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GUARDA PORTUÁRIA INICIA TREINAMENTO DA PLATAFORMA MURALHA DIGITAL NO PORTO DE SANTOS

Sistema utiliza tecnologias de monitoramento e inteligência para apoiar a gestão operacional e a segurança portuária A Guarda Portuária da...

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quarta-feira, 24 de março de 2021

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MAERSK PEDE OPERAÇÃO INTERNACIONAL CONTRA PIRATARIA NO GOLFO DA GUINÉ

 

Em 2020, esta área foi responsável por 130 dos 135 raptos de trabalhadores marítimos a nível mundial

O maior grupo transportador marítimo do mundo, o dinamarquês Maersk, pediu hoje o lançamento urgente de uma grande operação internacional para combater a pirataria no Golfo da Guiné, após sucessivos ataques aos seus navios naquela região.

“Em 2021, nenhum marinheiro deveria ter medo de navegar em qualquer lugar por causa de piratas”, disse Aslak Ross, responsável pelas normas marítimas do gigante dinamarquês do transporte marítimo, citado pela agência France Presse (AFP).

O porta-contentores número um do mundo, que viu dois dos seus navios serem atacados por piratas em menos de um mês, quer uma presença marítima internacional mais forte perto da costa da África Ocidental, semelhante à operação europeia “Atalanta” para combater a pirataria ao largo da costa da Somália, há cerca de dez anos.

“Uma solução é conseguir que a comunidade internacional apoie uma missão a curto prazo”, segundo Ross, em paralelo com os esforços a longo prazo para reforçar as capacidades antipirataria dos países costeiros.

Durante algum tempo, os ataques concentraram-se ao largo da costa da África Oriental, onde diminuíram consideravelmente após o destacamento de uma armada militar internacional, enquanto a situação se deteriorou no Golfo da Guiné, onde piratas nigerianos estão a tornar-se mais profissionais.

Em 2020, esta área, que se estende por 5.700 quilómetros desde as costas do Senegal, a norte, até às de Angola, a sul, foi responsável por 130 dos 135 raptos de trabalhadores marítimos a nível mundial, de acordo com um relatório recente do Gabinete Marítimo Internacional, ações mais lucrativas do que os ataques a petroleiros.

Atravessada diariamente por mais de 1.500 navios, a rota marítima que faz fronteira com os dois maiores produtores de petróleo de África – Nigéria e Angola – é regularmente utilizada por cerca de 50 navios do grupo Maersk.

A Dinamarca está a tentar convencer a União Europeia, mas também a França, que mantém presença militar na África Ocidental.

“A Dinamarca pode fazer a diferença, mas não pode resolver o problema sozinha”, disse à AFP o ministro da Defesa dinamarquês, Trine Bramsen.

Para Maersk, não há ninguém “melhor que os franceses”, para assumir esse papel, diz Ross, apontando para “interesses históricos e uma presença regular na região”.

Segundo fontes francesas, Paris não prevê, nesta fase, uma operação marítima europeia à semelhança da “Atalanta”, mas propõe o estabelecimento de uma “presença marítima coordenada” na zona, validada pela União Europeia e incluindo a França, Espanha, Itália e Portugal.

“Os dinamarqueses são bem-vindos a aderir com os meios”, sublinha o lado francês.

A presença marítima coordenada, lançada no final de janeiro, consiste na partilha de informação e inteligência e no fornecimento de recursos. Em termos concretos, os navios controlam a área e transmitem a informação a uma célula europeia.

Para a UE, isto é uma prova de “maior empenho operacional europeu”, mas para a investigadora Jessica Larsen, do Instituto Dinamarquês de Relações Internacionais, continua a ser mais vigilância do que intervenção.

“Parece haver falta de vontade política para lançar uma operação militar do lado europeu” nesta região, disse.

A especialista também apontou para a relutância dos estados da região em aceitar tal operação, justificada com a necessidade de preservar a sua soberania.

“Não estão necessariamente interessados em receber uma tal operação naval nas suas águas, como foi o caso ao largo da costa da Somália”, afirmou, apontando em particular o caso da Nigéria.

“É improvável que a Nigéria acolha uma coligação naval internacional porque isso evidenciaria a falha dos seus esforços para combater a pirataria”, defendeu, por seu lado, Munro Anderson, da empresa de segurança marítima Dryad Global.

