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APÓS TENTAR A TERCEIRIZAÇÃO, CDP DIVULGA NOVO CONCURSO PARA A GUARDA PORTUÁRIA

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

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CODESP TEM NOVO PRESIDENTE






O Engenheiro Renato Barco não é mais o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A exoneração foi definida no início da noite desta quinta-feira, em Brasília, pelo ministro da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira. Barco, que ocupava o cargo desde agosto de 2012, será substituído por Angelino Caputo e Oliveira, membro do Conselho de Administração (Consad) da estatal.
A troca de comando na Autoridade Portuária de Santos será oficializada na manhã desta sexta-feira durante a reunião do Consad. O novo presidente da Codesp assume o cargo pouco mais de seis meses após ser designado conselheiro da empresa quando, em outubro de 2013, assumiu a vaga do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, destituído do cargo em decorrência das irregularidades apontadas pela Polícia Federal na chamada Operação Porto Seguro.
Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a substituição evidencia a intenção do ministro de Portos em promover uma profunda reestruturação organizacional no alto escalão da Codesp. "O Renato Barco tem todo o nosso respeito e a nossa admiração, mas encaramos sua saída, assim como a de outros, como um processo natural de renovação em termos de administração publica".
Na opinião do sindicalista, novas mudanças deverão acontecer brevemente. "Para mim não existe a menor dúvida de que a reforma administrativa já é uma realidade e deverá trazer uma nova dinâmica na política de gestão da companhia Docas paulista". Cirino avalia que os primeiros sinais de mudanças puderam ser notados com a chegada do novo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da estatal, Luís Cláudio Santana Montenegro, em meados do mês passado. 
Segundo o líder sindical, Montenegro recebeu do ministro a incumbência de apresentar um novo modelo administrativo para a Codesp. "Ele chegou com carta branca e total autonomia para fazer um verdadeiro raio-x da empresa, podendo inclusive interferir no cotidiano das outras diretorias no sentido de obter informações, subsídios e dados necessários", salientou o presidente do Sindaport.
Ao assumir a Secretaria de Portos, no início de outubro do ano passado, Antonio Henrique Silveira ordenou aos técnicos da pasta a elaboração de estudos e projetos visando implementar diretrizes inovadoras nas gestões dos portos públicos. "As Docas vão ter novo modelo de gestão", disse ele após a cerimônia de posse já como homem de confiança do Governo Dilma.
O representante dos trabalhadores acredita que o aspecto confiabilidade será preponderante no processo de reformulação na direção da Codesp. "É óbvio que além do preparo e da qualificação profissional, a confiança é de fundamental importância para o sucesso de uma boa gestão, seja ela pública ou privada", salientou Cirino, que acredita em uma nova realidade para a estatal a partir do dinamismo e das inovações provocadas pela dança de cadeiras.
Apesar de otimista, o dirigente sindical pede que os novos gestores tenham total confiança nos empregados da Codesp por conta das transformações que deverão ser implementadas no cotidiano da empresa. Por outro lado, salienta que qualquer mudança, "ainda que gradativa", observou, requer tempo para maturação. "É importante que sejam implementadas paulatinamente para que os objetivos sejam alcançados sem traumas para os companheiros, principalmente para os que ocupam cargos de mando", afirmou.
Everandy Cirino sugere que o quesito confiança também seja levado em consideração pelo novo mandatário da Autoridade Portuária na questão dos "supostos colaboradores" que ingressaram na estatal através de indicações político-partidárias. "Reitero que devem acompanhar seus padrinhos e seguirem os mesmos caminhos, até porque ocupam vagas de pessoas que efetivamente fizeram por merecê-las através de concurso público".
A insatisfação das lideranças sindicais foi levada ao conhecimento do diretor de Planejamento Estratégico em reunião realizada na sede do Sindaport. "Elencamos os nomes, cargos e funções ocupadas por esses abençoados, bem como de todos aqueles que os indicaram, os quais, sem exceção, já se desligaram ou foram desligados da Codesp". Sobre o tema, Cirino disse que o pedido de providências feito a Montenegro será renovado ao novo presidente da Codesp, Angelino Caputo.
O resgate da autonomia da Autoridade Portuária de Santos é outra aposta do sindicalista. "A Codesp precisa retomar seu lugar de destaque no cenário nacional e creio que o ministro está ciente disso, até porque escolheu justamente o nosso porto para dar início às mudanças que pretende para o setor. Desejamos sucesso ao novo presidente, que certamente jogará no time dos trabalhadores por ser um grande corintiano, ressaltando que as portas do Sindaport estarão abertas para recebê-lo", concluiu o representante majoritário dos empregados da Codesp.
Perfil profissional do novo comandante da Codesp
Angelino Caputo e Oliveira é engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília (UnB), com MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informações pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da USP.
Já atuou como analista de TI e gerente executivo no Banco do Brasil e trabalhou como regulador do mercado de telecomunicações via satélite na Anatel. Foi também Engenheiro de Telecomunicações na Rhede Tecnologia, Engenheiro Eletricista na STD - Sistemas Técnicos Digitais S/A e estagiário de Engenharia Elétrica na TELEBRAS.
Possui grande experiência em planejamento estratégico e coordenação de grandes projetos de modernização tecnológica. Atualmente vem desenvolvendo propostas para a modernização dos processos portuários brasileiros. No Consad Angelino Caputo vinha ocupando a vaga destinada ao Ministério dos Transportes por indicação da Casa Civil da Presidência da República, onde exerce o cargo de assessor especial.
EXPERIÊNCIA

