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GUARDA PORTUÁRIA INICIA TREINAMENTO DA PLATAFORMA MURALHA DIGITAL NO PORTO DE SANTOS

Sistema utiliza tecnologias de monitoramento e inteligência para apoiar a gestão operacional e a segurança portuária A Guarda Portuária da...

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

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FREDERICO BUSSINGER COMENTA O RELATÓRIO DA MP DOS PORTOS



Pacote Portuário: Habemus Relatório!

 



Atraso, auditório cheio e início tenso (corria que não seria dado quórum!). Mas, finalmente, o relator da Comissão Mista da MP-595, Sen. Eduardo Braga, acabou entregando e lendo, ontem à tarde (10º Reunião), seu longo (51 pg) relatório e PL de Conversão; informando terem sido acatadas 137 das 645 emendas apresentadas. Da boca da fornalha, algumas observações preliminares:

Muitas das ambiguidades da MP foram eliminadas, conflitos corrigidos, e regras de difícil aplicação reformuladas. Assim, na forma, tem-se a impressão que o texto do PL é mais consistente que o da MP.

Os trabalhadores, certamente, foi o grupo de interesse mais contemplado em suas reivindicações (a greve, programada para amanhã, foi suspensa): Proibição do trabalho temporário (Art. 40, §3º), estabelecimento de renda mínima (Art. 43) e de aposentadoria especial (Art. 74) mas, principalmente, sua caracterização como “categoria diferenciada” (Art. 40, § 4º), possibilitando que os sindicatos representem e negociem tanto dentro como fora dos POs. Também a explicitação da OIT como referência normativa abre-lhes importantes perspectivas.

Em contrapartida, as primeiras reações do setor empresarial são de ceticismo em relação à potencial eficácia das regras do PL para consecução dos objetivos estabelecidos (Art. 3º), e frustração em relação as expectativas criadas ao longo das últimas semanas: Prorrogação dos contratos pré-93 (Art. 56), limitado, porem, a 5 anos (pleito de 10 – anteriormente 25). Antecipação das prorrogações dos pós-93 (Art. 57), mas apenas uma possibilidade, “à critério do poder concedente”. Adaptação dos contratos dos TUPs dentro dos POs (Art. 58), mas sem clareza do como. Inclusão da figura do “porto-indústria” (Art. 2º - VIII), prescindindo de processo seletivo, porem apenas para alguns setores. Em tempo: “terminal dedicado” seria mais próprio!

A centralização dos processos decisórios portuários (planejamento, arrendamentos, tarifas, etc.), objetivo e marca do novo modelo, foi mantida pelo PL. Até mesmo a autonomia dos portos delegados a Estados e Municípios conduzirem suas licitações (Art. 6º, § 5º) é, apenas, uma possibilidade. Assim, mesmo em as delegando a União, é possível serem estabelecidos tantos condicionantes que, na prática, as opções estratégicas já tenham sido tomadas e aos delegados caiba, apenas, o formal/administrativo do processo.

O PL cuida de fixar diversos prazos, a começar para a Antaq licitar arrendamentos vencidos: Vale como meta; mas a experiência da “Lei dos Portos” mostrou que não basta o comando legal para que seja transformado em realidade... sem considerar que, agora, há novos atores e entraves no processo decisório.

Apesar do exíguo prazo à frente (até 16/MAI), dificilmente a MP não será convertida em Lei. Na sequência, uma corrida para regulamentar seus inúmeros comandos. Mas o grande desafio, ao se virar a ampulheta, será quebrar o clima de semiparalisia do setor e se efetivar os objetivos de eliminação de gargalos, aumento de eficiência, de competitividade, de redução de custos/tarifas, de aumento da capacidade instalada... e, para tanto, particularmente, de se investir os R$ 54 bilhões, nos prazos estabelecidos.

