SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

Postagem em destaque

PF FLAGRA PORTUÁRIOS COM PACOTES DE COCAÍNA NO CORPO PARA EMBARQUE EM NAVIO

Trabalhadores do Porto de Santos tentaram levar carregamento até navio atracado no cais, que foi cercado pela Guarda Portuária. Tablete...

terça-feira, 13 de novembro de 2018

0

PORTUÁRIO ESPALHA COCAÍNA NA MATA PARA EVITAR PRISÃO ANTES DE EMBARCAR DROGA EM NAVIO



Localização de tabletes foi feita por equipes da Guarda Portuária. Polícia Federal investiga a participação de trabalhadores do Porto de Santos na tentativa de tráfico internacional

Tabletes de cocaína foram apreendidos ao serem localizados abandonados na mata próxima a um terminal de contêineres no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, após um trabalhador tentar embarcá-los em um navio no cais. A ação foi aparentemente frustrada, mas o suspeito conseguiu fugir.
A tentativa de tráfico internacional ocorreu entre a noite de domingo (11) e a madruga desta segunda-feira (12). A cocaína em elevado grau de pureza seria embarcada no navio MSC Ajaccio, atracado em um terminal de contêineres no bairro Alemoa, Margem Direira do cais santista.
O G1 apurou que ao menos um trabalhador portuário avulso (TPA), vinculado ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) e escalado para realizar as operações no cargueiro, foi identificado. Guardas portuários o viram se preparando para entrar no terminal com a droga escondida.
Ao perceber que seria revistado na portaria da instalação, ele correu em direção à mata localizada no entorno. Para evitar a prisão, o portuário jogou no chão, tabletes que havia fixado ao corpo, por meio de cintas elásticas. Em seguida, o homem conseguiu fugir correndo.

A movimentação evitou que eventuais outros envolvidos pudessem ser identificados ou detidos. Equipes da Guarda Portuária (GPort) realizaram buscas e localizaram seis tabletes (6 kg, aproximadamente), além das cintas elásticas e, ainda, uma jaqueta do Ogmo, utilizada pelos trabalhadores avulsos do cais santista.
O caso foi encaminhado à Polícia Federal em Santos, que investiga possíveis outros envolvidos na tentativa de embarque. O navio, aparente alvo dos trabalhadores para esconder o carregamento ilícito, tem como destino a Espanha, na Europa, onde a cocaína seria comercializada.
A área onde os tabletes foram espalhados foi alvo de uma operação de varredura ao longo da manhã e da tarde desta segunda-feira por equipes da guarda e da polícia. O objetivo era verificar se mais cocaína havia sido deixada para trás durante a fuga do envolvido no caso.
Mais uma vez
Oito estivadores foram presos pela Polícia Federal, em 1º outubro, ao serem flagrados tentando embarcar cocaína em um navio atracado no mesmo terminal. Também com o auxílio do cerco de guardas portuários, os envolvidos, que receberiam até R$ 4 mil para o embarque, foram identificados.
Em 26 de abril de 2017, sete estivadores foram presos, também na mesma instalação, ao tentarem levar cocaína presa ao corpo em um navio. Neste caso, 32 kg da droga foram apreendidos com os trabalhadores, detidos em flagrante pela Polícia Federal, que teve o apoio da Receita Federal.
Por meio de nota, o Ogmo informou que, assim como em outros casos, pode abrir um procedimento disciplinar assim que for requerido pela empresa portuária afetada. A eventual apuração garante ao trabalhador cadastrado "o contraditório e a ampla defesa", declarou.
Fonte: G1 Santos


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          
                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.
Continue lendo ►

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

0

MULHER É PRESA EM FLAGRANTE COM MAIS DE 2 KG DE DROGAS NO PORTO DE SANTARÉM



Droga estava armazenada nas malas da suspeita, de 25 anos. Flagrante aconteceu na noite de sexta-feita (9) na Operação “Caravana da Segurança”

