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GUARDA PORTUÁRIA INICIA TREINAMENTO DA PLATAFORMA MURALHA DIGITAL NO PORTO DE SANTOS

Sistema utiliza tecnologias de monitoramento e inteligência para apoiar a gestão operacional e a segurança portuária A Guarda Portuária da...

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

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JUIZ ABSOLVE EMPREGADOS DE TERMINAL PORTUÁRIO ACUSADOS DE CONIVÊNCIA COM TRÁFICO


Segundo os autos, três empregados foram detidos no interior da empresa: um encarregado de pátio, um conferente e um operador de gate

A simples ciência da existência de crime no local de trabalho não configura coautoria se o agente não tinha o dever jurídico de agir. Para que a omissão seja penalmente relevante, é necessário que haja relação de causalidade, conforme o artigo 13, parágrafo 2º, do Código Penal. Com base nesse entendimento, o juiz Bruno Nascimento Troccoli, da 1ª Vara Criminal de Santos (SP), absolveu três empregados de um terminal portuário e três homens acusados de atuarem como olheiros em um esquema de tráfico de drogas, determinando a expedição de alvarás de soltura.

O caso envolve uma operação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Praia Grande (SP), promovida na madrugada de 13 de agosto de 2025. Os policiais encontraram 198 kg de cocaína ocultos em caixas de papel sulfite dentro de um terminal de cargas.

Segundo os autos, três empregados foram detidos no interior da empresa: um encarregado de pátio, um conferente e um operador de gate. Simultaneamente, outros três homens foram presos nas imediações. De acordo com a denúncia, um deles vigiava a rua dentro de um veículo, enquanto os outros dois estavam em uma praça próxima.

O Ministério Público acusou o grupo de atuar de forma coordenada: os olheiros externos avisariam sobre a chegada da polícia, enquanto os internos operavam o transbordo da droga. Na disputa judicial, as defesas apresentaram teses técnicas para desconstruir a versão policial.

Omissão não punível

Os advogados dos supostos olheiros juntaram aos autos uma perícia particular comprovando a impossibilidade geográfica de visualizar a entrada da empresa a partir da praça onde foram detidos, devido à distância e a obstáculos físicos. Além disso, destacaram que nenhum rádio ou celular foi apreendido com eles, o que tornaria inviável a função de sentinela.

Já a defesa do encarregado de pátio sustentou que, embora ele estivesse no local e fosse funcionário, não havia provas de que participou do acondicionamento dos 196 tabletes de cocaína. Argumentou-se que a mera presença física não comprovava o dolo, uma vez que o réu ignorava o conteúdo ilícito misturado à carga lícita.

Ao analisar o mérito, o juiz acolheu os argumentos defensivos. A sentença destacou que os empregados exerciam funções operacionais e não tinham dever legal de polícia ou segurança pública. O magistrado diferenciou a coautoria da omissão penalmente irrelevante.

“Se eles viram a movimentação e, em linguagem bem simples, ‘ficaram na deles’ (seja por medo ou indiferença), isso é uma omissão penalmente irrelevante. Para serem coautores ou participes, eles precisariam ter aderido ao plano (ajuste prévio). Se o próprio policial diz que eles ‘não participavam de nada’, a acusação de tráfico (art. 33) cai por terra. Não se pode condenar por ‘saber’ se não houver o ‘fazer’ ou o ‘ajudar’ ou então o dever de evitar”, afirmou o julgador na decisão.

Sobre os acusados de vigia que correram ao ver a polícia, o juiz ponderou que o ato de fugir, isoladamente, não comprova culpa, especialmente considerando o contexto de abordagem por agentes à paisana.

“É possível que a fuga empreendida ao avistar homens armados em viaturas descaracterizadas, em região sabidamente perigosa, possa constituir comportamento humano compreensível, pelo que não supre a ausência de prova direta de sua adesão ao tráfico”, registrou.

Os advogados Victor Nagib Aguiar e Renata Medeiros Ramos Nagib Aguiar defenderam dois dos três acusados apontados como olheiros. Já os advogados Eugênio Carlo Balliano Malavasi e Lucas Gabriel Ruivo Ferreira representaram o encarregado de pátio do terminal.

