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CONPORTOS DIVULGA EDITAL DA 25ª EDIÇÃO DO CURSO ESPECIAL DE SUPERVISOR DE SEGURANÇA PORTUÁRIA

O período de inscrição será de 30 de abril de 2026 a 20 de maio de 2026, sem prorrogação A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Port...

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terça-feira, 21 de outubro de 2025

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IMPORTÂNCIA VS RELEVÂNCIA


A Guarda Portuária de Santos, criada em 1893, é pioneira no Brasil e tem atuação análoga às polícias militares e GCMs

Em audiência pública realizada em Brasília, onde se discutiu a revisão da legislação portuária (PL 733/2025), representantes da categoria da Guarda Portuária (GPort) apresentaram um substitutivo que estabelece regras específicas para a instituição. O documento foi assinado pela Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph) e pelas Federações Nacionais das Operações Portuárias (Fenop), dos Portuários (FNP), dos Estivadores (FNE) e dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios (Fenccovib).

Os guardas portuários Israel Ângelo Santos de Aguiar (Congport) e Dejacy da Conceição (ANGPB) defenderam a atuação da Guarda Portuária nos portos brasileiros, destacando sua importância histórica e o papel fundamental exercido ao longo de mais de um século — com destaque para o policiamento dos portos, fiscalização de pessoas e cargas, combate ao tráfico de drogas e outras atribuições de segurança pública portuária.

Na sequência, o Delegado da Polícia Federal e Presidente da Conportos, Marcelo João da Silva, que também representava o Ministério da Justiça e Segurança Pública, defendeu a posição do Ministério de que “Não é possível a Guarda Portuária se transformar em Polícia Portuária Federal e solicitar o apoio da Polícia Federal”.

Atuo no Porto de Santos há mais de 12 anos, e antes disso servi em outras corporações, com destaque para a Polícia Militar do Estado de São Paulo e para as Guardas Civis Municipais de Guarujá e Santo André. Foi, entretanto, na GCM de Guarujá que tive contato direto com a Polícia Civil do Estado, por meio de convênio entre a corporação e o 1º DP Sede de Guarujá. Nesse período, atuei lado a lado com policiais civis no atendimento ao público e aprendi um pouco como se dá o trabalho da polícia judiciária — uma atividade que tem início somente após o cometimento do crime ou por provocação do Ministério Público.

O que desejo destacar é a separação funcional imposta pela legislação brasileira. A Polícia Militar e as GCMs exercem atividade ostensiva, ou seja, fardadas e visíveis à população, atuando na prevenção e dissuasão de crimes, com patrulhamento de áreas e presença constante de efetivo uniformizado. Já a Polícia Civil atua de forma mais velada, com efetivo reduzido e especializado na investigação e elucidação de crimes.

Quando uma força ostensiva, como a PM ou a GCM, solicita apoio da Polícia Civil, não o faz por incapacidade técnica, mas por competência legal. Cabe à Polícia Civil a função de polícia judiciária, enquanto as demais atuam no campo administrativo e preventivo. Uma não desmerece a outra; são funções complementares regidas por lei — e a discussão sobre eficiência é outro tema, que não cabe aqui.

No âmbito federal, a Polícia Federal exerce função similar à das Polícias Civis, porém com foco nos crimes federais, conforme o artigo 144 da Constituição Federal, que lhe atribui, entre outras, as funções de polícia judiciária da União e de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras.

A atuação da Polícia Federal no Porto de Santos é, sem dúvida, relevante, especialmente em casos envolvendo tripulações estrangeiras e investigações de organizações criminosas. Contudo, trata-se de uma atuação de polícia judiciária, e não ostensiva.

Para efeito de comparação, quando eu trabalhava junto à Polícia Civil, o efetivo era de cerca de 20 policiais distribuídos em cinco plantões. No caso da Polícia Federal nos portos, o cenário é semelhante — equipes reduzidas e voltadas à investigação.

