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APÓS TENTAR A TERCEIRIZAÇÃO, CDP DIVULGA NOVO CONCURSO PARA A GUARDA PORTUÁRIA

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

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GUARDAS PORTUÁRIOS REJEITAM PROPOSTA DE 12HS




Em assembleia realizada na sexta-feira (28/08), os guardas portuários do Porto de Santos, litoral de São Paulo, decidiram rejeitar a proposta da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para alteração da jornada de trabalho, feita em 13 de agosto, através do expediente DP-ED/149.2015.
A categoria também decidiu autorizar o sindicato a ajuizar ação contra a Codesp em virtude da implantação, sem acordo coletivo de trabalho, de uma jornada diferenciada de 12 horass, para os guardas portuários participantes da “Operação Curto-Circuíto”.

Na última segunda-feira (31), o Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia, nos Terminais Privativos e Retroportuários e na Administração em Geral dos Serviços Portuários do Estado de São Paulo (Sindaport) oficializou a empresa sobre a decisão da assembleia, alertando o presidente Angelino Caputo de que no seu entendimento, tanto o presidente como o comandante da Guarda Portuária, sabedores da irregularidade e sabedores das consequências que a implantação de uma jornada de trabalho de 12hs pode gerar, causando prejuízos aos cofres públicos, caracteriza improbidade administrativa.
Posteriormente, na última terça-feira (01), o Sindaport enviou novo ofício, desta vez dirigido ao comandante da Guarda Portuária, Ezio Ricardo Borghetti, no qual avisa de que o Sindicato, conforme decisão da assembleia, ingressou com medida judicial para impedir que guardas e coordenadores continuem laborando em jornada de 12 horas, comunicando ainda o fato ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Veja abaixo o vídeo da assembleia:



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domingo, 1 de junho de 2014

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CODESP LIBERA DOIS TERRENOS PARA CAMINHONEIROS


Reprodução TV Tribuna

Caminhoneiros autônomos do Porto de Santos terão duas opções para o estacionamento de veículos na Cidade. Uma delas será na Alemoa e a outra, na Ponta da Praia. A decisão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), anunciada ontem, é vista como uma vitória pela categoria, que chegou a cogitar a realização de protestos nas ruas de Santos por conta da falta de vagas onde parar seus veículos.
A queixa pela falta de estacionamentos para caminhões no Município é rotina há décadas. O problema se agravou quando as vagas da Praça da Fome, no Valongo, foram destinadas aos ônibus que levarão turistas ao Museu Pelé, com inauguração prevista para as próximas semanas.
Diante disto, na última segunda-feira, cerca de 50 caminhoneiros invadiram um terreno da Codesp que estava desocupado, no Macuco. A área fica na Avenida Siqueira Campos (Canal 4), nas proximidades da Avenida Almirante Tamandaré. O plano foi chamar a atenção da Autoridade Portuária para o problema e forçar a oferta de novas vagas para estacionamento.
Entre as reivindicações, estavam a liberação da antiga área da empresa de transportes Lloydbratti, na Ponta da Praia, e do terreno da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), na Alemoa. Ambas foram liberadas pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) à Docas em abril do ano passado, justamente para se tornarem pátios de veículos de carga.
A Codesp cogitou pedir, na Justiça, a reintegração de posse do terreno do Macuco, mas desistiu. O diretor-presidente da estatal, Angelino Caputo, recebeu ontem grupos de caminhoneiros para discutir o assunto. Os encontros foram intermediados e acompanhados pelo vereador Evaldo Stanislau (PT), de Santos.
Propostas                                                                                                           
Como conclusão dessas reuniões, Caputo prometeu desocupar uma parte do terreno da Alemoa, onde estão carcaças de caminhões que foram guinchados pela Codesp. A previsão é que este serviço seja feito na próxima semana, assim que os caminhoneiros deixarem a área do Macuco, porque as peças serão transferidas para o local que está hoje ocupado.
E no final da tarde de ontem, a Codesp delimitou e disponibilizou espaço na área da antiga Lloydbratti, para que os caminhoneiros deixem as instalações da Av. Siqueira Campos.
Esse terreno da Ponta da Praia já era ocupado por caminhoneiros e pelos veículos que seguem em direção às instalações da Libra Terminais.
Mas a Autoridade Portuária destacou que as duas medidas são provisórias. Isto porque a estatal quer implantar um pátio de veículos oficial no terreno da Alemoa. A Docas já verifica com o Ibama a necessidade de licenciamento ambiental para a utilização completa dessa área. Lá, segundo os caminhoneiros, podem ser implantadas 300 vagas rotativas.
A gleba que era da Lloydbratti será, no futuro, utilizada como uma alça viária para o acesso às instalações da Libra Terminais.
“Enquanto tiver negociação, nós garantimos que não terá movimento. Já que o presidente da Codesp se comprometeu a resolver o nosso lado, nós vamos ajudar e temos que agradecê-lo. Somos mais de 3 mil caminhoneiros no vira e qualquer possibilidade de estacionamento será muito boa”, afirmou Thales Cambuí, um dos caminhoneiros recebidos por Caputo.


