rede anônima The Onion Router, ou TOR, disse Kaspersky. Sua empresa agora precisa desenvolver antivírus também para essas plataformas, disse ele.
Blackphone

Um smartphone que oferece uma criptografia similar ao TOR ­ está se tornando popular como método para adicionar uma proteção extra, disse Kaspersky. Ele usa um feature phone (celular simples que um smartphone) da Sony Ericsson, de sete anos, para evitar ameaças cibernéticas.

Fonte: Infomoney 






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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

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PF DESARTICULA QUADRILHA DE LIBANESES QUE AGIA EM SANTOS E PARANAGUÁ


(Foto: Divulgação Receita Federal)


A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira (10) a Operação Beirute, que desarticulou uma organização criminosa de narcotraficantes liderada por libaneses que atuava em São Paulo e no Paraná. Onze pessoas foram presas e uma se encontra foragida.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo e Paraná, nas cidades de Rio Claro, São Paulo, Santos e Curitiba.

O inquérito policial foi instaurado em julho de 2013. Desde o início da investigação foram presas 5 pessoas e realizadas três apreensões de cocaína, totalizando quase 2 toneladas. Em uma delas, realizada em julho na cidade de Ipeúna/SP, a PF apreendeu mais de uma tonelada que estavam escondidos numa carga de pisos de porcelanato que teria destino a Europa. Foi a maior apreensão da droga em 2014, em todo Brasil.

A cocaína era comprada na Bolívia e remetida para o interior de São Paulo. Lá era escondida em meio a produtos exportados para países da África, da Europa e do Oriente Médio, pelos portos Santos/SP e Paranaguá/PR.

Segundo a Polícia Federal (PF), desde o início da investigação, foram presas cinco pessoas e realizadas três apreensões de cocaína, totalizando 1,5 tonelada. Em uma delas, em 8 de julho na cidade de Ipeúna, interior de São Paulo, a PF apreendeu 1.180 quilos que estavam escondidos em uma carga de pisos de porcelanato que teria a Europa como destino. Foi a maior apreensão da droga em 2014, em todo Brasil.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas de oito anos a 30 anos de reclusão.


Vídeo TV Tribuna



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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

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Carreta invade pista contrária e bate em dois carros na Avenida Perimetral, em Santos


Caminhão invadiu a pista contrária. Guarda Portuária preservou o local do acidente
 (foto Jornal A Tribuna)

Na manhã de sábado (13), três veículos se envolveram em um acidente na Avenida Perimetral, e m Santos, litoral de São Paulo. Um dos motoristas se feriu e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Um caminhão, dirigido por Rogério de Oliveira Lopes, trafegava pela avenida na pista Centro / Ponta da Praia, quando próximo ao terminal de passageiros, perdeu o controle, atravessou a pista atingindo dois veículos.
Um dos veículo, um Fiat Siena, era por uma policial federal que leves ferimentos na cabeça. A carreta ainda atingiu um Fiat Dobló. Com a batida, o caminhão parou embaixo do viaduto no sentido contrário da pista.
Guarda Portuária prestou o primeiro atendimento (foto reprodução TV tribuna)
Uma equipe da Guarda Portuária que passava pelo local prestou o primeiro atendimento, tranquilizando as vítimas, e acionou imediatamente o serviço de emergência do município.
O motorista foi encaminhado para o hospital, ferido sem gravidade, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. Os outros motoristas envolvidos no acidente não se machucaram.
Motorista foi socorrido pelo Samu (foto Jornal A Tribuna)
Segundo um perito criminal federal, que compareceu ao local, o tacógrafo da carreta estava vencido. A velocidade permitida ali é de 40 km/h.
A Guarda Portuária preservou o local do acidente, e disciplinou o fluxo de veículo, que era intenso, em virtude da atracação de vários navios de passageiros neste dia.

