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PORTO DE SANTOS RECEBERÁ NOVAS LANCHAS BLINDADAS PARA PATRULHAMENTO NO MAR

Embarcações custaram mais de R$ 7 milhões; dez carabinas, semelhantes a fuzis, também tiveram licitação aberta A Autoridade Portuária de S...

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segunda-feira, 9 de outubro de 2023

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MIL DIAS DRIBLANDO AS POLÍCIAS: FUGA DE ANDRÉ DO RAP COMPLETA TRÊS ANOS


Nos meios policiais há comentários de que André do Rap já veio várias vezes para o Brasil, de helicóptero, principalmente para a Baixada Santista

Quando tomava banho de sol com os presos mais perigosos da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) — todos integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) —, o narcotraficante André Oliveira Macedo, 46, o André do Rap, cansou de dizer que antes do Natal de 2020 estaria livre.

E foi exatamente o que aconteceu no dia 10 de outubro daquele ano. André do Rap passou mesmo as festas de fim de ano bem longe das grades. Antes de sair pela porta da frente do presídio, ele foi de cela em cela no pavilhão 1 da unidade e se despediu dos prisioneiros. Os comparsas o ovacionaram.

O traficante internacional de drogas, acusado de mandar toneladas de cocaína para a Europa via porto de Santos e condenado a 15 anos e seis meses, vestia calça e camisa brancas. Câmeras de segurança da penitenciária registraram os momentos da despedida dele.

O criminoso estava preso desde 14 de setembro de 2019, quando foi capturado em uma mansão em Angra dos Reis, litoral sul fluminense, por policiais civis do Rio de Janeiro e São Paulo. Ele ficou na cadeia quase por 13 meses.

André do Rap foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Poucas horas depois de sair em liberdade, o ministro Luís Fux, também da Suprema Corte, cassou o alvará de soltura.

Mas já era tarde. O narcotraficante deixou a cidade de Presidente Venceslau e seguiu em direção ao Paraná. Começou a enganar as autoridades logo na saída da prisão, pois ao assinar o documento de soltura, mencionou como endereço a rua Júlio Inácio de Freitas, 1, Vicente de Carvalho, Guarujá (SP).

Desde aquela manhã de 10 de outubro de 2020, André do Rap vem driblando e humilhando as forças policiais. A fuga dele vai completar três anos na próxima semana. O nome do narcotraficante foi incluído até na lista de foragidos da Interpol, a Polícia Internacional.

Nos meios policiais há comentários de que André do Rap já veio várias vezes para o Brasil, de helicóptero, principalmente para a Baixada Santista, participar de festas e de aniversários de parentes e amigos ligados ao PCC. Ele completou 46 anos na última terça-feira (3).

Bens milionários devolvidos

No Brasil, há três mandados de prisão contra ele pendentes de cumprimento. Dois deles — no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e 5ª Vara Federal de Santos) — são por tráfico internacional de drogas. Já na 3ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro ele responde a processo por lavagem de dinheiro.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), subordinado ao MP-SP (Ministério Público do estado de São Paulo), acredita que André do Rap esteja foragido na Colômbia ou na Bolívia e que continua atuando na exportação de cocaína para a Europa.

Promotores de Justiça afirmam que o criminoso tem ligações com o PCC e a máfia italiana Ndrangheta. Em abril deste ano, a Justiça mandou devolver ao criminoso um helicóptero de R$ 7,2 milhões, uma embarcação de R$ 5,2 milhões, dois luxuosos imóveis em Angra, um Porsche, quatro jet-skis, quatro computadores e 33 aparelhos de telefone celular.

Os bens tinham sido apreendidos e bloqueados durante a prisão dele em setembro de 2019 em uma das mansões na costa verde fluminense. No entendimento da 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), houve ilegalidade na ação de policiais civis de São Paulo que o prenderam.

