SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

terça-feira, 22 de julho de 2014

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REGULAMENTAÇÃO DA GUARDA PORTUÁRIA É COBRADA PELA FEDERAÇÃO


A Regulamentação da Guarda Portuária foi discutida em várias reuniões na SEP

Nesta data, a Federação Nacional dos Portuários (FNP), enviou ofício endereçado ao secretário executivo, Antônio Henrique Silveira, da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP/PR), para externar preocupações relacionadas com a demora na publicação da regulamentação da Guarda Portuária, conforme disposto no Art. 17, XV, da Lei n.° 12.815, de 05 de junho de 2013.
É de conhecimento público as diversas questões que envolvem a segurança portuária bem como, a forma como este tema trás preocupação aos trabalhadores e a todos aqueles que primam pelo fortalecimento do papel do estado na atividade portuária.
Para definir os parâmetros da regulamentação das atividades realizadas pela Guarda Portuária foi elaborado pela SEP um calendário de reuniões onde todos os interessados puderam dar as suas contribuições, ação que teve a aprovação de todos.

O que tem trazido preocupação a Federação é o fato de algumas administrações portuárias estarem tentando a todo o custo, terceirizar uma atividade fim, tão fundamental para que o estado cumpra verdadeiramente o seu Papel de Autoridade Portuária.


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sábado, 19 de julho de 2014

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GUARDA PORTUÁRIA FRUSTA FURTO NO RIO DE JANEIRO



Na data de 16 deste julho corrente, agentes da Guarda Portuária da turma Delta, interceptaram quadrilha que desviava mantimentos do Navio Kelly Ahh, atracado no cais dos armazéns 8/9 no Porto do Rio de Janeiro, após denúncia. A equipe formada pelos Inspetores Storino e Paulo tiveram uma ação rápida, frustrando o intento dos meliantes que foram encaminhados à delegacia policial.
Três homens e uma mulher foram encaminhados ao Distrito Policial, onde foi lavrado o registro de ocorrência Nº 005-08627/2014.
Participaram da ação os Inspetores Moura, Labolita, Paulo, Storino e os Guardas Portuários Rui, Vaz e Hoffman.
Mais uma vez, integrantes da Guarda Portuária, por todo o litoral brasileiro, põem suas vidas em risco em favor da segurança e da ordem dos portos. Estamos expostos a pessoas de nacionalidades de toda a parte do globo terrestre, todo o tipo de carga e de ilícitos, carregando conosco toda a responsabilidade e riscos, mesmo após a jornada de serviço.

Frustrar um pequeno desvio como o resumidamente citado acima, certamente causa prejuízo a alguém, ou seja, alguém deixou de auferir vantagem em face à ação de pessoas que estão cumprindo seu dever.
Sendo os portos, verdadeiras fronteiras, de concentração de riquezas da ordem de 95% do comércio nacional e internacional em trânsito, não é raro acompanharmos na mídia televisiva e impressa, apreensões de armas, drogas, e produtos contrabandeados dos mais diversos em nossos portos.
Ha pouco acompanhamos na mídia, uma apreensão da ordem de R$10mi no Porto do Rio de Janeiro em obras de arte. Foram R$10.000.000,00 que alguém tomou de prejuízo, quando também na mídia, vemos organizações ceifando vidas por valore, as vezes irrisório na ordem de poucos reais.
Continuemos acreditando, contribuindo, acrescentando, pois cada um de nós fazemos parte da enorme corrente de segurança portuária.
Porém, lembremos que a nossa Presidente vetou, por duas vezes o nosso direito de defesa.

Marco Jamil - Guarda Portuário/RJ










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sexta-feira, 18 de julho de 2014