Assessor Especial                                                                                 
Casa Civil - Presidência da República
Outubro de 2013 – Presente
Conselheiro de Administração
CODESP - Companhia Docas do Estado de São Paulo
Outubro de 2013 – Presente
Gerente Executivo
Banco do Brasil
2002 – Outubro de 2013
Planejamento Estratégico, modernização e aquisição de produtos e serviços de Infraestrutura de TI, Redes e Telecomunicações. Coordenação do processo de outsourcing da rede privativa de telecom do BB. Definição da Arquitetura Corporativa de TI. PMO e coordenação de projetos para a área de varejo bancário e definição de novas estratégias para clientes varejo.
Analista de TI
Banco do Brasil
1984 – 2002
Atividades técnicas relacionadas à Tecnologia da Informação, Redes, Telecomunicações e Governança de TI. Diversos prêmios de melhores soluções tecnológicas para bancos em congressos patrocinados pela Febraban.
Regulador do mercado de telecomunicações via satélite
Anatel
1999 – 2000
Estudos sobre a destinação de posições orbitais brasileiras e coordenação operacional do C-INI - Comitê para a Infraestrutura Nacional de Informações.
Engenheiro de Telecomunicações
Rhede Tecnologia
1989 – 1991
Engenharia de testes e controle de qualidade no processo industrial de fabricação de equipamentos para comunicação de dados - modems.
Engenheiro Eletricista
STD - Sistemas Técnicos Digitais S/A
1986 – 1988
Documentação e normas técnicas para equipamentos de automação industrial.
Estagiário Engenharia Elétrica
TELEBRAS
1984 – 1986
Instalação dos primeiros entroncamentos de fibras ópticas do Brasil. Atuação no CNTr - Centro Nacional de Treinamento da Telebras, no laboratório de fibras ópticas, apoiando a capacitação de técnicos e engenheiros do sistema Telebras na caracterização, e emendas de fibras ópticas.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Fundação Getúlio Vargas / FGV
Master of Business Administration (MBA), AESI - Administração Estratégica se Sistemas de Informação.
2004 – 2005
Universidade de São Paulo / USP
Master of Business Administration (MBA), Engenharia de Redes de Computadores
1998 – 1999
Universidade de Brasília
Bacharel, Engenharia Elétrica
1981 – 1986


Fonte: Sindaport









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quinta-feira, 27 de março de 2014

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OPERAÇÃO PORTO SEGURO VISTORIA CARGAS PERIGOSAS NO PORTO DE SANTOS


Equipes do Exército vieram a Santos para inspecionar as instalações de terminais do Porto de Santos


O Exército Brasileiro está realizando em todo país a operação Porto Seguro. O objetivo da ação é fiscalizar cargas especiais e perigosas, como pólvora e materiais radioativos, que entram pelo cais e que podem trazer riscos para a comunidade. A preocupação em Santos, no litoral de São Paulo, é que o porto fica próximo a bairros residenciais.

O exército está avaliando desde as instalações dos terminais, até os documentos das empresas. Outras instituições e agências foram convidadas a participar ou acompanhar os trabalhos.

Na manhã de quarta-feira (26) generais do Exército de todo o país se reuniram na sede da Codesp para traçar um perfil das operações portuárias. A operação segue até a próxima sexta- feira (28).