Fonte: Portugal Digital


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terça-feira, 10 de setembro de 2019

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ANTAQ E MARINHA PLANEJAM OPERAÇÃO CONTRA A PIRATARIA NA REGIÃO AMAZÔNICA



Ação foi definida em reunião realizada nesta semana. Meta é ampliar o combate à criminalidade em toda a costa brasileira.
O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq), Adalberto Tokarski, e o comandante da Marinha do Brasil, almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, decidiram, em reunião na última terça-feira (3), que ambos os órgãos vão colaborar no combate à pirataria na região amazônica.
Para executar o acordo, uma operação conjunta será planejada. As autoridades conversaram sobre o Termo de Execução Descentralizada (TED), que corresponde à elaboração do Programa de Monitoramento das Embarcações (Prenavi).
A expectativa é de que a operação se expanda para todas as vias navegáveis do país. A Amazônia foi a primeira a ser escolhida, pois, segundo o diretor da Antaq, há uma crescente incidência de crimes que afetam o transporte hidroviário na região, com casos de roubos e furtos de carga e combustíveis, além de assaltos a passageiros.
Ainda de acordo com Adalberto Tokarski, a operação pode ser coordenada pelo Centro Integrado de Segurança Marítima (Cismar), implantado em dezembro de 2018 pela Marinha. A sigla atua  como o órgão centralizador, capaz de reunir dados de segurança da navegação e de proteção marítima. Ele também citou a importância da participação de outros órgãos que estejam empenhados em colaborar na operação.



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sexta-feira, 12 de abril de 2019

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INCIDENTES DE PIRATARIA NO MUNDO CAEM 42,4% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DESTE ANO




27 barcos foram abordados, sete foram alvejados e quatro tentativas de ataques ocorreram durante os primeiros três meses deste ano
Um total de 38 incidentes de pirataria e assaltos à mão armada em navios foi registrado no mundo durante o primeiro trimestre deste ano, 42,4% menos que os 66 eventos registrados no mesmo período do ano anterior, de acordo com o International Maritime Bureau (IMB).
A entidade explicou que 27 barcos foram abordados, sete foram alvejados e quatro tentativas de ataques ocorreram durante os primeiros três meses deste ano.
A este respeito, Pottengal Mukundan, Director do IMB, disse que "estas últimas estatísticas do Centro de Relatórios de Pirataria do IMB são encorajadoras. No entanto, as estatísticas do primeiro trimestre são um período muito curto para antecipar tendências ao longo do ano".
No primeiro trimestre de 2019, ocorreram incidentes nos países costeiros do Benim, Camarões, Gana, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria e Togo. A Nigéria tem sido um ponto de acesso para incidentes de pirataria na última década. No entanto, no primeiro trimestre de 2019, o país experimentou uma diminuição nos incidentes relatados.
O país informou 14 incidentes de pirataria no primeiro trimestre de 2019, comparado a 22 no primeiro trimestre de 2018. Na Ásia, a Indonésia testemunhou um declínio nas atividades de pirataria durante o primeiro trimestre de 2019. Apenas três incidentes foram registrados contra navios ancorados em portos indonésios (o menor número registrado desde 2010), de acordo com o relatório.


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domingo, 3 de março de 2019

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MARINHA PASSA A CONTAR COM LANCHA BLINDADA NO PORTO DE SANTOS


Lancha 'Mangangá', da Marinha do Brasil, tem 9 metros de comprimento — Foto: José Claudio Pimentel/G1

A lancha vai atuar contra crimes típicos de zonas de fronteira, tais como contrabando, exploração sexual, evasão de divisas, crimes ambientais e tráfico de drogas, pessoas, armas e munições

Na última quarta-feira (27), foi realizada a cerimônia de apresentação lancha 888 Raptor, batizada de “Mangangá”, em referência ao nome de um peixe do mar chamado de 'peixe-pedra' ou 'peixe-escorpião'. O animal possui 13 espinhosos venenosos nas costas e consegue ficar camuflado entre os corais. Ao ser pisado, o mangangá libera o veneno, que causa dores fortes. Por ser blindada, foi apelidada de “Caveirão do Mar”, em referência aos veículos blindados do BOPE, do Rio de janeiro.
'Mangangá' é equipada com metralhadora — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Características
Com uma autonomia de dez horas, a lancha possui cabine blindada capaz de abrigar uma tripulação de cinco militares. Medindo cerca de 9 metros de comprimento e calado baixo, permite o alcance da velocidade de 70 km/h e resistência aos impactos no mar raso.
Capaz de suportar tiros de fuzil, ela tem em seu interior sensores de calor, profundidade e GPS para localização marítima e uma metralhadora na parte superior.
Cápsula blindada da lancha 'Mangangá' pode proteger até cinco militares — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Atuação
Segundo o capitão-de-fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do Grupamento de Patrulha Naval, a embarcação irá ampliar as atividades de patrulhamento ostensivo no cais santista. “Com essa estrutura, a lancha poderá alcançar locais no estuário que não eram navegadas anteriormente, aumentando a capacidade de estar presente contra ilícitos no mar territorial ou águas interiores”.
A lancha vai atuar contra crimes típicos de zonas de fronteira, tais como contrabando, exploração sexual, evasão de divisas, crimes ambientais e tráfico de drogas, pessoas, armas e munições, e em conjunto com as demais forças de segurança pública do estado.
Investimento
Lancha 'Mangangá', da Marinha do Brasil, está em operação no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Com investimento de R$ 1,5 milhão, a Marinha tem investido nesse tipo de embarcação. Essa é a quarta lancha do tipo adquirida, outras embarcações idênticas estão operando, sendo uma em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, e outras duas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
O Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste possui a sua disposição os Avisos-Patrulha "Barracuda" e "Espadarte", que são embarcações de guerra, menos ágeis que a Mangangá, mas maiores em dimensões. Em abril, é prevista a chegada do primeiro navio patrulha e, em setembro, o segundo.