Clique aqui para ler a sentença

Processo 1509020-76.2025.8.26.0385

Autor/Fonte: Eduardo Velozo Fuccia/Conjur


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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

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POLÍCIA DESCOBRE ESQUEMA DE TRANSPORTE DE DROGAS POR TREM ATÉ O PORTO DE SANTOS


Os agentes encontraram 216 kg de cocaína. A droga seria entregue em Jundiaí e transportada em um trem até o Porto de Santos

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os agentes da 2° Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) da DEIC Santos (Deinter 6) estavam investigando uma célula criminosa que atuava no transporte e abastecimento de drogas a traficantes da Baixada Santista, quando receberam a informação de que um caminhão com uma carga de celulosa seria usada para camuflar o transporte de cocaína por trem para o litoral paulista.

Na última quinta-feira (3), com os detalhes do transporte, os investigadores descobrirem que o caminhão estava em Jundiaí, município a 135 km de Santos, e se deslocaram até o município, localizando o veículo na entrada do terminal de uma empresa de logística, no centro da cidade do interior paulista. Em conversa com os agentes, o motorista demonstrou nervosismo e deu respostas desencontradas quando foi perguntado sobre o caminhão e seu itinerário.

O motorista, de 41 anos, foi detido e levado à delegacia para prestar depoimento. Durante a vistoria no veículo os agentes encontraram 216 kg de cocaína num fundo falso instalado sob o assoalho da carreta, sob a carga de celulose.

Conforme os policiais, a droga seria entregue em Jundiaí e transportada em um trem até o Porto de Santos.

O motorista do caminhão foi preso por tráfico de drogas, permanecendo à disposição da Justiça e o material apreendido, encaminhado para perícia. Os policiais seguem investigando para descobrir o envolvimento de outros suspeitos no esquema criminoso.


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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

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POLÍCIA APREENDE 530 KG DE COCAÍNA ESCONDIDA EM TEMPERO CHIMICHURRI

 

As investigações apontam que a droga teria como destino a Europa e seria enviada por navios atracados no Porto de Santos

Na última quarta-feira (10), uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes apreendeu mais de meia tonelada de cocaína, em Guarujá, na Margem Esquerda do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo a polícia, a droga tem um alto grau de pureza e estava envolvida em molho chimichurri para enganar a fiscalização com cão farejador.

As investigações apontam que a droga teria como destino a Europa e seria enviada por navios atracados no Porto de Santos.

O delegado Fabrício Intelizano explicou que a apreensão é um desdobramento de uma investigação sobre lavagem de dinheiro que a polícia suspeita ser originada do tráfico de drogas. Essa investigação começou em dezembro de 2019, com a apreensão de 100 kg de cocaína, e desde então a Dise tem feito várias ações.

Apreensão Guarujá

De acordo com a polícia, a apreensão aconteceu depois que um local usado por um grupo para armazenamento de drogas foi identificado em Guarujá. Desde o período da manhã, os policiais verificaram uma intensa movimentação de pessoas no endereço.

Segundo a polícia, por volta das 20h15, um veículo deixou o local. Os policiais abordaram o motorista e relataram que encontraram 400 tabletes de cocaína.

Eles então voltaram ao imóvel, onde abordaram mais dois suspeitos. Nesta casa que estava vazia, eles afirmaram terem encontrado mais 100 tabletes. No total, foram apreendidos 530 kg de cocaína com alto grau de pureza.

A polícia informou que os três suspeitos foram autuados em flagrante por depósito e transporte de drogas. O boletim de ocorrência foi registrado na Dise da cidade de Mogi das Cruzes.


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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

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CRIMINOSOS INVADEM CADEIA E RESGATAM DOIS TRAFICANTES EM GUARUJÁ

 

Eles são apontados como integrantes de uma organização criminosa que utiliza o Porto de Santos para o tráfico internacional de drogas

Na manhã do dia 14 de janeiro, dois homens apontados como integrantes de uma organização criminosa, foram resgatados de uma cadeia anexa ao 1º DP, localizado no Distrito de Vicente de Carvalho, no município de Guarujá, no litoral de São Paulo.

De acordo com informações obtidas pelo Portal Segurança Portuária em Foco, o resgate dos detidos ocorreu por volta das 5h10, quando os criminosos armados com fuzis, conseguiram acessar o pátio interno pelo alto, utilizando escadas. Tiros foram disparados para evitar a ação dos carcereiros. Com isso, os indivíduos conseguiram escapar.