Fonte: Jornal A Tribuna






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segunda-feira, 19 de maio de 2014

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DIRETORIA DA APROGPORT SE REÚNE COM O NOVO PRESIDENTE DA CODESP



Na última sexta feira (16) a Associação Profissional da Guarda Portuária de Santos (APROGPORT) manteve em reunião com o novo presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, para tratar de assuntos de interesse geral da categoria. Na oportunidade foi lhe dado boas vindas ao cargo de maior importância do complexo portuário santista e também desejado uma gestão de sucesso.
Após as apresentações, foi dito ao presidente as razões que os levaram a solicitarem a reunião, e exposto a ele as condições de um quase abandono da Guarda Portuária (Gport) e também a necessidade de uma melhor relação da Presidência com a Gport, já que existe uma subordinação direta. Diante disso, o presidente colocou que os diretores da Aprogport são bem vindos e as portas estão abertas para que a entidade possa contribuir apontando, opinando ou sugerindo a resolução dos problemas apresentados.
Na ocasião foram elencados os problemas julgados mais graves e que carecem de uma maior celeridade no saneamento ou que precisam de um melhor planejamento para que não voltem a ocorrer. São eles:
AQUISIÇÃO DE UNIFORMES E MATERIAIS PARA REPOSIÇÃO
A Gport está sem a reposição dos uniformes, botas e outros materiais de reposição desde 2013. Foi Salientado a necessidade de um planejamento prévio para a aquisição. A Codesp sempre tem atrasado a distribuição, o que acaba por manchar a imagem tanto da Gport quanto da Codesp, pois os guardas precisam trabalhar uniformizados.
PROGRAMAÇÃO PARA RECICLAGEM, TREINAMENTO E CURSOS DE NOVOS CONHECIMENTOS
A diretoria solicitou que a chefia da Gport adotasse providências junto à Codesp no sentido de organizar cursos de treinamento, reciclagem e novos conhecimentos para nossa categoria. É sabido que nos anos de 2011, 2012 e 2013 não foi disponibilizado quase nenhum curso na grade anual da empresa que se aplique à área de atuação da Guarda Portuária. Até mesmo os cursos que não se aplicam a nossa área, mas que possam interessar a algum guarda lhes foram negados pela Superintendência, com a alegação de falta de efetivo. Isto não só é inadmissível como também vai de encontro à modernidade na gestão de pessoal e da busca pela melhoria na qualidade do serviço prestado.
No ano passado, mais uma vez alegando falta de pessoal, aconteceu da Gport ser impedida de participar dos cursos de treinamento disponibilizados pela empresa. E desta vez, além do prejuízo à renovação do conhecimento, os guardas foram prejudicados financeiramente na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), pois um dos pré-requisitos para a percepção integral do percentual distribuído é justamente a participação nos cursos por determinada quantidade de horas.
O Superintendente da Gport, Ezio Ricardo Borghetti, presente na reunião, explanou que há um programa de treinamento já aprovado pela empresa para a Guarda Portuária, faltando apenas alguns ajustes para ser colocado em prática.
RENOVAÇÃO DO PORTE DE ARMAS
Foi apontado por membro da Policia Federal que houve um “erro” gravíssimo na emissão do porte de arma por parte da Codesp. A Aprogport cobrou da Superintendência, providências quanto à regularização desta questão assim que isso veio a público em meados de 2012. Agora o problema é outro visto que os portes estão vencidos a mais de três meses, necessitando urgente da renovação, para que a categoria possa, dentro da legalidade, estar portando armas de fogo em serviço. O Superintendente já estar tratando dos ajustes finais para a contratação da empresa, devidamente credenciada pela Policia Federal, para a renovação dos portes para uso das armas em serviço.