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CARTÉIS LATINOS-AMERICANOS USAM LOGOMARCAS PARA IDENTIFICAR DROGAS


Foto: Agência de Combate às Drogas dos EUA
Os Los Urabeños, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a La Familia Michoacana e outras organizações do narcotráfico utilizam logomarcas distintas para identificar suas cargas de cocaína enviadas a El Salvador, Bolívia e Argentina.
O uso de logomarcas para identificar remessas de cocaína tornou-se tão comum que os órgãos de segurança pública estão catalogando as insígnias para rastrear as atividades de narcotráfico dos grupos do crime organizado.
A Comunidade Latino-Americana e do Caribe de Inteligência Policial (CLACIP), formada por 25 órgãos de segurança da região, está catalogando a utilização de logomarcas pelas organizações de narcotráfico.
Colômbia, El Salvador, Bolívia e Argentina são alguns dos países onde as logomarcas estão sendo adotadas para identificar os grupos do crime organizado responsáveis por cargas específicas. As forças policiais latino-americanas registraram milhares de logotipos usados por organizações criminosas transnacionais e gangues locais. Isso inclui emblemas de times de futebol e até caricaturas de desenhos animados associados a rotas do narcotráfico.
Traficantes usam cada vez mais as logomarcas
Os grupos do narcotráfico que operam na América Latina e na região do Caribe estão usando logomarcas para identificar suas cargas de cocaína com cada vez mais frequência, diz Erubiel Tirado, diretor do Programa de Estudos de Segurança Nacional da Universidade Ibero-Americana (UIA), na Cidade do México.
De acordo com Tirado, os cartéis adotam logomarcas para se distinguir uns dos outros e difererenciar seu “produto” do de outros narcotraficantes. As logomarcas indicam que os traficantes produziram e pretendem distribuir determinados volumes de drogas.
“Selos ou logomarcas tornaram-se uma marca de certificação ou sinal de identificação dos cartéis de drogas”, explica Tirado. “Antes, eles se identificavam com uma assinatura.”
Geralmente, grandes cargas de cocaína têm duas logomarcas de identificação. O produtor de cocaína coloca a primeira diretamente sobre a droga antes de ser embalada. Esse selo representa a origem da droga e atesta sua qualidade e pureza. Existem laboratórios envolvidos na produção ou no armazenamento de drogas para cartéis diferentes, de forma que esses locais adotam selos, logomarcas ou decalques diferentes para identificar a quem pertence a cocaína antes de ser transportada para países como Colômbia, El Salvador, Bolívia e Argentina.
A segunda logomarca é a marca do fornecedor, de acordo com o blog do argentino Norberto López Camelo, ex-comandante de uma unidade de polícia provincial na Argentina responsável por investigar o tráfico de drogas.
Segundo uma reportagem do jornal Semana, grandes cargas de drogas normalmente pertencem a mais de um cartel de drogas. Chefões do narcotráfico às vezes trabalham juntos para coordenar grandes remessas e reduzir os custos do transporte. Nessas parcerias, os diferentes cartéis marcam sua carga com suas respectivas logomarcas.
De acordo com Tirado, os barões do narcotráfico sabem que as autoridades estão rastreando as logomarcas e estão tentando se adaptar. “Chefes das drogas sabem que este tipo de rótulo pode ser uma ferramenta útil para as autoridades usarem como prova para processá-los”, afirma Tirado. “Por esse motivo, os chefes diversificaram e expandiram suas seleções de marcas nas drogas para escapar da justiça.”
Colombianos iniciaram adoção de logos
As primeiras organizações do narcotráfico a utilizar logomarcas para identificar cocaína foram as colombianas e depois as mexicanas. Nos anos 80, os cartéis de Cáli e Medellín marcavam suas cargas com selos ou símbolos para evitar o furto de drogas.
A logomarca aplicada a drogas depende da criatividade do produtor ou do grupo criminoso. Organizações criminosas transnacionais adotam caricaturas, combinações de letras ou símbolos, emblemas de times de futebol, imagens de desenhos animados, números romanos, marcas de automóveis e logomarcas da mídia.
Em abril de 2014, agentes da Polícia Nacional da Colômbia apreenderam 7 toneladas de cocaína no porto de Cartagena, 1.200 km ao norte de Bogotá. As drogas estavam escondidas em pacotes dentro de um contêiner com o número 800, com a logomarca da fabricante de veículos KIA e o símbolo da Yamaha.
As autoridades acreditam que os pacotes de cocaína marcados com o número 800 pertenciam aos Los Urabeños, e os demais, a um grupo mexicano de narcotráfico. A polícia não forneceu mais detalhes, pois o caso ainda está sendo investigado.
Em fevereiro de 2014, agentes da Diretoria Antinarcóticos do Equador apreenderam 949 kg de cocaína durante a “Operação Amanhecer”. As drogas estavam escondidas dentro de um barco de pesca a pouco mais de 16 km da Ilha de Puna, na província de Guayas. Os pacotes de cocaína estavam etiquetados com logomarcas de empresas de automóveis, como BMW, Toyota e Volvo. As autoridades suspeitam que a cocaína pertencia à La Familia Michoacana (LFM), organização criminosa transnacional baseada no México. O cartel transporta drogas através do Equador em direção ao México.
Em junho de 2009, agentes de segurança colombianos apreenderam 342 kg de cocaína no município de Tumaco. As autoridades informaram que a droga pertencia a uma facção das FARC. Os pacotes tinham o símbolo de um urso panda e as letras KTM.
Em outubro de 2011, agentes da Polícia Nacional da Colômbia apreenderam 400 kg de cocaína na cidades de Cáli e Córdoba. Os pacotes com a droga tinham a logomarca da rede de televisão CNN. As autoridades suspeitam que a carga pertencia aos Irmãos Calle Serna, também conhecidos como Los Comba. Eles são chefes do Los Rastrojos, grupo de narcotráfico baseado na Colômbia que fornece cocaína aos cartéis mexicanos de drogas.
Em El Salvador, as forças de segurança identificaram cerca de 21 cargas de drogas com logomarcas estampadas nos pacotes. Entre estas, havia imagens dos desenhos animados Piu-Piu (dos Looney Tunes), Hello Kitty, Popeye e caricaturas do Batman e da série mexicana cômica de TV “El Chavo del Ocho”.
Catálogos de logomarcas do narcotráfico
A CLACIP compilou um catálogo com cerca de 500 logomarcas utilizadas por organizações de tráfico de drogas.
A União Europeia (EU) está formando um catálogo com as logomarcas adotadas por grupos do narcotráfico, entre as quais imagens da FIFA, da Coca-Cola e do Vaticano, o emblema do time de futebol argentino Club Atlético Boca Juniors e outros. As autoridades da UE esperam que o catálogo ajude as forças de segurança a estabelecer vínculos entre as drogas apreendidas em países diferentes para identificar rotas do tráfico de drogas.
“Sempre que há uma apreensão de drogas e os [agentes] antidrogas encontram algum tipo de logomarca no local da ocorrência, eles começam a procurá-la no catálogo internacional. Se não a encontram, informam à CLACIP para que a organização possa incluí-la no catálogo e alertar os outros membros”, disse Marco Tulio Lima, chefe da Divisão Antinarcóticos (DAN) da polícia de El Salvador, ao jornal El Mundo.
De acordo com Tirado, catalogar as logomarcas usadas pelos traficantes de drogas é uma maneira de os agentes da lei monitorarem as atividades dos grupos do crime organizado e as rotas usadas por eles.