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

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TRIPULANTE É AMARRADO EM INVASÃO 'PIRATA' A NAVIO DE BANDEIRA DINAMARQUESA NA BARRA DE SANTOS



Embarcação aguardava para acessar o Porto de Santos, e os criminosos conseguiram fugir. PF e Marinha foram acionadas. Mais de 400 kg de cocaína foram achados a bordo

Pelo menos um tripulante foi rendido e amarrado por homens armados que invadiram o navio 'Cap San Marco', de bandeira dinamarquesa, a quase 20 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os criminosos conseguiram fugir. Após varredura a bordo, foram encontrados 402 kg de cocaína, informou a Polícia Federal nesta segunda-feira (3).

A invasão ocorreu na barra de Santos, enquanto o navio aguardava autorização para acessar o cais, na madrugada de domingo (2). Em agosto deste ano, um cargueiro de bandeira italiana registrou ocorrência semelhante, quando homens com facões simularam um ataque e renderam tripulantes para também levar cocaína a bordo.
Desta vez, a ação foi aparentemente frustrada, pois as autoridades ainda não consideram que a droga encontrada posteriormente foi levada a bordo nessa invasão. Isso porque a movimentação da tripulação pode ter afugentado o bando, que utilizou de duas embarcações rápidas e de pequeno porte para se aproximar e escapar do navio.
Conforme relatos, cerca de cinco criminosos foram vistos a bordo com armas longas. Eles surpreenderam um marinheiro filipino, de 50 anos, que fazia o monitoramento noturno no convés (cobertura superior do navio) e o amarraram. O grupo permaneceu a bordo por, aproximadamente, 45 minutos, estimam as autoridades pelos depoimentos.
A suspeita é de que os invasores tenham se utilizado de uma corda para embarcar e desembarcar do navio, mas essa informação ainda é apurada. O homem que ficou amarrado foi auxiliado por outros colegas, e o comandante comunicou o fato via rádio. A Praticagem de São Paulo recebeu o pedido de ajuda e acionou a Polícia Federal.
O navio foi liberado para atracar em um terminal da Margem Esquerda, em Guarujá (SP), pela manhã. Equipes da Polícia Federal, da Receita Federal e da Marinha do Brasil foram a bordo com o objetivo de apurar detalhes da ocorrência e fazer uma varredura, para verificar se algo foi desembarcado ou embarcado do cargueiro.
As autoridades federais encontraram um contêiner, cujo lacre estava rompido, mas não localizaram nada ilícito inserido nele. Também não havia indícios de que algum material tenha sido levado, após checagem da carga a partir da declaração disponibilizada pelo exportador. A suspeita é de que a caixa metálica seria "contaminada".
As equipes consideram que o contêiner violado, previsto para ser desembarcado na Europa, seria aquele utilizado pela quadrilha para inserir um carregamento ilegal, provavelmente cocaína. A rapidez de como a invasão se desenrolou, e a não localização de ilícitos após varredura, os fizeram acreditar que a ação criminosa foi fracassada.
Contêiner com cocaína

Os 402 kg de cocaína localizados pelas autoridades no navio 'Cap San Marco' não foram içados durante a invasão, acreditam as autoridades. A droga estava em um contêiner que já era monitorado pela Receita Federal desde o Porto de Paranaguá (PR), onde ocorreu a última escala do navio e a caixa metálica foi embarcada.
O contêiner estava no porão da embarcação, e a posição dele a bordo, conforme apurado pelo G1, impedia que houvesse qualquer tipo violação. Foi necessário desembarcá-lo do navio para que ele fosse aberto no pátio do terminal. Os tabletes de cocaína achados estavam armazenados em nove bolsas pretas.
Se não tivesse sido interceptado pela equipe da Alfândega de Santos, o carregamento ilícito seguiria para a Europa, onde seria comercializado. A Polícia Federal informou que abriu inquérito para investigar as circunstâncias da invasão, identificar os envolvidos e os responsáveis pela cocaína, posteriormente localizada a bordo.
A Marinha do Brasil declarou que inspetores da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) estiveram no navio após atracação, e que não foi necessária a intervenção do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste. Na ocasião da última ocorrência, militares foram mobilizados e escoltaram o navio de bandeira italiana até o cais santista.
Por nota, a Hamburg Süd, empresa proprietária do navio, confirmou a ocorrência envolvendo a embarcação na barra de Santos. A armadora disse que uma equipe da companhia foi a bordo, após atracação, para verificar as condições de toda a tripulação, apurar os fatos e auxiliar as autoridades no decorrer das investigações que foram abertas.
O 'Cap San Marco' é um porta-contêiner construído em 2012, e possui 333 metros de comprimento e 48 metros de largura (boca). Está entre as maiores embarcações a passar rotineiramente no Porto de Santos, onde opera, entre embarque e desembarque, quase 5 mil toneladas, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Após a escala, ele segue para o porto de Algeciras, na Espanha.
Navio italiano

