SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

Postagem em destaque

TERRORISMO PSICOLÓGICO NO PORTO DE SANTOS

Guardas portuários foram obrigados a dobrar a sua jornada de trabalho. No dia 27 de outubro, vários guardas portuários foram obrigado...

LEGISLAÇÕES

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

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DUPLA É PRESA POR DESVIO DE CARGAS DE FERTILIZANTES DO PORTO DE SANTOS



Ação de policiais da DIG de Santos teve recuperação de 27 toneladas de produtos.
Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam na terça-feira (3) dois homens acusados de desviar cargas do Porto de Santos e recuperaram 27 toneladas de fertilizante.
Os presos são o motorista, de 30 anos, e o seu ajudante, de 61. A detenção ocorreu em um pátio na Rua Marquês de Herval, no Valongo. O local não tem vigilância.

Supervisionados pelo delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira e investigador Paulo Carvalhal, os policiais Alberto Teixeira Filho e Mahui Alonso foram checar denúncia anônima de que criminosos realizavam “cortes” (desvios/furtos) de cargas no pátio.
Conjunto de caminhão Volvo e carreta com 27 toneladas de fertilizante estava no local. Descarregada de um navio que a trouxe do exterior, a carga seria transportada a uma empresa em Cubatão para depois ser enviada ao importador, no município goiano de Catalão.
No trajeto entre o Porto e Cubatão, o caminhão deveria ser pesado em uma balança. Antes de cumprir esse procedimento, motorista e ajudante desviaram a rota e pararam o Volvo no pátio do Valongo para furtar parte da carga.

Os investigadores Teixeira e Mahui apuraram que os acusados costumam adicionar areia à carga para compensar o peso do que foi desviado. Além de burlar a fiscalização na pesagem, a prática compromete a qualidade do produto remanescente na carreta.
Dano ambiental

“As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos nos furtos, esclarecer mais desvios de carga e chegar aos receptadores dos produtos”, declaro Paulo Carvalhal.
No momento do flagrante, dois adolescentes, de 16 e 13 anos, se encontravam no pátio. Eles estavam com mangueira e limpavam a área com água com o objetivo de eliminar vestígios do adubo que caiu no chão.
“Vamos investigar, também, a provável prática de crime ambiental. A água com fertilizante escorria em bueiros que desembocam no canal do estuário. Pode ter ocorrido a poluição do mar”, finalizou Carvalhal.



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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

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PORTO DE SANTOS SEDIA O 1º EXERCÍCIO DE SEGURANÇA FÍSICA NUCLEAR EM PORTO


Participaram 22 instituições representadas por aproximadamente 60 profissionais.
O Porto de Santos foi sede do 1º Exercício de Segurança Física Nuclear em Porto (ESFPORTO), realizado entre os dias 26 e 28 de novembro.
O exercício, que ocorreu nas dependências da Capitania dos Portos de São Paulo, foi realizado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Órgão Central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), em coordenação com a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CONPORTOS), com o apoio da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e a Marinha do Brasil (MB).
A escolha do Porto de Santos para sediar o evento partiu do presidente da Conportos, o delegado da Polícia Federal Marcelo João da Silva, que vê como fundamental o fortalecimento da gestão integrada entre os órgãos. 
“A Conportos tem um interesse muito grande nesse exercício justamente para fomentar a gestão de risco. Algo pode dar errado, então vamos, preventivamente, agir para estudar o que pode dar errado, explorar vulnerabilidades, conhecer as ameaças antes que isso aconteça. O risco é muito baixo, mas as consequências seriam desastrosas, não só para a população, para economia, para a imagem do programa nuclear brasileiro. A gente tem que estar um passo à frente”, destacou.
Cerimônia de abertura

Na cerimônia de abertura estiveram presentes, o Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante, Claudio Henrique Mello de Almeida; o Secretário de Coordenação de Sistemas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Contra-Almirante Antonio Capistrano de Freitas Filho; o Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Anti-Aérea, General de Brigada Alexandre de Almeida Porto; o Presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos Terminais e Vias Navegáveis – Conportos, Delegado da Polícia Federal, Dr. Marcelo João da Silva, e o Diretor Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, Dr. Casemiro Décio dos Reis Lima Carvalho.
Exercício

