Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

sexta-feira, 25 de abril de 2025

0

RIP-OFF – ESTUDO SOBRE MODUS OPERANDI É PUBLICADO POR BRASILEIROS EM REVISTA


O artigo analisa as transformações do rip-off, principal modalidade utilizada pelas organizações criminosas no tráfico internacional de drogas no Brasil

Foi publicado na Revista Criminalidad, da Polícia Nacional da Colômbia, o artigo “Rip-off clássico, contemporâneo e falso: deslocamentos táticos de uma modalidade de exportação de cocaína em portos do Brasil”, de autoria de Gabriel Patriarca e Sérgio Adorno, da Universidade de São Paulo.

O artigo analisa as transformações do rip-off, principal modalidade utilizada pelas organizações criminosas (Orcrim) no tráfico internacional de drogas no Brasil, que consiste na inserção da droga em contêineres com mercadorias legais de exportadores e importadores sem participação no tráfico.

Com base em entrevistas com representantes da Polícia Federal (PF), da Receita Federal do Brasil (RFB), de terminais portuários e de companhias marítimas nos portos de Santos e Paranaguá, os autores discutem como essa prática se adapta às medidas de segurança portuária, propondo três variações que ilustram tais adaptações: o rip-off clássico, o contemporâneo e o falso.

Rip-Off Clássico

O rip-off clássico se caracteriza pela inserção de mochilas com cocaína nos contêineres. Inicialmente, essa contaminação ocorria fora do porto, mas, após a obrigatoriedade do escaneamento dos contêineres, os traficantes passaram a realizar a inserção dentro dos terminais. Essa modalidade explora vulnerabilidades como a falta de inspeções rigorosas nas cabines dos caminhões, por onde a droga entra nos terminais.

Rip-Off Contemporâneo

O rip-off contemporâneo representa uma mudança mais significativa: no lugar das mochilas, a cocaína passou a ser ocultada dentro das mercadorias, sobretudo em sacarias de commodities como açúcar, café ou milho. Essa modalidade desafia a capacidade de detecção dos escâneres, especialmente quando a droga é acondicionada em pó, em vez de prensada, o que a aproxima da densidade e da disposição das mercadorias nos contêineres.

Rip-Off Falso

Por fim, o rip-off falso consiste em uma imitação deliberada desse modus operandi, mas com a participação de exportadores ou importadores. Nesse caso, mercadorias são negociadas unicamente para servirem de esconderijo para a droga. Ao simular o modus operandi típico do rip-off, os traficantes buscam escapar da responsabilização legal caso a droga seja interceptada. Essa prática complexifica as investigações, já que a diferenciação entre a contaminação com e sem consentimento das empresas exige análise minuciosa.

Transformações do Rip-Off

O artigo revela como as transformações do rip-off desafiam as tipologias existentes. Relatórios internacionais têm sugerido que a crescente contaminação de contêineres com cocaína em sacarias indicaria um aumento do envolvimento direto de exportadores ou importadores. O estudo, no entanto, demonstra que se trata de uma transformação interna do próprio rip-off, que, na maioria dos casos, ainda ocorre sem a participação dessas empresas — mas que, justamente por isso, demanda novas estratégias de segurança.

Conclusão

A conclusão é que compreender essas variações é essencial para desvendar como o crime se adapta às vulnerabilidades da cadeia logística e, portanto, para avaliar de que forma os setores público e privado também precisam se adaptar.

O artigo pode ser acessado no websiteda Revista Criminalidad ou na página dos pesquisadores.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários publicados não representam a opinião do Portal Segurança Portuária Em Foco. A responsabilidade é do autor da mensagem. Não serão aceitos comentários anônimos. Caso não tenha conta no Google, entre como anônimo mas se identique no final do seu comentário e insira o seu e-mail.

LEGISLAÇÕES