Segundo a autoridade policial, na ação foram resgatados Roberto Prieto Filho (o Betinho), apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa, responsável pelo tráfico internacional de drogas, no Porto de Santos e Pablo Ribeiro Lopes Santos, apontado como responsável pela lavagem de dinheiro e ocultação de bens da quadrilha.

Um terceiro homem, que ocupava a mesma cela, teria se aproveitado do resgate e também fugiu. De acordo com a Polícia Civil, ninguém se feriu na ação criminosa.

Prisão

Os fugitivos haviam sido presos dois dias antes em um escritório no Sítio Paecará, no mesmo município, durante mandado de busca e apreensão, por agentes da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), da cidade de Itanhaém.

Segundo informações da Polícia Civil, no momento da prisão, foram apreendidos relógios importados, dinheiro, máquina de cartão bancário, um tablete de cocaína de alto teor destinada à exportação, anotações do tráfico e um veículo.

De acordo com os policiais que participaram da prisão, eles receberam uma oferta de dois milhões de reais para libertarem os presos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os criminosos foram levados à Cadeia em Guarujá, por volta das 23h, apenas para pernoitar, pois no dia seguinte seriam encaminhados à audiência de custódia, e posteriormente, seriam transferidos ao sistema prisional.

Resgate

Segundo apurado pelo Portal Segurança Portuária Em Foco, o resgate ocorreu por volta de 5h. Homens armados com fuzis acessaram o pátio interno da cadeia e efetuaram disparos para evitar ação dos carcereiros.

No resgate, os bandidos pararam um ônibus, que trefegava pela Avenida Santos Dummond, que fica nos fundos da cadeia. Um dos criminosos armados pediu ao motorista que deixasse o ônibus atravessado na via e, em seguida, fugisse do local. Após executar o pedido dos bandidos nós fomos orientados a "sair correndo e se esconder, pois haveria troca de tiros quando a polícia chegasse”, contou o passageiro.

O ônibus foi utilizado para bloquear a via e fechar o trânsito de carros, no intuito de evitar a aproximação de policiais enquanto outra parte do bando resgatava os chefões do PCC.

Outros integrantes da quadrilha usaram uma escada para escalar duas muralhas que dão acesso ao pátio. Uma delas possui 10 metros de altura e arame farpado nas pontas. Eles utilizaram alicates de corte para cotar o arame farpado e os cadeados da cela.

O motorista e o passageiro ficaram escondidos em uma rua sem saída próxima ao local, aguardando o desfecho da situação.

Testemunhas 

Uma testemunha, que estava no ônibus com o motorista, relatou que a ação durou de 15 a 20 minutos. “Quando o veículo foi abordado pelos criminosos, ao olhar para o lado, eu viu três elementos com fuzil disparando tiros para o alto”.

Fuga

Após ser avisada da fuga, a Polícia Militar (PM) emitiu um caráter geral para as viaturas da área, comunicando que a quadrilha utilizou um veículo modelo HB20, de cor branca, para fugir do local. Tiros voltaram a ser disparados, atingindo uma loja de conveniência de um posto desativado localizado ao lado, e a janela de uma casa próxima.

Além desse veículo, outros dois carros usados pela quadrilha foram recuperados pela policia a beira da margem direita do Porto de Santos. O que faz acreditar em uma fuga de barco.

Os objetos e veículos utilizados pelos criminosos na fuga foram apreendidos e encaminhados à perícia. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha as investigações. Essa não é a primeira vez que presos foram resgatados dessa cadeia.

Bloqueio de Bens

Após os suspeitos serem resgatados da cadeia para onde foram encaminhados, a autoridade policial à frente do caso representou pelo bloqueio dos bens e valores em nome de ambos, e também nos nomes da esposa e da sogra de Roberto. O Ministério Público manifestou-se favorável à solicitação, e a Justiça acatou o pedido.

O delegado disse, na representação, que a medida é necessária porque, na condição de foragidos, Roberto e Pablo, além de continuarem com as atividades criminosas, dificilmente serão recapturados, devido à facilidade que suas condições financeiras oferecem.