O exercício, que tem como propósito identificar as capacidades das organizações envolvidas e aprimorar a resposta do Estado brasileiro frente a essa adversidade, foi elaborado a partir de requisitos para salvaguardar o transporte de material nuclear ou radiológico pelos modais terrestre e marítimo da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), das quais o Brasil é membro.
A Direção do Exercício (DIREX) criou um cenário fictício simulando incidentes no transporte de material nuclear e radiológico no maior porto da América Latina.
Foram realizadas simulações de controle de emergência de natureza Nuclear, biológica, química e radiológica (NBQR) por equipe do Batalhão de Defesa NBQR de Aramar, bem como exposição estática dos equipamentos empregados por aquela cidade.
Guarda Portuária

Pela Guarda Portuária participaram o superintendente da Guarda Portuária, Luis Fernando Baptistella, o gerente de Planejamento da Unidade de Segurança, José Eduardo Florido Turcato, o supervisor da mesma unidade, Thiago Macena da Silva, e o assistente sênior da gerência de Operação, Rafael Carlos dos Santos.
Representando a Autoridade Portuária (Santos Port Authority) também participaram o diretor de operações, Marcelo Ribeiro e o gerente de segurança do trabalho, Ernesto Henriques da Costa Junior.
Sipron

Segundo o diretor do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), capitão de mar e guerra Gleiber Banus Barbosa, o exercício de segurança foi inédito no País e ocorrências deste tipo são raríssimas. “A possibilidade de ocorrência é baixíssima porque nós já seguimos as recomendações de agências que o Brasil já é signatário. Isso gera uma confiabilidade do transporte. Esse tipo de incidente com carga nunca aconteceu”, explicou. 
Participantes
Participaram do evento, representantes das polícias Civil, Militar, Federal e Federal Rodoviária; da Marinha, do Exército, e da Aeronáutica e da Guarda Portuária. Ao todo foram 22 instituições representadas por aproximadamente 60 profissionais ligados às atividades preventivas relacionadas aos riscos e incidentes com material nuclear ou radioativo.


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COMPANHIA DOCAS PARTICIPA DE SIMULADO DE EMERGÊNCIA NO ENTORNO DO PORTO DE CABEDELO



A ação faz parte do Plano de Ajuda Mútua da Cidade de Cabedelo (Pamcic).
Na manhã da última quarta-feira (27), foi realizado mais um exercício de emergência no entorno do Porto de Cabedelo. A ação faz parte do Plano de Ajuda Mútua da Cidade de Cabedelo (Pamcic) e, neste ano, simulou uma colisão entre dois caminhões e um veículo de pequeno porte, com derramamento de combustível, resgate a vítimas e princípio de incêndio.
“Em 2017 retomamos os exercícios simulados, pois entendemos que é imprescindível que o Porto de Cabedelo, arrendatários, entes públicos e a população estejam preparados em uma eventual emergência”, afirma Gilmara Temóteo, presidente da Docas-PB.
Este é o terceiro exercício de emergência realizado desde 2017, quando foram retomadas as atividades do Pamcic. “Com muito comprometimento, ampliamos o simulado, envolvendo várias situações e podemos afirmar que nossa equipe está preparada para sinistros de várias naturezas”, avalia o major Antônio da Silveira, comandante da 1ª Companhia Independente de Bombeiro Militar de Cabedelo.
“Precisamos estar juntos e alinhados para que possamos reduzir os erros e prestar todo o apoio necessário”, pontua Fernando Macedo, secretário da Defesa Civil de Cabedelo. Depois do exercício, que foi realizado na BR-230, na altura do Cabedelo Clube, os envolvidos fizeram uma reunião de avaliação e será ainda construído um relatório para detalhar os acontecimentos. “Nossa avaliação é extremamente positiva. Todos se empenharam bastante e isso prova nossa preocupação com a segurança de toda a comunidade portuária”, conclui Lusielson Pereira, técnico em Meio Ambiente da Docas-PB e um dos responsáveis pelo simulado.
Simulado volta a ser periódico
De acordo com a Cia. Docas, o Pamcic ficou inativo por um longo período e foi reativado em 2017. Desde então, são feitas reuniões periódicas com o objetivo de alinhar o plano de segurança e ainda atrair outras entidades. O primeiro exercício simulou o transbordamento de um tanque de combustível e, em 2018, com o apoio da Capitania dos Portos da Paraíba, foi simulado o derramamento de combustível na região do cais do Porto de Cabedelo. A operação deste ano foi a maior já realizada no Pamcic.
Entes envolvidos no Pamcic
Pelo menos 14 órgãos, empresas ou entidades participaram do simulado de forma direta ou indireta: Companhia Docas da Paraíba; Corpo de Bombeiros Militar; Policia Militar; Defesa Civil de Cabedelo; Guarda Municipal de Cabedelo; Secretaria de Mobilidade Urbana de Cabedelo; Secretaria de Saúde de Cabedelo, Secretaria de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Cabedelo, Transpetro, Transporte Rodoviário Nordestino, Policia Rodoviária Federal, Bombeiros Civis, Liga de Emergência e Trauma da Paraíba e Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba.
Roteiro do Exercício Simulado
1) Start dado pelo Corpo de Bombeiros Militar as 9h00min;
2) Chegada da equipe do Corpo de Bombeiros Militar e visualização de derramamento de produto químico não identificado;
3) Acionamento de equipe técnica da Transpetro para identificação do produto e acionamento de efetivo da Defesa Civil Municipal, Guarda Municipal e Policia Militar para evacuação da área;
4) Chegada da equipe de identificação de produtos perigosos da Transpetro;
5) Chegada das equipes de evacuação;
6) Evacuação do raio de 100 metros da área sinistrada;
7) Entrada da equipe de identificação do produto
8) Produto identificado, autorização para o resgate das vítimas e diminuição do raio de isolamento;
9) Resgate das vítimas;
10) Triagem das vítimas;
11) Combate a princípio de incêndio no veículo de passageiros;
12) Encaminhamento das vítimas para as unidades hospitalares;
13) Encerramento do exercício simulado;
14) Reunião de avaliação.