Anderson Domingues e Áureo Tupinambá, advogados de André Oliveira Macedo, ressaltam que "no momento oportuno a inocência do cliente será devidamente comprovada, sendo certo que os processos continuam em andamento nos tribunais superiores".

Os defensores afirmam ainda que "no mesmo sentido serão demonstradas as nulidades ocorridas na Operação Oversea", que investigou André do Rap por narcotráfico. Os advogados sustentam também que "o cliente não tem qualquer sentença condenatória definitiva em seu desfavor".

Fonte: JosmarJozino - Colunista do UOL


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quarta-feira, 3 de maio de 2023

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POLÍCIA DEVOLVE HELICÓPTERO DE ANDRÉ DO RAP APÓS DECISÃO DO STJ

O STJ anulou as provas e determinou o trancamento de um inquérito policial que investigava o narcotraficante

A Polícia Civil de São Paulo entregou, na segunda-feira (24/04), o helicóptero apreendido do narcotraficante André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, foragido da Justiça, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenar a devolução dos bens apreendidos.

Duas semanas atrás, o Tribunal anulou as provas e determinou o trancamento de um inquérito policial que investigava André do Rap. A 6ª Turma da Corte entendeu que os policiais que cumpriram mandado de prisão contra o acusado, em setembro de 2019, no município de Angra dos Reis, cometeram uma série de ilegalidades ao também recolheram documentos na residência do acusado. A ordem judicial não incluía busca e apreensão.

Um vídeo obtido pelo GLOBO mostra os agentes retirando os adesivos da Polícia e do governo de São Paulo do veículo, avaliando em cerca de R$ 7 milhões, antes de devolvê-lo. A aeronave foi apreendida em 2019 durante a prisão de André do Rap, pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro.

Desde então, o helicóptero vinha sendo usado pela polícia para ações de policiamento e até transporte de órgãos destinados a transplantes. Em 2022, ajudou a transportar um coração para uma criança de quatro anos.

Além do helicóptero, a polícia havia apreendido uma lancha Azimut, de 60 pés, avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, e um veículo, modelo Tucson. Os bens, registrados no nome de uma pessoa jurídica tida como laranja do traficante, também foram devolvidos à empresa.

Dentro da Polícia Civil de São Paulo, o sentimento é de "derrota" e "indignação" pela decisão do STJ e pela devolução dos bens, conforme relatos ouvidos pelo GLOBO.

André do Rap foi solto em outubro de 2020 após o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, acatar um habeas corpus apresentado pela defesa do criminoso.

Ao mandar libertar o traficante, Marco Aurélio se baseou no artigo do pacote anticrime, sancionado no final do ano passado, estabelecendo que a prisão preventiva deve ser fundamentada a cada 90 dias, o que não teria ocorrido no caso dele. O episódio levou a uma crise na Corte e arrastou a opinião pública contra o ministro.

André do Rap está foragido desde então. Ele é apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas do Brasil e comandava a conexão de entorpecentes para a Europa, via Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo.

Investigadores o consideram o contato no Brasil da máfia italiana Ndrangheta. A droga foi enviada para a Calábria, na Itália, e de lá distribuída para todo o continente europeu, segundo a Polícia Civil.

Segundo o Site Uol, a decisão do STJ previa que o helicóptero fosse devolvido antes mesmo da publicação do acórdão (decisão do colegiado de ministros), afirmou à TV Bandeirantes o delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do Deic (Departamento de Combate ao Crime Organizado).

Por isso, o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e o MPF (Ministério Público Federal) não puderam recorrer antes da devolução, segundo informou o delegado.

O helicóptero estava sendo utilizado para o transporte de órgãos. Fábio Pinheiro Lopes disse que, na semana anterior, a aeronave carregou um coração para um transplante em uma menina.

“Teve uma decisão do STJ para que os bens aprendidos do André do Rap e dos seus laranjas fossem devolvidos para os seus proprietários. Essa decisão judicial, a gente às vezes não concorda, mas a gente cumpre, mesmo discordado. E foi o que foi feito."