O bloqueio inclui bens como imóveis, carros e valores nas contas/investimentos do líder da facção e de sua mulher. Na determinação, o juiz da 1ª Vara Criminal do Foro de Guarujá, Thomaz Correa Farqui, argumentou que, "em paralelo à existência de indícios veementes acerca das atividades criminosas exercidas pelos averiguados, há ainda comprovação mínima da origem ilícita dos bens a serem sequestrados, o que justifica o respectivo sequestro".

Veja abaixo a reportagem do SBT sobre o resgate:



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sábado, 25 de abril de 2020

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POLÍCIA CIVIL APREENDE 100 TABLETES DE COCAÍNA EM SANTOS



Segundo as autoridades a droga, totalizando 109,3 kg, provavelmente teria como destino outro país.


Na tarde da última quarta-feira (22), a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), prendeu dois homens por tráfico de drogas, em Santos.
Após investigações desenvolvidas e campanas realizadas em um galpão localizado na cidade, os agentes da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), encontraram os criminosos no momento que transportavam para um caminhão, 100 tabletes de cocaína, escondidos em caixas de carne bovina. 
Segundo as autoridades a droga, totalizando 109,3 kg, provavelmente teria como destino outro país. A carga alimentícia foi avaliada em mais de R$ 500 mil.

Além do entorpecente, foram apreendidos dois caminhões, um semirreboque, diversas caixas de carnes, um container, uma serra elétrica e um pé de cabra, entre outros objetos.
Os fatos foram apresentados na sede do Denarc e os indivíduos foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.


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segunda-feira, 29 de abril de 2019

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POLÍCIA APREENDE 5,3 KG DE COCAÍNA PRÓXIMO AO CAIS DO SABOÓ, NO PORTO DE SANTOS



Indícios são de que a droga seria despachada de navio para o exterior, devido ao seu elevado teor de pureza e à forma como estava embalada
Policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos prenderam dois homens com 5,3 quilos de cocaína. A captura da dupla ocorreu na sexta-feira (26), próximo ao cais do Saboó. Os indícios são de que a droga seria despachada de navio para o exterior, devido ao seu elevado teor de pureza e à forma como estava embalada.
Os acusados são Francisco Eudázio Oliveira de Farias, de 42 anos, que já cumpriu pena de 12 anos de reclusão por roubo, segundo informou, e Ricardo Gomes Soares, de 25 anos. Eles residem em São Bernardo do Campo e Santos, respectivamente. O delegado Ivan Agostinho Silva, titular da Dise, os autuou em flagrante por tráfico.
A prisão aconteceu na Avenida Engenheiro Augusto Barata, ao lado do Posto de Escalação nº 1 do Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário Organizado de Santos (Ogmo). Neste local estava estacionado um Chevrolet Prisma preto, dentro do qual havia uma mochila contendo cinco tijolos de cocaína.
O carro já era vigiado há horas por investigadores da Dise. Em determinado momento, Francisco chegou dirigindo uma caminhonete Mitsubishi Pajero TR4 prata, tendo o rapaz de Santos como acompanhante. O passageiro desembarcou com uma chave e abriu o Prisma. Ao receber voz de prisão, tentou fugir correndo, mas os policiais o dominaram.
Francisco também foi preso. Os dois não revelaram a origem da cocaína e o destino que dariam à droga. Segundo os investigadores, o rapaz morador em Santos apenas disse que levaria o Prisma até outro “gate”, mas sem informar qual. Além da droga, neste carro havia um uniforme completo do Ogmo.
O delegado apreendeu a roupa, a droga e os veículos. Na quarta-feira (24), a Dise recebeu denúncia anônima de que havia grande quantidade de cocaína em um Prisma preto na área portuária. A placa e o lugar exato onde o carro estava não foram informados, mas os investigadores o acharam e o monitoraram até a chegada dos autuados.



