SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO

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CDP ADIA O CONCURSO DA GUARDA PORTUÁRIA MAIS UMA VEZ

O edital deverá ser publicado no dia 14 de outubro e a prova será no dia 15 de dezembro. No dia 03 de julho, após tratativas rea...

LEGISLAÇÕES

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

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RECEITA FEDERAL APREENDE 866 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE PARANAGUÁ



A droga teria como destino o Porto de Antuérpia, na Bélgica.
Na manhã da última quarta-feira (14), a equipe da Alfândega da Receita Federal no Porto de Paranaguá/PR apreendeu 866 quilos de cocaína em carga de exportação de compensados de madeira que teria como destino o Porto de Antuérpia, na Bélgica.
A droga foi localizada no Terminal de Contêineres Paranaguá (TCP) por meio do scanner em uma operação de rotina.
A operação foi realizada pela equipe de Vigilância da Alfândega da Receita Federal no Porto de Paranaguá, em conjunto com a Coordenação de Pesquisa e Investigação (Copei), da própria Receita.

Esta foi a 14.ª apreensão de cocaína realizada no terminal de contêineres do Porto de Paranaguá. De janeiro até agora, já foram mais de nove toneladas encontradas neste terminal paranaense. Na maioria das apreensões o destino da droga eram os portos de Antuérpia, na Bélgica e Roterdã, na Holanda.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor. 
                                                                                          
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JUSTIÇA REDUZ PENA DE CONDENADO POR TENTAR ENVIAR COCAÍNA À EUROPA PELO PORTO



Polícia Federal descobriu esquema de envio de drogas ao continente europeu em fevereiro de 2014.
Condenado a 12 anos de reclusão por tráfico internacional de drogas, porque tentou despachar 32 kg de cocaína para a Europa, via Porto de Santos, um homem teve a pena reduzida para seis anos, cinco meses e 23 dias.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) acolheu por unanimidade recurso de apelação de Heribaldo Silva Santos Júnior, o 'Juninho Camisa Dez', ao reconhecer a circunstância atenuante da confissão espontânea. O benefício está previsto no Código Penal.
O réu admitiu participação no crime em declaração escrita, com firma reconhecida em cartório, que foi juntada ao processo pelo seu advogado, João Manoel Armôa Júnior.
A apelação foi julgada pela 11ª Turma do TRF3 e teve como relator o desembargador federal Nino Toldo. Segundo ele, “a declaração, com firma reconhecida, traz inequívoca admissão dos fatos por parte do réu”.
Toldo também pontuou que o documento foi “expressamente utilizado pelo juízo de origem na comprovação da autoria”. Desse modo, se ele serviu para o juiz fundamentar a condenação, não poderia ter sido desprezado para atenuar a pena.
Por conta própria, o relator ainda reduziu de metade para um sexto a causa de aumento de pena relativa à transnacionalidade do delito, por ser mais “razoável e condizente com a orientação firmada nesta Turma”. Assim, a sanção despencou para seis anos, cinco meses e 23 dias.
Operação Oversea
A Polícia Federal (PF) descobriu o esquema em 15 de fevereiro de 2014, no curso da Operação Oversea. Dividida em 29 tabletes e acondicionada em uma mala de viagem, a droga foi introduzida em um contêiner, embarcado no navio MSC Abidjan. A apreensão da cocaína ocorreu antes de o cargueiro zarpar com destino ao Porto de Gioia Tauro, na Itália.
Armôa queria que a pena do cliente fosse reduzida ainda mais. Sustentou que houve “colaboração premiada”, porque o réu apontou como “dono da droga” um homem já morto. No entanto, o colegiado do TRF3 afastou essa benesse, por não ficar comprovado que a pessoa acusada por Juninho tivesse culpa.
“Tudo indica que Heribaldo tinha ciência que T.C.M., criminoso conhecido no meio policial, havia sido executado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e, por isso, poderia jogar a culpa no falecido, como observou o delegado da PF Rodrigo Paschoal Fernandes”, assinalou Toldo.