A invasão ao navio 'Grande Francia', de bandeira italiana, ocorreu a 15 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, em 12 de agosto. Os tripulantes flagraram o ataque, trancaram-se em um compartimento blindado, e o comandante pediu socorro via rádio. A bordo, foi localizada 1,3 tonelada de cocaína, parte dela içada naquele dia.
A equipe da Praticagem de São Paulo atendeu ao chamado de socorro do capitão e acionou o Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom). Militares do então recém-ativado Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste, da Marinha, também foram mobilizados, mas não houve intervenção pela fuga do bando.
Dois contêineres foram deixados abertos e revirados, simulando ação de pirataria. Entretanto, após varredura, a cocaína foi encontrada escondida em outros dois contêineres. O caso ainda é investigado pelas autoridades federais, mas a polícia acredita que pelo menos parte da droga localizada foi içada naquela ocasião.
Durante a invasão, uma equipe de emergência do Governo da Itália foi mobilizada. Ao colocar os tripulantes em uma área segura, o comandante acionou um botão de pânico, que emitiu um alerta ao Estado da bandeira da embarcação, que confirmou o recebimento, e à central de monitoramento da dona do navio, a Grimaldi.
Fonte: G1 Santos


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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

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BOTÃO DE PÂNICO ALERTOU GOVERNO DA ITÁLIA SOBRE INVASÃO PIRATA NO PORTO DE SANTOS



Suspeitos usavam roupa de mergulho, capuz, escalaram a lateral do cargueiro por uma corda com 15 m e ameaçaram oficial imediato com um facão. PF decretou sigilo nas investigações

Equipes de emergência do Governo da Itália foram mobilizadas durante a invasão ao navio "Grande Francia", a 15 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, no domingo (12). O alerta sobre uma "ação de pirataria" em andamento foi emitido pelo comandante, que trancou toda a tripulação em uma sala blindada e pediu socorro via rádio. As informações foram obtidas com exclusividade pelo G1 na manhã desta quinta-feira (16).
O incidente ocorreu enquanto o cargueiro, de bandeira italiana, estava ancorado aguardando autorização para atracar no cais santista. A Polícia Federal sabe que de quatro a cinco homens armados foram a bordo simulando um roubo, para embarcar cocaína - mais de 1,3 tonelada da droga foi achada a bordo. O sigilo nas investigações foi decretado.
Invasão e droga a bordo:
  • De quatro a cinco invasores vestindo roupas de mergulho e com facões subiram no navio;
  • Polícia Federal investiga se parte do carregamento de cocaína foi içado na invasão;
  • Os 26 tripulantes ficaram trancados em sala segura, monitorando de longe a invasão;
  • Polícia Federal ouviu e liberou suspeito, e decretou sigilo nas investigações.

O G1 apurou que os criminosos vestiam roupas pretas de borracha, semelhantes àquelas usadas por mergulhadores, e estavam com balaclavas (gorro que cobre toda a cabeça). O bando utilizou cordas com nós e um gancho (galateia) para escalar, aproximadamente, 15 metros da lateral frontal do cargueiro para acessar o convés (cobertura superio) por aberturas acima da âncora.

O oficial imediato, profissional que está somente abaixo do comandante em hierarquia, foi um dos três tripulantes que perceberam a invasão. Um dos criminosos, com um facão na mão, correu em direção a ele, que conseguiu isolar com grades toda a área do convés, por onde o grupo embarcou, e alertar os demais colegas sobre o que estava acontecendo a bordo.
Em um comunicado oficial na quinta-feira, a Grimaldi Lines, empresa proprietária do navio, declarou que o protocolo de emergência foi cumprido com sucesso. "O capitão acionou o alarme geral, e todos os tripulantes se abrigaram na sala segura da embarcação. O sistema de segurança também foi ativado para informar o Estado da bandeira [Itália]", declarou.
Ao colocar os 26 marinheiros e oficiais na sala segura, o comandante também acionou o "botão de pânico". Um funcionário da armadora no Brasil, que pediu anonimato, explicou que o alerta foi recebido e confirmado de forma instantânea no Ministério dos Transportes da Itália, onde há uma equipe específica para prestar apoio em ocorrências de pirataria.
O sistema automático de emergência também comunicou o centro de controle de operações da frota da Grimaldi, na Itália, informou a armadora. Enquanto isso, a Praticagem de São Paulo recebia, via canal aberto de rádio, o pedido de socorro do capitão e repassava as informações à Polícia Federal, em Santos. A Marinha do Brasil também foi acionada.
Durante as duas horas de invasão, houve um período de silêncio entre as equipes de emergência e o comandante, uma vez que ele e a tripulação ficaram trancados na sala segura, cujo revestimento é de aço e capaz de suportar até explosões. Ao fim, o capitão afirmou a todos que não haveria necessidade de intervenção, pois os invasores tinham fugido.
No comunicado, a Grimaldi ainda agradeceu às autoridades brasileiras pelo "sucesso na operação", e parabenizou a tripulação por ter enfrentado pela primeira vez a situação de invasão, ao seguir os "protocolos de segurança" utilizado em ataques. "Os representantes da empresa colocaram-se à disposição das autoridades para auxiliá-las na investigação", afirmou.

