SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

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HACKERS QUEREM BITCOINS PARA DEVOLVER CONTROLE DO PORTO DE FORTALEZA

Eles tomaram controle do sistema de gerenciamento de cargas e veículos na segunda-feira. Desde segunda-feira (28) o Porto do Mucuripe...

LEGISLAÇÕES

terça-feira, 12 de novembro de 2019

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GUARDAS PORTUÁRIOS FAZEM CURSO DE APH NO PARÁ



O curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) foi realizado no Porto de Vila do Conde.
A Companhia Docas do Pará (CDP) realizou no último final de semana (9 e 10), no Auditório do Porto de Vila do Conde (PVC), com carga horária de 20 horas, o curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH).
Ele foi realizado por iniciativa do guarda portuário Amarildo da Silva Ribeiro Junior, com o apoio da Supervisão de Inteligência de Segurança (SUINTS) da CDP e abordou temáticas importantes para atuação em situações de urgência e emergência em saúde.

Devido a escassez de cursos operacionais para a Guarda Portuária, Amarildo consultou os guardas daquele porto no intuito ver o interesse deles pelo enriquecimento do conhecimento, pois através do seu contato, uma empresa de dispôs a oferecer esse  curso de forma gratuita, tendo uma resposta positiva de vários companheiros.
Participação voluntária

Os guardas participaram de forma totalmente voluntária, não receberam diária. Alguns saíram do serviço noturno direto para o curso, enquanto outros saíram de lá direto para a jornada de trabalho. Não houve inscrição prévia, bastando que os interessados apenas comparecessem ao curso no horário informado para efetivamente participarem do mesmo.
O curso contou com o apoio voluntário da empresa Brigada Civil de Emergência (BCE), que forneceu os instrutores, o material utilizado no treinamento, apostila e certificado, sem ônus de qualquer natureza para a companhia.

Sindicato
O Sindicato dos Guardas Portuários do Estado do Pará e Amapá (Sindiguapor) colaborou fornecendo o transporte e a alimentação dos instrutores.
Conteúdo do curso

1- Introdução ao APH;
2- Avaliação de Cena;
3- Conhecimento de Sinais Vitais;
4- Conhecimento de Equipamentos Necessários no Atendimento;
5- Noções de verificação de pressão arterial;
6- Avaliação de Vítimas de Trauma (XABCDE)
7- Técnicas de Empranchamento;
8- Transporte de Vítimas com técnicas improvisadas;
9- Técnicas para controle de hemorragias (com Torniquete)
10- Curativos Tipo C ou Três Pontos para vítimas de Baleamento
11- Reanimação cardiopulmonar
12- Imobilização de Fraturas;
13- Entorse, Luxação;
14- Queimaduras;
15- Desmaios
16- Primeiros Socorros em situações de animais peçonhentos.
Aula Prática

O curso contou com uma situação inusitada, durante o treinamento um participante foi acometido de mal súbito, tendo um atendimento pré-hospitalar no local até a chegada de uma ambulância, conduzindo ele para o hospital de Barcarena. O mesmo, após ser atendido e posteriormente liberado, retornou no período da tarde para continuar participando do curso.



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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

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ALFÂNDEGA DE SANTOS LOCALIZA 345 KG DE COCAÍNA EM CARGA DE AÇÚCAR



As autoridades aduaneiras acreditam que a droga seria retirada no Porto de Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha.
Na tarde da última quinta-feira (07), a Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 345 kg de cocaína no interior de uma carga de açúcar cristal em um pátio de contêineres de um terminal situado no Porto de Santos, litoral de São Paulo.
A carga foi selecionada para conferência através de critérios objetivos de análise de risco, incluindo a inspeção não intrusiva por escâner, confirmada por cães de faro da Divisão de Repressão (Direp) RFB em São Paulo.

Aberto o contêiner, foram localizados, a partir da terceira fileira, vários sacos “contaminados” com cerca de oito a nove tabletes de cocaína em cada um. O entorpecente estava dividido em 89 tabletes, que pesados, os tabletes atingiram 345 kg.
A carga de açúcar cristal em sacos tinha como destino o Porto de Tema, em Gana, continente africano, mas as autoridades aduaneiras acreditam que a droga seria retirada no Porto de Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, onde a embarcação faria uma escala.
A droga interceptada pela Receita Federal foi entregue à Polícia Federal, que acompanhou a operação a partir da localização da droga, e que prosseguirá com as investigações a partir das informações fornecidas pela Alfândega.