“A maioria dos bens apreendidos, os laranjas, quando vieram na delegacia, falaram que não são deles, que tiveram seus nomes usados de forma indevida", disse Fábio Pinheiro Lopes, delegado da Polícia Civil.

SAIBA MAIS: STJ ANULA PROVAS E TRANCA INQUÉRITO CONTRA NARCOTRAFICANTE ANDRÉ DO RAP

Fonte: O Globo/UOL


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quarta-feira, 19 de abril de 2023

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STJ ANULA PROVAS E TRANCA INQUÉRITO CONTRA NARCOTRAFICANTE ANDRÉ DO RAP

 Julgamento da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Reprodução

Ele é acusado de fazer parte de uma organização criminosa que usa o Porto de Santos para enviar drogas à Europa

A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas e trancou o inquérito policial que tramitava contra o narcotraficante André de Oliveira Macedo, 45 anos, conhecido como André do Rap. Por unanimidade, os ministros entenderam que houve ilegalidade na prisão dele, pelos policiais que cumpriram mandado de prisão, em 15 de setembro de 2019, no município de Angra dos Reis.

A prisão foi feita pela Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil de São Paulo, com base em uma ordem de prisão preventiva decretada em 2014 pela "Operação Oversea", da Polícia Federal (PF). André era acusado de fazer parte de uma organização criminosa que usa o Porto de Santos (SP) para enviar drogas à Europa.

A alegação da defesa de André do Rap é que esse documento determinava apenas a prisão e não incluía busca e apreensão de bens em imóveis possivelmente ligados a ele.

Julgamento

No julgamento, sessão de 11 de abril, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a nulidade de provas, e o consequente trancamento do inquérito policial.

Os ministros entenderam que ao cumprirem uma ordem judicial, as autoridades policiais devem respeitar de forma estrita aquilo que foi determinado pelo julgador.

Ao analisar a questão, o ministro Rogerio Schetti desprezou o fato de os documentos apreendidos terem mostrado a relação do acusado com o crime investigado. Para ele, como a ordem era somente de prisão, não haveria “elemento concreto capaz de indicar que os agentes estatais pudessem localizar e apreender os referidos bens”.

“É permitido apenas o seu recolhimento e o dos bens que estejam em sua posse direta, como resultado de uma busca pessoal, mas não de todos os objetos guarnecidos no imóvel “Por se tratar de medida invasiva e que restringe sobremaneira o direito fundamental a intimidade, o ingresso em morada alheia deve se circunscrever apenas ao estritamente necessário para cumprir a finalidade da diligência”, complementou.

Segundo o relator, teria havido, supostamente, uma “verdadeira pescaria probatória dentro da residência”, que foi desvinculada do objetivo de apenas cumprir o mandado de prisão. “Uma vez que não houve prévia autorização judicial para a realização de busca e apreensão na residência do recorrente, deve ser reconhecida a ilicitude das provas por tal meio obtidas e, conseguinte, de todos os atos dela decorrentes”, determinou o ministro.

De acordo com o relator a ação policial foi ilegal. "Quando o cumprimento de mandado de prisão ocorrer no domicílio do investigado, é permitido apenas o seu recolhimento e dos bens que estão na sua posse direta, como resultado de uma busca pessoal, mas não de todos os objetos guarnecidos no imóvel que possam aparentemente ter ligação com alguma prática criminosa", destacou o ministro.

O magistrado afirmou que "a obtenção de elementos de convicção ou de possíveis instrumentos utilizados na prática do crime, ainda que seja ao tempo do cumprimento da ordem de prisão no domicílio do réu, exige autorização judicial prévia mediante expedição de mandado de busca e apreensão no qual devem ser especificados, dentre outros, o endereço a ser diligenciado, o motivo e os fins da diligência, o que, no entanto, não ocorreu". Não houve divergência nesse entendimento.