Acusado de integrar o PCC, Juninho Camisa Dez foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, absolveu o acusado do segundo crime pela falta de requisito numérico.
O crime de organização criminosa, tal como está tipificado na Lei 12.850/2013, exige quatro pessoas, no mínimo. De acordo com Lemos, interceptações telefônicas autorizadas judicialmente indicaram a ligação do réu com apenas mais dois homens na logística para enviar os 32 kg de cocaína à Itália.
“Para a configuração do crime de organização criminosa, é imprescindível conjugar simultaneamente todos os elementos previstos na Lei 12.850/2013, dentre eles a associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, o que não ficou demonstrado a contento no presente caso”, justificou.

Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.                                                                                             

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JUSTIÇA CONCEDE LIBERDADE A CAMINHONEIRO FLAGRADO COM DROGAS NO PORTO DE SANTOS



Ele foi detido inicialmente pela Guarda Portuária, que apresentou o caso à polícia, após ser flagrado com 2 kg de maconha e R$ 37 mil.
A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao caminhoneiro Emerson Carlos Santin, de 41 anos, preso em flagrante com 2 kg de maconha e R$ 37 mil em espécie no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O motorista deverá pagar fiança de R$ 6.653,33 e respeitar medidas cautelares para sair da prisão.
O caminhoneiro foi preso pela Polícia Federal em maio deste ano depois que funcionários de um terminal de grãos, na margem direita do cais, encontraram dois tabletes de maconha em meio à soja descarregada do veículo dele. O motorista também estava com o dinheiro, que foi apreendido.
A decisão que determina a liberdade provisória de Emerson é da juíza Lisa Taubemblatt, da 6ª Vara Federal de Santos. A sentença leva em consideração o fato de o réu não ter antecedentes criminais, possuir residência fixa, profissão registrada e a quantidade de droga apreendida atribuída a ele.
"No caso, a quantidade de droga apreendida não constitui, por si só, elemento concreto a evidenciar a periculosidade do paciente para o fim de justificar a determinação da prisão cautelar", escreveu a juíza na sentença. A fiança de R$ 9 mil foi reduzida depois que ela considerou a situação econômica do preso.
O advogado Marcelo Aparecido de Souza disse que a família do caminhoneiro está se mobilizando para arrecadar o valor suficiente para soltá-lo até o final desta semana. Ele está preso desde a ocasião do flagrante na penitenciária de São Vicente (SP) e ainda não sabe da nova decisão judicial.
O defensor considerou justa a sentença e disse que vai provar a inocência do cliente no processo. "Antes de descarregar a carga, havia soja remanescente no local, que também não tem câmeras. Não há como atribuir os dois tabletes de maconha a ele, nem a carga que transportava", diz.
Marcelo explicou que o dinheiro localizado com o caminhoneiro refere-se a trabalhos já realizados. "Ele não deixa mais na conta, pois havia bloqueio de valores nela em decorrência de uma ação trabalhista, que já estava sendo paga. Então, ele passou a sacar tudo o que tinha".
Emerson, depois que sair da penitenciária, ficará na casa do irmão na capital paulista, segundo o advogado. Ele deverá respeitar às medidas cautelares estabelecida pela juíza: comparecimento mensal no fórum, proibição de se ausentar da cidade onde reside e proibição de mudar de residência sem prévia permissão.
Flagrante
O caminhoneiro foi preso em flagrante em 31 de maio depois que dois tabletes de maconha foram localizados por funcionários de um terminal na área de descarregamento de grãos após o veículo dele ser esvaziado. Ele foi detido inicialmente pela Guarda Portuária, que apresentou o caso à polícia.
O dinheiro estava na boleia do caminhão. Mesmo com pouco entorpecente, o valor poderia ser indicativo de prática de tráfico. O caminhoneiro havia carregado em Ponta Porã (MS), região de fronteira terrestre, onde há entrada de ilícitos. O caso foi registrado como tráfico internacional de drogas.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

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DOIS ANOS DEPOIS, EMPRESA QUE DERRUBOU 46 CONTÊINERES NO MAR PAGOU APENAS 1% DAS MULTAS APLICADAS




Levantamento feito pelo site G1 mostra que empresa ainda deve ao Ibama R$ 49.365.000 pelos danos ocasionados após 2 anos do acidente. Ao menos 29 contêineres estão desaparecidos.
A armadora Log-In pagou 1% do total da multa de R$ 49.905.000 aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por derrubar no mar 46 contêineres de um navio na costa de São Paulo. O acidente completou dois anos esta semana e a empresa não informou se vai quitar a dívida.