SEGURANÇA NAS BASES
As Bases/Subsedes (COS) da Gport estão muito fragilizadas quanto à segurança. De todas, apenas a Base II conta com uma estrutura que pode dificultar um pouco mais uma possível ação de meliantes. Diante disso, foi também solicitada urgência que se tome providencias quanto a este assunto.
PROFISSIONALISMO E PADRONIZAÇÃO DOS SERVIÇOS
É preciso que haja uma interação profissional, hierárquica e harmoniosa na estrutura de comando da Gport, a fim de se obter um “PADRÃO” operacional nos procedimentos e na prestação dos serviços. Esta ‘descontinuidade’ nos procedimentos contribui para a desvalorização da Gport como instituição organizada e acaba manchando também a imagem da Codesp. É preciso resgatar urgentemente o profissionalismo na Guarda Portuária.
ERROS CONSTANTES NOS PAGAMENTOS DOS GUARDAS
Os membros da diretoria reclamaram dos erros constantes nos pagamentos mensais dos integrantes da Guarda. Segundo foi informado pelo setor de ponto, isso se deve a uma mudança que ocorreu nos procedimentos. É que para haver um controle maior no pagamento das horas extras, foi instituído que o Diretor de cada área é que deve assinar as respectivas folhas de pagamento dos empregados. A partir daí começaram acontecer os atrasos na chegada do ponto ao setor responsável. Diante disso, foi solicitada uma simplificação destes procedimentos para se evitar o descontentamento geral da categoria e o desgaste provocado.
NÚMERO EXCESSIVO DE FALTAS AO TRABALHO NA GUARDA PORTUÁRIA
Notadamente há alguns problemas na Gport que estão refletindo num número excessivo de faltas ao trabalho por parte dos guardas. Segundo entendimento dos diretores da Aprogport, dois são os principais – desmotivação e escala de serviço. Diante disso, até que a discussão avance para a resolução definitiva desta questão, foi proposto que haja a possibilidade dos guardas permutarem seus horários de serviço e que haja também a possibilidade da reposição da falta ao serviço, tudo dentro da legalidade e de forma organizada, visando a não banalização da prática. Isso se daria através de uma norma fixada pela empresa através de um acordo com o sindicato. Quanto a este assunto, o Presidente sinalizou positivamente desde que, nossa proposta não fira nenhum principio legal nem deixe a empresa refém desta situação.
HORAS EXTRAS NOS HORÁRIOS DOS CURSOS
Foi solicitada autorização para que os integrantes da Gport possam realizar os cursos de treinamento oferecidos pela empresa em regime de horas extras, ou seja, em horários fora do seu expediente. Esta solicitação se justifica pelo baixo efetivo. Diante desta proposta o Presidente respondeu negativamente, alegando que há cobranças de vindas de Brasília no sentido de que a empresa precisa diminuir as horas extras pagas atualmente, contudo se posicionou favorável em compensar o período disponibilizado ao curso com uma folga posterior.
DO TRATAMENTO DIFERENCIADO DOS EXERCENTES DE FUNÇÕES DE CONFIANÇA DA GPORT
Desde a entrada em vigor do Plano de Cargos Comissionados da CODESP, que criou as funções de confiança de Chefe de Serviços, Coordenador e Encarregado, os guardas portuários que exercem essas funções vêm sendo tratado sem a devida observância das peculiaridades existentes na Guarda Portuária.
Para tanto, foi apresentada uma proposta objetivando resolver os problemas referentes às diferenças entre aqueles que exercem de funções de confiança dentro da Guarda Portuária, dos demais, lotados em setores administrativos da companhia, que laboram em horário fixo administrativo de segunda à sexta-feira, folgando finais de semanas e feriados.