Nota da Defesa

Em nota, a defesa de André do Rap, a cargo dos Escritórios Aury Lopes Jr., Aureo Tupinambá de Oliveira Filho e Anderson Domingues, "destaca o acerto da decisão proferida, a unanimidade, pela 6ª Turma do STJ, que reconheceu a ilicitude de uma busca e apreensão realizada sem mandado judicial e de forma absolutamente ilegal. A decisão vem na mesma linha de consolidada jurisprudência da corte e corrige uma grave injustiça e ilegalidade praticada”.

PCC

Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, André do Rap teria na organização criminosa o comando de um esquema de tráfico de cocaína para a para a Europa — entre Bolívia e São Paulo — via Porto de Santos.

Foragido

André do Rap está foragido desde outubro de 2020. Condenado a 15 anos e seis meses por tráfico internacional de drogas, André do Rap foi solto em 10 de outubro de 2020 por decisão do então ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na ocasião, que atualmente, está aposentado, concedeu habeas corpus ao réu. Mello entendeu que estava preso sem sentença condenatória definitiva por tempo que excedia o limite previsto na legislação do País.

O ministro Luiz Fux, então presidente do STF, suspendeu a liminar, atendendo a um pedido da Procuradoria- Geral da República (PGR), mas era tarde: André do Rap deixou a penitenciária e ainda não foi encontrado.

André do Rap terá helicóptero e bens devolvidos

Os bens apreendidos e bloqueados pela Polícia Civil de São Paulo com o narcotraficante André Oliveira Macedo, um helicóptero avaliado em R$ 7,2 milhões, usado pela Polícia Civil e destinado ao transporte de órgãos; uma embarcação de 60 pés, de R$ 5,2 milhões; dois luxuosos imóveis em Angra dos Reis (RJ); um Porsche Macan ano 2016; quatro jet-skis; quatro computadores e 33 telefones celulares, serão devolvidos ao criminoso conforme determinação do STJ.

Outra preventiva decretada

Segundo o colunista Josmar Jozino, do site UOL, André do Rap também tem contra ele um novo mandado de prisão preventiva, decretado no dia 7 de fevereiro deste ano pelo desembargador Paulo Rangel, da Terceira Câmara Criminal do Rio de Janeiro.

Ele é acusado de ter comprado uma mansão em Angra no nome de "laranja". Segundo investigações, o imóvel foi avaliado em R$ 22 milhões e comprado em nome de uma ajudante-geral, moradora na Favela México 70, na Vila Margarida, em São Vicente,na Baixada Santista.

A escritura foi lavrada no nome da ajudante-geral no 1º Ofício de Justiça do Cartório de Registro de Imóveis de Angra dos Reis. A casa milionária fica em um condomínio na Alameda Caieirinha.


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terça-feira, 11 de outubro de 2022

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FORAGIDO, ANDRÉ DO RAP TEM PRISÃO DECRETADA POR COMPRA DE CASA DE R$ 22 MI

 

O imóvel foi registrado em nome de uma ajudante-geral dele. Em 2019, ele foi preso em outra mansão em Angra dos Reis, alugada por R$ 20 mil mensais

O traficante internacional de drogas André Oliveira Macedo, 45, conhecido como André do Rap, ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e foragido da Justiça de São Paulo há dois anos, também é procurado pela Justiça do Rio de Janeiro.

O Ministério Público fluminense o denunciou pelo crime de lavagem de dinheiro, mas o caso só veio a público agora. O narcotraficante é acusado de ter adquirido uma mansão avaliada em R$ 22 milhões, segundo a polícia, em um luxuoso condomínio em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio.

O imóvel, no entanto, foi registrado em nome de uma ajudante-geral dele de 36 anos. Ela também foi denunciada. Em uma ação judicial em São Paulo, a mulher diz morar em uma casa humilde na Favela México 70, na Vila Margarida, em São Vicente, na Baixada Santista.