Em agosto de 2017, contêineres com mercadorias diversas foram lançados no oceano, na Barra de Santos, depois que o navio Log-In Pantanal foi atingido por ondas de 4,5 metros, durante a madrugada. Após investigação, a Marinha do Brasil culpou o comandante e outros três oficiais pelo acidente ao constatar "negligência" da tripulação.
Um levantamento feito pelo G1, com base em dados públicos do Ibama, indica que a armadora pagou até este mês 18 multas de R$ 30 mil , totalizando R$ 540.000. As sanções correspondem aos contêineres que foram localizados e recolhidos no mar ao longo dos oito meses de trabalhos de busca, exigidos pela autoridade ambiental federal.
Estão em aberto 28 multas de R$ 495 mil e uma de R$ 540 mil (total de R$ 14.400.000), aplicadas em decorrência dos compartimentos desaparecidos, além de penalidade única de R$ 35.055.000 pelos danos ambientais ocasionados. Para esses 30 autos consta a informação de que ainda são realizadas análises de recursos apresentados.
Por meio do Ministério do Meio Ambiente, o Ibama explicou que as multas em aberto estão em contestação nos processos que foram abertos para cada uma delas. A autoridade ambiental explicou que a exigibilidade fica suspensa até a conclusão desses recursos, que não têm prazo estabelecido em legislação para serem apreciados.
Se as decisões administrativas confirmarem os autos, as sanções seguem para cobrança judicial, de responsabilidade da Advocacia Geral da União (AGU). Caso não ocorra o pagamento por meio da empresa autuada, os devedores são inscritos no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

"Nenhum valor arrecadado com multas ambientais se destina ao Ibama: 20% vão para o Fundo Nacional do Meio Ambiente e o valor restante é recolhido à União", informou a pasta do meio ambiente, em Brasília. O Ministério e o Ibama não informaram ao G1 se há possibilidade do valor arrecadado ser destinado às áreas atingidas pelo acidente.

A Log-In informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai comentar o assunto.
A empresa continua obrigada pelo Ibama a realizar o monitoramento da costa de SãoPaulo, de Ubatuba a Ilha Comprida, para eventual localização de destroços e mercadorias decorrentes do contêineres desaparecidos. Esse trabalho deve ser apresentado em relatórios que, segundo a autoridade ambiental, estão sendo cumpridos.
O acidente
A queda ocorreu na madrugada de 11 de agosto, quando o navio estava no Fundeadouro 3 do Porto de Santos. A embarcação aguardava para realizar nova manobra para atracar em um terminal no complexo, de onde havia saído no mesmo dia após operar o embarque de caixas metálicas em outra instalação do cais santista.
Por segurança, o canal de navegação, que serve de acesso ao complexo portuário, foi monitorado por equipamentos que identificam objetos submersos. Por quase 24 horas, a via navegável teve que ser bloqueada. A Marinha do Brasil emitiu um alerta aos navegantes na ocasião por causa das caixas metálicas no mar.

Aparelhos de ar-condicionado, mochilas, material hospitalar, pneus, toalhas e tapetes estão entre as cargas armazenadas nos contêineres que caíram na água e apareceram flutuando na região. Alguns compartimentos se romperam e parte das mercadorias se espalharam entre a Barra de Santos e a região costeira das cidades.
Ao menos 11 pessoas foram detidas em flagrante por saquearem contêineres que boiavam na Barra de Santos. Entre os produtos recuperados, estavam eletrônicos, eletrodomésticos, pneus de bicicleta e peças de vestuário. As mercadorias foram apreendidas e as pessoas acabaram liberadas nas delegacias após depoimento.

Passados seis meses do sinistro, apenas 14 contêineres tinham sido recolhidos do mar, sendo nove na primeira fase da operação de remoção. Em fevereiro de 2018, novos equipamentos chegaram à Baía de Santos para continuar os trabalhos, que tiveram o apoio de um guindaste em uma balsa. As buscas terminaram no mês seguinte.


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terça-feira, 13 de agosto de 2019

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POLÍCIA DE GOIÁS DESMANTELA QUADRILHA QUE TRAFICAVA COCAÍNA PARA A EUROPA PELO PORTO DE SANTOS



Operação Icarus foi realizada em Goiás, Pará e São Paulo. Um holandês, radicado no Brasil, é apontado como chefe da organização criminosa.