Para isso, foram ressaltadas as principais diferenças encontradas:
Na Gport, os guardas que exercem de funções de confiança se apresentam ao trabalho com 30 (trinta) minutos de antecedência da jornada normal. Essa antecipação é necessária para a devida fiscalização do ponto e para passagem do serviço, sendo que o trabalho é exercido em sistema de rendição. Por conta do turno ininterrupto de revezamento em sistema de escala, eles são obrigados a laborar nos finais de semana, sem que recebam qualquer compensação financeira.
Também por conta do turno, os ocupantes de funções de confiança da Guarda Portuária são escalados em feriados nacionais, dia santo, natal, ano, carnaval etc.
A proposta apresentada consiste na criação de um Adicional de Turno no percentual de 30%, que substituirá todas as diferenças apresentadas. O adicional será pago exclusivamente aos trabalhadores submetidos ao regime de Turnos Ininterrupto de Revezamento e enquanto permanecerem neste. Será aplicado sobre o salário nominal do trabalhador, e integrará a base de cálculo para apuração do valor do salário hora. Caso o trabalhador não mais esteja submetido ao regime de Turno Ininterrupto de Revezamento, no todo ou em parte, individual ou coletivamente, cessará a obrigação da empresa quanto ao pagamento do Adicional de Turno, sem que implique desobediência aos termos do art. 468 da CLT.
Em função do recebimento do Adicional de Turno por parte dos ocupantes de funções de confiança lotados na Guarda Portuária, não será devido qualquer pagamento de hora extra, seja pela antecipação da jornada, por trabalho em finais de semana ou feriados. Com a adoção do referido adicional, a empresa resolveria, por completo, todas as diferenças entre os ocupantes de funções de confiança que laboram em horário administrativo, dos que trabalham em turno ininterrupto de revezamento.
O Presidente argumentou que é algo a ser estudado, porém já adiantou que havendo uma evolução nesta discussão aqui na Companhia, a palavra final vai ser de Brasília, ou seja, do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (DEST).
ESTRUTURA NOS POSTOS DE SERVIÇO
Os diretores reclamaram que os postos de serviço da Gport estão em péssimo estado de conservação, tendo em vista que em vários deles os guardas trazem inclusive cadeira de casa para poderem sentar, pois as últimas cadeiras compradas para estes postos ocorreram no ano de 2009, ou seja, cinco anos atrás, sendo que não existiu nenhum tipo de manutenção ou reposição das mesmas.
Quase todos os postos contam com algum vidro quebrado, além de vazamentos na parte hidráulica, sendo que a aparência externa também deixa a desejar. Nesta questão o Superintendente disse que há uma Auditoria no Plano de Segurança, que, aliás, teve início no dia anterior. O Presidente Angelino concordou que alguns materiais para reposição e reparos eventuais não podem esperar pela conclusão desta Auditoria.
Os diretores da Aprogport saíram da reunião satisfeitos e julgaram que foi positivo este primeiro contato com o mandatário da administradora do maior porto da América Latina. E como o Presidente bem disse, as portas da presidência estarão sempre abertas para a Aprogport.
Participaram desta reunião, além do Presidente Angelino Caputo, o Superintendente da Guarda Portuária Ezio Ricardo Borghetti, o diretor do Sindaport Edílson de Paula Machado; e pela Aprogport: o presidente Thiago Macena, o vice-presidente Sinval Nascimento, os diretores jurídico e financeiro Wagner Pinheiro e Rafael Carlos, respectivamente.