 

Fonte: Portogente
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quinta-feira, 21 de março de 2013

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REPRESENTANTES DA GUARDA PORTUÁRIA FORAM RECEBIDOS NA SEP





Na última quarta-feira (20), o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra,o pressidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, o presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, Sergio Magalhães Gianetto, e os representantes da Guarda Portuária, Ange Bibiou, Dejacy da Conceição e Sergio Ricardo Mendonça, foram recebidos pelo ministro da Secretaria de Portos (SEP), Leônidas Cristino. Os trabalhadores entregaram pauta com itens que reivindicavam que fossem incluídos ou retirados alguns itens da Medida Provisória 595/12 que cria novo regulamento para o setor. O documento também foi entregue ontem ao relator da MP, o senador Eduardo Braga.

Os trabalhadores pediram apoio do ministro nas discussões sobre a inclusão da Guarda Portuária na MP. A categoria pediu a supressão do parágrafo único do artigo 4º que prevê a privatização da administração portuária, hoje a cargo das companhias Docas. Na ocasião, o ministro se comprometeu a analisar o documento com essas e outras reivindicações dos portuários.
O trabalho realizado pelos nossos "anjos guerreiros" foi muito importante em Brasília. o trabalho entregue ao ministro e ao relator da MP mostrando a realidade da Guarda Portuária ajudou no convencimento para a manutenção da categoria.


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A GUARDA PORTUÁRIA SERÁ MANTIDA, GOVERNO E SINDICALISTAS ENTRAM EM ACORDO SOBRE A MP DOS PORTOS


Acordo põe fim à ameaça de greve programada para o dia 25 de março.

Relator da MP diz que vai discutir cadastro para trabalhadores.
 

 
O governo federal e sindicatos que representam trabalhadores do setor portuário anunciaram nesta quinta-feira (21) acordo sobre o texto da Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos. Com isso, segundo os sindicalistas, está suspensa a paralisação nos portos públicos brasileiros programada para o próximo dia 25.

O acordo saiu depois de cerca de duas horas e meia de reunião entre centrais sindicais (CUT, Força Sindical e CTB) e o líder do governo no Senado e relator da MP 595, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). De acordo com ele, restou apenas uma “pendência” entre as exigências feitas pelos representantes dos trabalhadores: a criação de um cadastro dos portuários, que pode ficar ou não dentro dos Ogmos (Órgãos Gestores de Mão-de-Obra), e que vai servir de referência para a contratação dos trabalhadores por portos públicos e privados.

O Ogmo é uma entidade sem fins lucrativos, responsável pelo cadastramento, registro e fiscalização da mão-de-obra dos trabalhadores portuários avulsos - que não têm vínculo empregatício com as companhias docas.

"Precisamos encontrar uma forma para que os trabalhadores tenham cadastro, tenham registro. Não significa que esse registro vai ser no Ogmo. Pode ser na Delegacia do Trabalho Marítimo, no sindicato. Precisamos encontrar um texto, mas isso não envolve compromisso do governo, não faz parte do acordo", disse Braga após a reunião. A proposta deve ser apresentada aos sindicatos na próxima semana.

Braga negou que a substituição dos Ogmos pelo cadastro não traga mudanças no sistema de contratação de trabalhadores do setor. De acordo com ele, ao contrário dos Ogmos, que cobram uma taxa de 6,5% sobre o salário dos trabalhadores, não haverá custo na contratação via cadastro – apesar de ele ser obrigatório. Essa medida, segundo Braga, vai garantir aos portos mão-de-obra especializada.

O líder do governo negou, porém, que os trabalhadores hoje representados pelos Ogmos vão ter preferência nesse cadastro. Já o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disso que os sindicalistas vão exigir que os trabalhadores dos Ogmos sejam contratados pelos novos terminais.

“Nós abrimos mão do Ogmo como órgão gestor [das contratações] tanto para porto público como para porto privado, mas não abrimos mão de que os trabalhadores relacionados no Ogmo sejam as pessoas para serem contratadas nesses novos terminais”, disse ele.

Pontos do acordo

 O acordo prevê ainda a inclusão no texto da nova lei sobre a atuação dos portos um dispositivo que proíba a contratação de trabalhadores temporários pelos operadores portuários, conforme exigência dos sindicatos.

Também foi acordada a inclusão no texto da Medida Provisória da Guarda Portuária, que terá a atuação regulamentada pela Secretaria de Portos da Presidência da República. Outra medida incluída no texto é a criação de um grupo com membros do governo, trabalhadores e empregadores, para debater o treinamento e a qualificação dos portuários.

