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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

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SAIBA POR QUE POLICIAIS FEDERAIS CONTINUAM SE SUICIDANDO EM MASSA




Pesquisas internacionais apontam os policiais como um grupo de risco com relação ao suicídio.
Inúmeras razões ajudam a explicar essa exposição, uma delas é a facilidade de acesso às armas de fogo.


Em julho de 2014, o blog de Claudio Tognolli - Yahoo - Notícias foi o primeiro a denunciar a massiva onda de suicídio de policiais federais:
Agora publicamos ensaio fresquinho feito pelo Grupo Mudamos e pela Fenapef, a federação dos policiais federais: confiram que a barbaridade continua dois anos depois…
No Brasil, na década de 2000, mais de um milhão e meio de pessoas morreram por acidentes, homicídios e suicídios (mortes violentas). No período de 2000 a 2012, 1.703.499 brasileiros foram vítimas de mortes violentas, sendo 112.506 “lesões autoprovocadas voluntariamente”, em outras palavras, mortes por suicídio. O suicídio ainda é um tabu para a população brasileira, apesar do seu crescimento continuo. Pouco se conhece, muito pouco se discute.
Pesquisas internacionais, apontam os policiais como um grupo de risco com relação ao suicídio, ou seja, estão mais expostos ao fenômeno do que a população em geral. Inúmeras razões ajudam a explicar essa exposição, uma delas é a facilidade de acesso às armas de fogo. Somam-se a isso, questões laborais como jornadas de trabalho intensas e estressantes, além de uma cultura policial fortemente hierarquizada.
A pesquisa que realizamos na Polícia Militar do Rio de Janeiro revelou que na PMERJ o diferencial das taxas de suicídio de policiais e da população é expressivo. O risco de morte por suicídio entre profissionais de segurança da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro em 2009 foi 6 vezes superior ao da população geral. Outros estudos também vêm discutindo o suicídio em forças policiais. Em 2013, a Revista Isto É publicou uma reportagem especial sobre os suicídios na Polícia Federal. No ano de 2011, foram registrados 12 casos de suicídios na PF. A Polícia Federal contava um efetivo de aproximadamente 13 mil policiais neste ano.
Nos últimos cinco anos, já se registram 24 casos. De acordo com levantamento feito pela Federação Nacional dos Policiais Federais, em 2015, se a Polícia Federal fosse um país, considerando o mesmo grupo de 100 mil habitantes, assumiria a 7ª colocação em casos de suicídios (dentre os servidores ativos), com 27,02% de ocorrências, uma média de quatro registros por ano.
Um estudo sobre a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) registrou 59 casos de suicídios consumados e 86 tentativas de suicídio em sua corporação, somente no período de 2010 a 2012. Seu efetivo era de 91.766 policiais militares na ‘época. Quando pesquisados na internet, somente foram encontrados 7 desse total de 59 casos. Essa defasagem também é verificada nos casos da Polícia Federal.
Segundo integrantes da categoria, nos últimos dez anos houve 6 casos de suicídios de guardas portuários do Porto de Santos, sendo 1 caso em serviço e 6 casos fora, sendo que um deles aconteceu alguns meses após o desligamento - Leia também:

Podemos explicar essa invisibilidade por dois possíveis fatores. O primeiro pelo clássico Efeito Werther – “Quando os suicídios aumentam” devido a mídia e a exposição sensacionalista. David Phillips chamou de “Efeito Werther”, referindo-se ao personagem da obra homônima de Goethe, publicada em 1774, em que o protagonista se suicida por conta de um amor frustrado. Desde então, suspeita-se que a exposição de casos de suicídio na mídia venha provocar uma histeria social, seja pela existência de uma carta suicida denúncia, seja pela ocorrência de homicídio seguido de suicídio, seja pela indignação dos familiares e colegas pela perda de alguém estimado.
A segunda chave explicativa deste tabu em torno das mortes por suicídio entre policiais são questões socioculturais e políticas. Estudos internacionais esclarecem que uma das razões da invisibilidade do fenômeno deve-se à cultura hierárquica e autoritária da polícia.
Embora o suicídio entre os profissionais de segurança permaneça invisível aos olhos dos gestores públicos e da população brasileira, o sofrimento psíquico e emocional de policiais tem ocupado cada vez mais espaço no debate público e na mídia. Esse é mais um desafio a ser enfrentado pelos nossos executivos estadual e federal e chefes de Polícia a médio e a longo prazo.


*Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto, não cabendo a esse Portal a emissão de qualquer juízo de valor.
                                                                                                                                                                                                                                               
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

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SUICÍDIOS NA GUARDA PORTUÁRIA




Dessa vez, o suicídio ocorreu no posto de trabalho.
Sindicato quer a empresa mantenha um setor de assistência social e psicológica voltado, especificamente, para atender os integrantes da Guarda Portuária.

Lamentavelmente, dezembro de 2015 ficou marcado por mais um caso de suicídio cometido por um funcionário da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) lotado na Guarda Portuária.
Tendo em vista que nos últimos anos este foi o quinto caso de suicídio ocorrido na importante corporação, o Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) encaminhou o Ofício P.1/2016 ao diretor-presidente da Codesp, José Alex Botelho de Oliva, solicitando que a empresa mantenha um setor de assistência social e psicológica voltado, especificamente, para atender os integrantes da Guarda Portuária, considerando as peculiaridades, características e especificidades de suas atribuições.
O Sindaport sugere que na realização do obrigatório exame médico periódico, todos os guardas portuários sejam previamente avaliados por um profissional da área da Psicologia, devidamente qualificado e especializado em identificar sintomas no ambiente organizacional que possam levar os profissionais ao estresse e transtornos decorrentes do labor sob pressão, aos quais são submetidos cotidianamente.  
Vale destacar que os integrantes da Guarda Portuária trabalham armados em turnos ininterruptos, atuando como legítimos guardiões do complexo portuário com o auxílio da Polícia Federal.
Diante desse quadro, objetivando equacionar o grave problema e colaborar para que outros eventos fatídicos não mais aconteçam, o Sindaport entende que o acompanhamento profissional médico/terapêutico, anual, mensal e até mesmo semanal, quando for o caso, poderá ser mais que oportuno.
O histórico nos leva a concluir que vivemos uma tragédia anunciada, pela qual todos sabem que se nada for feito o surgimento de uma próxima vítima é apenas uma questão de tempo.
Assim sendo, esperamos que a Codesp adote as providências cabíveis e tome de uma vez por todas as medidas eficazes e capazes de salvar vidas, uma vez que de nada adianta a empresa disponibilizar profissionais sem especialização.

Fonte: Sindaport.

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