Uma denúncia anônima levou a prisão em flagrante de uma mulher de 25 anos durante desdobramento da Operação Integrada “Caravana da Segurança”, em Santarém, no oeste do Pará. A prisão aconteceu na noite de sexta-feira (9) no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), após uma embarcação que saiu de Manaus (AM) aportar no município. Com a suspeita foram apreendidos 2,374 kg de drogas, possivelmente crack, e mais uma pequena quantidade de substância análoga a cocaína.
De acordo com a Guarda Portuária, o Núcleo Integrado de Operações (Niop) informou ao serviço reservado da Polícia Militar sobre uma passageira da embarcação que poderia está transportando drogas. A PM repassou às equipes da CDP as informações, inclusive com características da suspeita.
Quando o barco aportou, as equipes iniciaram a identificação dos passageiros e localizaram a mulher. Ela foi levada para uma sala e revistada por uma policial. Até então acreditava-se que a droga estava presa ao corpo da suspeita, conforme a denúncia feita ao Niop. Não foi encontrado nada com a mulher.
Ao revistar a mala da suspeita as equipes encontraram os pacotes de drogas e dinheiro. A Guarda Portuária acredita que a mulher tenha entrado na embarcação com os pacotes presos ao corpo, mas para passar pela vistoria em Óbidos (PA), ela colocou a droga na bagagem.
Tanto a suspeita quanto o entorpecente foram levados para a 16ª Seccional de Polícia Civil para que fossem dados os procedimentos do flagrante. Os pacotes de drogas ainda serão periciados.
Fonte: G1 Santarém
Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          
                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.

Continue lendo ►

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

0

EM OPERAÇÃO FRONTEIRA SEGURA PF FORÇA NACIONAL E GUARDA PORTUÁRIA APREENDEM DROGAS NO PORTO DE ÓBIDOS



50 kg de drogas que vinha do estado do Amazonas em uma embarcação, e ia com destino a capital paraense, Belém

Na tarde desta quinta-feira (08), as Polícias Federal, Força Nacional e a Guarda Portuária que atuam na Operação Fronteira Segura, no Porto de Óbidos, oeste do estado, identificaram e apreenderam 50 kg de drogas que vinha do estado do Amazonas em uma embarcação, e ia com destino a capital paraense, Belém.

Em fiscalização rotineira em malas e compartimentos da embarcação, os agentes localizaram a droga dentro de uma freezer, após suspeitarem do peso que estava fora do normal, quando abriram ,constaram a droga dentro, sendo 40 kg de cocaína e 10 kg de Skank. Junto com a droga foi preso um homem em flagrante, responsável pelo freezer, mas negou desconhecer a droga.

O homem juntamente com a droga foram encaminhados para delegacia da polícia federal de Santarém para procedimentos, a droga irá passar por perícias e homem será autuado pelo crime de tráfico de drogas e ficará a disposição da justiça.

“A fiscalização de rotina visa averiguar, eletrodomésticos, bagagens de passageiros, camarotes, área de lazer e porões das embarcações, e nessa tarde, logramos êxitos ao verificamos um freezer que estava fora do peso normal, nos chamou atenção e ao abrirmos localizamos a droga”, informou o agente e coordenador da operação em Óbidos, Barbosa.

Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          

                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.

Continue lendo ►

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

0

ÓRGÃOS DE SEGURANÇA PLANEJAM OPERAÇÃO INTEGRADA PARA A REGIÃO RIBEIRINHA DE SANTARÉM



Polícia Federal, Receita Federal e Guarda Portuária, vão se unir aos órgãos que já estavam

