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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

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PORTUÁRIOS VÃO À BRASÍLIA CONTRA A MP 595





A luta dos trabalhadores portuários de Santos contra a Medida Provisória 595, que retira dos portuários as conquistas obtidas nas últimas décadas, terá mais um importante capítulo hoje de manhã, em Brasília.

É que as lideranças da categoria, que ontem passaram o dia fazendo articulações junto a deputados e senadores, serão recebidos em audiência pelo presidente do Senado, Renan Calheiros ( PMDB-AL). O encontro acontece às 11h30 no gabinete do senador.

A reunião foi agendada pelos deputados federais Marcio França (PSB-SP) e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), que, ao lado de Beto Mansur (PP-SP) formam a bancada paulista de apoio aos trabalhadores.

Também estão em Brasília os presidentes do Sindogeesp (operadores de guindaste empilhadeiras) Guilherme do Amaral Távora, do Sindaport (empregados na administração portuária), Everandy Cyrino dos Santos, do Sindicato dos Estivadores, Rodney Oliveira da Silva e do Sindicato dos Trabalhadores de Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes.

“Essa é uma oportunidade de ouro e vamos aproveitá-la para informar o presidente do senado das consequências devastadoras que a MP 595 poderá trazer para os portos nacionais, com reflexos que serão imediatamente sentidos pelos trabalhadores avulsos e empregados das companhias docas”, disse Guilherme Távora.

Ele e Cyrino ficaram impressionados com a propaganda feita pela Força Sindical. Todo o entorno do Congresso Nacional está com baners e bandeiras em favor dos portuários e contra a MP. Além disso, milhares de panfletos com críticas à MP, confeccionados pela Força Sindical, serão lançados de um helicóptero.

A mobilização na Capital Federal será reforçada hoje com a chegada dos dirigentes sindicais das demais categorias. Uma delas é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), Robson Apolinário, que manifestou confiança no êxito dessa empreitada.

Caravana

Lotado com 54 trabalhadores ligados ao Sintraport e ao Sindicato dos Estivadores, um ônibus saiu na tarde de ontem de Santos, rumo à Brasília.

Caravanas de trabalhadores de outras cidades portuárias também foram organizadas para aumentar a pressão no Congresso contra a MP.

Plenária

 Após a audiência com Renan Calheiros, será realizada uma plenária na Câmara dos Deputados, com a participação de parlamentares de diferentes partidos, para debater as mudanças previstas nos portos nacionais.

As lideranças do movimento não descartam a possibilidade de deflagração de uma greve nacional da categoria, por tempo indeterminado, caso a MP 595 seja aprovada da forma como foi elaborada.

Um dos defensores da paralização é o deputado Paulinho da Força, para quem a medida prejudica todo o sistema portuário do País. “Ela cria condições para que os portos sejam privatizados, caindo nas mãos de grandes donos de navios (armadores) e operadores internacionais, que irão determinar preços e demandas”.
 
Fonte: Jornal A Tribuna
 
 
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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PORTUÁRIOS E DEPUTADOS TRAÇAM ESTRATÉGIAS CONTRA A MP 595



A LUTA CONTRA A MP 595






Preocupados com os rumos da Medida Provisória nº 595, representantes dos nove sindicatos de trabalhadores portuários avulsos e empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira com os deputados federais da bancada paulista, Márcio França (PSB), Beto Mansur (PP) e Paulo Pereira (PDT), o Paulinho da Força. Na pauta do encontro a avaliação das 645 emendas que serão apreciadas no início de fevereiro por uma comissão parlamentar, em Brasília.

Realizada na sede do Sindicato dos Rodoviários, o encontro serviu para os dirigentes definirem as estratégias de mobilização dos trabalhadores, que contarão com o apoio dos três deputados. Márcio França e Paulo Pereira se comprometeram em reservar o auditório do Congresso visando à realização de um encontro nacional dos portuários,  inicialmente previsto para o próximo dia 6.

Os dois deputados também se encarregaram de agendar uma reunião entre as lideranças sindicais com os senadores, Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da MP, e José Pimentel, (PT - CE), atual líder do Governo no Congresso. Antes da plenária, deputados e trabalhadores subirão a serra em direção à capital para pedir o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em razão dos reflexos que a nova regulamentação poderá causar na economia do Estado.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a participação dos políticos da região será de fundamental importância e envolve não só os trabalhadores avulsos como também os empregados das companhias docas. "A questão é bastante complexa e por isso estamos contando com a colaboração dos representantes políticos da região, além do Paulinho da Força que também se colocou à disposição dos portuários de Santos."

O presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, é mais incisivo e defende uma paralisação geral nos portos do País. "Só temos que agradecer a força que os deputados estão dando, porém, diante de algumas emendas que são extremamente nocivas aos trabalhadores, não vejo outra saída a não ser uma greve nacional por tempo indeterminado".

Já Guilherme do Amaral Távora, presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), defende uma ampla atuação junto à comissão parlamentar que irá analisar as emendas. "Entre titulares e suplentes estamos falando de 58 membros, entre deputados e senadores, cujo trabalho de articulação tem que ser feito com todos". O sindicalista é a favor de uma ação coordenada entre sindicatos de todos os portos e respectivos representantes políticos, e não apenas os de Santos.

Um dos mais atentos ao trabalho dos parlamentares é o presidente do Sindicato dos Consertadores, Adilson de Souza. "Algumas emendas apresentadas por deputados de outros estados poderão decretar a extinção dos consertadores de carga e o consequente fechamento dos sindicatos da categoria", reclamou. Durante a reunião Adilson solicitou aos três políticos "todo o esforço possível" para que as mesmas sejam retiradas da pauta.

"A reunião foi importante, mas neste momento delicado a unidade portuária tem que se sobrepor aos interesses individuais, independentemente da categoria, das preferências e posições político partidárias". Assim definiu o resultado do encontro o vice-presidente do Sindicato dos Operários (Sintraport), Claudiomiro Machado. Segundo ele, o trabalho coletivo é a única possibilidade de êxito dos trabalhadores portuários. "Não pode haver posições contrárias e por isso temos que buscar somente alternativas que possam agregar".

O deputado Beto Mansur disse ser antiprodutiva a análise das 645 emendas. "Não adianta trabalharmos em cima dessa infinidade de propostas que foram apresentadas à MP, até porque o ideal será atuarmos numa quantidade reduzida, de interesse da categoria". Para Márcio França, a descaracterização do regime de urgência da MP é temerosa no atual estágio. "Antes eu acreditava que isso seria um bom negócio, mas agora acho bastante temeroso a transferência da MP diretamente para o Congresso".

A economia de Santos e das cidades que compõem a Baixada Santista é outra preocupação dos sindicalistas. Para o vice-presidente do Sindicato dos Vigias, José Cavalcante Pessoa. "O tema é de interesse público e não apenas dos trabalhadores portuários, considerando que a possível aprovação de algumas emendas poderá afetar a vida econômica da região com consequências imprevisíveis".

Ao término da reunião, acompanhado de Rodnei Oliveira, do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Valdir Pestana, e de executivos da empresa Santos Brasil, o deputado Paulo Pereira sobrevoou o complexo portuário santista a bordo de um helicóptero disponibilizado pelo Terminal Portuário. 

Fonte: DCG / AssCom Sindaport
 
 
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

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PREFEITO E DEPUTADO CITADOS EM RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL


Relatório da Polícia Federal cita Papa e Beto Mansur

Porém, ambos não figuram como investigados no documento da polícia.

 SEGURANÇA PORTUÁRIA EM FOCO / POLÍCIA FEDERAL

 

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), e o deputado federal Beto Mansur (PP) estão incluídos em um relatório encaminhado à Justiça pela Polícia Federal (PF), dentro da Operação Porto Seguro. O esquema envolve tráfico de influência, falsidade ideológica e corrupção, com pagamento de propina a funcionários públicos, para emissão de pareceres e laudos técnicos em favor de empresas com interesse em processos em trâmite no governo federal.

Os nomes de ambos e mais 16 autoridades com prerrogativa de foro — que não podem ser julgados pela justiça comum — foram publicados em reportagem do jornal O Estado de São Paulo (Estadão) desta sexta-feira (14). A publicação informa que o suspeito de chefiar a operação, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANAC), Paulo Rodrigues Vieira, quer negociar uma delação premiada.

Políticos graúdos também estão na lista da PF, entre eles o deputado federal Valdemar da Costa Neto (PP), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), o senador José Sarney (PMDB), o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Até ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Tófoli esta na lista publicada pelo jornal.

No caso do governador as informações são de que o ex-senador Gilberto Miranda, em telefonema interceptado pela PF, teria dito a Paulo Vieira (suspeito de ser chefe da quadrilha), que teria recebido informações privilegiadas de dentro do Governo de São Paulo. Ele teria cópia de um decreto assinado por Alckmin antes do documento ter sido publicado no Diário Oficial.

É importante ressaltar que tanto o governador Alckmin, como o prefeito Papa e o deputado Beto Mansur podem não ser alvos da investigação e o relatório seja, apenas, um procedimento de praxe da Polícia Federal.
 
 

*Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
 
 
 
 
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