As investigações apontam que a escritura da casa milionária adquirida por André do Rap foi lavrada no nome da ajudante-geral no 1º Ofício de Justiça do Cartório de Registro de Imóveis de Angra. A mansão fica em um condomínio na alameda Caieirinha.

A defesa de André do Rap nega o envolvimento dele com o crime (leia abaixo).

A promotora de Justiça de Angra dos Reis, Carolina Motta da Cunha Gonçalves Wienskoski, solicitou à Justiça a prisão preventiva de André do Rap, em 13 de setembro de 2021, mas o pedido foi indeferido. Esta coluna publicou, a princípio, erroneamente, que a preventiva havia sido decretada. O processo corre em sigilo na 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Em setembro de 2019, policiais civis de São Paulo prenderam André do Rap em uma outra mansão em Angra dos Reis, alugada por R$ 20 mil mensais. Os agentes apreenderam um helicóptero avaliado em R$ 7 milhões, um barco de 60 pés de R$ 6 milhões, além de dois jet skis e veículos de luxo.

André do Rap é apontado pela Polícia Federal como responsável por remessas de toneladas de cocaína para a Europa via Porto de Santos. As suspeitas são de que, mesmo foragido, ele continua comandando o narcotráfico. A droga é procedente da Bolívia e Colômbia.


Foragido após STF liberá-lo

O narcotraficante ficou preso até 10 de outubro de 2020, quando deixou a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), um forte reduto do PCC, pela porta da frente. Ele saiu livre graças a um habeas corpus concedido pelo então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello.

No entendimento do ministro Mello, o traficante internacional de drogas estava preso há muito tempo sem condenação definitiva e, por esse, motivo, devia ser solto.

Oito horas após ser colocado em liberdade, André do Rap teve o alvará de soltura cassado pelo ministro Luiz Fux, à época presidente do STF. Assim que saiu da prisão, o criminoso forneceu como endereço uma casa no Guarujá, na Baixada Santista. Porém, ele tomou rumo desconhecido.

O foragido é condenado a 15 anos e 6 meses por tráfico. A caçada ao narcotraficante pela polícia paulista já dura dois anos.

Para o Ministério Público do Estado de São Paulo, André do Rap está na Bolívia com comparsas do PCC. Outros agentes dizem que ele está escondido no Brasil.

O que diz a defesa

Os advogados Áureo Tupinambá e Anderson dos Santos Domingues disseram que André do Rap é inocente de todas as acusações. Segundo os defensores, as nulidades da Operação Oversea, deflagrada pela PF em 2014, que culminou com a condenação de André do Rap, serão demonstradas no curso do procedimento penal.

Os defensores sustentaram também que a inocência do cliente será definitivamente comprovada e ressaltaram que ele não tem qualquer relação com os bens apreendidos nem com a casa milionária de Angra dos Reis.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados da ajudante-geral, mas publicará a versão deles na íntegra assim que houver um posicionamento.

Fonte: Josmar Jozino/UOL


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sexta-feira, 8 de julho de 2022

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ANDRÉ DO RAP COMANDA O TRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL E LIDERA FACÇÃO CRIMINOSA, MESMO FORAGIDO HÁ QUASE 2 ANOS, DIZ DELEGADO


Autoridades comentam sobre onde o criminoso pode estar e qual a relevância do Porto de Santos para o tráfico internacional da drogas

O narcotraficante André Oliveira Macedo, mais conhecido como André do Rap, é um dos criminosos mais procurados do mundo. Neste mês, completou 600 dias que o criminoso, que morou em Guarujá, no litoral de São Paulo, está foragido.

Ele é procurado desde outubro de 2020, quando foi solto da prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O delegado que participou da prisão do traficante, em 2019, fez declarações inéditas sobre o caso. Segundo ele, a principal facção criminosa do Estado de São Paulo teria crescido na Baixada Santista, principalmente, por conta do Porto de Santos.