Fonte: APROGPORT





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sexta-feira, 11 de abril de 2014

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CODESP TEM NOVO PRESIDENTE






O Engenheiro Renato Barco não é mais o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A exoneração foi definida no início da noite desta quinta-feira, em Brasília, pelo ministro da Secretaria de Portos, Antonio Henrique Silveira. Barco, que ocupava o cargo desde agosto de 2012, será substituído por Angelino Caputo e Oliveira, membro do Conselho de Administração (Consad) da estatal.
A troca de comando na Autoridade Portuária de Santos será oficializada na manhã desta sexta-feira durante a reunião do Consad. O novo presidente da Codesp assume o cargo pouco mais de seis meses após ser designado conselheiro da empresa quando, em outubro de 2013, assumiu a vaga do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, destituído do cargo em decorrência das irregularidades apontadas pela Polícia Federal na chamada Operação Porto Seguro.
Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a substituição evidencia a intenção do ministro de Portos em promover uma profunda reestruturação organizacional no alto escalão da Codesp. "O Renato Barco tem todo o nosso respeito e a nossa admiração, mas encaramos sua saída, assim como a de outros, como um processo natural de renovação em termos de administração publica".
Na opinião do sindicalista, novas mudanças deverão acontecer brevemente. "Para mim não existe a menor dúvida de que a reforma administrativa já é uma realidade e deverá trazer uma nova dinâmica na política de gestão da companhia Docas paulista". Cirino avalia que os primeiros sinais de mudanças puderam ser notados com a chegada do novo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da estatal, Luís Cláudio Santana Montenegro, em meados do mês passado. 
Segundo o líder sindical, Montenegro recebeu do ministro a incumbência de apresentar um novo modelo administrativo para a Codesp. "Ele chegou com carta branca e total autonomia para fazer um verdadeiro raio-x da empresa, podendo inclusive interferir no cotidiano das outras diretorias no sentido de obter informações, subsídios e dados necessários", salientou o presidente do Sindaport.
Ao assumir a Secretaria de Portos, no início de outubro do ano passado, Antonio Henrique Silveira ordenou aos técnicos da pasta a elaboração de estudos e projetos visando implementar diretrizes inovadoras nas gestões dos portos públicos. "As Docas vão ter novo modelo de gestão", disse ele após a cerimônia de posse já como homem de confiança do Governo Dilma.
O representante dos trabalhadores acredita que o aspecto confiabilidade será preponderante no processo de reformulação na direção da Codesp. "É óbvio que além do preparo e da qualificação profissional, a confiança é de fundamental importância para o sucesso de uma boa gestão, seja ela pública ou privada", salientou Cirino, que acredita em uma nova realidade para a estatal a partir do dinamismo e das inovações provocadas pela dança de cadeiras.
Apesar de otimista, o dirigente sindical pede que os novos gestores tenham total confiança nos empregados da Codesp por conta das transformações que deverão ser implementadas no cotidiano da empresa. Por outro lado, salienta que qualquer mudança, "ainda que gradativa", observou, requer tempo para maturação. "É importante que sejam implementadas paulatinamente para que os objetivos sejam alcançados sem traumas para os companheiros, principalmente para os que ocupam cargos de mando", afirmou.
Everandy Cirino sugere que o quesito confiança também seja levado em consideração pelo novo mandatário da Autoridade Portuária na questão dos "supostos colaboradores" que ingressaram na estatal através de indicações político-partidárias. "Reitero que devem acompanhar seus padrinhos e seguirem os mesmos caminhos, até porque ocupam vagas de pessoas que efetivamente fizeram por merecê-las através de concurso público".
A insatisfação das lideranças sindicais foi levada ao conhecimento do diretor de Planejamento Estratégico em reunião realizada na sede do Sindaport. "Elencamos os nomes, cargos e funções ocupadas por esses abençoados, bem como de todos aqueles que os indicaram, os quais, sem exceção, já se desligaram ou foram desligados da Codesp". Sobre o tema, Cirino disse que o pedido de providências feito a Montenegro será renovado ao novo presidente da Codesp, Angelino Caputo.
O resgate da autonomia da Autoridade Portuária de Santos é outra aposta do sindicalista. "A Codesp precisa retomar seu lugar de destaque no cenário nacional e creio que o ministro está ciente disso, até porque escolheu justamente o nosso porto para dar início às mudanças que pretende para o setor. Desejamos sucesso ao novo presidente, que certamente jogará no time dos trabalhadores por ser um grande corintiano, ressaltando que as portas do Sindaport estarão abertas para recebê-lo", concluiu o representante majoritário dos empregados da Codesp.
Perfil profissional do novo comandante da Codesp
Angelino Caputo e Oliveira é engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília (UnB), com MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informações pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e MBA em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da USP.
Já atuou como analista de TI e gerente executivo no Banco do Brasil e trabalhou como regulador do mercado de telecomunicações via satélite na Anatel. Foi também Engenheiro de Telecomunicações na Rhede Tecnologia, Engenheiro Eletricista na STD - Sistemas Técnicos Digitais S/A e estagiário de Engenharia Elétrica na TELEBRAS.
Possui grande experiência em planejamento estratégico e coordenação de grandes projetos de modernização tecnológica. Atualmente vem desenvolvendo propostas para a modernização dos processos portuários brasileiros. No Consad Angelino Caputo vinha ocupando a vaga destinada ao Ministério dos Transportes por indicação da Casa Civil da Presidência da República, onde exerce o cargo de assessor especial.
EXPERIÊNCIA