Fonte: Diálogo




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quarta-feira, 16 de julho de 2014

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BI-TREM É APREENDIDO PELA GUARDA PORTUÁRIA



No último dia 3, os guardas portuários Braz e Mario, quando em ronda pela Avenida Eduardo Pereira Guinle, no Porto de Santos, litoral de São Paulo, tiveram a sua atenção voltada para a uma numeração estranha na placa do último reboque.

Ao fazerem a abordagem, de posse do documento do veículo, verificaram que no CRLV constava a placa como sendo MLI 5583, da cidade de Orleans-SC e no veículo ela havia sido adulterada para MLI 5588.
Questionado sobre a adulteração, o condutor do veículo, André Carlota Sabino, alegou que havia assumido a direção do caminhão no Rodopátio e não percebeu que a placa do semi reboque teve a sua numeração alterada.
Diante dos fatos, foi dada a voz de prisão ao motorista, sendo o mesmo conduzido a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), localizado na área portuária, sendo o autor do crime e o veículo, apresentados a Del. Dra. Juliana Buck Gianini, a qual determinou a apreensão do veículo para perícia.

Diferente de outros casos semelhantes registrados pela Guarda Portuária, quando o autor deste tipo de crime foi autuado em flagrante, em decorrência da alegação do motorista de que havia pego o caminhão naquele pátio, a delegada achou por bem não retificar a voz de prisão, sem antes efetuar a oitiva do motorista anterior, para então, imputar, ou não, a conduta descrita no artigo 311 do Código Penal (CP) – Adulterar ou remarcar número do chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento.
Este tipo de crime tem se tornado comum dentro do Porto de Santos e vêm sendo combatido pela Guarda Portuária. Os motoristas adulteram as placas dos veículos que conduzem para fugir das multas dos radares existentes nas estradas e dentro do próprio porto, ou mesmo, para praticar outro tipo de crime, o furto e desvio de carga.