Leia TambÉm: JUSTIÇA LIBERTA UM DOS MAIORES TRAFICANTES BRASILEIROS

Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) Fábio Caipira, André do Rap continua fomentando o tráfico de drogas e tem a rota de envio da droga de São Paulo, através do Porto de Santos, para a Europa. “Ele, nas ruas, representa isso aí. Disseminação de drogas provenientes da América do Sul para o mundo inteiro”, disse a autoridade, que participou da prisão do criminoso, ocasião em que era delegado.

Apontado como um dos chefes da facção criminosa, que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, André do Rap deveria ter retornado ao endereço em Santos, que ele tinha dado à Justiça. Segundo Caipira, André nunca chegou ao endereço na cidade santista.

“Ele saiu da penitenciária de Venceslau, já foi embora para o Paraná e nunca mais apareceu. E agora nós temos este problema nas mãos que é prendê-lo outra vez. Não acredito que ele esteja escondido na Baixada. Eu acho que ele pode até comparecer na Baixada vez ou outra por causa dos negócios”, disse Caipira em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo.

O promotor do Ministério Público de São Paulo (MP), Lincoln Gakiya, afirmou à TV Tribuna que acredita que André do Rap esteja na Bolívia. Mas, segundo ele, os policiais brasileiros não têm autorização para ingressar naquele país e fazer as buscas.

"Por outro lado, a própria polícia da Bolívia não colabora indicando onde estaria o André. Então, vejam a dificuldade que é a falta de colaboração do governo da Bolívia com as autoridades brasileiras. Lembrando que o Brasil fez tratados de cooperações vigentes com a Bolívia, que, infelizmente, não são cumpridas”, explica Gakiya.

Esquema – 17 empresas (quadrilhas)

O diretor do Deic acrescenta que André fez declarações para ele de como funcionava o tráfico internacional na Baixada Santista, quando preso pela primeira vez. Segundo relatado pela autoridade, uma pessoa passava as drogas para André, em Cubatão ou Guarujá, e ele encaminhava para fora do país. Caso os entorpecentes fossem apreendidos pela Receita Federal, André ressarcia o traficante.

“Quando ele foi preso, eu vim conversando no helicóptero que ele estava usando de Angra dos Reis para São Paulo. Ele conversou informalmente. Disse que igual ele existiam mais 16 empresas. Eles se denominavam empresas que fazem o tráfico internacional de drogas. Através do Porto de Santos, de Itajaí e de outros portos do Brasil. E ele dizia que ele era o que tinha mais respeito porque garantia a entrega”.

Tráfico de drogas no Porto de Santos

O promotor MP, Lincoln Gakiya, afirmou que a organização criminosa hoje é a maior facção do Brasil e da América do Sul, com cerca de 40 mil integrantes. Segundo ele, a Baixada Santista é muito importante para a facção, pois, é do Porto de Santos que sai quase toda a cocaína que é traficada para a Europa.

“A Baixada sempre foi importante para o Primeiro Comando da Capital - PCC porque ela tem pontos de tráfico muito interessantes para a facção, com pontos de venda que geram muito lucro interno, e também criminosos importantes. Então, ela sempre teve um destaque no PCC e na arrecadação de recursos, não só pelo tráfico internacional, mas também pelo tráfico interno que é muito importante pra facção”, explicou.

O diretor do Deic, Fábio Caipira, ressaltou o quanto o PCC cresceu na Baixada Santista por conta do Porto de Santos. “Eles [os traficantes] viram que fazer o tráfico internacional de drogas é tão mais rentável do que o tráfico no varejo dentro das comunidades. Eu acho que isso que fez com que eles procurassem a Baixada. Com este acúmulo de traficantes tentando fazer o tráfico internacional, acabou fazendo o partido crescer na região”.

Gakiya comenta que André do Rap tem vínculos importantes na região portuária, isso faz com que ele consiga contatos e acione estivadores, servidores e até tripulantes de navios que facilitam o acesso ao Porto de Santos.