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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

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TERRORISMO PSICOLÓGICO NO PORTO DE SANTOS



Guardas portuários foram obrigados a dobrar a sua jornada de trabalho.
No dia 27 de outubro, vários guardas portuários foram obrigados a dobrar a sua jornada, conforme comunicado enviado aos supervisores pelo Gerente de Operações da Guarda Portuária (GPort), Wagner Pinheiro de Almeida, a não ser que fossem dispensados por ordem direta dele ou do superintendente.
Essa determinação surgiu no intuito de atender a necessidade do aumento do efetivo, ocasionado pela elevação do nível de segurança do porto, em virtude de não ter tido nenhum voluntário para permanecer em regime extraordinário.
Os guardas portuários sempre dobraram as suas jornadas, não só para atender os interesses da empresa, mas também os seus próprios, visando o aumento do ganho com o recebimento das horas extras, no entanto, nessa oportunidade nenhum guarda se dispôs a colaborar, em virtude do descontentamento que vem ocorrendo gerado pelo clima de terrorismo psicológico imposto na companhia, não visto nem na época da Ditadura Militar.
A categoria, que na sua grande maioria apoiou Jair Bolsonaro para assumir a presidência da república, acreditando que ele, por defender em sua campanha as instituições de segurança (tendo inclusive recebido vários representantes da guarda no seu gabinete durante a campanha) iria valorizar o trabalho realizado pela Guarda Portuária nos portos brasileiros, inclusive transformando-a em Polícia Portuária, viu por parte dos militares que estão atuando na empresa, inclusive na superintendência da própria GPort, uma atitude totalmente adversa, adotando várias procedimentos prejudiciais aos guardas.
Mudança de horário



Como o efetivo está reduzido, obrigando inclusive a desativação de vários postos, a empresa tentou, em diversas reuniões alterar a escala de trabalho, mudando o turno atual de 6 horas, para um turno de 12 horas, diminuindo assim uma turma para poder distribuir o efetivo entre as demais.
Apesar dessa mudança de horário já ter sido rejeitada em uma assembleia da categoria, e a empresa já ter sido multada por ter alterado o horário de forma unilateral, uma comissão foi formada para ouvir a proposta da empresa. No entanto, nessas reuniões, a empresa não ofereceu nenhuma compensação para a mudança, que acarretaria a perda de ganho dos guardas em vários aspectos, tais como, diminuição das horas de antecipação, diminuição das horas noturnas, diminuição do vale refeição, entre outros.