Fonte: Jornal A Tribuna / TV Tribuna

Edição: Portal Segurança Portuária Em Foco





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sábado, 13 de dezembro de 2014

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GUARDA PORTUÁRIA PARTICIPA DE SIMULADO DE PREVENÇÃO CONTRA EBOLA


Guarda Portuária escoltou as viaturas de resgate até o local de atracação do navio (reprodução TV Tribuna)

Na última quarta-feira (10) foi realizado no Porto de Santos, litoral de São Paulo, um simulado para caso suspeito de Ebola. O treinamento realizado entre os armazéns 32 e 33 do Porto de Santos é o primeiro feito em área portuária no Brasil. A Guarda Portuária apoiou o trabalho das equipes de resgate, escoltando viaturas de resgate, isolando a área e controlando o acesso de pessoas e veículos.
Um tripulante africano de 26 anos que embarcou em Serra Leoa, no Oeste da África, para uma viagem até o Porto de Santos, foi o principal personagem do exercício que simulou a chegada do vírus ebola ao cais santista.
O objetivo da ação, segundo o portal do Ministério da Saúde, foi colocar em prática o protocolo elaborado para essa situação, para treinamento das instituições envolvidas em condições que simulam um caso real.
O simulado foi promovido pelo Ministério da Saúde, a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com outras 12 instituições. Ao todo, mais de 150 pessoas participaram da simulação.
A Guarda Portuária promoveu o isolamento da área (reprodução TV Tribuna)
Na ação foram realizados os passos que devem ser adotados sobre um caso suspeito de ebola, desde o aviso do comandante da embarcação à Agência de Navegação até a retirada do paciente do navio pelo Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (GRAU) e do monitoramento dos viajantes que tiveram contato com o paciente.
Esse foi o quarto simulado realizado no Brasil com a participação do Ministério da Saúde. Dois haviam sido feitos em aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo, quando foi treinado o protocolo de atendimento a um suspeito com ebola procedente dos países onde há epidemia do vírus (Libéria, Serra Leoa e Guiné).
Na semana passada, também foi realizado simulado de ebola em Brasileia, no Acre. Na ocasião, foram treinados os procedimentos que devem ser adotados em uma unidade de saúde para um caso suspeito da doença vindo por vias terrestres.
“Estamos aprimorando as medidas que devem ser tomadas para atendimento em um caso suspeito de Ebola ou outros tipos de doenças. É um processo de constante aprimoramento. Estamos preparando o porto para qualquer adversidade em saúde pública”, explicou Daniela Buosi, Coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de transmissão da doença por viajante internacional é considerado muito baixo. Até o momento, houve apenas um caso suspeito pelo vírus ebola no Brasil.
Simulação
Resgate do tripulante (reprodução G1)
O exercício teve início com o aviso do comandante da embarcação sobre um caso suspeito de Ebola à Agência de Navegação, situada no Porto de Santos. Servente de cozinha, 26 anos, o paciente começou a trabalhar no navio no dia 2 de dezembro quando a embarcação aportou em Serra Leoa para o embarque de oito tripulantes. No dia 9 de dezembro, sete dias depois de sair de Serra Leoa, ele apresentou os primeiros sintomas como febre e náusea.
Avisada pelo comandante, a Agência de Navegação repassou imediatamente as informações do caso para a Anvisa local e para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP). A Anvisa fez a comunicação ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo (CIEVS), que avaliou o cenário - com base nas informações dadas pelo comandante da embarcação - para a confirmação se o caso se enquadra como suspeito.
Com a confirmação do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo, a Anvisa informou a  Codesp, que autorizou a atracação da embarcação no Porto. Enquanto isso, a Codesp informou outros órgãos envolvidos no resgate do paciente: Polícia Federal; Praticagem; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); Capitania dos Portos; Receita Federal; Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp); Órgão de Gestão de Mão de Obra do Porto de Santos (Ogmo) e Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR).
O protocolo fictício que foi encenado contou com a hipótese de um navio vindo de Serra Leoa, uma das regiões africanas com maior incidência da doença. A representante do Grau esclarece que cada embarcação possui uma maneira de retirada do paciente específica por questões de segurança. Neste caso, o procedimento usado foi similar aos de resgates aéreos.
O Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (GRAU) e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) foram chamados pelo (CIEVS) para fazer a remoção e atendimento do paciente, assim como o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais também foram notificados sobre o caso. O Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros fez a assistência via mar no resgate do caso suspeito.
Após o resgate do paciente que, em uma situação real seguiria para o Hospital Emílio Ribas – em São Paulo, referência para o atendimento de Ebola -. Por último, a Agência aplicou um questionário para monitoramento dos contactantes. “Essas cinco etapas são importantes para monitorar todo o processo que deve ser seguido em um possível caso suspeito de Ebola ou outra doença, que vai desde o acionamento feito pelo capitão até o monitoramento dos viajantes contactantes”, finalizou Daniela Buosi.
Com a atracação do navio, todo o procedimento da entrada da equipe do Corpo de Bombeiros e agentes do Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (GRAU) entraram para isolar o passageiro suspeito que seria levado para o centro de referência no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Na sequência, a Anvisa orientou a desinfecção do navio que seria feita por uma empresa privada.
O médico Daniel Pagonete de Moraes, que trabalha no Porto, foi o paciente voluntário. "Assim que me abordaram eu disse que estava doente. Eles colocaram equipamentos de proteção em mim, como luvas, máscara, vestimenta e me colocaram na maca bolha. Acho que a avaliação foi positiva, mas a hora de sair foi bastante tensa", finaliza.
De acordo com Assessora do Gabinete da Secretaria de Saúde do Estado, Maria Cecília Damasceno, a ação ocorreu dentro dos padrões. ''O simulado foi um sucesso. Fizemos todo o procedimento necessário em 26 minutos, contando desde a entrada da equipe na embarcação até a saída do resgate já com o paciente. Tivemos que usar a maca cesta utilizada em resgates aéreos porque o espaço é muito estreito e essa maca de isolamento é preparada. Temos quatro dessas no Estado, que estão na capital, mas uma delas deve ficar na região por conta da temporada", disse.
Objetivo
O objetivo foi colocar em prática o protocolo elaborado para essa situação, servindo como treinamento das instituições envolvidas, em condições que simulam um caso real. O simulado foi promovido pelo Ministério da Saúde, a Secretaria de Portos da Presidência da República (Sep/PR) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com outras 12 instituições. Ao todo, mais de 150 pessoas participaram da simulação.
A ação contemplou os passos que devem ser adotados sobre um caso suspeito de Ebola, desde o aviso do comandante da embarcação à Agência de Navegação até a retirada do paciente do navio pelo Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências (GRAU) e do monitoramento dos viajantes contactantes.
Todos os agentes envolvidos utilizaram o equipamento de proteção. Após a remoção do tripulante infectado, houve a limpeza e a descontaminação do navio.



Fonte: Agência Saúde / Jornal a Tribuna / G1 / TV Tribuna
Edição: Portal Segurança Portuária Em Foco











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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

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GUARDA PORTUÁRIA DO PARANÁ RECEBE TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO




Na última quarta-feira (10), a Guarda Portuária de Paranaguá recebeu o título de “Honra ao Mérito”, em sessão solene na Câmara Municipal.
O Decreto Legislativo 400/14 foi proposto pelo Vereador Arnaldo Maranhão no dia 25 de setembro, quando foi aprovado, por unanimidade. O vereador apresentou o projeto do título de Honra ao Mérito justificando a crescente importância da Guarda Portuária como marco estratégico no desenvolvimento nacional, condecorando a Guarda Portuária pela passagem dos 27 anos de serviços prestados.

Este título é o reconhecimento a todos os guardas portuários, que ao longo desses 27 anos; a cada manhã e tarde de forte calor, a cada noite e madrugada fria, prestou seu serviço com dignidade e criou uma identidade. E esta identidade hoje é respeitada dentro e fora da área portuária. Esta identidade ninguém nos tira e tem nome...

Seu nome é GUARDA PORTUÁRIA.

Fonte: Guarda Portuária do Paraná


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