“Então, o André do Rap, mesmo foragido há mais de 600 dias, é um dos mais importantes integrantes do PCC, até porque os demais acabaram sendo presos. Um pequeno traficante, na região do Guarujá, se tornou um dos mais poderosos narcotraficantes do país e da América do Sul”.

Quem é André do Rap

Apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), o traficante André Oliveira Macedo, foi preso em setembro de 2019 e foi solto em outubro de 2020.

André deixou a Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista, após ter um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Horas depois, o presidente do STF, Luiz Fux, suspendeu a decisão e determinou o retorno de André à prisão.


Prisão em 2019

André do Rap foi preso em setembro de 2019, em uma operação feita pela Polícia Civil de São Paulo em um condomínio de luxo em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, e é investigado por gerenciar o envio de grandes remessas de cocaína à Europa. Ele chegou a morar no exterior. Antes disso, tinha ficado preso por 7 anos, até 2014. Em 2019, quando preso, ele chegou a São Paulo no próprio helicóptero.

Ele era procurado pela Interpol [polícia internacional] e a operação contou com uma equipe de 23 policiais do Garra, o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos, do Gope, o Grupamento de Operações Penitenciárias Especiais e da Divisão Antissequestro.

André do Rap foi encontrado em um condomínio de luxo no bairro Itanema, que fica às margens da BR-101 (Rodovia Rio-Santos).

Na residência, foram apreendidos dois helicópteros, um deles avaliado em R$ 7 milhões e uma lancha de 60 pés, avaliada em R$ 6 milhões. A casa era alugada, mas ele tinha uma mansão na cidade, fora de um condomínio.

LEIA TAMBÉM: A PRISÃO DE ANDRÉ DO REP, APONTADO POR TRAFICAR DROGAS PELO PORTO DE SANTOS

Lancha ajudou a encontrá-lo

A lancha foi um dos elementos que ajudaram a polícia a localizá-lo em 2019. Os investigadores descobriram que uma empresa de fachada comprou a embarcação, e a pessoa responsável era alguém que não tinha rendimentos o suficiente para arcar com os valores.

"Ela está em nome de um empresário que tem uma moto CG [um dos modelos mais básicos de moto]. Como um cara que tem uma moto CG tem uma lancha de R$ 6 milhões? A gente acredita que ele usava essas pessoas como “laranjas” para lavar o dinheiro dele", disse na ocasião Fábio Pinheiros Lopes, delegado da Divisão Antissequestro.

André do Rap era dono de um sítio investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em Bertioga.

Segundo o Deic, ele substituiu Wagner Ferreira, o “Cabelo Duro”, assassinado na porta de um hotel no bairro do Tatuapé, Zona Leste, logo depois das mortes de Gegê do Mangue e do Paca, no Ceará. Segundo a polícia, até 2018, o tráfico de Santos era comandado por Gegê do Mangue.

André já era conhecido da polícia e ficou sete anos e meio preso, até ser solto em 2008.

As condenações por tráfico

Ele estava preso por duas condenações em segunda instância por tráfico internacional de drogas, com penas que totalizam 25 anos, nove meses e cinco dias de reclusão em regime fechado.

O esquema de tráfico que envolvia André foi descoberto em 2013, considerado um dos maiores esquemas de remessa de cocaína do Brasil ao exterior pelo porto santista.

Investigações da Polícia Federal resultaram nas apreensões de 3,7 toneladas da droga, no país e fora dele, entre janeiro de 2013 e março de 2014. Também foi apurado o vínculo do PCC com a máfia italiana "Ndrangheta".

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ações penais para cada uma das apreensões, que denominou de “eventos”. O traficante estava envolvido em dois deles.

Em um, chamado de evento nº 2, houve a interceptação de 84 quilos de cocaína, em 23 de agosto de 2013. A droga seria despachada no navio MSC Vigo para o porto espanhol de Valência

No outro, chamado evento nº 13, foram apreendidos, em 17 de dezembro de 2013, 145 quilos de cocaína que seriam levados no navio MSC Athos ao Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, Espanha.