A Codesp já foi condenada ao pagamentode indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil, por ter alterado de forma unilateral a jornada de trabalho.
Marcação de Ponto
Em virtude da extensão do porto e da dificuldade de acesso a alguns postos, ocasionado por obras, linhas férreas e congestionamentos frequentes, quando não era possível, os guardas portuários registravam a marcação do ponto em outros postos, diferente aqueles ao qual estavam escalados.
No entanto, no dia 16 de maio, o Superintendente da GPORT, Luis Fernando Baptistela, baixou uma Instrução de Serviço, obrigando os guardas portuários a efetuarem a marcação do seu ponto, nos horários de entrada, intervalo de intrajornada e saída de serviço nos seus respectivos postos de trabalho ou em locais previamente estabelecidos, exceto para o pessoal escalado em equipes monitorizadas.
Segundo essa Instrução, o descumprimento ensejará encaminhamento à Comissão Disciplinar e Sindicância (CDS).
Antecipação de Jornada
Como retaliação, em virtude de não ter aceitado a mudança de horário, a empresa implantou mais uma medida prejudicial, cortando de forma unilateral, a hora de antecipação, quando os guardas portuários entravam nos seus postos com 30 minutos de antecedência, para poderem vestir os uniformes e EPIs, além da habitual passagem de serviço.
A alteração consta de uma resolução do Diretor Presidente, criando novas jornadas fixas de trabalho, estabelecendo novos horários de entrada e saída, reiterando ainda que se configura transgressão disciplinar a inobservância ou o registro em desacordo, acabando assim com a antecipação de jornada realizada pela categoria a muitos anos.
Alega a empresa que essa jornada foi estabelecida no Regulamento Interno de Pessoal (RIP), estabelecido em 2015, mas não tinha sido implantada até essa data.
Conforme diz a própria Resolução, a empresa criou uma “nova jornada de trabalho”, alterando de forma unilateral o horário dos guardas.
A hora de antecipação ou repasse foi instituída para possibilitar a passagem de serviço, onde é repassado àquele que assume o posto as informações referentes ao período anterior, além da conferência de todo o que equipamento existente no posto, incluindo a munição e o armamento utilizado.
A Hora de Antecipação/Repasse foi instituída em 1989, com a implantação da 5ª Turma, através de um aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), de caráter temporário, até a empresa realizar um concurso público.
Como a empresa não realizou o concurso, depois de várias tratativas, essa hora foi incorporada de forma definitiva no final de 1999, através de acordo entre o Sindicato e a empresa. Alguns guardas obtiveram na justiça esse direito antes dessa data.
Esse acordo consta em relatórios de gestão da empresa e, em recentes decisões judiciais, o juiz alegou que passados tantos anos, essa hora deixou de ser extraordinária e passou a ser incorporada a jornada de trabalho.
Compensação do Intervalo
Durante toda a existência da Guarda Portuária do Porto de Santos, o descanso dos 15 (quinze) minutos da hora de intervalo sempre foi computado dentro da jornada, no entanto, nessa mesma Resolução, a empresa alterou a jornada acrescentando 15 minutos na duração do trabalho, constituindo uma prorrogação de jornada.
Denúncia no MT
O sindicato, que representa os guardas portuários, efetuou uma denúncia no Ministério do Trabalho, no entanto, em audiência realizada no dia 19 de setembro, a empresa alegou que não houve alteração da jornada, mas que, como a rendição não se mostrava mais adequada, efetuou a paralização da sua ativação em uma hora extra.
No intuito de desviar o foco, a empresa se propôs a abrir negociação para pagar indenização pela supressão dessa hora, visando encerrar a questão de forma global.
Em nova audiência, realizada no dia 21 de outubro, a empresa se esquivou da discussão da ilegalidade do ato, se comprometendo apenas a apresentar os cálculos da indenização até a próxima audiência que será realizada no dia 4 desse mês.