Órgãos de segurança finalizaram os planejamentos para levar a “Caravana da Segurança”, que já é desenvolvida na região metropolitana de Santarém, no oeste do Pará, para os rios da cidade. Integrantes dos órgãos se reuniram na última quinta-feira (01), no Ministério Público Estadual (MPE) para definir os últimos detalhes e começar atuar na região ribeirinha.
Durante a “Caravana da Segurança”, todos os órgãos do sistema de segurança pública, seja na esfera federal, estadual ou municipal atuam de acordo com suas atribuições funcionais, mas ao mesmo tempo de forma integrada, para promover um serviço mais amplo e eficiente no controle do crime.
“Nós já vínhamos fazendo a caravana da segurança na cidade, no asfalto, e agora vamos fazer em outras ruas nossa, que são os rios. Estamos aumentando a participação dos órgãos. Polícia Federal, Receita Federal, Guarda Portuária, vão se unir aos que já estavam”, comentou chefe do Comando de Policiamento Regional 1 (CPR-1), coronel Héldson Tomaso, que vai comandar a operação.
A operação vai contar com a participação até de órgãos de segurança que atuam no trânsito. “Caso haja o transporte de uma moto, que pode estar irregular, estando com o Detran, SMT e PRF, pode ser feita uma consulta e rapidamente identificar se existe alguma irregularidade do veículo que esteja sendo transportado na embarcação”, explicou Tomazo.
Um dos objetivos é combater o tráfico de drogas, já que investigações demonstraram que o elas estão chegando de vários estados com mais intensidade pelas embarcações.
A Caravana vai iniciar nos rios de Santarém e depois se estender para outros municípios. Serão feitas vistorias em embarcações e paradas em pontos estratégicos de comunidades, que já foram definidos, de acordo com algumas informações de que algumas comunidades estão servindo como base de venda de drogas.
“A nossa função é de ir atrás das pessoas que estão traficando. Já conseguimos fazer várias apreensões de drogas aqui. Agora trabalhando de forma integrada, com apoio do MP, da Marinha, vamos estar muito mais atuantes”, garantiu o coronel.
Além disto, combater o transporte de armas ilegais, encontrar foragidos, entre outros crimes. Todos estarão preparados, com a estrutura completa, para atender qualquer tipo de demanda e garantir a segurança da população ribeirinha e das pessoas que viajam de barco.
“Também teremos o Procon, para atentar sobre os restaurantes, Vigilância Sanitária, Conselho Tutelar, Juizado e outros órgãos do município, para que possamos ter um leque de atuação e não seja só a atuação repressiva da Polícia Militar, mas ter uma abrangência maior, Marinha do Brasil, que vai nos apoiar muito”, disse Tomazo.
O Ministério Público faz um trabalho de segurança na navegação, desde quando aconteciam os inúmeros naufrágios na região, para fiscalizar e apurar de que forma as navegações estuando, se há os equipamentos de salvatagem, licença para navegar, para prevenir acidentes e naufrágios.
“Estamos com um procedimento em andamento. Foi instaurado no segundo semestre do ano passado. É um procedimento amplo. A operação é parte dessa necessidade de ampliar a segurança. O MP está contribuindo também com a junção desses esforços, entre várias instituições que atuam na segurança pública e no controle”, explicou o promotor de justiça Túlio Novaes.


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          
                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.
Continue lendo ►

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

0

ILHAS DA BAÍA DE GUANABARA SÃO USADAS COMO ROTAS DO TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS




Pescadores, assustados, sofrem ameaças: o retrato de uma baía em que o crime avança mar adentro e ocupa várias ilhas

Embora poluídas, as praias da Luz e de São João, em Itaoca, São Gonçalo, costumavam ser áreas de lazer movimentadas à beira da Baía de Guanabara. Hoje, tornaram-se fortalezas do tráfico armado. Visitantes, pescadores e barqueiros desapareceram das barracas que vendiam peixe frito e cerveja gelada. É o retrato de uma baía em que o crime avança mar adentro e ocupa até pequenas ilhas, antes refúgios paradisíacos. O espelho d’água, cercado por sete municípios e com 400 quilômetros quadrados, virou território sem controle, esconderijo e rota para armas e drogas.
Este ano, operações das forças de segurança apreenderam embarcações e chamaram a atenção para o que, até então, se espalhava na surdina. Em junho, a Polícia Civil interceptou uma traineira que havia saído da Vila dos Pinheiros, na Maré, em direção à Praia Vermelha, na Urca, para recuperar fuzis usados na guerra de facções do Leme. Dias depois, foi a vez de a Polícia Federal encontrar um barco pesqueiro com 336 quilos de cocaína, perto de Niterói. A Marinha prometeu implantar, até o fim deste ano, um monitoramento especial da Baía de Guanabara. Ao que tudo indica, o que apareceu foi só a ponta de um iceberg.
A Rotado Crime
O tráfico de armas e drogas na Baía, segundo os relatos, abastece favelas como Dendê, Salgueiro, Kelson’s, Praia da Rosa, Bancários, Barbante, Beira-Mar e o Complexo da Maré.