Plano do governo

 No final de 2012, o governo federal divulgou um pacote de medidas para ampliar os investimentos no setor portuário e reduzir o custo com movimentação de carga no país. Entre as principais medidas estão o fim de cobrança de outorga nos leilões de terminais – os vencedores serão aqueles que propuserem o menor preço para transportar a maior quantidade de carga -, e a permissão para terminais privados, os chamados TUPs, transportarem carga de terceiros (esses portos pertencem a empresas, como Vale e Petrobras, que hoje só movimentam carga própria).

O governo, então, publicou a medida provisória 565, que estabelece novas regras para o setor portuário e está agora sob análise do Congresso. A MP acabou por gerar insatisfação entre os portuários.
 
Fonte: G1
 
 
 
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MANUTENÇÃO DA GUARDA PORTUÁRIA É ACEITA PELO GOVERNO



Na reunião que acontece hoje, o governo vai tentar garantir um acordo para a aprovação da MP dos Portos e evitar uma greve marcada para a próxima segunda-feira (25/03).
 
 

Depois de algumas tratativas, o governo aceitou a manutenção da Guarda Portuária, a distinção entre sindicatos de trabalhadores de portos públicos e privados, o que beneficia as federações de portuários já existentes e uma espécie de “bolsa-portuário”, que beneficiaria trabalhadores em idade de se aposentar e que não têm cobertura do sistema previdenciário.

Regime Temporário

Para diminuir a resistência dos sindicatos, na reunião que acontece hoje, o Governo tentará avançar em um acordo pela aprovação da MP 595. Um dos pontos que serão levados aos trabalhadores é a disposição em incluir um artigo proibindo contratos temporários, normalmente de três a seis meses, com carteira assinada nos terminais localizados em portos públicos. Os órgãos gestores de mão de obra (Ogmos) exercem monopólio sobre a alocação de trabalhadores nesses terminais. No entanto, uma série de operadores têm conseguido liminares judiciais que permitem a contratação temporária, via CLT. É o caso de muitos terminais de granéis sólidos nos meses de safra agrícola.

Para atender aos sindicatos, o relator da MP 595, Eduardo Braga (PMDB-AM), deverá incorporar ao texto original, a pedido do governo, um artigo vetando explicitamente essa situação.

Mão de Obra Avulsa

No principal item de reivindicação dos trabalhadores, que é a obrigatoriedade de os portos privados contratarem mão de obra avulsa, que é feita por meio dos órgãos gestores de mão de obra (Ogmos), ainda não houve acordo.

Os representantes dos trabalhadores fizeram uma proposta de flexibilização, eles aceitam que os portos privados que transportem sua própria carga não precisam ter obrigatoriedade de contratar avulsos, no entanto, o governo quer manter o texto da lei que desobriga os privados de contratarem avulsos.

Os trabalhadores não querem fechar o acôrdo sem o atendimento desse ponto, mas abriram uma possibilidade: que os novos portos privados criem seus próprios órgãos de recrutamento de trabalhadores avulsos, em uma transição ao longo dos próximos anos.

A proposta será levada à presidente Dilma Rousseff, para que ela tome uma posição antes da reunião marcada com os trabalhadores. Caso não haja acordo, os trabalhadores ameaçam convocar uma greve para segunda em todos os portos do país.

Outras exigências dos trabalhadores, como a criação de um piso salarial, ou número de horas mínimas trabalhadas por semana para os trabalhadores avulsos nos portos, e a inclusão de garantias de competitividade dos portos públicos, poderão ser alteradas ou incluídas na MP.

"O governo não aceita é mexer na essência do projeto, que é a garantia da maior eficiência, ampliação de capacidade e competitividade do setor".

O presidente da comissão, José Guimarães, líder do PT na Câmara, esta otimista em relação a um acordo na quinta-feira.

Nesta quarta-feira, uma nova audiência pública sobre o tema no Senado ouviu o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, e representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Governo atende aos empresários

O Governo aceita a renovação antecipada dos contratos de arrendamento firmados depois de 1993, que geralmente expiram depois de 2020, a fim de liberar investimentos na expansão de suas instalações.  A renovação dos contratos por 25 anos já era possível, mas só seria discutida de 24 a 36 meses antes do término da primeira "perna" dos contratos.