O G1 também apurou que tratava-se da primeira viagem a Santos daquela formação da tripulação, o que pode afastar eventual envolvimento ou conivência dos marítimos com os narcotraficantes. Entretanto, para não prejudicar o andamento da apuração do caso, a Polícia Federal decidiu tornar sigiloso o inquérito, que ocorre pela Delegacia de Santos.
Investigações
O bando utilizou uma embarcação de pequeno porte para enfrentar ondas de 2,5 metros, provenientes de uma ressaca marítima, e chegar ao navio, ancorado no Fundeadouro 4. Trata-se de uma área de 100 mil metros quadrados onde os cargueiros aguardam autorização para entrar no cais santista e realizar operações de carga e descarga de mercadorias.
A delegada Luciana Fuschini, responsável pelo caso, afirmou anteriormente ao G1 acreditar que os criminosos simularam a pirataria para levar cocaína a bordo. "Encontramos e apreendemos 1,3 tonelada da droga, e algumas das 41 malas em que elas eram armazenas estavam molhadas. Por isso, acreditamos que parte foi levada ao navio durante aquela invasão".
O comandante e os tripulantes prestaram depoimentos na terça-feira (14), e o conteúdo do que eles disseram não pode ser divulgado pela Polícia Federal. Ainda quarta-feira, a Grimaldi confirmou que a delegada esteve a bordo do navio para ouvir outros membros da tripulação e reconstituir a invasão. O cargueiro foi liberado para seguir viagem nesta quinta-feira (16).
Na segunda-feira, um dia após a ocorrência, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar, detiveram um suspeito de participação no crime no bairro Gonzaga, em Santos, após denúncias anônimas. O homem foi liberado após ser ouvido, mas o celular dele foi apreendido para ser analisado e, posteriormente, periciado.
Juntas, a Polícia Federal e a Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos contabilizam mais de 14 toneladas de cocaína interceptadas no cais santista este ano. Trata-se de um número recorde no complexo portuário, considerado o principal do Brasil. A quantidade registrada supera as apreensões de 2017 (11.539 kg) e 2016 (10.622 kg).
Fonte: G1 Santos


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quinta-feira, 19 de julho de 2018

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INCIDENTES DE PIRATARIA NA ÁSIA CAEM AO MENOR NÍVEL EM 10 ANOS



Considerando 29 eventos reais e 11 tentativas, o número foi 15% menor em comparação aos 47 incidentes registrados no mesmo período de 2017

Segundo o relatório publicado pela Regional Cooperation Agreement on Combating Piracy and Armed Robbery against Ships in Asia (ReCAAP), de janeiro a junho, ocorreram 40 (quarenta) incidentes de pirataria e assaltos à mão armada contra navios na Ásia, o menor número relatado nesse mesmo período entre 2009-2018.
Considerando 29 eventos reais e 11 tentativas, o número foi 15% menor em comparação aos 47 incidentes registrados no mesmo período de 2017. "A melhora foi mais evidente em Bangladesh e nas Filipinas", destaca o relatório. Nesse sentido, houve um aumento nas detenções de autores e na recuperação de bens roubados no Porto de Chittagong (Bangladesh), Manila South Harbour (Filipinas) e na região de Gujarat, na Índia.
Além disso, nenhum sequestro de tripulação foi registrado na área coberta pelos mares Sulu e Celebes durante o primeiro semestre do ano. Da mesma forma, não houve roubos bem sucedidos de barris de petróleo durante este período.
No entanto, a  ReCAAP levantou preocupações devido ao aumento de incidentes a bordo de navios que transitam pelo Estreito de Malaca e  Singapura,  portos e docas Vietnã durante janeiro-junho 2018 em comparação com o mesmo período de 2017. Dos 40 incidentes relatados durante o primeiro semestre deste ano, 31 ocorreram aos navios enquanto eles estavam atracados, e nove enquanto os navios estavam em trânsito.