Assessor Especial                                                                                 
Casa Civil - Presidência da República
Outubro de 2013 – Presente
Conselheiro de Administração
CODESP - Companhia Docas do Estado de São Paulo
Outubro de 2013 – Presente
Gerente Executivo
Banco do Brasil
2002 – Outubro de 2013
Planejamento Estratégico, modernização e aquisição de produtos e serviços de Infraestrutura de TI, Redes e Telecomunicações. Coordenação do processo de outsourcing da rede privativa de telecom do BB. Definição da Arquitetura Corporativa de TI. PMO e coordenação de projetos para a área de varejo bancário e definição de novas estratégias para clientes varejo.
Analista de TI
Banco do Brasil
1984 – 2002
Atividades técnicas relacionadas à Tecnologia da Informação, Redes, Telecomunicações e Governança de TI. Diversos prêmios de melhores soluções tecnológicas para bancos em congressos patrocinados pela Febraban.
Regulador do mercado de telecomunicações via satélite
Anatel
1999 – 2000
Estudos sobre a destinação de posições orbitais brasileiras e coordenação operacional do C-INI - Comitê para a Infraestrutura Nacional de Informações.
Engenheiro de Telecomunicações
Rhede Tecnologia
1989 – 1991
Engenharia de testes e controle de qualidade no processo industrial de fabricação de equipamentos para comunicação de dados - modems.
Engenheiro Eletricista
STD - Sistemas Técnicos Digitais S/A
1986 – 1988
Documentação e normas técnicas para equipamentos de automação industrial.
Estagiário Engenharia Elétrica
TELEBRAS
1984 – 1986
Instalação dos primeiros entroncamentos de fibras ópticas do Brasil. Atuação no CNTr - Centro Nacional de Treinamento da Telebras, no laboratório de fibras ópticas, apoiando a capacitação de técnicos e engenheiros do sistema Telebras na caracterização, e emendas de fibras ópticas.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Fundação Getúlio Vargas / FGV
Master of Business Administration (MBA), AESI - Administração Estratégica se Sistemas de Informação.
2004 – 2005
Universidade de São Paulo / USP
Master of Business Administration (MBA), Engenharia de Redes de Computadores
1998 – 1999
Universidade de Brasília
Bacharel, Engenharia Elétrica
1981 – 1986


Fonte: Sindaport









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