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PORTO DE PARANAGUÁ PASSA POR MAIS UM SIMULADO DE EMERGÊNCIA





O primeiro órgão que deve ser comunicado é a Guarda Portuária.
Diversas entidades que compõem a comunidade portuária participaram na última quinta-feira (7) de um simulado de acidente em um rebocador no Porto de Paranaguá. Para avaliar a reação dos envolvidos, poucos foram avisados do exercício. O fator surpresa foi o principal.
A ação foi organizada e executada por uma equipe da Svitzer, braço de reboque portuário do Grupo A.P. Møller Maersk, e apenas os funcionários responsáveis pela organização do simulado tinham conhecimento da realização do treinamento. Os tripulantes da embarcação, a equipe de prontidão ambiental terceirizada, que sempre acompanha os abastecimentos, e a empresa fornecedora do serviço não sabiam de nada.

O cenário foi de uma operação de abastecimento comum de umas embarcações da empresa. Foi simulada uma ocorrência de rompimento da mangueira de abastecimento, que deu início a vazamento de óleo no cais. Este produto foi representado por salgadinhos. Logo, boias lançadas ao mar, simularam uma segunda situação emergencial: o produto que acaba escorrendo para a água.
Ainda durante o exercício, o combustível vaza para a embarcação e uma explosão, seguida de incêndio com vítima com queimaduras na perna, também é encenada. Assim que começam as situações, os organizadores tocam a sirene e avisam que se trata de um treinamento.
Documentada

Toda ação foi filmada, cronometrada e documentada pela Svitzer, passo a passo, com intenção de avaliar a reação da tripulação, das equipes de prontidão ambiental, das equipes de resgate e do funcionamento das normas de segurança do porto de uma forma geral.
“A área de portos tem muitos riscos, tanto para questão ambiental quanto para a vida humana. São muitos abastecimentos, muitas manobras de navios, rebocadores e movimentação de produtos químicos”, disse a analista portuária, bióloga, mestre em ecologia e recursos naturais da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Andréa Almeida Lopes de Deus. “Esses exercícios servem para garantir que, em caso de algum acidente, o atendimento ocorra de forma mais rápida e correta, com intenção de mitigar o máximo possível o impacto ambiental e possíveis danos às pessoas e ao patrimônio”.
Participação

Como Autoridade Portuária, a Portos do Paraná foi avisada do treinamento e participou apenas para acompanhar e verificar o atendimento. Nesta ação, se envolveram a Diretoria de Meio Ambiente, Seção de Segurança e Medicina do Trabalho, a Guarda Portuária e a equipe do Centro de Prontidão Ambiental da empresa pública.
Em caso de acidente real, segundo a bióloga da Diretoria de Meio Ambiente, é importante salientar para toda comunidade portuária, seja da natureza que for a ocorrência, o primeiro órgão que deve ser comunicado é a Guarda Portuária. “É de lá que partem os acionamentos para todos os outros agentes envolvidos. O número da Guarda Portuária a ser acionado é o 41-3420 / 1305”, enfatizou Andréa.



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NAVIO DA MARINHA AFUNDA E PROVOCA DERRAMAMENTO DE ÓLEO NA BAÍA DE GUANABARA