"Não vemos problema nenhum em antecipar os investimentos e renovar para a segunda perna", disse Cristino. A cessão de áreas contíguas aos terminais, para permitir as ampliações, será discutida caso a caso.
 
Reunião
 
Hoje, o relator da Comissão Mista, Senador Eduardo Braga (PMDB/AM), se reúne mais uma vez com centrais sindicais representantes de trabalhadores portuários para negociar um acordo em relação à Medida. A audiência de hoje deveria ser a última oitiva, segundo o cronograma apresentado por Braga, mas os membros da comissão aprovaram requerimento para convidar a falar sobre o tema os governadores da Bahia, Jaques Wagner; de Pernambuco, Eduardo Campos; e do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Também será ouvido o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa. A data dessa audiência pública ainda será definida.
 
 
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sábado, 23 de fevereiro de 2013

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GREVE PARALISOU 30 PORTOS E 30 MIL TRABALHADORES






As entidades de trabalhadores portuários informaram que a greve deflagrada entre 7h e 13h de sexta-feira (22) paralisou a atividade de 30 portos em 12 Estados. O movimento teve a adesão de cerca de 30 mil funcionários como estivadores, conferentes, arrumadores, trabalhadores das companhias docas, entre outros.

De acordo com a Força Sindical, realizam paralisações nesta manhã portos em Alagoas, Amapá, Amazonas, Baia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

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 Paraná

Segundo a APPA, a  paralisação dos trabalhadores impossibilitou a operação dos 16 navios, no período da manhã, que estão atracados no cais dos portos de Paranaguá e Antonina. Somente um navio de granel líquido, que não depende de mão de obra, operou normalmente. Nas demais fainas, os trabalhadores foram requisitados, entraram no Porto, mas não assumiram as funções.

Cerca de 400 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) que responderam à chamada do turno das 7h às 13h, no Porto de Paranaguá, cruzaram os braços. Os dados são do Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo), mas não levam em conta os caminhoneiros ligados à Cooperativa de Transportes e à Coopadubo, que também aderiram ao movimento.

Nos terminais privados, as estruturas de recepção de caminhões e vagões permaneceram normal pela manhã. Somente no recebimento dos granéis do corredor de exportação (parte pública), houve paralisação.

A manifestação dos trabalhadores foi totalmente pacífica e não foram registrados distúrbios ou aglomerações decorrentes do protesto.

A partir das 13 horas, as atividades nos portos paranaenses foram retomadas normalmente.

Espírito Santo





O Espírito Santo teve 100% de adesão dos portuários vinculados e avulsos dos portos públicos e privados.

Todos os portos do Espírito Santo ficaram parados. De acordo com o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), mais de cinco mil trabalhadores ficaram com os braços cruzados até às 13h. Os manifestantes estenderam faixas em frente ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória, e se concentraram com cartazes nos portos de Vitória, de Vila Velha, e Aracruz.

O presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) informou que quatro navios de carga estavam atracados nos portos, mas sem movimentação, o que representou um prejuízo estimado em R$ 280 mil.

“Esperamos que com essa abertura de diálogo possamos convencer a presidente Dilma Rousseff de que, embora ela tenha tido o sentimento de não prejudicar a classe trabalhadora, os prejuízos são enormes para os portos públicos, terminais privados já existentes dentro da área organizada e, principalmente, os trabalhadores vinculados às companhias docas e os avulsos”, avaliou o nosso presidente Ernani Pereira Pinto.

No nosso Estado, os companheiros fizeram cerca de 10 pontos de manifestação e pararam a Codesa, TVV, Peiú, CPVV, Portocel, TPS, Technip e Hiperexport por seis horas.

Bahia





Os trabalhadores do Porto de Salvador aderiram à paralisação nacional e proibiram o acesso de pessoas e cargas no terminal. Segundo informações da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), por conta da paralisação, uma fila de caminhões e carretas ficaram parados em frente ao porto, na Cidade Baixa. A fila de caminhões chegou ao Terminal do Ferry Boat, na Calçada.