É importante ressaltar que em casos como este, é primordial ter atenção na preservação da placa que foi adulterada até ser efetuada a perícia, afim de que não seja perdida a materialidade do crime.






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terça-feira, 15 de julho de 2014

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO PODE SOFRER ALTERAÇÕES


Deputado Rogério Peninha Mendonça

Apoio da população ao porte de armas levou a novo recorde de interação da sociedade pelo 0800 da Câmara dos Deputados.
Nem educação, nem transporte, nem saúde. Assunto polêmico e delicado, o porte de armas de fogo e munições é o recordista de apoio popular pelos canais de interação da Câmara dos Deputados com a sociedade, como o telefone 0800 da instituição. Por ele ou por enquetes disponíveis em sua página na internet, a população tem interagido a favor de uma proposta que revoga o Estatudo do Desarmamento, lei federal de 2003.
Desde sua assinatura, há quase 10 anos, 65 projetos de lei foram propostos por deputados da casa com o intuito de alterar ou mesmo revogar seu texto. Mas nenhum havia chegado tão longe quanto o PL 3722/2012, que após um período estacionado, há um mês foi designado a uma Comissão Especial formada por 46 deputados. Neste semestre, uma nova audiência pública deve acontecer com a presença de Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil (MVB); o advogado Fabricio Rebelo, pesquisador em segurança pública no Nordeste e também integrante do MVB; e o delegado Fernando Segóvia, representante da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ANDPF). Entusiastas do projeto de lei estimam que ele pode chegar para votação no Plenário ainda este ano.
Proposto em 2012 pelo catarinense Rogério Mendonça Peninha (PMDB), o Projeto de Lei 3722/12 traz em seu texto uma vontade popular delineada em 2005, quando o referendo popular, terceiro na história do país e primeiro no mundo a consultar diretamente a sociedade sobre este assunto, constatou que 63,94% dos 95.375.824 brasileiros que responderam à consulta defendiam que o comércio de armas e munições não deveria ser proibido no Brasil. Não houve unidade federativa no país que apresentasse inclinação diferente.
Nos Estados Unidos, onde o porte de armas é um direito garantido pela Constituição, os estados são autônomos para legislar sobre o assunto. Na maioria deles, a venda e o uso de armamento pessoal são permitidos.
Iniciativa popular chega ao Senado
Plataforma de participação política, o portal e-Cidadania contempla um espaço destinado à proposição de novas leis por cidadãos comuns. Para que cheguem  a ser avaliadas pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, as ideias precisam conquistar 20 mil apoios. Desde quando foi lançada, a plataforma já recebeu mais de 1360 propostas legislativas. Destas, apenas três conseguiram os 20 mil apoios necessários no tempo hábil para seu andamento: a que regula o uso recreativo, medicinal e industrial da maconha; a que regulamenta as atividades de marketing de rede; e a que garante o direito de porte de armas a cidadão devidamente qualificado.
Proposta por André de Carvalho Franco em 18 de fevereiro deste ano, a ideia demorou pouco mais de dois meses para conquistar as 20 mil assinaturas; a título de comparação, a igualmente polêmica proposta de regulação da maconha levou menos de uma semana. O autor, um atirador de estande de Osasco, em São Paulo, chegou a pedir apoio em um fórum do site Tiro Dinâmico, que se dedica a "atiradores e apreciadores de armas de fogo". Procurado pela reportagem de iG, André não retornou os e-mails ou ligações.
Legítima defesa ou justiça com as próprias mãos?
Somadas, a iniciativa do deputado Peninha e a ideia legislativa proposta pelo e-Cidadania podem ser associados - e costumam ser justificados com - a sensação de insegurança no país: em 2012, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que mais de 20% dos brasileiros não se sentiam seguros dentro de suas casas. O levantamento se valeu de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad, 2009) que se referiam ao tema Vitimização e Justiça.
"A população sabe que está à mercê da criminalidade. O Estatuto do Desarmamento reduziu em 60% a comercialização de armas legais, mas o bandido, o marginal, quando compra arma, vai pelo contrabando. O cidadão de bem não pode se defender ou defender sua família", argumenta Peninha.


