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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

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NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS


Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e empresarial

Na última semana, participei do podcast Porto&Gente, onde falei sobre o início da minha trajetória de mais de três décadas no Porto de Santos, como AVR – Auxiliar de Vigilância e Repressão, na Receita Federal. Posteriormente como guarda portuário e inspetor da Guarda Portuária (GPort), além da minha participação nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e empresarial.

AVR - Receita Federal

No podcast, conto como fui parar no Porto de Santos. Quando ainda estava na universidade, fiquei sabendo, por meio de alguns colegas, da realização de um concurso na Receita Federal para a função de AVR – Auxiliar de Vigilância e Repressão.

Após ser aprovado e passar por um treinamento de uma semana, no qual aprendi que “a Autoridade Aduaneira tem precedência sobre as demais”, fui escalado para atuar a bordo de um navio atracado no cais do Saboó.

No primeiro dia de trabalho, o vigia me informou que estava ocorrendo uma “barrigada” de óculos Ray-Ban, e comecei a revistar cada estivador que descia do navio. Nesse dia, aprendi o significado do termo “barrigada” — produto de furto transportado junto ao corpo, geralmente na região da barriga.

Relato ainda como foi minha primeira apreensão, quando tripulantes do navio levantaram a escada e me cercaram a bordo.

Guarda Portuária

No podcast, narro também a minha trajetória na CODESP – Companhia Docas do Estado de São Paulo, atual APS - Autoridade Portuária de Santos - onde atuei como guarda portuário, em todos os postos do porto e em diversas funções, incluindo o patrulhamento marítimo e o Grupo de Operações Especiais (GOE).

Marco Aurélio, Carvalhal, Soares e Heleno - GOE - Grupo de Operações Especiais

Descrevo minha participação na ocorrência mais emblemática da história do Porto de Santos: a troca de tiros com uma quadrilha que atuava no roubo de camarotes. 

Essa ocorrência, envolvendo o navio Isomeria — registrada na página da CONPORTOS —, mudou o conceito de “Segurança Portuária” no Brasil.

Falo também da minha participação, já como inspetor, em uma das maiores ocorrências registradas no porto, quando onze suspeitos de integrar um grupo de “ladrões credenciados” — trabalhadores do porto com credencial para acesso a bordo de navios — foram detidos no navio MSC Lausanne e encaminhados à sede da Polícia Federal.

Noticia publica no Jornal A Tribuna

Participação Sindical

Na área sindical, relato um pouco da minha atuação como representante de turma, contribuindo para a criação da 5ª Turma, após a possibilidade de sindicalização com a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Jornal A Tribuna - Santos - 21 de setembro de 1990

Atuei também como representante de Santos em nível nacional, em Brasília, na luta pela transformação da Guarda Portuária em Polícia Portuária, inclusive em audiência com o vice-presidente Marco Maciel.

Audiência com o vice-presidente Marco Maciel em abril de 1997

Cito também a minha participação na formação de uma chapa sindical que contribuiu para a continuidade na diretoria da época, do então diretor e atual presidente do SINDAPORT – Sindicato dos Trabalhadores Portuários, Everandy Cirino dos Santos.

Outra citação é sobre a minha participação da mobilização política intitulada “Guarda Portuária Sim, Terceirização Não”, atuando nos bastidores da Câmara Municipal de Santos.

Este movimento mudou o futuro da Guarda Portuária no Porto de Santos. O edital para a contratação de empresas privadas já tinha sido aberto, várias empresas de segurança já tinham efetuado a entrega dos envelopes com as suas propostas.

Bastidores da Câmara Municipal de Santos

Cooperativismo

Em outro momento da entrevista, falo um pouco sobre a fundação da primeira cooperativa de segurança do Brasil — a COOPERSEGPORT (Cooperativa de Segurança Portuária) —, criada para absorver ex-guardas portuários que haviam deixado a empresa por meio de um programa de demissão voluntária.

Logotipo da Coopersegport

Essa cooperativa prestava serviços para diversos terminais do porto.

Empresarial

Falo também sobre a abertura de uma empresa de segurança, que teve como objetivo, absorver postos que não poderiam ser guarnecidos pela cooperativa.

Beneficente

Apesar de ser citada na abertura do podcast, não houve tempo para abordar minha participação como diretor da Associação Beneficente da Guarda Portuária, onde fui o responsável para a concretização de um convênio com o plano de saúde UNIMED — o primeiro firmado com uma categoria de empregados da CODESP, e possivelmente um dos pioneiros entre os portuários do Brasil.

Assinatura de Convênio Médico - Associação Beneficente da Guarda Portuária e Unimed - 1990

Semanas antes, havia sido fechado convênio semelhante com o Sindicato dos Conferentes de Carga do Porto. Posteriormente, o benefício do plano de saúde passou a integrar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) entre os sindicatos do porto e a empresa.

Nesta associação, também fui responsável pela criação do informativo da entidade.

Boletim Informativo da Associação Beneficente da Guarda Portuária

Origem do Blog

Nesta entrevista, falei também sobre o que me levou a criação do Blog Segurança Portuária em Foco, em 2012. Na época, sofria perseguição na empresa por parte do superintendente da Guarda Portuária, em razão de não aceitar ordens absurdas. Cheguei a ser punido, mas essa punição foi revertida na justiça, que considerou a atitude dele como perseguição e assédio moral.

Trecho do Processo onde a empresa foi condenada por Perseguição e Assédio Moral

Na época, um guarda portuário mantinha um blog — Mentes Alertas — que tratava justamente do tema assédio moral. Interessei-me pelo assunto, tendo nele inspiração e incentivo para a criação do meu.

Blog Mentes Alertas

O objetivo era tornar publico fatos que não eram divulgados na imprensa, principalmente relacionados à Guarda Portuária, à CODESP e, posteriormente as demais autoridades intervenientes no porto.

Cometi erros, poderia ter feito mais e melhor, mas tenho orgulho da minha trajetória profissional — o mesmo sentimento que tenho hoje em relação à minha página na internet, que se tornou referência em segurança portuária no Brasil e no exterior, sendo fonte de informação para a imprensa, entidades representativas, autoridades e estudos acadêmicos.

Veja a entrevista na íntegra no canal do Podcast Porto&Gente no Youtube:

 


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