Já a Guarda Portuária, de Santos, conta com um efetivo de cerca de 300 profissionais, distribuídos em cinco turnos de aproximadamente 32 guardas cada, com 14 viaturas, cães de patrulha, caminhões de incêndio em ambas as margens, além de duas lanchas de fiscalização e policiamento do canal. Ou seja, trata-se de uma força ostensiva, presente e permanente.

GPort atuando como agente de trânsito na fiscalização de veículos na área do Porto de Santos

A Guarda Portuária solicita apoio da PF apenas nos casos em que a competência é desta, assim como o faz em relação à Receita Federal ou à Polícia Civil. Cada órgão possui sua competência legal e relevância funcional, mas é inegável que os governos investem prioritariamente nas forças ostensivas, aquelas que mantêm presença constante e visível.

A Guarda Portuária de Santos, criada em 1893, é pioneira no Brasil e tem atuação análoga às polícias militares e GCMs, sendo responsável pelo policiamento ostensivo e fiscalização de acesso nos portos. Quando o representante do Ministério da Justiça afirma que a Guarda atua apenas com apoio da PF, defende a posição de sua própria categoria — que, evidentemente, também busca preservar sua relevância institucional. Mas é preciso distinguir: importância se traduz em atribuições e funções legais; relevância se mede por investimento, efetividade e presença operacional. E é justamente aí que reside o ponto central.

Guarda Portuária - Autoridade Portuária de Santos - APS

A Guarda Portuária não invade competências da Polícia Federal nem da Receita Federal. Sua atuação está focada no policiamento ostensivo, na fiscalização direta de pessoas e cargas, e na preservação da segurança portuária, em nome da Autoridade Portuária e da sociedade. A segurança dos portos brasileiros acontece diariamente, graças ao trabalho técnico e disciplinado de homens e mulheres que atuam com profissionalismo e rigor.

A Polícia Federal não possui — nem pretende possuir — efetivo para desempenhar o papel ostensivo que a Guarda Portuária exerce há mais de um século. A Guarda Portuária tem seu papel consolidado e reconhecido por diversos órgãos públicos e privados, atuando de forma integrada e eficiente no sistema de segurança portuária.

GPort efetuando prisão no Porto de Santos

Em síntese: importância e relevância não se excluem — se complementam. A importância define o papel institucional; a relevância revela o impacto e a necessidade prática. A Guarda Portuária busca apenas o que é justo: segurança jurídica, reconhecimento legal e valorização equivalente às demais forças de segurança pública.

Autor/Site: Alex Rodrigues Feitosa - Guarda Portuário na Companhia Docas Do Estado De São Paulo Codesp – Autoridade Portuária de Santos – APS - Linkedin




* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

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COMISSÃO DOS PORTOS DISCUTE SEGURANÇA E FORTALECIMENTO DA GUARDA PORTUÁRIA NA CÂMARA


Audiência debateu medidas para modernizar o setor e ampliar a segurança nos terminais

A Comissão Especial dos Portos realizou mais uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a segurança nos portos brasileiros. O encontro faz parte do debate sobre o Projeto de Lei 733/2025, que propõe a atualização da legislação portuária e a criação de um novo marco regulatório para o setor.

O presidente da comissão, deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB), destacou que o tema é fundamental para o crescimento econômico e para o combate a ilícitos nas fronteiras marítimas.

“Hoje a pauta é segurança pública, segurança portuária, a guarda portuária federal que atua nos portos. O porto é uma fronteira, onde pode haver contrabando, drogas, e uma guarda fortalecida é essencial para diminuir esses ilícitos. A comissão tem buscado ouvir todos os lados para construir uma legislação que ajude o Brasil a crescer com segurança e desenvolvimento”, afirmou.

Conportos

O delegado Marcelo João da Silva, presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Comportes), explicou que a segurança deve ser tratada como um princípio básico da nova lei.