Na última nesta sexta-feira (9), policiais civis do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais do estado de Goiás, desarticulou uma quadrilha suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas.  
A operação, batizada de Icarus, resultou na prisão de seis pessoas e apreensão de diversos bens. A investigação começou após o sumiço de um piloto, em dezembro do ano passado.
Conforme os policiais, o esquema exportava, por mês, cerca de 500 kg de cocaína para países da Europa. Além disso, segundo os investigadores, os integrantes da organização criminosa tinham uma vida de muito luxo e ostentação.
Investigação
Piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos (Foto: Reprodução TV Record)

De acordo com o delegado Thiago Martiminiano, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) a investigação teve início há seis meses, a partir da apuração do sumiço do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, desaparecido no dia 12 de dezembro do ano passado, quando pilotava um avião modelo Piper Sêneca (prefixo PT-VPH).  
Segundo a polícia, Bruce Lee transportava drogas em um avião pertencente a uma organização criminosa, comandada por um holandês radicado no Brasil. Inclusive, o delegado suspeita que a aeronave que ele pilotava caiu em um lago, na Bolívia, após bater em um fio de alta tensão, durante uma das viagens ilegais. No entanto, ele e a aeronave nunca foram localizados.
“Investigando esse desaparecimento, descobrimos que ele estava voando para o tráfico de drogas com uma aeronave que também está desaparecida desde dezembro de 2018 e acreditamos que ele tenha se acidentado, de fato, com essa aeronave na Bolívia", disse o delegado Thiago Martimiano.
Esquema
De acordo com as investigações, o grupo contratava pilotos para atuarem no transporte das drogas. Eles voavam para países vizinhos, como Bolívia, Colômbia e Peru, pegavam os carregamentos e entregavam no Pará, depois ela seguia para Goiás e posteriormente para o Porto de Santos, no estado de São Paulo, num trajeto conhecido, no âmbito do tráfico de drogas, como "rota caipira".
Rota Caipira - Reprodução TV Record

Segundo a polícia, os criminosos tentavam burlar o monitoramento de aeronaves. Para isso, os aviões eram modificados para ter mais autonomia. As viagens eram sempre muito arriscadas, pois as aeronaves eram modificadas para ter mais autonomia de voo.
Posteriormente, a droga era escondida em meio a produtos destinados à exportação. Além disso, eram utilizadas "mulas", pessoas pagas pelos traficantes para levar o material nas bagagens em voos regulares até a Europa.
"Daqui [de Goiás] a droga é preparada para ser enviada, principalmente para a Holanda, França, Bélgica e Alemanha, por meio de produtos destinados à exportação como granito, mármore e até gêneros alimentícios. Tem registro deles levando essa droga em cargas de açaí, por exemplo", explica o delegado Thiago Martimiano, que chefiou a operação.
O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Odair José, disse que o grupo transportava cerca de meia tonelada de droga por mês.
"A gente tem a noção que eles exportavam cerca de 500 kg de cocaína por mês. Estamos falando de cerca de R$ 40 milhões. Ou seja, em uma única carga eles poderiam comprar todas as aeronaves que aqui estão. Então, o importante, mais que a apreensão de todos esses bens, é a desarticulação da logística deles", avalia.
Outro ponto destacado é que alguns membros da quadrilha eram especializados em lavar dinheiro obtido de forma criminosa. Para isso, eram utilizadas empresas que davam aparência de legalidade. Quem comandava toda a operação era um holandês radicado no Brasil.
Porto de Santos
A cocaína estava escondida dentro de cinco "pallets", de um total de dez, que continham pedras de revestimento de piso (mármore branco e granito).
Segundo as autoridades da Receita Federal, o destino da carga seria o Porto de Antuérpia, na Bélgica.
Vida de luxo

Os membros dessa organização criminosos tinham uma vida de luxo e ostentação, moravam em condomínios fechados, circulavam em carrões, usavam relógios caríssimos e faziam viagens para o Dubai e Ilhas Maldiva.
Dois deles ostentaram a riqueza originada pelo tráfico de drogas durante uma viagem a Dubai, no Oriente Médio, publicando nas redes sociais fotos usando roupas típicas locais ao lado de duas Ferrari.