Fonte: IG






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TECON RIO GRANDE IMPLANTA SCANNER


Scanner faz a leitura das cargas dos contêineres e envia, em tempo real, para controle da Receita Federal

O Tecon Rio Grande – um dos principais terminais de contêineres da América Latina – começou a operar o sistema de inspeção não invasiva de cargas. De acordo com a Portaria 26, de 23 de junho de 2014, da Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto do Rio Grande, obrigatoriamente todas as unidades de carga que seguirem via exportação, as importações (incluindo DTAs), além das especiais, perigosas, e todas solicitadas pela Receita Federal, deverão passar pelo escaneamento digital.
O sistema custou, ao Tecon Rio Grande, aproximadamente R$ 4,5 milhões para ser implantado e permite a identificação das cargas sem a necessidade da abertura dos contêineres. Desta forma, riscos como incidentes e avarias de cargas são reduzidos de forma significativa. O scanner realiza uma leitura óptica da carga, que resulta em imagens que são enviadas, em tempo real, para o COV (Centro Operacional de Vigilância) da Receita Federal, permitindo aos técnicos e fiscais saberem, antecipadamente, quais produtos estão contidos nos contêineres. O sistema funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia, todos os dias da semana, permitindo-se obter mais segurança e agilidade na entrada e saída de cargas do Terminal.

O Tecon Rio Grande é hoje um dos mais importantes terminais de contêineres da América Latina. Empresa do Grupo Wilson Sons de Comércio Ltda, o Tecon está em atividade no Porto do Rio Grande desde 1997, quando venceu a licitação para administrar o terminal de contêineres. Neste período, vem operando as principais linhas de navegação que escalam o País. Tem cerca de 3 mil importadores e exportadores, tendo se tornado fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado.

Fonte: Jornal Agora







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segunda-feira, 14 de julho de 2014

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SUAPE E PORTO DO RECIFE SÃO CONDENADOS POR TERCEIRIZAÇÃO DA GUARDA PORTUÁRIA



O controle dos portões de entrada dos portos, em Pernambuco, deve ser feito pela Guarda Portuária e não por serviço terceirizado de vigilância, como ocorre atualmente, infringindo a lei e colocando em risco a segurança do País. Dessa forma, as empresas Suape – Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros e Porto do Recife S.A. devem, imediatamente, alterar os quadros funcionais.
Em decisão unânime, os desembargadores da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE) foram favoráveis ao recurso ordinário interposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e revogaram a decisão do 1º Grau, que garantia a legalidade do trabalho dos vigilantes.
Nas alegações, o MPT afirma que o serviço terceirizado de vigilância nos portões de entrada dos portos é irregular, por não se tratar apenas da guarda de valores, e coloca em risco a segurança nacional devido a crimes cometidos no local: “Os portões têm sido utilizados como vias de acesso para a prática de crimes sérios, por exemplo, tráfico de drogas e tráfico de pessoas, por isso, não se trata apenas e tão somente de vigilância de valores”, destaca trecho do processo de número 0000344-10.2013.5.06.0009. Apenas o Complexo de Suape manifestou-se quanto às denúncias do Ministério.
A desembargadora do TRT-PE, Dinah Figueirêdo Bernardo, relatora do processo, concedeu parecer parcialmente favorável ao MPT e citou, na decisão, entre outros, os artigos 4º e 5º, II, da Portaria número 121/2009 da Secretaria Especial dos Portos, que impossibilita a prática de terceirização caracterizada nos portos do Estado: “O exercício do poder de polícia inerente à Guarda Portuária também se estende à vigilância dos portões de acesso aos portos organizados”. A relatora discordou apenas do valor inicial de indenização solicitado pelo Ministério, no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
Caso a decisão, já em vigor, não seja cumprida, o Complexo Industrial de Suape e o Porto do Recife S.A. terão de pagar multa diária, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). As empresas também foram condenadas ao pagamento de R$ 100.000,00 (cem mil reais), com as devidas correções, a título de dano moral coletivo. O voto da relatora Dinah Figueiredo foi acompanhado pelos desembargadores André Genn, Gisane Barbosa e Nise Pedroso.