O terminal da Marinha fica à beira da Baía de Guanabara, na foz do Rio Jequiá.
Na última segunda-feira (04), um navio rebocador da Marinha do Brasil afundou lançando grande volume de óleo nas águas da Baía de Guanabara, atingindo praias, a biodiversidade marinha e o manguezal do Rio Jequiá, na Ilha do Governador.
Na Ponta do Matoso funciona o Terminal de Petróleo da Estação Rádio da Marinha, que compreende a Área de Proteção Ambiental e de Recuperação Urbana (APARU) do Rio Jequiá.
O local abriga a Colônia de Pescadores Z-10 e o manguezal serve como refúgio e de alimentação para a avifauna, inclusive espécies migratórias, como maçaricos (Charadriiforme da família Scolopacidae), que anualmente vem do Hemisfério Norte.
O terminal da Marinha, que fica à beira da Baía de Guanabara, na foz do Rio Jequiá, é uma das 92 áreas de riscos tecnológicos localizados no município do Rio de Janeiro, sendo que 1/3 deste total ficam situadas nas ilhas do Governador e do Fundão, na XX Região Administrativa.
Procurada, a Marinha do Brasil se posicionou sobre o caso.
“A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que um dos rebocadores de porto da Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ) naufragou junto ao cais do Depósito de Combustíveis da Marinha, nas proximidades da Ilha do Governador, na tarde do dia 3 de novembro. Imediatamente, foram acionados os planos de emergência individual do Depósito de Combustíveis e da BNRJ, com o lançamento de dupla linha de barreiras de contenção e barreiras absorvedoras na posição, realizada inspeção da embarcação por mergulhadores da Marinha e feito monitoramento de áreas e praias próximas, inclusive colônias de pescadores que ali vivem. Não houve feridos e todos os quatro tripulantes que estavam na embarcação foram retirados em segurança. A reflutuação da embarcação seguiu as Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) 16 e foi realizada na terça-feira (5), acompanhada pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. Atualmente, a embarcação se encontra atracada e em reparos na BNRJ. A MB esclarece que desde o ocorrido, equipes realizam monitoramento das praias e dos locais adjacentes ao incidente, e não foram identificados indícios de poluição hídrica”.
Para o ecologista Sérgio Ricardo, membro-fundador do movimento Baía Viva: “A legislação municipal tem sido flagrantemente desrespeitada pela poluidora Grupo MOOVE/COSAN já que a legislação que trata do zoneamento urbano da Ribeira não permite, na verdade proíbe, a ampliação industrial desta fábrica de lubrificantes que se expandiu tanto, nos últimos anos, que instalou um grande porto privado que pode ser visto na Praia da Ribeira.
A MOOVE/COSAN vem colocando em risco seus próprios operários e a população vizinha de sua fábrica, assim como ameaça poluir o ecossistema da Baía de Guanabara ao operar grandes navios cargueiros que manuseiam cargas perigosas no porto da Ribeira: em caso de um acidente como derramamento de óleo combustível estará ameaçada a APARU (Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana) do manguezal do rio Jequiá, protegido pelo Decreto Municipal no. 12.250 de 31 de Agosto de 1993.
 Este manguezal abriga espécies ameaçadas de extinção da avifauna (garça rosa ou colhereiro rosado, garça azul), assim como espécies migratórias como os maçaricos (Charadriiforme da família Scolopacidae) vindos, anualmente, do Hemisfério Norte que utilizam a área de mangue como local de abrigo e alimentação.
O manguezal do Jequiá também serve como ninhal para a avifauna. Tem também grande importância como berçário da natureza, sendo responsável pela produção de alimentos para o pescado e crustáceos que são a fonte de sobrevivência de grande número de pescadores artesanais da Colônia de Pescadores Z-10.”
A partir de um estudo feito pelo Movimento Baía Viva, em Fevereiro de 2019 foi protocolada uma Representação no Ministério Público Estadual, que iniciou uma investigação para apurar potenciais riscos de acidentes industriais na Ilha do Governador: na foz do Rio Jequiá, além deste Terminal de Petróleo da Estação Rádio da Marinha, estão localizadas empresas petroquímicas como a SHEEL DO BRASIL e a MOOVIE / COSAN que opera ilegalmente um grande porto privado no bairro da Ribeira com capacidade para 12 milhões de litros de combustíveis e produtos inflamáveis.
Diariamente, circulam pela Estrada do Galeão e ruas da Ribeira, 250 caminhões-tanque e carretas bi-trem carregados com produtos inflamáveis. Cada veículo transporta de 50 mil a 70 mil litros de combustíveis.
O Inquérito Civil do MP Estadual No. 2019.00221439 que encontra-se em andamento no MP Estadual, coordenado pelo Promotor de Justiça Pedro Rubim Borges Fortes, comprovou que estas atividades industriais na foz do rio Jequiá estão em desacordo com o Zoneamento Urbano municipal e não dispõe de Plano de Contingência no caso de um sinistro – desastre.
Em Abril de 2015, a poluidora fábrica de lubrificantes MOOVIE / COSAN recebeu multa do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) no valor de R$ 35 milhões por despejar efluentes tóxicos acima dos limites estabelecidos pela legislação ambiental, cujas emissões tinham níveis de toxicidade à saúde humana acima do permitido. Esta multa nunca foi paga.