A indenização do corte dessa hora extra se mostra de total incoerência, já que atendendo ao cumprimento de um Termo e Ajuste de Conduta (TAC) assinado pela empresa junto ao Ministério Público do Trabalho (TAC) em 2012, a empresa se comprometeu a acabar com todas as horas extras realizadas pelos guardas portuários, inclusive com a implantação dos relógios de ponto, e naquela ocasião a Hora de Antecipação/Rendição não foi considerada “Hora Extra” e sim parte integrante da jornada de trabalho. Naquela época a alteração da jornada de trabalho não foi aprovada por todos os portuários.
Câmeras nos postos
A empresa no intuito de constranger ainda mais a categoria vêm instalando câmeras no interior dos postos de trabalho, alegando que é para a segurança do guarda e que teria sido uma exigência da Conportos.
Procurado pelo Portal Segurança Portuária Em Foco, alguns ex-superintendentes da Guarda Portuária disseram que câmeras nos postos nunca fizeram parte do Plano de Segurança Portuário (PSP), a não ser que ele tenha sofrido alguma alteração recente.
Em consulta a alguns especialistas de segurança ligados a empresas credenciadas pela Conportos, a instalação de câmeras é iniciativa da instalação, não cabendo a comissão exigir se não constar no PSP. O ISPS Code estipula a instalação de câmeras no controle de acesso e na interface cais-navio.
Rodízio de Turmas
A ideia de dividir para reinar sempre foi associada à estratégia de separar as forças inimigas para enfraquecê-las e, assim, vencer a batalha, conforme os ensinamentos do general chinês Sun Tzu (Séc. V - A.C.) e o pensamento de Nicolau Maquiavel (1469-1527).
No dia 19 de novembro, foi baixada uma Instrução de serviço determinando a redistribuição do efetivo das cinco turmas, alegando que tal mediada visa proporcionar a homogeneidade das turmas de serviço, a fim de equilibrar a quantidade de guardas portuários por turma, considerando os agentes de trânsito, os condutores e tripulantes de embarcações e os que estão momentaneamente inaptos ao porte de arma.
Essa medida, causou um colapso na vida social dos guardas portuários, pois consultas médicas, viagens, festas de aniversários, casamentos, e vários outros compromissos agendados por antecipação, vão ter que ser todos refeitos causando prejuízos financeiros e emocionais, afetando também os laços de amizade e trabalho.
Descaracterização da função
Alguns guardas portuários que ocupam cargos comissionados e trabalham diretamente com o Superintendente da Guarda Portuária relataram ao Portal Segurança Portuária Em Foco que, apesar de não constar em nenhum documento, ele já determinou em reunião, que a Gport não atenda mais ocorrências de trânsito, não se envolva em apreensões de droga dentro dos terminais privados, além da Brigada de Incêndio também não auxiliar mais o Corpo de Bombeiros nos incêndios dentro do município.
Os guardas portuários também são proibidos de dar entrevistas e de fornecer qualquer informação sobre as ocorrências que participam. O trabalho executado nunca é divulgado na impressa.
Segundo eles, na visão do atual superintendente, o serviço da Guarda Portuária é estritamente patrimonial. Isso tem desmotivado todo o efetivo.
Reprimida e Acuada
A Guarda Portuária de Santos, assim como a própria história da cidade, sempre se destacou pela luta e resistência. A categoria, unida, conseguiu impedir a sua terceirização praticamente já definida, através do movimento “Guarda Portuária sim, terceirização não”, conseguiu conquistar a retomada do controle do trânsito no movimento “O trânsito é nosso”, além de já ter destituído dois superintendentes militares, inclusive com o enterro simbólico de um deles.
Em 2013, com a extinção do quadro de carreira, os cargos hierárquicos da Guarda Portuária passaram a ser comissionados, e a sua ocupação passou a servir de “moeda de troca” utilizada pela empresa. Hoje vários desses cargos são ocupados por representantes das entidades representativas da categoria, numa espécie de “cala boca”, dificultando assim qualquer reação.
Quem está ocupando esse cargo não quer perdê-lo, quem não ocupa o almeja, enquanto os demais se vêm acuados e reprimidos pela falta de uma liderança e pelo clima de terrorismo psicológico implantado na empresa.