Texto: Francisco Shimada - Ilustração: Simone Freire

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho – 6ª Região – Pernambuco (TRT6)







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SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO DE CARA NOVA



Quando o nosso trabalho foi iniciado em 04 de janeiro de 2012, tínhamos como propósito oferecer algumas respostas. O nosso objetivo era compartilhar conhecimentos sobre os vários aspectos da Segurança Portuária, divulgar reportagens, vídeos, opiniões sobre este assunto, isto é, criar uma Interinidade com todos os profissionais da área, criando um fórum de discussão.
Passados dois anos e seis meses os nossos objetivos ultrapassaram a todas as expectativas, conseguimos agregar vários colaboradores e centenas de simpatizantes dentro da comunidade portuária, adquirindo o respeito de integrantes dos órgãos intervenientes do porto.
O nosso trabalho foi alcançando as redes sociais e os artigos publicados são acompanhados no Facebook, no Google +, no Linkedin e agora também no Twitter.
A Segurança Portuária foi tema de estudos e palestras em cursos de formação de guardas portuários, em cursos de líderes também da Guarda Portuária, além de temas também em universidades.
Nada disso seria possível sem a participação dos nossos leitores e colaboradores espalhados pelos portos brasileiros, em razão disso, estamos sempre procurando inovar afim de cada vez mais, levar a informação até você.
Neste pequeno período estamos prestes a alcançar a marca de 300.000 mil visitas, com uma média de 500 visitantes dia e cerca de 15.000 ao mês, algo impensável no início do nosso trabalho.
Este apoio é que nos incentiva a procurar a cada dia oferecer um trabalho melhor. Agora estamos de cara nova, com novos links e novas informações. Em breve novas novidades virão, sempre pensando o melhor para você leitor.
Sendo assim, só nos resta agradecer o grande apoio de todos.
Muito Obrigado

Carlos Carvalhal




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sábado, 12 de julho de 2014

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CARRO COM DUAS PESSOAS CAI NO CANAL DO ESTUÁRIO DO PORTO DE SANTOS



Na última quinta-feira (10), duas pessoas morreram após um gol prata, da empresa Vila Rica Rent a Car, que presta serviço para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), caiu no canal do Estuário do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os bombeiros foram acionados para fazer as buscas pelas vítimas. O acidente foi flagrado pelas câmeras de monitoramento da Codesp. A causa do acidente ainda não foi esclarecida.
De acordo com a estatal, o automóvel saiu da garagem por volta das 2h30. Pouco tempo depois, foi constatado o seu desaparecimento. Conforme verificado pelas câmeras de monitoramento da Codesp, o carro sofreu o acidente às 2h55. Ele caiu na água próximo ao navio Niledutch Gazelle, no ponto 4 do Cais do Saboó.

Acionado para fazer o resgate das vítimas, o Corpo de Bombeiros chegou ao local às 8h. Além da Guarda Portuária e da Polícia Científica, a Marinha do Brasil também prestou apoio à ocorrência. A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) enviou uma lancha para ajudar nos trabalhos
Ainda de acordo com a Codesp, dentro do carro estavam um motorista terceirizado e um técnico de fiscalização de navios responsável por acompanhar as operações dos navios. Parte do Porto precisou ser interditada para facilitar as buscas. O local do acidente é uma área restrita e pode ser acessada apenas por pessoas autorizadas.

Com a ajuda de mergulhadores, o veículo foi facilmente achado e removido do mar. Os dois trabalhadores foram encontrados mortos por volta das 11h35, dentro do veículo submerso a uma profundidade de 14 metros.
A área onde aconteceu o acidente ficou interditada durante toda a manhã de quinta-feira. Um guincho removeu o carro do fundo do mar e o desvirou. Os corpos permaneceram dentro do veículo, que também ficou no local para perícia da Polícia Civil.
O motorista terceirizado Claudio Xavier dos Santos dirigia o automóvel, e o técnico de fiscalização da Codesp Raul Serafim Campos estava no banco do passageiro. Os dois morreram dentro do carro. As causas do acidente ainda serão investigadas, e as principais linhas de investigação são de que o condutor tenha passado mal ou dormido ao volante.

