Çetin Gören já havia ganhado notoriedade durante a 'Swamp
Operation (Operação Pântano)
A apreensão de
aproximadamente 10 toneladas de cocaína, em 7 de janeiro, durante a operação
"Maré Branca", realizada no navio cargueiro de bandeira tanzaniana
"RAS" (também registrado como UNITED S), próximo às Ilhas Canárias, motivou
investigação pelo Ministério Público de Istambul, e levou à prisão de sete
suspeitos, incluindo o suposto narcotraficante turco Çetin Gören.
De acordo com as
investigações, após escalas na Líbia e em Marrocos, o navio atravessou o
Estreito de Gibraltar e entrou no Oceano Atlântico. Depois de visitar os portos
de Fortaleza e Belém, no Brasil, o navio carregou mercadorias no mar, próximo
ao Suriname, antes de seguir rumo à Europa.
Ligação com Máfia Sérvia
Foi relatado que
dois cidadãos sérvios embarcaram no navio antes de sua partida do Porto de
Belém e que, após o carregamento, ele foi interceptado por unidades militares
espanholas ao chegar às águas próximas às Ilhas Canárias.
Detenções e Suspeitos
Na Espanha, 13
tripulantes do navio foram presos, incluindo os cidadãos turcos Kubilay Yalçın,
Ali Osman Amanet, Remzi Karakaya e Atanur Ateş.
No âmbito da
investigação, foram realizadas buscas simultâneas em um total de 19 endereços,
incluindo 11 em Istambul, 3 em Mersin, 2 em Tekirdağ, 1 em Kocaeli, 1 em
Sakarya e 1 em Hatay, pela Divisão de Crimes de Narcóticos do Departamento de
Polícia de Istambul.
Entre os 7
indivíduos detidos na Turquia sob as acusações de "organização
criminosa", "tráfico de drogas" e "lavagem de dinheiro
obtido com o crime", estavam Çetin Gören, que já havia ganhado notoriedade
durante a 'Swamp Operation (Operação
Pântano), além de Engin Çavuş, Mesut Yalçın, Ahmad Almassri, Semra Almassri,
Mehmet Bülent Aymen e Fares Diab.
Os bens pertencentes
a esses indivíduos foram apreendidos, incluindo bens móveis e imóveis, ações de
empresas, contas bancárias e criptomoedas.
Três outros
suspeitos permanecem foragidos internacionalmente, com mandados de prisão
expedidos e alertas vermelhos em processo de emissão.
Çetin Gören
Çetin Gören foi
preso na Operação Pântano", anunciada em 2020 pelo então Ministro do
Interior Süleyman Soylu como "a maior operação antidrogas da história da
República". Ele foi libertado em 2022 e absolvido em 2024.
Empresa
Após a investigação conduzida
pela Procuradoria-Geral de Istambul que indicou uma suposta ligação do navio
com a empresa United Shipping Ship Agency Industry and Trade Limited Company
(Kamer Shipping), sediada em Istambul, operações simultâneas foram iniciadas na
Turquia, e diversos suspeitos, incluindo figuras públicas conhecidas, foram
presos.
Em vez de nomear um
administrador judicial para a empresa por acusações de lavagem de dinheiro e
tráfico de drogas, foram implementados procedimentos de apreensão direta,
mediante a análise dos relatórios do MASAK (Mali Suçları Araştırma Kurulu -
Conselho de Investigação de Crimes Financeiros da Turquia) e dos registros da
empresa.
A empresa, bem como suas
participações em sociedades, depósitos e contas de investimento em bancos e
instituições financeiras; e ativos no mercado de criptomoedas e corretoras,
foram apreendidos de ofício.
Foi anunciado que o
navio, que supostamente pertencia à Kamer Shipping, foi vendido para outra
empresa em 9 de outubro de 2025. Segundo o anúncio, o navio foi transferido
para a Capo Maritime Co.
Caso semelhante
Uma situação
semelhante ocorreu em outra operação realizada pela Marinha Francesa no início
de 2025. Nessa operação, descobriu-se que o navio "Haliç –
Igualdade", transportando 9 toneladas de drogas, pertencia a um armador
turco, e posteriormente foi anunciado que o navio havia sido "vendido pouco
antes de deixar a Turquia".
Nota da Empresa
Em nota, a empresa Kamer
Shipping alegou que o navio em questão foi vendido a uma empresa estrangeira
meses antes da operação (em outubro de 2025), mas, devido a atrasos na
atualização de bancos de dados internacionais, o navio ainda constava como
sendo de sua propriedade. A empresa negou qualquer envolvimento no incidente ou
com as drogas, rejeitando a investigação.
Enquanto o processo
de prisão dos suspeitos detidos pela polícia continua, a administração da
empresa envolvida está sob vigilância estatal. As autoridades lembram que a
investigação está sendo conduzida em sigilo e que, de acordo com a presunção de
inocência, os suspeitos serão considerados inocentes até que se prove o
contrário.
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