Fuga pelo mar
Até órgãos ambientais federais deixaram de atracar em Itaoca (que já foi uma ilha) devido ao risco de terem seus barcos “abatidos” por traficantes, segundo um funcionário do Instituto Chico Mendes. O manguezal da região, parte dele localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, serve de covil de criminosos do Complexo do Salgueiro. Quando há operações na comunidade, bandidos muitas vezes fogem, a bordo de pequenos barcos, para ilhas próximas.
A de Itaoquinha, de propriedade de uma empresa do ramo naval, foi invadida ao menos quatro vezes este ano.
— Como chegam fortemente armados, não podemos fazer nada, a não ser evitar um conflito. Normalmente, eles saem do Porto de São Gonçalo, que acabou abandonado com a paralisação das obras do Comperj — diz um representante da empresa, que pôs a ilha à venda.
Outras ilhotas são invadidas com frequência, entre elas as Tapuamas de Fora e de Dentro — esta última conhecida como Ilha do Sol, que até hoje abriga ruínas da casa da vedete Luz del Fuego, sucesso na metade do século passado. Nos escombros do primeiro reduto naturista do país, em meio a centenas de pichações, as iniciais de uma facção do tráfico foram talhadas numa parede.
Perto dali, a Ilha de Jurubaíba, com duas praias de areias brancas, atrai famílias e grupos de amigos, sobretudo no verão. Porém, enquanto construções irregulares tomam o lugar, a paz começa a se despedir daquele recanto com vista para o Dedo de Deus.
— É um paraíso. Mas fica perto de Itaoca e do Salgueiro. Quando tem operação policial, os traficantes fogem e se escondem em ilhas como Jurubaíba. Fica perigoso para nós, pescadores. Não tem como levarmos um parente, um amigo para passear — diz um morador de Paquetá, pedindo para não ser identificado.
Atividade que sobrevive. Mesmo prejudicados pela persistente poluição e, muitas vezes, acuados pelo crime organizado, pescadores resistem: eles têm cinco colônias espalhadas pela Baía de Guanabara, além de várias associações - Custódio Coimbra / Agência O Globo

Ele conta que o medo é tanto que os pescadores não saem para o mar quando ouvem o som de helicópteros da polícia:
— Não paro o barco em ilha alguma se vejo alguém nela. Mesmo não sabendo se é bandido. Prefiro não arriscar.
Com pouca fiscalização, pescadores que tiram o sustento da Baía de Guanabara acabam acuados, reféns ou aliciados pelo crime. Na Ilha do Governador, muitos têm sido obrigados por traficantes a transportar armas e drogas em áreas como Galeão, Praia da Rosa e Bancários.
— Ou carregamos o material ilícito ou ameaçam até nossas famílias — conta um dos pescadores, que teme se identificar.
Paraísos na Baía da Guanabara
As Ilhas Tapuamas são pequenos paraísos na Baía de Guanabara. Mas, quando há operações policiais em São Gonçalo, viram esconderijo de traficantes. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