Raul era fiscal da Codesp e tinha 64 anos. Ele trabalhava na estatal havia 24 anos. Claudio morreu aos 42 anos. Ele era motorista e estava na profissão havia 10 anos.
Vídeo mostra carro desgovernado caindo na água no Porto de Santos

Vídeo exibido na TV Tribuna
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o carro caiu dentro do canal do Porto de Santos. É possível observar o acidente em dois ângulos diferentes. Nas imagens, fica nítido que o veículo não estava em alta velocidade. O carro desceu lentamente em direção ao mar e capotou antes de tocar na água. Em nenhum momento é possível notar as luzes dos freios serem acionadas. Em seguida, o carro cai com o teto virado para o mar, gerando um forte espirro de água. As imagens também mostram que nenhuma pessoa andava pelo local na hora do acidente.
As dúvidas sobre a queda de um Gol prata no Canal do Estuário do Porto de Santos devem ser esclarecidas em 30 dias, prevê a Polícia Civil. O prazo está ligado à liberação dos resultados do exame necroscópico nos corpos das duas vítimas e da perícia do veículo. Inicialmente, trabalha-se com a hipótese de que o motorista tenha sofrido um mal súbito.
“A princípio, foi uma grande fatalidade. Trabalhamos com a possibilidade do condutor do carro ter passado mal”, explica a delegada Juliana Buck, da Delegacia da Polícia Civil do Porto, responsável pelas investigações.
Segundo ela, não há indícios de que meios externos (algum crime, por exemplo) tenham ocasionado o fato. No entanto, afirma que somente os laudos esclarecerão essas dúvidas.
“As imagens ainda não nos esclarecem os fatos. Além dos exames das vítimas, cujos corpos estavam intactos quando foram resgatados, aguardamos a perícia realizada no veículo”, diz a delegada, ao lembrar que o desaparecimento de ambos foi percebido no início da manhã. Por volta das 7 horas, os operadores das câmeras da Codesp, conseguiram constatar o que realmente havia ocorrido e acionaram as equipes de resgate.
Enterro dos dois corpos aconteceu na manhã de sexta-feira (11)
Os corpos de Cláudio Xavier dos Santos e Raul Serafim Campos foram enterrados, na manhã de sexta-feira (11), no Cemitério da Areia Branca, em Santos, no litoral de São Paulo.
O primeiro enterro foi o de Cláudio, que era o motorista do carro. Ele tinha 42 anos e deixou uma esposa e três filhos adolescentes. Todos chegaram ao cemitério muito abalados e a mãe de Claudio teve que ser amparada pelos familiares. O irmão da vítima, Nelson Xavier, viajou de Santa Catarina para Santos quando soube da morte. Ele conta que o irmão fazia doces, vendia camisetas para ganhar um dinheiro extra e sempre foi trabalhador. “Foi um baque. Ele saiu para trabalhar e não chegou a voltar”, falou.
Já Tony Ribeiro Alves, padrinho de Cláudio, conta que conhece Cláudio desde pequeno e não conseguiu ir ao velório do afilhado. "É dolorido. Ele era muito prestativo e trabalhador", disse. O padrinho também contou que Cláudio trabalhava como motorista há mais de 10 anos, que o horário de serviço dele era sempre depois da meia noite e que não acredita que ele dormiu ao volante. "Acho que foi um mal súbito. Quando encontraram o corpo dele, ele estava com as pernas no vidro. Ele tentou se salvar", falou Tony.
Por volta das 11h, o corpo de Raul foi enterrado. Ele era técnico da Codesp e também estava dentro do carro que caiu no mar. Raul tinha cinco irmãos, deixou três filhos e três netos. A atual esposa de Raul, Maria Célia Gomes, e outros familiares também foram ao enterro. "Eu não acreditei. Depois me falaram que era verdade" disse Maria Célia, que estava sendo amparada por amigos.
Outro caso
Há menos de 2 meses, um motorista de uma Kombi perdeu o controle do veículo e caiu no canal do Porto de Santos, próximo ao armazém 12. O acidente aconteceu no dia 16 de maio. Segundo a Capitania dos Portos, quatro pessoas estavam no carro, mas ninguém se feriu com gravidade.


Fonte: G1 – Jornal A Tribuna – Edição Segurança Portuária Em Foco






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