Fonte: Por Rodrigo Nardelli, g1 Santos


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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

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LADRÕES ROUBAM DUAS TONELADAS DE COCAÍNA DOS TRAFICANTES ANDRÉ DO RAP E ANDERSON GORDÃO

 

A cocaína pura foi adquirida na Colômbia e estava guardada em um depósito no Guarujá, na Baixada Santista

O consórcio de drogas de André Oliveira Macedo, 43, o André do Rap, e Anderson Lacerda Pereira, 41, o Gordão, ambos foragidos da Justiça, sofreu um prejuízo de R$ 80 milhões em agosto deste ano, quando ladrões roubaram duas toneladas de cocaína dos dois narcotraficantes. A cocaína pura foi adquirida na Colômbia e estava guardada em um depósito no Guarujá, na Baixada Santista. A intenção deles, apontados pela polícia como integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), era exportar a droga para a Antuérpia, na Bélgica, via Porto de Santos, escondida em contêiner.

De acordo com policiais ouvidos pela coluna e que pediram anonimato, informantes revelaram o esconderijo para policiais corruptos. Dois homens tidos como traidores do consórcio, conhecidos pelos apelidos de Índio e Marinho, estão desaparecidos. Setores das forças de segurança acreditam que ambos estejam mortos.

Não houve registro oficial de apreensão nem de sumiço da droga. Porém, André do Rap e Anderson Gordão, ambos possivelmente escondidos em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, estão cobrando a dívida. O roubo da cocaína gerou enorme tensão no litoral paulista.

Também não há informações sobre registro de boletim de ocorrência sobre os dois delatores sumidos. Em redes sociais, uma jovem loira, bonita, se despede do namorado e lamenta estar sentindo muita dor por causa da perda dele.

Um vídeo mostrando traficantes colocando uma espécie de selo de qualidade da cocaína pura, ou seja, autenticando o código do consórcio da cocaína, circula em aparelhos de telefone celular de criminosos As imagens não mostram rostos, só mãos dos envolvidos.

Segundo policiais, André do Rap é respeitado entre os narcotraficantes europeus por causa da qualidade e da pureza (95%) da cocaína que costuma exportar para diversas cidades do Velho Continente, via portos, especialmente Bélgica, Espanha e Itália.

Sócios e foragidos

André do Rap está foragido desde outubro do ano passado, quando saiu da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) pela porta da frente, graças a um habeas corpus concedido pelo então ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

No dia seguinte, o próprio STF cassou o alvará de soltura do narcotraficante. No documento assinado, ele forneceu como endereço um imóvel na Baixada Santista. Porém foi de carro para o Paraná e desapareceu.

Dono de 38 clínicas médicas e odontológicas, em São Paulo, Anderson Gordão, sócio de André do Rap, tem contra ele um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Fontes policiais afirmam que ele tem um patrimônio de R$ 130 milhões e também é proprietário de um hospital para cuidar de integrantes do PCC baleados em confrontos e possui ainda um pequeno zoológico na cidade de Santa Isabel (SP).

Anderson planejava abrir clínicas em Recife. O filho adotivo dele, Renato da Silva Bustamante de Sá Júnior, 29, é acusado de ter administrado os negócios do pai na capital pernambucana, onde foi preso por agentes federais no dia 29 do mês passado em um apartamento de luxo.

Anderson dos Santos Domingues e Áureo Tupinambá, advogados de André do Rap, disseram que o cliente é inocente de todas as acusações e que as nulidades da Operação Oversea, na qual ele foi condenado a 15 anos por tráfico internacional, serão demonstradas no curso do procedimento criminal.

A defesa de Anderson Gordão afirma que ele também é inocente, jamais integrou organização criminosa, não praticou lavagem de dinheiro e que as clínicas que possui são da família dele e operam licitamente há mais de 10 anos.

Fonte: UOL


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