No município do Rio, as áreas próximas à Favela da Kelson’s, na Penha, e à Praia de Ramos também são temidas, assim como a região de Piedade, em Magé, e os rios que deságuam na Baía, como o Guaxindiba, na divisa de São Gonçalo com Itaboraí.
Investigações do Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio apontaram que armas chegam à Guanabara em navios e são descarregadas em barcos menores, antes de sua distribuição em comunidades. Alguns dos destinos são o Salgueiro, em São Gonçalo, o Morro do Dendê, na Ilha do Governador, e a Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias.
Um pescador conta detalhes do esquema. Segundo ele, as mercadorias também podem ser buscadas em embarcações perto de ilhas em mar aberto, como as Cagarras, na Zona Sul do Rio, ou a Pai e Mãe, em Itaipu, Niterói.
— Normalmente, são traineiras que encostam nos navios para carregar o material. É possível colocar cinco toneladas de armas ou drogas dentro delas, misturadas a gelo e peixes, sem que o peso extra seja percebido. Em alguns casos, o produto é jogado dos navios no mar, com uma espécie de sinalizador que boia, e depois embarcações de porte médio recolhem tudo — diz o pescador, observando que o carregamento também pode ser desembarcado com a ajuda de outras estratégias. — Às vezes, o material é transportado em quantidades reduzidas, em embarcações menores. Aí entra a coação ou a participação espontânea de pequenos pescadores. Vinte quilos de cocaína podem ser desembarcados até numa sacola.
Milícia também preocupa
Com estruturas de alvenaria abandonadas, pelo menos duas ilhas também são usadas como depósitos temporários para quadrilhas: a Seca, perto da Ribeira (na Ilha do Governador), e a de Pancaraíba, mais próxima de Brocoió (uma das residências oficiais do governador do Rio).
E não é só o tráfico que aflige os pescadores. Eles reiteram uma denúncia do GLOBO, publicada em setembro, de que uma milícia marítima extorque dinheiro dos que não têm o Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP). Esse grupo é obrigado a pagar para não perder suas redes nem ser levado a uma delegacia.
Com esses riscos no horizonte, nos últimos meses quem navega pela Baía constata que houve aumento na fiscalização da Marinha, da Capitania dos Portos e da Polícia Federal. Muitos barqueiros, no entanto, se queixam de que as ações, na maioria das vezes, acontecem de dia e perto da Ponte Rio-Niterói ou do Porto do Rio, enquanto o fundo da Baía fica desguarnecido.
É à noite, porém, que a maioria dos crimes acontece, dizem os barqueiros. E a movimentação não se restringe à do tráfico. É o auge também de atividades de pirataria, roubo de óleo diesel e pesca ilegal.
Numa ilha próxima a terminais da Petrobras, no centro da Baía, dois vigias, um em cada turno, ficam 24 horas de plantão para tentar impedir que ladrões roubem peças de uma embarcação atracada. Eles não atuam armados porque isso aumentaria o perigo.
— Sozinho aqui, de que adiantaria uma arma? Eles nos matariam. O risco é comum. Já passei por várias situações tensas. Às vezes, passam atirando, e houve situações em que nos amarraram — diz o segurança.
No caso do tráfico, as informações são que, há pelo menos cinco anos, parte dessas ilhas estão sob poder de criminosos. Ex-secretário estadual do Ambiente, o deputado Carlos Minc (PSB) afirma que, quando comandava a pasta, tentou usar algumas delas como bases para o desmonte de embarcações fantasmas que eram retiradas da Baía. Naquela época, representantes do órgão foram alertados sobre a circulação de pessoas armadas.
— Pescadores avisaram para tomar cuidado, porque as ilhas vinham sendo ocupadas por traficantes. Eram ilhas perto de São Gonçalo e duas ou três pequenas próximas à Maré e à Ilha do Governador — diz o ex-secretário, contando que a operação de remoção dos navios abandonados tinha não só um propósito ambiental, mas também de segurança.
De acordo com Minc, essas embarcações eram utilizadas ainda como refúgio de criminosos. À beira da Rodovia Niterói-Manilha, é possível avistar algumas delas.
Apesar de todos os relatos, o delegado Felipe Curi, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), diz que não há inquéritos sobre a ocupação das ilhas por traficantes. A Polícia Federal, por sua vez, não comenta possíveis investigações.
Reforço Aguardado
A Ilha do Sol, que guarda escombros da casa da vedete Luz del Fuego, é um dos lugares temidos por barqueiros - Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