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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

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CINCO HOMENS SÃO PRESOS POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NO PORTO DE SANTOS




Entre os acusados estão dois nigerianos, um liberiano, um despachante aduaneiro e um diretor-delegado do Sintrammar

Uma conexão africana do tráfico internacional de drogas pelo Porto de Santos foi desbaratada pela Polícia Civil com a apreensão de 32 quilos de cocaína com elevado teor de pureza e a prisão em flagrante de cinco homens.
Entre os acusados estão dois nigerianos, um liberiano, um despachante aduaneiro e um diretor-delegado do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e dos Arrumadores de Santos e região (Sintrammar).
A prisão aconteceu na última sexta-feira, mas só hoje  (27) foi divulgada, porque policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) ainda finalizavam a apuração. A cocaína estava misturada a uma carga de macarrão, bolacha e limpador de para-brisa.

Galpão e balança
O esquema foi descoberto a partir de informações de que um galpão particular na Rua João Pessoa, no Centro, era utilizado para estufar com cocaína contêineres a serem embarcados em navios. O local passou a ser vigiado, possibilitando a captura dos cinco acusados.
Durante o período de observação, na sexta-feira, o despachante aduaneiro Lindoíno Lucas de Lima, de 45 anos, saiu do galpão dirigindo o seu Ford EcoSport prata e se deslocou até uma loja no Centro, onde comprou uma balança pela quantia de R$ 599,00.
Em viaturas descaracterizadas, uma equipe seguiu o despachante e outra permaneceu vigiando o galpão, onde chegaram os nigerianos Frank Darlyton Dumdum, de 47 anos, e Nwabunike Mathew Edum, de 37; o liberiano Benjamin Tobet, de 56, e o sindicalista Marcos Aurélio Gomes Nogueira.
Caminhão e contêiner
A chegada de um caminhão com contêiner ao galpão contribuiu para reforçar a suspeita de que o local era usado para o acondicionamento de drogas em cofres de carga. Em dado momento, quando a porta do depósito foi acionada mediante o acionamento de controle remoto, os policiais entraram no recinto.
O contêiner já havia sido carregado e lacrado, mas segundo a equipe do delegado Francisco Garrido Fernandes e do investigador Paulo Álvaro Ribeiro, os acusados admitiram informalmente que estufaram o compartimento com cocaína.
Caixas marcadas
Para a localização da droga, houve o rompimento do lacre e a inspeção de toda a carga. Trinta tijolos de cocaína foram achados em três caixas de papelão acomodadas no fundo do contêiner. Elas estavam fechadas com fita adesiva marrom, enquanto a das demais é transparente.
Nigeriano já foi condenado por tráfico

Foto: Reprodução TV Record Litoral
As investigações possibilitaram verificar ascendência de Frank Dumdum sobre os demais acusados. Em 2004, este nigeriano foi preso pelos crimes de tráfico internacional e corrupção ativa. Julgado no ano seguinte, na Justiça Federal, em Guarulhos, foi condenado a pena de 9 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.
Frank seria o elo entre os presos e os destinatários da droga no exterior, mas o despachante Lindoino de Lima teve papel importante nessa tentativa de embarque de cocaína, porque alugou o galpão onde houve a apreensão do entorpecente e também comprou a carga de macarrão, bolacha e limpadores de para-brisa.
Segundo o despachante, que a afirmou exercer a função há mais de 20 anos, ele revendeu as mercadorias para o nigeriano Nwabunike Edun, ignorando que entre a carga seriam colocados os tijolos de cocaína.
Porém, a equipe da Dise está convicta de que os cinco presos tinham ciência da operação criminosa e dividiriam as tarefas para executá-la. No apartamento do despachante, no Canto do Forte, em Praia Grande, havia caixas de papelão idênticas as do contêiner.
A Dise investiga se o mesmo grupo realizou outras remessas para o exterior. A cocaína interceptada no dia 23 seria embarcada no Navio Grande Nigéria, de bandeira italiana, com atracação prevista no porto para a próxima sexta-feira.
O destino final do grande Nigéria, navio que transporta contêineres e veículos, é o Porto de Dakar, no Senegal.. Antes a embarcaçãofaz escala no Rio de janeiro, segundo dados da agência marítima.
O Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos confirmou em nota que Lindoíno é seu associado, mas ressalvou que “a entidade não se responsabiliza pela conduta ética e profissional que os associados da categoria exercem perante a sociedade”.
O Sintrammar não quis se manifestar sobre a prisão de Marcos Nogueira, membro de sua diretoria. Justificou que ela de conduta particular desse acusado, sem qualquer vínculo com o cargo ocupado no sindicato.


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