Prisões
No total, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. As prisões ocorreram em Goiânia (GO), Santana do Parnaíba (SP) e São Félix do Xingu (PA).
Dennis Petronella Marcel Gerardus e Gilberto Alves Rocha Júnior - Foto: Reprodução TV Record

Seis membros foram detidos em três estados: Dennis Petronella Marcel Gerardus, 40, holandês, apontado como chefe da organização criminosa, e Gilberto Alves Rocha Junior, de 27 anos, presos em Santana de Parnaíba (SP); Rulyo Feitosa Barbosa, 24, preso em São Félix do Xingu (PA); e Renan dos Santos Barbosa, 30, Ismael Victor Silva Santos, 27, e Hollarys Nunes Neiva, 35, presos em Goiânia (GO). Um sétimo suspeito, Leandro Tavares Marinho, 32, ainda está foragido.
 
Ismael Victor Silva Santos e Rulyo Feitosa Barbosa - Foto: Reprodução TV Record                                                               





Apreensões
Com os suspeitos detidos, os policiais apreenderam dois jatos executivos no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (modelos Dassault Falcon, avaliado em 1 milhão e 500 mil dólares, e Cessna Citation), um helicóptero (Eurocopter EC 130) — uma das aeronaves foi localizada em Sorocaba (SP), 11 veículos de luxo (5 em São Paulo, 5 em Goiânia e 1 no Pará) e uma moto aquática, além de oito relógios Rolex e outros cinco da marca Hublot e R$ 571 mil em notas de reais, dólares e euros, além de máquinas para contar dinheiro.
Foto: Divulgação Polícia Civil
Nome da Operação
O nome da operação faz referência a um personagem da mitologia grega que voou muito próximo do sol e acabou morrendo, pois suas asas eram de cera e derreteram.




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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

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ANGPB VISITA PORTOS DE SANTA CATARINA



O guarda portuário Jonas Cordeiro de Andrade Júnior, convidado pela ANGPB, proferiu uma palestra sobre o tema "A Guarda Portuária e a Segurança Pública nos Portos".
No dia 16 de julho, a Associação Nacional da Guarda Portuária do Brasil (ANGPB) esteve presente no Porto de São Francisco do Sul, atendendo um convite dos guardas portuários daquele porto.
O presidente da ANGPB, Vilmar Soares dos Santos e o diretor Anderson Guerra, em reunião realizada no auditório do porto, falaram sobre alguns assuntos relevantes sobre os serviços e competências da Guarda Portuária em nível nacional para uma melhor uniformização dos serviços.
Na oportunidade foram esclarecidas as atribuições e os embasamentos jurídicos da Guarda Portuária.  Vilmar falou sobre o trabalho árduo que está sendo realizado em Brasília pela ANGPB e as expectativas de conquista de reconhecimento a nível nacional.
Palestra
O guarda portuário Jonas Cordeiro de Andrade Júnior, convidado pela ANGPB, proferiu uma palestra sobre o tema: "A Guarda Portuária e a Segurança Pública nos Portos".

Jonas tem formação em direito, possui o curso especial de supervisor de segurança portuária (CESSP), é palestrante e instrutor de ISPS Code, já tendo inclusive sido Funcionário de Proteção de Instalação Portuária (PFSO,) representante da Autoridade Portuária do Porto de Santos, junto a Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), do estado de São Paulo.
Um dos assuntos abordados foi o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do qual a Guarda Portuária é integrante e a implantação de ações direcionadas ao combate do tráfico de drogas e armas nos portos.
"Este encontro foi uma contribuição enriquecedora para debater questões da legislação, direitos e deveres da Guarda Portuária no Brasil, e a importância de proporcionar um ambiente seguro dentro do porto organizado", comentou Michell Ribeiro Pereira, guarda portuário do Porto de São Francisco do Sul.
Porto de Itajaí
No Porto de Itajaí, os diretores da ANGPB tiveram uma reunião com o presidente da Associação dos Guardas Portuários do Estado de Santa Catarina (AGPESC), Ricardo Temochko e com Sandro Ramos, Gerente de Segurança Portuária do Porto de Itajaí.


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