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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

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DOIS PORTOS DE SANTA CATARINA NÃO TÊM PLANO DE ÁREA CONTRA VAZAMENTO DE ÓLEO



Os chamados Planos de Área que faltam nos portos de Imbituba e Laguna integram ações contra desastres ambientais como o que atinge o Nordeste.
Dos seis portos catarinenses, dois não contam com os chamados Planos de Área. São os de Imbituba e Laguna, ambos no Litoral Sul. Os chamados PAs são parte dos textos que integram ações contra desastres ambientais no mar semelhante ao que atinge o Nordeste.
A declaração está determinada em lei federal e a certidão de ambos os portos deve ficar pronta em 2020, conforme o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
No Porto de Imbituba, os navios transportam e armazenam soda cáustica e ácido fosfórico. Já em Laguna, não há armazenamento de produtos perigosos, mas a determinação do Ibama é para que todas as unidades portuárias tenham o plano. Além disso, as embarcações que atracam nos dois terminais usam óleo como combustível.
“Catástrofe ainda maior” é projetada pelo governo.
A origem do vazamento de óleo que atinge praias do Nordeste ainda é incerto, embora o governo federal aponte um navio grego como suspeito. A empresa, por sua vez, nega. Na segunda-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que uma “catástrofe ainda maior” está por vir.
Segundo Bolsonaro, o volume de petróleo que chegou às praias do Nordeste e foi recolhido até agora representa pequena quantidade do que foi derramado.
Especialista ouvido pelo ND em reportagem publicada na última quarta-feira (30), o oceanógrafo da Epagri/Ciram, Carlos Eduardo Araújo, afirmou que a chance de o óleo chegar às praias catarinenses é remota, embora exista.
Se a mancha chegar ao Rio de Janeiro, no entanto, a ‘hipótese’ deixa de ser tão remota.
Mas o governo do Estado, por meio da Defesa Civil, garante que está preparado para agir. Até porque Santa Catarina já foi palco de um desastre semelhante há 19 anos.
Além de planejamento dos órgãos do meio ambiente e defesa para agir em casos como este, os portos que recebem carga perigosa precisam estar precavidos e atuantes na redução de risco.
Santa Catarina está fora de plano nacional
Outra situação que acende a importância do plano foi o incidente que ocorreu em 1º de outubro, quando um navio que atracou em Imbituba bateu o casco contra o cais.
A suspeita da Marinha é de que ventos fortes provocaram a colisão, que assustou funcionários do porto. Um choque mais forte poderia ter rompido o casco do tanque e, com isso, o combustível do navio poderia ter vazado.
Segundo o analista ambiental do IMA,  Jovani de Andrade, apesar da ausência dos planos, cada um dos portos conta com Planos de Emergência Individual (PEI), que ajudam a combater incidentes locais.
Porém, com a inexistência dos Planos de Área – que ampliam a capacidade de resposta nas ocorrências, Santa Catarina deixa de ter todos os documentos necessários para integrar o Plano Estratégico Nacional Áreas Protegidas (PNAP).
O PNAP é a consolidação total de todos os PAs implantados no país pelas autoridades portuárias e é acionado quando ocorre um acidente ambiental de grandes proporções.
“O ideal seria que todos os portos organizados, no caso Itajaí, Imbituba e provavelmente Laguna, estejam com seus planos de área definidos e implantados. Assim, já poderiam fazer parte do Plano Nacional de Contingência”, disse Jovani.
No Estado, o complexo portuário da Baía da Babitonga, que compreende os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, no Norte do Estado, recebeu a certificação somente em julho deste ano.
O complexo do Rio Itajaí, que corresponde aos portos de Navegantes e Itajaí, também pode acionar o PNAP quando necessário.
Plano foi acionado em Salvador