"Somos contrários a essa medida, já que se ela for aprovada como ela está, ela vai acabar com o trabalhador portuário. Vai acabar com o nosso mercado de trabalho", explicou o presidente do Sindicato dos Portuário da Bahia, Ulisses Oliveira Júnior.io-BA



Maranhão

Trabalhadores do Porto do Itaqui, em São Luis, aderiram à paralisação. A manifestação ocorreu em frente ao terminal portuário.

No Maranhão, o movimento contou com total e irrestrito apoio da Força Sindical, declarou Frazão, que espera ser recebido a qualquer momento pela governadora Roseana Sarney, juntamente com um grupo de dirigentes sindicais do estado. Frazão espera que Roseana interfira junto a bancada federal maranhense, para eliminar os atos nocivos aos trabalhadores portuários contidos na MP 595, declara o sindicalista.

Manaus

Todos os 800 estivadores do Porto Privatizado de Manaus, Porto Chibatão e Super Terminais cruzaram os braços em paralisação organizada pelo Sindicato dos Estivadores de Manaus (Setem/AM).

De acordo com o presidente do sindicato, Claudovaldo Farias Barreto, conhecido como Codó, todos os estivadores da capital estão concentrados nessas três empresas

Pernambuco

Os portuários de Pernambuco realizam paralisação entre 8h e 14h, participando da mobilização nacional contra a Medida Provisória (MP) 595, a chamada MP dos Portos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários de Pernambuco (Sindope), Ricardo Luiz Von Sohsten, a partir das 14h as atividades foram retomadas.

O Complexo Industrial Portuário de Suape (PE), contudo, informou que a paralisação não atrapalhou a movimentação do porto, pois não há nenhum navio que utiliza mão de obra de trabalhadores avulsos previsto para atracar no período.

Belém




Seguindo o exemplo dos portos de outras cidades do país, os trabalhadores portuários dos portos de Belém, Miramar e Vila do Conde, cruzaram os braços e protestaram. Na capital, a concentração ocorreu nas proximidades do Porto de Belém.

"Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar", disse Cileno Borges, guarda portuário durante a manifestação no portão 17 do Porto de Belém.


Rio Grande - RS

Os trabalhadores do Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, realizam uma paralisação desde as 7 horas. De acordo com a assessoria da superintendência do terminal, quase 500 funcionários cruzaram os braços e quatro navios que estavam atracados, ficaram sem operar.

Santos - SP



Em Santos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo informou que, de 20 navios atracados não operaram das 7h às 13h, apenas três operaram, pois conseguiram realizar o embarque e desembarque de forma automatizada, sem mão de obra e cerca de 8 mil portuários paralisam as atividades.

Rio de Janeiro – RJ
 


Funcionários e caminhões foram proibidos de entrar no porto. Segundo o sindicato, carca de 5.000 trabalhadores ficaram parados. “nós queremos que não privatize as companhias docas e que garanta o trabalho de acordo com a convenção 137 da OIT e da manutenção da Guarda Portuária”, disse Sergio Giannetto, presidente do sindicato dos portuários.


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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

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PORTUÁRIOS VÃO À BRASÍLIA CONTRA A MP 595





A luta dos trabalhadores portuários de Santos contra a Medida Provisória 595, que retira dos portuários as conquistas obtidas nas últimas décadas, terá mais um importante capítulo hoje de manhã, em Brasília.

É que as lideranças da categoria, que ontem passaram o dia fazendo articulações junto a deputados e senadores, serão recebidos em audiência pelo presidente do Senado, Renan Calheiros ( PMDB-AL). O encontro acontece às 11h30 no gabinete do senador.

A reunião foi agendada pelos deputados federais Marcio França (PSB-SP) e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), que, ao lado de Beto Mansur (PP-SP) formam a bancada paulista de apoio aos trabalhadores.

Também estão em Brasília os presidentes do Sindogeesp (operadores de guindaste empilhadeiras) Guilherme do Amaral Távora, do Sindaport (empregados na administração portuária), Everandy Cyrino dos Santos, do Sindicato dos Estivadores, Rodney Oliveira da Silva e do Sindicato dos Trabalhadores de Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes.