TERMINAIS NOTIFICADOS

Ao menos 17 terminais do Porto de Santos foram notificados pelo Exército Brasileiro, por não estarem regularizados para a movimentação de mercadorias consideradas perigosas. Mas o número pode aumentar, uma vez que a Força Armada realiza, até o final da semana, a Operação Porto Seguro, que visa identificar e coibir esses problemas.

Até sexta-feira, ao todo, 60 terminais portuários e retroportuários deverão ser visitadas por oficiais do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, responsáveis pela operação. São 37 militares, divididos em oito equipes e 10 veículos (entre automóveis e embarcações). Eles têm o apoio da Marinha (através da Capitania dos Portos de São Paulo), da Aeronáutica (Brigada de Artilharia Antiaérea de Guarujá) e das polícias Federal, Civil e Militar, além da Receita Federal.

No primeiro balanço da Operação Porto Seguro, divulgado na última, durante encontro com o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, além de oficiais do Exército, pelo menos 21 instalações já tinha sido visitadas. Destas, 17 apresentaram irregularidades (e foram notificadas). E desse subtotal, nove já estão em processo de regularização. Apenas quatro estavam com a documentação atualizada e foram consideradas aptas a receber as mercadorias restritas.

SEGURANÇA

General de divisão João Camilo Pires de Campos (centro) e Renato Barco, presidente da Codesp


“O objetivo é aumentar a segurança portuária. A operação é técnica e desencadeada pela primeira vez no Porto de Santos”, explicou o comandante da 2ª Região Militar do Exército (São Paulo), general de divisão João Camilo Pires de Campos, que coordena a Operação Porto Seguro. Segundo ele, é de responsabilidade do Exército fiscalizar e controlar a movimentação de 385 produtos explosivos (inclusive adubos e seus insumos, utilizados na sua fabricação).

Ainda de acordo com o general de divisão, uma das intenções da operação é fazer com que os terminais atualizem sua documentação sempre que houver alguma alteração no cais e arredores. “Na Ponta da Praia de Santos, por exemplo, um prédio residencial novo, erguido próximo a uma instalação visitada, não constava na documentação”, explicou.

Modificações estruturais – sejam elas dentro do Porto ou próximo a ele – influenciam diretamente na avaliação do Exército para autorizar a movimentação de explosivos. O comandante lembra que muitos terminais, que tiveram a área alterada por causa da construção das avenidas perimetrais (em Santos e Guarujá), ainda não atualizaram sua documentação e vão precisar se adequar nos próximos meses.

GRANDES EVENTOS

A operação do Exército Brasileiro também tem como objetivo adequar às normas de segurança os terminais que trabalham com produtos perigosos até a chegada da Copa do Mundo. “A nossa fiscalização acontece desde 1937 e é rotineira. Desta vez, intensificamos esforços para identificar os terminais irregulares”, lembrou o general.

Na última semana de fevereiro, a Marinha do Brasil, em parceira com as demais forças armadas e outras autoridades, realizou uma ação preparatória para a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas ao País. A operação durou uma semana.


Fonte: G1 / Jornal A Tribuna




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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

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ACORDO COLETIVO E REGULAMENTAÇÃO DA GUARDA SÃO DISCUTIDOS ENTRE SINDAPORT E SECRETÁRIO EXECUTIVO DA SEP





Representantes da Diretoria do SINDAPORT e da Associação da Guarda Portuária estiveram reunidos com o secretário executivo da Secretaria Especial de Portos, Eduardo Xavier. Na pauta da reunião, que aconteceu na sede da Codesp e foi solicitada pelo SINDICATO, dois assuntos foram discutidos: a assinatura do acordo coletivo 2013 e a regulamentação da Guarda Portuária.

“Fomos pedir a interferência do secretário executivo da SEP nesses dois assuntos. A Codesp enviou ao SINDICATO a minuta do acordo coletivo 2013, pois quer assiná-lo. Consideramos a iniciativa da Codesp positiva, no entanto, esse acordo coletivo da forma como foi apresentado não atende aos interesses dos trabalhadores. Reivindicações como vale-refeição no 13° salário, auxílio-educação, escolha por vale transporte ou vale combustível e o acordo por dois anos, até 2015, estão fora dessa minuta. Por isso apresentamos uma contraproposta”, explica o presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos.

