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sábado, 16 de agosto de 2025

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO BATEDOR CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NO PORTO DE PARANAGUÁ


Ação mirou esquema de contaminação de contêineres destinados à exportação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quarta-feira (13), a Operação Batedora, para combater o tráfico internacional de drogas por meio da contaminação de contêineres destinados à exportação.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em Paranaguá/PR e um em Santa Catarina, com apoio de outros órgãos de segurança pública.

As investigações apuram o uso de motoristas de caminhão para introduzir drogas em terminal de contêineres do porto, permitindo a contaminação de cargas.

Objetivo

A operação teve como objetivo coletar novas provas, como documentos, aparelhos eletrônicos e registros de comunicação, que possam comprovar a participação dos suspeitos e identificar todos os integrantes da organização criminosa (Orcrim).

"Rip-on/Rip-off"

Esse modus operandi é utilizada por organizações criminosas para enviar entorpecentes escondidos junto a mercadorias lícitas, dificultando a detecção durante as inspeções.

Acontece quando a carga a ser transportada é adulterada por alguém mal intencionado que insere algum produto junto às suas mercadorias sem o seu conhecimento, sendo drogas ilícitas na maior parte dos casos.

A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente.

Nome da Operação

O nome da operação, Batedor, faz referência à função de escolta e vigilância desempenhada por comparsas de criminosos para garantir que a carga ilícita chegue ao destino sem ser interceptada.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto (Safety/Security). A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo.


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sexta-feira, 25 de abril de 2025

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RIP-OFF – ESTUDO SOBRE MODUS OPERANDI É PUBLICADO POR BRASILEIROS EM REVISTA


O artigo analisa as transformações do rip-off, principal modalidade utilizada pelas organizações criminosas no tráfico internacional de drogas no Brasil

Foi publicado na Revista Criminalidad, da Polícia Nacional da Colômbia, o artigo “Rip-off clássico, contemporâneo e falso: deslocamentos táticos de uma modalidade de exportação de cocaína em portos do Brasil”, de autoria de Gabriel Patriarca e Sérgio Adorno, da Universidade de São Paulo.

O artigo analisa as transformações do rip-off, principal modalidade utilizada pelas organizações criminosas (Orcrim) no tráfico internacional de drogas no Brasil, que consiste na inserção da droga em contêineres com mercadorias legais de exportadores e importadores sem participação no tráfico.

Com base em entrevistas com representantes da Polícia Federal (PF), da Receita Federal do Brasil (RFB), de terminais portuários e de companhias marítimas nos portos de Santos e Paranaguá, os autores discutem como essa prática se adapta às medidas de segurança portuária, propondo três variações que ilustram tais adaptações: o rip-off clássico, o contemporâneo e o falso.

Rip-Off Clássico

O rip-off clássico se caracteriza pela inserção de mochilas com cocaína nos contêineres. Inicialmente, essa contaminação ocorria fora do porto, mas, após a obrigatoriedade do escaneamento dos contêineres, os traficantes passaram a realizar a inserção dentro dos terminais. Essa modalidade explora vulnerabilidades como a falta de inspeções rigorosas nas cabines dos caminhões, por onde a droga entra nos terminais.

Rip-Off Contemporâneo

O rip-off contemporâneo representa uma mudança mais significativa: no lugar das mochilas, a cocaína passou a ser ocultada dentro das mercadorias, sobretudo em sacarias de commodities como açúcar, café ou milho. Essa modalidade desafia a capacidade de detecção dos escâneres, especialmente quando a droga é acondicionada em pó, em vez de prensada, o que a aproxima da densidade e da disposição das mercadorias nos contêineres.

Rip-Off Falso

Por fim, o rip-off falso consiste em uma imitação deliberada desse modus operandi, mas com a participação de exportadores ou importadores. Nesse caso, mercadorias são negociadas unicamente para servirem de esconderijo para a droga. Ao simular o modus operandi típico do rip-off, os traficantes buscam escapar da responsabilização legal caso a droga seja interceptada. Essa prática complexifica as investigações, já que a diferenciação entre a contaminação com e sem consentimento das empresas exige análise minuciosa.

Transformações do Rip-Off

O artigo revela como as transformações do rip-off desafiam as tipologias existentes. Relatórios internacionais têm sugerido que a crescente contaminação de contêineres com cocaína em sacarias indicaria um aumento do envolvimento direto de exportadores ou importadores. O estudo, no entanto, demonstra que se trata de uma transformação interna do próprio rip-off, que, na maioria dos casos, ainda ocorre sem a participação dessas empresas — mas que, justamente por isso, demanda novas estratégias de segurança.

Conclusão

A conclusão é que compreender essas variações é essencial para desvendar como o crime se adapta às vulnerabilidades da cadeia logística e, portanto, para avaliar de que forma os setores público e privado também precisam se adaptar.

O artigo pode ser acessado no websiteda Revista Criminalidad ou na página dos pesquisadores.


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