“Essa é uma oportunidade de ouro e vamos aproveitá-la para informar o presidente do senado das consequências devastadoras que a MP 595 poderá trazer para os portos nacionais, com reflexos que serão imediatamente sentidos pelos trabalhadores avulsos e empregados das companhias docas”, disse Guilherme Távora.

Ele e Cyrino ficaram impressionados com a propaganda feita pela Força Sindical. Todo o entorno do Congresso Nacional está com baners e bandeiras em favor dos portuários e contra a MP. Além disso, milhares de panfletos com críticas à MP, confeccionados pela Força Sindical, serão lançados de um helicóptero.

A mobilização na Capital Federal será reforçada hoje com a chegada dos dirigentes sindicais das demais categorias. Uma delas é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), Robson Apolinário, que manifestou confiança no êxito dessa empreitada.

Caravana

Lotado com 54 trabalhadores ligados ao Sintraport e ao Sindicato dos Estivadores, um ônibus saiu na tarde de ontem de Santos, rumo à Brasília.

Caravanas de trabalhadores de outras cidades portuárias também foram organizadas para aumentar a pressão no Congresso contra a MP.

Plenária

 Após a audiência com Renan Calheiros, será realizada uma plenária na Câmara dos Deputados, com a participação de parlamentares de diferentes partidos, para debater as mudanças previstas nos portos nacionais.

As lideranças do movimento não descartam a possibilidade de deflagração de uma greve nacional da categoria, por tempo indeterminado, caso a MP 595 seja aprovada da forma como foi elaborada.

Um dos defensores da paralização é o deputado Paulinho da Força, para quem a medida prejudica todo o sistema portuário do País. “Ela cria condições para que os portos sejam privatizados, caindo nas mãos de grandes donos de navios (armadores) e operadores internacionais, que irão determinar preços e demandas”.
 
Fonte: Jornal A Tribuna
 
 
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

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PORTUÁRIOS OBTÉM APOIO DO MPT


 
 
 
 
* Texto extraído de matérias publicadas no Jornal a Tribuna - Santos
 
Os dirigentes de sindicatos portuários se reuniram com procuradores do Ministério Público do Trabalho – MPT, na tarde de ontem (04/02), para analisar os efeitos da Medida Provisória 595/12 no Porto de Santos.
O encontro foi convocado pelo MPT, que também quer debater as alterações na forma de contratação dos portuários com o relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), em Brasília.
O Coordenador Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário do MPT (CONAPTA), procurador Maurício Coentro Pais de Melo, abriu a reunião criticando a medida provisória. “essa MP desagrada gregos e troianos”, disse ele, referindo-se a trabalhadores, operadores (empresários) estabelecidos no porto organizado, prefeituras e outros segmentos do setor.
Maurício Coentro ponderou que, apesar de pontos conflitantes entre o MPT com os sindicatos, principalmente em relação à implantação da escala eletrônica, a MP nos une em aspectos comuns. “A restrição ao mercado de trabalho dos portuários registrados ou cadastrados no Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO, imposta pela medida provisória, é um dos pontos convergentes”.
Maurício destacou que a MP não garante a renda dos trabalhadores, extingue as Autoridades Portuárias e compromete a segurança do setor.
O vice-coordenador da Conapta, Ângelo Fabiano Farias da Costa, adiantou que o MPT entrará em contato com o relator da MP. E anunciou que a coordenação do órgão também irá alertar os deputados federais integrantes da comissão para os aspectos negativos da MP 595/12.
“Nós ouvimos as preocupações dos representantes dos sindicatos e 95% dos temores que eles têm são os mesmo que os nossos”, disse o procurador Rodrigo Lestrade.
 