“A segurança pública precisa ser um princípio norteador da legislação. O fortalecimento da Polícia Federal e da Comportes é essencial para termos portos mais seguros e uma governança eficiente.”

OAB-DF

O presidente da Comissão de Direito Portuário e Marítimo da OAB-DF, Alexandre Moreira Lopes, destacou que portos seguros atraem mais investimentos privados.

“Um ambiente seguro traz confiabilidade ao investidor. É preciso garantir segurança jurídica e estabilidade de competências entre Receita Federal, Polícia Federal e Guarda Portuária para evitar sobreposição de funções.”

IBI

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia, lembrou que, dentro das áreas portuárias, o sistema de segurança já é sólido, mas ainda há desafios no entorno.

“Dentro da poligonal, a segurança vai bem. O desafio está fora dos portos, nas vias de acesso. É preciso uma atuação integrada com guardas municipais e polícias estaduais para garantir a segurança no entorno e no transporte de cargas.”

Acordo

Durante a audiência, foi entregue à comissão o acordo firmado entre o governo federal e os trabalhadores da Guarda Portuária, com anuência das duas partes. O documento será incorporado ao texto final do projeto.

CONGPORT

Representando a categoria, o guarda portuário Israel Aguiar, do Conselho Nacional das Representações da Guarda Portuária - CONGPORT destacou a importância do fortalecimento institucional.

“O setor portuário é responsável por 95% do comércio exterior brasileiro. A segurança portuária está presente na vida das cidades onde os portos estão localizados. Buscamos garantir segurança jurídica e ampliar a atuação da guarda na fiscalização e monitoramento.”

FPPA

O deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), membro da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), ressaltou que o grupo tem realizado visitas técnicas para acompanhar de perto a realidade dos terminais.

“Passamos dois dias em Santos ouvindo sindicatos, empresários e o prefeito. É o Brasil que dá certo — o Brasil da infraestrutura, do agronegócio e da mineração.”

Também membro da FPPA, o deputado Tião Medeiros (PP-PR) reforçou a urgência da modernização.

“O Brasil está muito atrasado na infraestrutura portuária. Pagamos cerca de um bilhão de reais por mês em navios parados. Essa nova lei precisa olhar para o futuro e reduzir o custo Brasil.”

PL 733/2025

O Projeto de Lei 733/2025 segue em análise na Comissão Especial dos Portos. Após aprovação, o texto será votado no Plenário da Câmara e depois encaminhado ao Senado Federal, antes de seguir para sanção ou veto do Presidente da República.

Autor/Fonte: Maycon Leão/VTVNews


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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

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GUARDA PORTUÁRIA SERÁ DISCUTIDA EM DOIS EVENTOS EM BRASÍLIA

Eventos vão discutir a inclusão da Guarda Portuária no PL 733/25 e na PEC 018/25

Amanhã, 19 de agosto, será realizado em Brasília, Distrito Federal, dois eventos que terão como foco a inclusão da Guarda Portuária (GPort) no Projeto de Lei – PL 733/25 – Novo Marco Regulatório dos Portos e na PEC 018/25 – PEC da Segurança Pública.

FNP - CONGPORT

O Seminário “O Papel da Guarda Portuária na Segurança Pública Portuária”, realizado pela Federação Nacional dos Portuários (FNP) e pelo Conselho Nacional das Representações da Guarda Portuária (CONGPORT), vai reunir autoridades do Poder Executivo, Legislativo e lideranças sindicais,

“Queremos sensibilizar os parlamentares e autoridades sobre a importância da Guarda Portuária como parte integrante do Sistema Nacional de Segurança Pública, reforçando seu papel no combate a ilícitos, na proteção das operações e na defesa do patrimônio nos portos brasileiros”, frisa Sérgio Giannetto, presidente da FNP.