O plano que ainda não existe em Imbituba e Laguna precisou ser acionado em 10 de outubro pelo o Ibama, em Salvador. A intenção do órgão foi monitorar o deslocamento da mancha de óleo que atinge a região desde setembro.
Segundo o Ibama, até domingo (3), nove estados e 321 localidades foram afetadas pelo desastre no Nordeste. No último mês, o óleo destruiu a produção de ostras desenvolvidas pela UFSC.
Empresa quer armazenar combustíveis em Imbituba
O Porto de Imbituba conta com cinco terminais e oito agências marítimas. Neste ano, a empresa paranaense de logística Cattalini Terminais Marítimos entrou em contato com a unidade para ampliar o espaço.
A intenção da companhia é construir uma dutovia entre um berço de atracação de navios, com tanques de armazenamento. Os tonéis depositariam combustíveis e metanol. A comunidade é contra a iniciativa.
Na última semana, a empresa foi até a cidade e apresentou o projeto. Na reunião, o vazamento de óleo do Nordeste esteve na pauta.
Segundo o presidente da Cattalini José Paulo Fernandes, além da falta do plano de área, a falta de estrutura no terminal aumenta a chance de que acidentes parecidos ocorram.
“Esse risco já existe. Tem navios em alto-mar e operando aqui no porto”, disse o presidente.
Durante o encontro, o prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior manteve a posição contrária à instalação dos tanques. Ele justificou aos diretores da empresa que há uma lei municipal que impossibilita a implantação dos depósitos de granéis líquidos inflamáveis na cidade (Lei Complementar nº 4752/2016).
O analista do IMA, Jovanir Andrade, explicou os riscos que a falta de plano nos dois portos catarinenses podem gerar.
Confira a entrevista:
Por que o Porto de Imbituba ainda não possui o Plano de Área?
O Porto de Imbituba ainda não iniciou as tratativas para a implantação do Plano de Área de seu complexo portuário. Há informações de que a reunião inicial apresentada pelo Porto de Imbituba será no início 2020.
Em outubro do ano passado, o Ibama embargou um porto amazonense pela ausência de documento de prevenção a acidentes. O porto pode ser embargado pela ausência deste plano?
Não. A ausência do Plano de Área do Porto de Imbituba não é motivo para o embargo das atividades portuárias.
A lei federal especifica uma multa para empreendimentos que não tenham o Plano de Área. O de Imbituba já sofreu alguma multa do IMA?
Após iniciado o Plano de Área, com documentos que comprovem a efetiva reunião inicial de instalação do planejamento, no caso do Porto de Imbituba, o Porto tem 12 meses para apresentar ao órgão ambiental competente o documento final do Plano de Área a ser implantado no Porto Organizado.
Não me recordo de nenhuma penalização. Há sim a recomendação para que o Porto Organizado atenda a legislação pertinente e inicie os estudos para a implantação do seu respectivo Plano de Área.
Contrapontos:
Porto de Imbituba: A SCPar Porto de Imbituba, estatal que administra o Porto de Imbituba, já iniciou as tratativas com o órgão ambiental para dar início ao processo de elaboração do Plano de Área, considerando que é de sua competência (órgão ambiental) a coordenação da elaboração do referido plano.
Cabe ressaltar que o Porto de Imbituba já conta com Plano de Controle Ambiental, Plano de Emergência Individual e Plano de Ajuda Mútua para prevenir e combater possíveis incidentes que possam afetar a segurança dos trabalhadores e a qualidade ambiental do porto e seu meio ambiente.
Porto de Laguna: Segundo o diretor Rafael Palmares, a unidade não tem a intenção de abrigar produtos perigosos. Porém, para se adequar às determinações nacionais, está implementando uma série de planos, inclusive o PA. A expectativa é de que fique pronto em 2020.
Atualmente, apenas pequenas embarcações pesqueiras chegam ao local e, em “termos de potencial de risco ambiental”, o Porto de Laguna tem “baixo nível”.
Fonte: ND+