 
Segundo o procurador, a MP pode criar uma situação desigual para tratar iguais. “Terminais de fora da área do porto organizado poderão contratar profissionais fora do Ogmo. O que prejudicaria muito trabalhadores e empresas”. Isso porque empresários fora da área do porto poderiam ter a liberdade de contratar outros trabalhadores com salários mais baixos, explica o procurador. A MP também não faz menção à Guarda Portuária, então, não fica claro como ficará o controle de acesso ao cais primário”.
Sindicalistas
O presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, sugeriu que o MPT entre com ação de inconstitucionalidade da MP por não garantir o trabalho portuário avulso. “A medida fere o artigo 7º, inciso 3º, da Constituição Federal, que garante a mão de obra avulsa nos portos. Não abrimos mão desse direito constitucional”, disse Nei.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Valdir de Souza Pestana, alertou para a possibilidade da MP permitir a utilização de mão de obra própria dos armadores a bordo. “Esses trabalhadores internacionais têm jornada de doze horas, contra as oito no Brasil, ou seis, no caso do porto, e recebem salário de fome”.
O presidente do Sindicato dos Operários Portuários, Robson de Lima Apolinário, pediu urgência nas ações. “Nos portos europeus, os governos não participam das operações, mas sim permanecem nas administrações e são autoridades portuárias”.
Para o presidente do sindicato dos Empregados na administração Portuária, Everandy Cirino dos Santos, a reunião foi muito positiva. “Conseguimos expor nossas reivindicações e apresentar os danos que a MP vai causar aos trabalhadores”.
Os trabalhadores marcaram uma plenária com as federações e sindicatos amanhã, em Brasília. Outra plenária está agendada para ocorrer entre os dias 20 e 22.
 
Por Carlos Carvalhal
 
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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ALCKMIN APÓIA OS PORTUÁRIOS







O poder de articulação e mobilização dos nove sindicatos de trabalhadores portuários de Santos já começa a dar resultados. Depois de obterem o importante apoio do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, as lideranças das categorias subiram a serra em direção ao Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, e conseguiram mais um aliado de peso na luta contra a Medida Provisória 595, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

Solícito e demonstrando extrema preocupação com o Porto de Santos e os impactos negativos que a MP poderá ter na economia do maior Estado da Federação, Alckmin se colocou ao lado dos trabalhadores e disse que fará gestões no sentido de tentar reverter o quadro. O governador irá propor ao Governo Federal e aos parlamentares a transformação da MP em projeto de lei seguido de uma ampla discussão sobre o tema, com a participação dos trabalhadores dos portos.

Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a entrada do mandatário paulista no processo desencadeado pelos dirigentes sindicais representa um grande avanço para a categoria. "A postura do governador não me surpreendeu considerando seu compromisso com as cidades que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista, em especial a cidade de Santos, como também com o porto e trabalhadores do setor".

Considerado um dos maiores caciques do PSDB, Geraldo Alckmin levará sua proposta ao conhecimento de seus pares no Congresso Nacional. "É uma iniciativa relevante sob o ponto de vista de articulação política que nesse momento é de fundamental importância em razão do início dos trabalhos da comissão parlamentar mista constituída para apreciar as emendas propostas à MP", disse o sindicalista. Sem data marcada, os trabalhos da comissão podem iniciar a qualquer momento, em Brasília.

Outra notícia que trouxe alívio aos sindicalistas presentes foi a possível audiência entre o governador e a presidenta Dilma Rousseff. Geraldo Alckmin afirmou que tentará um encontro com a mandatária para discutir a polêmica MP. "Ainda que indiretamente, abre-se a possibilidade de um canal de comunicação entre trabalhadores e Governo, o que lamentavelmente não aconteceu até o momento", afirmou Cirino. 

Segundo o representante do Sindaport, o governador do Estado se certificou de todos os problemas causados pela nova regulamentação. "Aproveitamos a oportunidade para detalhar as consequências que a MP poderá ter sobre os empregados da Codesp em razão da possível privatização das administrações das autoridades portuárias, além da questão do mercado de trabalho dos avulsos, a extinção imediata do CAP (Conselho de Autoridade Portuária) e gradual do Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra)". Ele ressalta que o novo marco regulatório causou a descontinuidade administrativa entre os vários agentes que atuam no seguimento.

A retração dos investimentos no complexo portuário santista foi salientada por Cirino. "Com que segurança e garantia o empresariado vai investir em equipamentos, infraestrutura e qualificação profissional se nem ele sabe se continuará com o terminal?". Na última semana o Governo anunciou a relicitação de 150 terminais portuários instalados nos portos públicos. A ameaça acabou levando vários empresários de Santos a participarem da reunião com Geraldo Alckmin, na carona dos sindicatos.