Discriminação
A perseguição e o assédio moral ficam ainda mais evidentes para um grupo de guardas portuários que ganharam recentemente uma ação trabalhista, onde reivindicaram direitos que não eram cumpridos por parte da empresa.
Em retaliação a esse grupo, composto por 17 (dezessete) guardas portuários, eles foram retirados da escala no intuito de não receberem o adicional noturno. Estão impedidos de fazer horas extras, e de assumirem cargos comissionados. Os que ocupavam esses cargos foram destituídos.
Na empresa eles são tratados como “os guardas milionários”, em virtude da quantia elevada que ganharam nessas ações.

Outros grupos também obtiveram ganho de causa na justiça e em breve também se tornarão “milionários”, o que fará com que a categoria fique ainda mais dividida, entre guardas portuários milionários e comissionados.

Cabe lembrar que a empresa já teve um TAC junto ao MPT por assédio moral na Guarda Portuária.




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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

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MARINHA DO BRASIL REALIZA SIMULADO NO PORTO DO ITAQUI


Exercício, com participação de 150 homens, contou com o apoio da Guarda Portuária.
Nos dias 19 e 20 de novembro, o Porto do Itaqui, no Maranhão, recebeu o Comando do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil para realização de um exercício simulado de defesa. A ação teve por objetivo manter o preparo dos militares da Capitania dos Portos do Maranhão para atuar em situações de crise. Durante a realização do simulado as operações no Porto do Itaqui seguiram normalmente.
Para esse simulado, com participação de fuzileiros navais, foram utilizados os navios de patrulha (para controle de área marítima) Bracuí e Guanabara, além de duas aeronaves da Marinha. Ao todo o simulado contou a participação de 150 homens, entre fuzileiros navais e militares treinados para ações terrestres e aéreas, com apoio da Guarda Portuária do Porto do Itaqui. O grupo montou alojamento na área primária do porto público e atuou em turnos.
O último dia de atividades do simulado contou com atracação de navio patrulha e descida de helicópteros na área primária do porto. O exercício simulou a atuação dos fuzileiros por mar e pelo ar, numa ocupação que chamou a atenção dos trabalhadores portuários.
“Essa parceria entre as Autoridades Marítima e Portuária é muito importante para manter sempre atualizado os nossos processos de controle e segurança. O Porto do Itaqui é um território estratégico para o Brasil e ações como essa reforçam a nossa visão de porto seguro e sustentável”, afirmou o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.
Para este simulado, batizado pela Marinha como Operação DEPORTEX - Exercício de Defesa de Porto, o Itaqui recebeu o Comando do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil. A ação, com objetivo de manter o preparo dos militares da Capitania dos Portos do Maranhão para atuar em situações de crise, foi realizado com o cuidado de não interferir nas operações do porto, que seguiram normalmente.
Segundo o capitão dos portos do Maranhão, capitão de Mar e Guerra Marcio Ramalho Dutra e Mello, a operação teve como propósito testar o planejamento inicial, verificar o grau de aprestamento e prontidão das unidades, a preservação do patrimônio portuário, a partir da realização de exercícios específicos, tais como: controle de distúrbio civil, incursões e ataques simulados, controle de avarias, entre outros.
O exercício é uma atividade de atualização do plano de segurança que integra as tarefas da Autoridade Marítima e vem sendo realizado em todos os portos públicos do país. Neste ano o Porto de Alagoas também recebeu o treinamento.



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sábado, 30 de novembro de 2019

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ESTIVADOR É PRESO TRAFICANDO DROGAS NA FRENTE DO SINDICATO DA CATEGORIA


Toda a operação foi filmada e fotografa pelos policiais e as imagens serão utilizadas como prova.
Em operação realiza pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Polícia Civil do Estado de São Paulo, realizada nos dias 27 e 28, em Santos, no litoral de são Paulo, um estivador foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
A ação foi baseada em denúncia dizendo que um homem traficava na frente do Sindicato dos Estivadores, na Rua dos Estivadores, 101, no Paquetá. Diante dessa informação, policiais da DIG realizaram uma campana no local, flagrando um homem vestido, com camiseta e bermuda pretas, traficando no local.
Na campana, os policiais observaram que o suspeito ficava sentado em um banco de pedra, e após manter contato com pessoas na porta do sindicato, ele atravessava a rua e se dirigia ao outro lado até uma árvore, onde buscava as drogas, retornando para entregar o entorpecente aos usuários que chegavam ali a pé, de bicicleta ou em veículos.


Foto: Divulgação/Polícia Civil
Ao ser abordado pelos policiais, ele mastigou e engoliu parte dos entorpecentes para tentar evitar a prisão. Em revista pessoal, foi encontrado em seu poder a quantia R$ 130,00 reais, um celular e um crachá de estivador. Junto a árvore, no outro lado da rua, os policiais localizaram três porções de maconha, papel filme para embalar os entorpecentes e uma faca com resquícios da erva.
Segundo o delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira e o investigador Paulo Carvalhal, Jorge Nogueira da Silva, de 55 anos, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Toda a operação foi filmada e fotografa pelos policiais e as imagens serão utilizadas como prova.
Em nota, o Sindicato dos Estivadores (Sindestiva) informou que o suspeito possui uma carteira de matriculado, mas na ocasião não estava em local de trabalho ou exercendo a função de estivador, além de não estar dentro do prédio do sindicato.


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