Ele ressalta que o pleito por um acordo coletivo válido por dois anos leva em consideração a briga judicial que desde 2011 o SINDICATO é obrigado a entrar para fazer valer os direitos dos trabalhadores. Para quem não lembra, os acordos coletivos entre SINDAPORT e Codesp estão sendo discutidos na Justiça desde 2011. Em 2012, a Justiça determinou a validade do acordo por quatro anos, mas a Codesp recorreu.

Acordos coletivos 

Desde 2011, os empregados da Codesp estão sem assinar o acordo coletivo de forma negociada.

Em 2011 e em 2012, a categoria teve que instaurar dissídios coletivos, ambos julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho, para que as conquistas obtidas há décadas e que constam em acordos anteriores fossem mantidas.

No entanto, no julgamento do Dissídio Coletivo de 2012 foi determinada vigência para as cláusulas sociais de 04 anos (1º de junho de 2012 até 31 de maio de 2016), já para as cláusulas econômicas a validade foi de um ano, 1º de junho de 2012 até 31 de maio de 2013.

Diante dessa situação, o SINDICATO acredita ser desnecessário, portanto, desperdiçar forças negociando qualquer acordo com vigência 2013/2014, visto que, não formalizamos pauta para este período de vigência, além do que, restam apenas 90 dias aproximadamente para vencimento do acordo proposto agora pela Codesp.

Por essa razão, o SINDAPORT apresentou a seguinte proposta: 

• Vigência do Acordo 02 anos: 1º de junho de 2014 até 31 de maio de 2016;
• Índices de reajustes salariais: INPC do período de junho de 2013 a maio de 2014, a partir de 1º de junho de 2014, e ainda, INPC do período de junho de 2014 a maio de 2015, a partir de 1º de junho de 2015, também sobre demais cláusulas econômicas;
• Auxílio educação para os empregados;
• Opção de troca do valor do vale transporte por vale combustível;
• Ticket refeição ou alimentação, também no 13º salario em dezembro;
• Manutenção das demais cláusulas dos Acordos Coletivos anteriores julgadas e deferidas conforme sentenças nos Dissídios Coletivos junto ao TRT/SP.

Regulamentação da Guarda Portuária 

O outro assunto discutido com Xavier foi a regulamentação da Guarda Portuária. Os questionamentos ocorrem porque quando a Portaria 121 foi publicada, o Governo tinha 90 dias para regulamentar a Gport. O que não foi feito. Agora, com a promulgação da Lei 12.815, a nova lei dos portos, o texto deixa claro que cabe a SEP fazer a regulamentação da Guarda Portuária.

“Em que pese que a SEP tenha se reunido nacionalmente com o pessoal da Guarda Portuária e aqui de Santos a categoria tenha sido representada pelos companheiros Pinheiro, Sinval e Edilson, e afirmado que todas as tratativas seriam objeto de negociação com a comissão e que vão ser mantidas as características de cada porto, solicitamos a retomada das discussões e a determinação de que em 60 dias os trabalhos sobre o assunto fossem reiniciados”, afirmou.

A sugestão foi bem recebida pelo secretário da SEP. Segundo Everandy Cirino, seria prudente a retomada das discussões sobre a regulamentação, principalmente porque o assunto tem sido alvo de paralisações nacionais em vários portos. No mês passado, por duas ocasiões portuários cruzaram os braços, no entanto, Santos não aderiu ao movimento porque parte das questões reivindicadas já estão resolvidas no cais santista.

Conclusão 

Sobre os dois assuntos abordados na reunião, Xavier se prontificou a fazer gestões na SEP para viabilizar a negociação em torno do acordo coletivo 2013 dos empregados da Codesp e sobre a regulamentação da Guarda Portuária também disse que vai auxiliar na retomada das discussões. A Codesp, por meio do presidente Renato Barco, também se comprometeu a fazer todo o trâmite burocrático para o êxito dos pleitos.

Após a reunião, o SINDAPORT enviou à Federação Nacional dos Portuários (FNP) documento ressaltando o que foi debatido na reunião e solicitando que a entidade aborde as questões discutidas em Santos em Brasília com o ministro de Portos.

Além de Everandy Cirino, participaram da reunião com o secretário executivo os diretores do SINDAPORT João Andrade e Edilson de Paula e pela Associação da Guarda Portuária, o companheiro Tiago Macedo.

Fonte: Sindaport






 
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