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

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MEGAOPERAÇÃO BUSCA 'PIRATAS' EM COMUNIDADE ÀS MARGENS DO PORTO DE SANTOS




As Lanchas da Receita Federal e da Marinha efetuaram abordagens em embarcações com tripulantes em atitude suspeita

No dia 7 de julho, uma megaoperação, envolvendo autoridades federais e estaduais, foi realizada no Porto de Santos, litoral de São Paulo. O alvo era tentar localizar o grupo responsável pela série de roubos contra embarcações e tripulantes na Baixada Santista ocorrida ultimamente na Barra e no Canal do Estuário. As ações também visaram a localização de embarcações em situação irregular que poderiam ter sido utilizadas para a realização desses roubos.
A comunidade de Santa Cruz dos Navegantes, considerada a rota de fuga dos criminosos que praticam ações no mar no acesso ao Porto de Santos foi uma das visitadas. Em terra, policiais do Batalhão de Ações Especiais (BAEP) e investigadores realizavam a varredura em vias do bairro, enquanto pelo lado de mar as lanchas da Receita Federal e da Marinha efetuaram abordagens em embarcações com tripulantes em atitude suspeita.
As ações foram coordenadas e planejadas de modo a causar o menor transtorno possível aos moradores das comunidades indicadas como rota de fuga dos criminosos.
Participaram da operação Marinha do Brasil, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e Polícia Civil do Estado de São Paulo.

A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.
                                                                                                                                                                                          
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

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PIRATAS ASSOMBRAM OS RIOS PARAENSES




Segundo a Segup, entre 2013 e 2015 foi registrada a prisão de mais de 100 piratas

De janeiro deste ano até hoje, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), já registrou 11 ataques a embarcações, sendo dois deles com vítimas fatais. No mesmo período do ano passado, o número de ocorrências foi um pouco menor: 10. Para quem viaja constantemente de barco dentro do Estado - por necessidade ou por preferência -, não resta muito a fazer além de torcer para não acabar sendo vítima dos piratas do Século 21.
Aos 65 anos, a aposentada Leonice Pantoja, voluntária do Hospital Barros Barreto, mora em Abaetetuba e viaja a Belém todos os meses. Ela conhecia a vítima fatal do assalto ocorrido no domingo passado, que era cozinheiro da embarcação e tinha a mesma idade que ela. “Isso é muito triste. A gente entra no barco e pede a Deus pra não morrer. Falta polícia, falta segurança”, lamenta dona Leonice.
Na manhã da última quinta-feira (14), em um porto no bairro da Cidade Velha, em Belém, ela aguardava para embarcar, sentindo o medo de sempre. Uma das maneiras de evitar os piratas é nunca viajar à noite. “Há uns 2 anos, uma sobrinha minha, indo para Limoeiro do Ajuru, estava em um barco que foi atacado”, lembra. “Foi um horror. Espancaram passageiros, roubaram todos”.
“A gente reza”
Pescador e morador do município de Chaves, Epaminondas Monteiro, 48, viaja constantemente à capital, por causa de um tratamento de saúde do filho. Como são muitas horas de viagem - de Belém a Breves são 12 horas -, ele paga um pouco mais para viajar em embarcações maiores e com segurança interna. Mas não se livra dos barcos pequenos quando precisa passar de uma cidadezinha a outra. “Nunca me aconteceu nada. Mas é aquela coisa: a gente entra no barco e reza”, diz.
Grupamento Fluvial diz que faz operações
Pela segurança dos mais de 20 mil quilômetros de rios navegáveis do Estado responde o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, composto por um efetivo de 8 policiais civis, 92 policiais militares, 54 bombeiros militares, 53 lanchas da PC e da PM e outras 47 do Corpo de Bombeiros. Ao DIÁRIO, o diretor do Grupamento, Dilermando Dantas, disse que, desde 2012, quando uma grande quadrilha de piratas em atuação foi presa, não havia nenhuma ocorrência. “Contamos com o apoio das delegacias de interior, que ajudam a atenuar essas dificuldades que não só no Pará, em termos de efetivo, mas em todo o Brasil”, declarou Dantas. As informações passadas pelo diretor ao jornal não são corretas.
Segundo registros do próprio Governo do Estado, nos anos de 2012 e 2014, houve prisões de pessoas ligadas à prática de pirataria no Pará - o que mostra que o próprio Governo tem dados conflitantes. Este ano, até agora, o Grupamento informa ter realizado 9 operações , que resultaram na prisão de 9 pessoas ligada à pirataria e tráfico de drogas. Sem dar detalhes, Dantas afirma que já há investigação em andamento que traça uma conexão entre o assalto mais recente e o ocorrido com o navio Globo do Mar, no dia 25 de maio. Em relação à embarcação Oliveira Nobre, que teve o dono assassinado há 1 mês, ele diz que já há 4 pessoas presas e 8 sob investigação com pedidos de prisão feitos à Justiça.
Ocorrências
Segundo a Segup, entre 2013 e 2015 foram registradas as prisões de mais de 100 piratas relacionadas ao roubo de balsas, que transportam alimentos e eletrônicos. Além desses casos, houve a prisão de mais 9 pessoas ligadas à pirataria ou ao tráfico de drogas.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