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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

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PORTO DE FORTALEZA AINDA ESTÁ SOB ATAQUE HACKER



Criminosos 'sequestraram' sistemas da empresa mediante resgate em bitcoin.
A Companhia Docas do Estado do Ceará (CDC) está há mais de uma semana sob um ataque cibernético que impossibilita os funcionários de acessar sistemas corporativos e o histórico de informações, que foram "sequestrados" por criminosos em troca de um resgate a ser pago em bitcoin.
A empresa estatal administra o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto de Fortaleza, que faz parte do programa de privatização do governo Jair Bolsonaro e será o primeiro ser concedido à iniciativa privada. O edital deve ser publicado no fim deste mês.
A invasão hacker foi notada por volta das 6h30 da segunda-feira (28) da semana passada, quando os primeiros funcionários chegavam para trabalhar e se preparavam para liberar novas entradas de caminhões.
Além do TMP, a CDC gerencia o Porto de Fortaleza, o segundo maior polo de trigo do país, e um cais pesqueiro próximo. Até a noite da quarta-feira (6), os sistemas continuavam inacessíveis e tudo era feito manualmente ou por meio de uma estrutura improvisada. Por isso, filas de caminhões de carga se formavam na entrada do porto e a liberação de carga era mais demorada do que o habitual.
Ainda assim, a situação é melhor do que nas primeiras quatro horas do expediente do dia 28, segundo Mayhara Chaves, diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará: “Ficamos totalmente parados. Não entrava caminhão, não saia, não atracava navio”.
Naquele dia, ainda sem saber a dimensão total do ataque, a executiva chegou a dizer que tudo voltaria ao normal dali a dois dias. Não foi o que ocorreu.
Após investigar, a equipe de tecnologia da informação do CDC descobriu que os hackers não só criptografaram os servidores da empresa —isto é, colocaram uma camada de segurança que "embaralha" os dados— como também fizeram o mesmo com o backup. Dessa forma, impossibilitaram uma rápida retomada das operações.
O ataque é similar ao aplicado por vírus ransomware, que contaminam serviços, embaralham todos os dados e só liberam o acesso a eles mediante pagamento de uma quantia em criptomoedas como o bitcoin.
Como esse tipo de moeda não é gerida por instituições financeiras, o intuito é limitar o rastreamento do caminho feito pelo dinheiro até os criminosos. No caso do CDC, os hackers apenas deixaram um aviso. Em um documento de texto, explicavam o que tinham feito e diziam que o órgão deveria entrar em contato via e-mail para acertar o pagamento.
Por orientação da Polícia Federal, os cibercriminosos não chegaram a ser contatados. Outros órgãos também foram acionados, como Receita Federal, Marinha, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Ministério da Infraestrutura.
"Nenhum sistema é 100% seguro. Eles [os criminosos] identificaram uma brecha que a gente não sabe dizer qual é", afirma Chaves.
Ela acrescenta que as características do ataque indicam que não se trata de amadores. "Eles usaram o sistema de criptografia profissional que protege os dados da Casa Branca. A gente imagina que eles tenham um robozinho que circula pela internet tentando achar alguma brecha e, quando encontram, atacam”.
Para contornar o problema, fornecedores de software foram acionados de última hora para instalar um sistema emergencial em alguns computadores, já que os terminais de acesso não chegaram a ser afetados pelo ataque. Com isso, algumas atividades foram reativadas, como acesso à folha de pagamentos e à contabilidade, assim como os sistemas de câmeras do porto e de scanner de contêineres.
Ainda assim, alguns funcionários relatam que tiveram de recorrer a seus serviços pessoais de e-mail para trabalhar e alguns formulários, como os de desembaraço de carga, estão sendo preenchidos em papel. Isso, admite, Mayhara Chaves, está sobrecarregando todos os servidores.

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Privatização à vista
O ciberataque ocorreu dois dias antes de o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar o governo federal a vender o TMP. O leilão está marcado para ocorrer no primeiro trimestre de 2020. O terminal foi inaugurado em 2014 com investimento de R$ 240 milhões. Desde então, 63 mil pessoas já passaram por ele. A renda anual é de R$ 1,19 milhão.
A temporada de cruzeiros será aberta em 6 de dezembro, quando a primeira embarcação atracará levando quase 9.500 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Entre este ano e o próximo, subirá de cinco para dez os cruzeiros que passarão pelo terminal: MS Hamburg, MSC Poesia, Amadea, Silver Whisper, Marina, MS Volendam, Silver Shadow, Insignia, Hanseatic Inspiration, Koninsdam.
A presidente do CDC não acredita que exista uma ligação entre o processo de privatização e o ataque hacker. "Não tem relação nenhuma. É o governo federal que está conduzindo. A gente só ajudou nos estudos”.
Segundo ela, não há documentos referentes ao processo de concessão entre os dados que foram criptografados e estão inacessíveis. Essas informações estão gravadas em um CD, que estava sobre a mesa dela, afirma. A mídia contém a minuta do edital, estudos de viabilidade econômica e outras informações que serão divulgadas com o processo.
A ideia do governo federal é que a abertura dos terminais portuários públicos à iniciativa privada fomente o potencial turístico do litoral brasileiro.
"Não faz sentido um dos litorais mais belos do mundo só receber sete cruzeiros por ano. Queremos autorizar novos terminais de passageiros com investimento privado", escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter em setembro, acrescentando que o primeiro seria o TMP de Fortaleza.
Normalização vai demorar
A diretora-presidente da CDC não descarta a hipótese de recuperar os dados sem pagar o resgate aos criminosos. Segundo Chaves, algumas companhias especializadas foram contratadas para descriptografar o servidor e o backup. Mas, isso leva tempo, admite. Ela não acredita haver problema se os hackers publicarem as informações na internet, por se tratarem de dados públicos.
Outra opção, diz ela, seria reconstituir o histórico da CDC com base nas informações públicas enviadas a órgãos públicos - já que as movimentações de carga são enviadas mensalmente para a Antaq e as de contabilidade, para a Receita Federal.
Fonte: UOL



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