• Programação

Manhã – Auditório do Ministério de Portos e Aeroportos (09h às 12h)

Presenças confirmadas:

  • Silvio Costa Filho – Ministro de Portos e Aeroportos
  • Alex Ávila – Secretário Nacional de Portos
  • André Ceciliano – Secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência da República
  • Lurian Silva – Filha do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
  • Sérgio Aquino – Presidente da FENOP (Federação Nacional das Operadoras Portuárias)
  • Gilmara Silva – Secretária-Executiva da ABHEP (Associação Brasileira das Autoridades Portuárias)
  • André Seixas – Presidente da Logística Brasil – Agronegócio
  • Sérgio Giannetto – Presidente da FNP (Federação Nacional dos Portuários)
  • José Adilson – Presidente da Federação Nacional dos Estivadores
  • Mário Teixeira – Presidente da Federação Nacional dos Conferentes
  • Antônio Gobo – Presidente da CODEBA

Tarde – Auditório Freitas Nobre – Anexo IV da Câmara dos Deputados (14h às 17h)

Presenças confirmadas:

  • Tacio – Presidente da FENAPRF
  • Marcus Firme – Presidente da FENAPEF
  • Mário Povia – Presidente do IBI
  • Felipe Coelho – Presidente do SINDCARGA
  • Deputados e Senadores

Maiores Informações:(21) 7783-1331 – Josy - Assessora de Imprensa

Audiência Pública

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados promoverá, no mesmo dia, uma Audiência Pública sobre a Guarda Portuária.

O debate atende a um pedido dos deputados Roberto Monteiro Pai (PL-RJ) e Delegado Caveira (PL-PA) e será realizado a partir das 16h30, no Plenário 6, da Câmara dos deputados

Personalidades convidadas do debate:

  • Ana Carolina Souza do Bonfim - Diretora do Departamento de Modernização Portuária – DGMP - Ministério de Portos e Aeroportos – MPOR (Confirmado)
  • André de Seixas Ponce Alves - Representante - Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística - Logística Brasil (Confirmado)
  • Antônio José Rodriguez de Mattos Gobbo - Diretor-presidente - Autoridade Portuária da Bahia – CODEBA (a Confirmar)
  • Cláudio de Jesus Marques Soares - Conselheiro - Companhia Docas do Rio de Janeiro (PORTOSRIO) (a Confirmar)
  • Coronel Abud - Representante - Associação dos Militares Estaduais do Brasília – AMEBRASIL (a Confirmar)
  • Dejacy da Conceição - Representante - Associação Nacional da Guarda Portuária do Brasil – ANGPB (Confirmado)
  • Flávio Vieira da Silva - Representante - Federação Nacional dos Policiais Penais Federais – FENAPPF (a Confirmar)
  • Joel Zarpellon Mazo - Presidente - International Police Association – IPA Brasil (a Confirmar)
  • José Altino Machado - Presidente - Fundação Instituto Meio Ambiente e Migração da Amazônia – FINAMA (Confirmado)
  • Mário Povia - Diretor-Presidente - Instituto Brasileiro de Infraestrutura – IBI (a Confirmar)
  • Ronaldo Curado Fleury - Advogado - Direito do Trabalho Portuário (Confirmado)
  • Sergio Magalhães Giannetto - Presidente - Federação Nacional dos Portuários – FNP (a Confirmar)

“A Segurança Pública Portuária é um dos pilares da defesa nacional e da proteção dos nossos portos, áreas notoriamente conhecidas como entrepostos de diversos tipos de crimes”, afirma Roberto Monteiro.

Ele acredita que a audiência pode contribuir para as discussões do Projeto de Lei 733/25, que cria um novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro, e sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da Segurança Pública.

“[Essas propostas] são vistas pela sociedade como fundamentais, uma vez que a população clama por mais segurança pública”, afirma.

O evento, promovido atendendo solicitação da Associação Nacional da Guarda Portuária do Brasil (ANGPB) e do Sindicato dos Guardas Portuários do Rio de Janeiro (SINDGUAPOR-RJ), será transmitido ao vivo na Canal da Câmara no Youtube



A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto (Safety/Security). A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

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