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O DESENVOLVIMENTO E A REGULAMENTAÇÃO DA SEGURANÇA MARÍTIMA PRIVADA



Antes dos países possuírem a capacidade de criar e manter as marinhas oceânicas, os corsários dominaram o negócio de proteger o comércio marítimo dos riscos de pirataria, sabotagem e outras ameaças. Quando os principais países marítimos desenvolveram as suas marinhas, eles progressivamente eliminaram os corsários, a fim de garantir o monopólio sobre o conflito armado e, portanto, o poder do Estado.
O século passado continuou com essa tendência, trazendo consigo dois desenvolvimentos marítimos paralelos: legais e tecnológicas. Ao mesmo tempo em que a codificação do direito do mar e do direito internacional dos conflitos armados evoluíram, o desenvolvimento tecnológico varreu os setores da marinha naval e mercante. Em conjunto, este desenvolvimento mudou a cara do transporte marítimo e especificamente a segurança marítima para sempre.
Os novos desenvolvimentos incluíram a introdução de navios de guerra modernos, submarinos e, mais importante, a aviação naval. Ao mesmo tempo, o avanço na lei levou ao aumento da regulamentação dos espaços oceânicos, tanto para os comerciantes como para as atividades militares.
Volta para o Futuro?
Hoje, no entanto, estamos em outro ponto de progresso nos assuntos de segurança marítima. Como os orçamentos de Estado estão em declínio e as demandas sobre as marinhas do mundo estão colocando-os em posições cada vez mais precárias, a comunidade marítima se vê mais uma vez obrigada a empregar meios privados para aumentar a proteção contra ameaças assimétricas, liberando, assim, as nossas forças navais para defender nossas liberdades em alto-mar.
Assim, as medidas de auto-ajuda da indústria pode ser considerada um ressurgimento, ou mesmo renascimento, da segurança marítima privada. Desta vez, no entanto, não desgovernada como no período pré-industrial, mas cheio conformidades jurídicas tendo como paradigma a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM).
Os intervenientes não estatais entraram na cena marítima com um estrondo. Literalmente. O mundo ocidental ser viu alvo de ameaças marítimas no ano de 2000 com o bombardeio do USS Cole no Iêmen. Isto foi seguido por um aumento da luta contra o terrorismo marítimo, força naval e operações de proteção, imitado no mundo comercial com a adoção do Código Internacional de Proteção à Navios e Instalações Portuárias (ISPS-Code), que entrou em vigor em 2004.
Nos calcanhares do terrorismo marítimo veio a maior ameaça para a segurança física do comércio marítimo: pirataria e roubo à mão armada no mar.
A Ameaça
Entre 2002 e 2005, os ataques terroristas e assalto à mão armada foram fortificados no Estreito de Malaca. Isso causou o primeiro serviço privado de segurança marítima da barra. Logo após, em 2008, no leste da África, a pirataria saltou, principalmente em torno da Somália (na região do Golfo de Aden). Esta área, que se estende até o Mar Vermelho e o Oceano Índico é maior do que a Malaca.
A indústria de transporte marítimo continuou a sofrer perdas, com sequestros, roubo de carga, e pedidos de resgate, apesar do redirecionamento das potências navais do mundo para combater a infestação por piratas na região. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou cinco diretivas específicas destinadas a autorizar os Estados-Membros para patrulhar as águas ao largo da costa da Somália e prender piratas, quer no alto mar ou em águas territoriais da Somália (inclusive em praias da Somália).
Agora, além da pirataria e surgiram os assaltos à mão armada no Golfo da Guiné, bem como no Sudeste da Ásia, deixando os Estados da região costeira, e demais membros, lutando para implementar respostas de segurança e o enquadramento legal necessário.
O aumento dos ataques na Somália desde 2008 e os ataques na África Ocidental em 2013, forçou os armadores e afretadores a encontrar formas alternativas para minimizar os riscos e evitar, se possível, o aumento da "exceção", prémios de seguro para rotas como o Golfo de Aden e Costa Ocidental da África. A resposta à "ameaça”: enviar navios de guerra de milhões de dólares para parar alguns piratas com barcos com motor de popa. A resposta não era congruente com a ameaça e potências navais mundiais estão encontrando dificuldades para manter estes custos e esforços.
A Resposta
A segurança a bordo surgiu como a melhor relação custo/benefício. Assim, a indústria de segurança marítima privada recebeu um tratamento mais específico após o boom da pirataria na Somália pós-2008, sendo chamada para completar, se não praticamente substituir, a dependência de proteção naval.
Segurança no mar gira em torno da proteção da infra-estrutura que é de propriedade e operada principalmente por entidades comerciais. A manutenção dessas cadeias de fornecimento globalmente dispersas e fortemente interligadas, tais como navios e infra-estrutura de petróleo e gás offshore que dependem do domínio marítimo para o transporte e extração, pode ser melhor feito pelo setor privado, através da utilização de ativos - especificamente, a segurança privada.
Para demonstrar a vitalidade da segurança marítima privada para o setor de transporte, aqui estão algumas estatísticas.