A Marinha, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que, com seu novo projeto, será possível realizar o monitoramento de todos os acontecimentos no interior da Baía. Serão instalados “sites radares”, com operação remota, a partir de quatro centros de comando. Será uma iniciativa piloto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, que está na primeira fase de desenvolvimento. O projeto, informa a Marinha em nota, permitirá realizar, de forma ágil, a integração com a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ibama: “Nesse sentido, a Marinha combina esforços constantemente com órgãos de segurança pública, em operações como a deflagrada pelo Comando Conjunto em 29 de agosto, no Complexo do Salgueiro, onde foram empregados 2.520 militares das Forças Armadas”.
O cumprimento da promessa da Marinha resguardaria lugares com belezas que resistem a décadas de degradação. E com segredos ainda a serem revelados, como ruínas supostamente do período colonial, encontradas pelo arqueólogo Claudio Prado Mello, do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio (Ipharj), na Ilha do Catalão, no Fundão:
— A Baía é cheia de histórias. A gente sabe de crimes em praias, invasões em ilhas... Mas também é um ecossistema importantíssimo.


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          

                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.
Continue lendo ►

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

0

OPERAÇÃO DESCOBRE COCAÍNA EM CONTÊINERES CARREGADOS COM CASCAS DE AMENDOIM



No total, 449 quilos da droga foram aprendidos, com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica

Uma operação conjunta entre Receita Federal e Polícia Federal descobriu um carregamento de cocaína em meio a uma carga de cascas de amendoim, que sairia da Portonave, em Navegantes, com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica. Pelo menos 10 contêineres foram separados para verificação. No total, 449 quilos da droga foram aprendidos.
O delegado Alex Biegas, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí, diz que a carga foi identificada por meio de cruzamento de dados entre os dois órgãos federais. Os contêineres passaram por cães farejadores e scanner antes de serem abertos para verificação física.
A polícia não divulgou de onde veio a carga, nem se faz parte de alguma investigação anterior.
- Vamos agora identificar quem é o proprietário, como foi feito o transporte e quem seria o destinário, diz o delegado.
Os envolvidos poderão responder por tráfico internacional e associação para o tráfico de drogas.
Esta é a primeira apreensão de drogas feita este ano no Complexo Portuário do Itajaí-Açu, que integra os portos de Itajaí e Navegantes. Em setembro, a Polícia Federal apreendeu cerca de uma tonelada que estava escondida em uma casa no Bairro São João, em Itajaí, e que seria enviada ao exterior por via portuária.
Em outubro do ano passado, uma operação da Polícia Federal desarticulou um grupo que enviava cocaína ao exterior por meio dos portos catarinenses. Em um ano e meio, as investigações resultaram na intercepção de mais de 1 toneladas de cocaína, em parceria com a Receita.
Apreensões nos portos em Santa Catarina:

2016
8 de novembro
900 quilos de cocaína foram encontrados em meio a uma carga de madeiras na Portonave, em Navegantes. O destino era a Bélgica.
17 de outubro
1096 quilos de cocaína encontrados em meio a um carregamento de abacaxis em calda, que seria enviado de Navegantes para a Espanha.
11 de outubro
40 quilos de cocaína importada da China são interceptados no Porto de Itapoá. A droga estava oculta num fundo falso do contêiner.
10 de outubro
300 quilos de cocaína são encontrados pela Receita Federal em Navegantes, em meio a bobinas de aço que seriam exportadas para o Porto de Livorno, na Itália.
6 de maio
811 quilos de cocaína são localizados escondidos em blocos de granito, que seriam levados de Navegantes para a Espanha.
2017
24 de janeiro
645 quilos de cocaína são encontrados em bolsas, embarcadas em um contêiner carregado com madeira no Porto de Itapoá.
30 de janeiro
Receita Federal localiza 20 bolsas contendo 370 quilos de cocaína na Portonave, em Navegantes. A droga estava embalada em 336 peças e estava a caminho do Porto de Antuérpia, na Bélgica.

Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             
* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. O mínimo que se espera é o respeito com quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros.                                                                                                                          

                   COMENTÁRIOS                             
Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos.

Continue lendo ►

LEGISLAÇÕES