O ministro de Portos, Leônidas Cristino, também será acionado pelo governador. "Apesar de suas limitações decorrentes de absoluta falta de autonomia, sem forças até mesmo para sacramentar um simples acordo coletivo de trabalho dos empregados da Codesp, não deixa de ser um interlocutor do governo". Participaram da audiência representantes dos seguintes sindicatos da categoria: Trabalhadores de Bloco, Consertadores, Conferentes, Estivadores, Sintraport (Operários Portuários), Sindogeesp (Operadores de Guindastes e Empilhadeiras), Rodoviários e Vigias. Ainda, o secretário municipal para Assuntos Portuários, José Eduardo Lopes, os deputados federais eleitos por São Paulo, Márcio França (PSB), Paulo Pereira (PDT) e Beto Mansur (PP).

 

Fonte: DCG / AssCom Sindaport
 
 
 
 
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

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SANTOS VAI LIDERAR NEGOCIAÇÕES SOBRE A NOVA LEI DOS PORTOS




Cidade representará municípios portuários nas tratativas com a União para modificar a MP 595




O prefeito Paulo Alexandre Barbosa foi eleito nesta quinta-feira (31) presidente da ABPM (Associação Brasileira de Municípios Portuários).

Santos, sede do mais importante Porto do País, estará à frente das 84 cidades portuárias brasileiras em defesa de alterações na MP 595 – o novo marco regulatório do setor. A decisão foi tomada na tarde de ontem, durante reunião de autoridades, executivos e trabalhadores portuários de todo o Brasil. Eles estiveram no Teatro Guarany, para discutir o futuro da nova legislação e concluíram por recomendar a revisão total do texto.

Sem ainda apresentar soluções concretas, uma comissão formada por representantes portuários conversará com o governador de são Paulo, Geraldo Alckmin e com o ministro dos portos, José Leônidas Cristino.
 
 

“O importante é garantir o desenvolvimento do sistema portuário nacional. Devemos manter os direitos dos trabalhadores e equilibrar os interesses dos empresários”, disse o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, eleito ontem como presidente da Associação Brasileira de Municípios Portuários – ABMP. Até o início de 2015, ele tem a missão de estabelecer diálogo pleno entre os núcleos que envolvem os portos nacionais e o poder público.

O chefe do Executivo santista ressaltou que as novas regras para exploração de terminais públicos e privados, além das limitações em respeito ao mercado de trabalho, são as grandes “polêmicas” envolvendo a MP. “Precisamos trabalhar no sentido de sensibilizar as autoridades (em Brasília) para alterar o documento inicial. O estado deve avaliar e adaptar essa medida, seja por meio de emendas ou outras alternativas”, explicou, ressaltando a importância da união dos municípios.

Antecessor no comando da ABMP, o prefeito de Itajaí-SC, Jandir Bellini, também acredita que o “poder de representatividade” de cada região portuária brasileira pode influenciar nas decisões que serão tomadas quanto ao novo marco regulatório. “Queremos que o Governo Federal nos ouça e atenda as necessidades das cidades como um todo. Só elas, que estão próximas de cada contexto, vão poder apresentar o que é melhor para o setor no País”, explicou.

Debate

O presidente do Conselho de Autoridade Portuária – CAP, de Santos, Bechara Abdala Pestana Neves, em debate com representantes das empresas e dos trabalhadores, voltou a defender a ampla composição do órgão. Com as novas regras, o órgão virou apenas um ente consultivo – sendo, portanto, incapaz de assumir posições deliberativas. “queremos a aceitação de pelo menos quatro emendas que resgatam as atribuições iniciais concedidas ao CAP pela Lei 8.630/93, disse.

Desde que a nova MP entrou em vigor, em 7 de dezembro de 2012, o CAP de santos realizou pelo menos quatro reuniões, em todas elas, segundo Neves, foi discutida a necessidade de se manter os poderes iniciais, estabelecidos em 1993. “O colegiado deve permanecer o mesmo, com ampla participação de todos os setores que envolvem o Porto”, completou.

 
Fonte: Jornal A Tribuna
 
 
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