Em 2009, 10% dos navios que transitaram no Chifre de África / Oceano Índico tinham guardas armados a bordo. Em 2010, esse número saltou para 27%, e hoje é suspeito de ser em torno de 40% em todo o mundo. Em relação ao custo, a gigante chinesa de transporte marítimo COSCO diz que paga US $ 12 milhões por ano por serviços privados de segurança britânica a bordo de sua frota de 80 navios.
Uma análise financeira mais aprofundada dos números divulgados pela Maritime Security Association Independent coloca o custo de contratação de uma equipe de segurança privada armada em cerca de US $ 50.000 por trânsito. Se apenas 25% dos navios no Golfo de Aden região empregada guardas, a matemática daria certo para 10.612 trânsitos por ano. Isso equivale a 530.600 mil dólares por ano para a segurança marítima privada na região do Golfo de Aden sozinho. Em 50% seria um negócio de bilhões de dólares por ano. Cálculos atuais, na verdade, parecem superar essa estimativa.
Embora grande parte habitada por ex-militares, policiais e outros profissionais treinados, que devem atender aos critérios de habilitação às companhias de navegação e estão cientes das regras para o uso da força, a possibilidade de acidentes com consequências jurídicas graves permanece. As principais preocupações para os armadores, mestres e seguradoras incluem mortes acidentais, homicídio culposo de pescadores, apreensão do navio, devido ao transporte não-licenciado de armas e incapacidade de decidir ou recolher provas na ocasião em que a resposta a incidentes de segurança deu errado.
Área Cinza Legal?
Argumenta-se frequentemente que a proliferação de empresas de segurança marítimas criou uma zona jurídica cinzenta privada e pessoal de segurança armada contratada, trabalhando em um vácuo livre de regulação, tanto porque os regulamentos desse setor estão nem sempre existe, e porque eles estão em alto mar, uma área fora da jurisdição nacional, que muitos acreditam que não tem efetivo controle do estado. Assim, há um público crescente, que acredita que os prestadores privados de segurança marítima precisam ser regulamentados.
Grande parte dessa percepção surgiu de histórias ou até mesmo vídeos ou medo, ao invés de evidências diretas e avaliação acadêmica dos mecanismos legais que regulam este setor. No entanto, ele tem alimentado a crença de que a prestação e fiscalização das operações de segurança privada no mar são mais complicadas do que em terra. Complicado o regime jurídico pode ser de fato, mas, tal como evidenciado pelos inúmeros instrumentos de direito que existem para regular este setor, uma área cinzenta legal isso não é.
O regime jurídico do Direito do Mar, especificamente, codificada na CONVENÇÃO SOBRE O DIREITO DO MAR (CNUDM), fornece a base para a legislação dos oceanos, estipulando a responsabilidade do Estado, as obrigações, e a jurisdição. Esta fundamentação, especialmente o trio jurisdicional da bandeira, porto, e os Estados costeiros, bem como a estrutura zonal estabelecida pela Convenção de Montego Bay, é fundamental para assegurar a gestão dos oceanos de forma universal e uniforme em todos os setores, sendo que a segurança marítima privada não é exceção. Ela fornece os freios e contrapesos necessários, juntamente com a redundância de competência concorrente, em certas circunstâncias, para manter a ordem durante as atividades no mar.
Além disso, as diretrizes do setor surgiram para aumentar essas medidas, sendo promovida dentro da indústria como um procedimento menos oneroso e mais imediata para o setor se auto-regulamentação. Isso levou a uma rápida profissionalização do setor e sua aceitação pela comunidade marítima e, especialmente, pela Organização Marítima Internacional (IMO). Esse crescimento reflete a aceitação global do fato de que as operações de segurança marítima privada se encontram devidamente regulamentadas.
Desafios
Os desafios que ainda permanecem na defesa da sua utilização é a interação entre os setores de segurança e a de seguros privados para aumentar a transparência e prestação de contas de negócios. No entanto, não há dúvida de que os esforços de segurança marítima privada trouxeram um impacto positivo substancial sobre a indústria de transporte marítimo global pelo fato de nenhum navio que emprega guardas armados foi vítima de pirataria ou assaltos à mão armada.
A indústria tem grandes esperanças de ver esta tendência continuar. Garantir de que o regime jurídico estabelecido pela legislação seja respeitado, seguido, e executado, bem como incentivar os líderes da indústria a adotar mecanismos da lei já existente, vai possibilitar que as tendências para o aumento da conformidade legal, responsabilidade e supervisão as melhores práticas continuarão em uma trajetória positiva.

Autor: Simon Williams - Diretor do Tactique Ltd, uma empresa de consultoria com sede em Washington sobre a segurança marítima e assuntos ambientais. Este é o primeiro de uma série de artigos sobre operações de segurança marítima e do Direito do Mar.

Este documento é um resumo da evolução da segurança marítima. Ele é fornecido para fins de informação geral, não é um aconselhamento jurídico e não constitui uma oferta de serviços de consultoria jurídica. Ela não deve ser utilizada como um recurso legal principal.





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