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TV DESTACA QUE A GUARDA PORTUÁRIA REDUZIU EM 30% OS ACIDENTES DE TRÂNSITO NO PORTO DE SANTOS

Para garantir a segurança à atuação da Guarda Portuária é constante, com monitoramento e registro de todas as ocorrências A Guarda Portuár...

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

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TRIPULANTE É AMARRADO EM INVASÃO 'PIRATA' A NAVIO DE BANDEIRA DINAMARQUESA NA BARRA DE SANTOS



Embarcação aguardava para acessar o Porto de Santos, e os criminosos conseguiram fugir. PF e Marinha foram acionadas. Mais de 400 kg de cocaína foram achados a bordo

Pelo menos um tripulante foi rendido e amarrado por homens armados que invadiram o navio 'Cap San Marco', de bandeira dinamarquesa, a quase 20 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os criminosos conseguiram fugir. Após varredura a bordo, foram encontrados 402 kg de cocaína, informou a Polícia Federal nesta segunda-feira (3).

A invasão ocorreu na barra de Santos, enquanto o navio aguardava autorização para acessar o cais, na madrugada de domingo (2). Em agosto deste ano, um cargueiro de bandeira italiana registrou ocorrência semelhante, quando homens com facões simularam um ataque e renderam tripulantes para também levar cocaína a bordo.
Desta vez, a ação foi aparentemente frustrada, pois as autoridades ainda não consideram que a droga encontrada posteriormente foi levada a bordo nessa invasão. Isso porque a movimentação da tripulação pode ter afugentado o bando, que utilizou de duas embarcações rápidas e de pequeno porte para se aproximar e escapar do navio.
Conforme relatos, cerca de cinco criminosos foram vistos a bordo com armas longas. Eles surpreenderam um marinheiro filipino, de 50 anos, que fazia o monitoramento noturno no convés (cobertura superior do navio) e o amarraram. O grupo permaneceu a bordo por, aproximadamente, 45 minutos, estimam as autoridades pelos depoimentos.
A suspeita é de que os invasores tenham se utilizado de uma corda para embarcar e desembarcar do navio, mas essa informação ainda é apurada. O homem que ficou amarrado foi auxiliado por outros colegas, e o comandante comunicou o fato via rádio. A Praticagem de São Paulo recebeu o pedido de ajuda e acionou a Polícia Federal.
O navio foi liberado para atracar em um terminal da Margem Esquerda, em Guarujá (SP), pela manhã. Equipes da Polícia Federal, da Receita Federal e da Marinha do Brasil foram a bordo com o objetivo de apurar detalhes da ocorrência e fazer uma varredura, para verificar se algo foi desembarcado ou embarcado do cargueiro.
As autoridades federais encontraram um contêiner, cujo lacre estava rompido, mas não localizaram nada ilícito inserido nele. Também não havia indícios de que algum material tenha sido levado, após checagem da carga a partir da declaração disponibilizada pelo exportador. A suspeita é de que a caixa metálica seria "contaminada".
As equipes consideram que o contêiner violado, previsto para ser desembarcado na Europa, seria aquele utilizado pela quadrilha para inserir um carregamento ilegal, provavelmente cocaína. A rapidez de como a invasão se desenrolou, e a não localização de ilícitos após varredura, os fizeram acreditar que a ação criminosa foi fracassada.
Contêiner com cocaína

Os 402 kg de cocaína localizados pelas autoridades no navio 'Cap San Marco' não foram içados durante a invasão, acreditam as autoridades. A droga estava em um contêiner que já era monitorado pela Receita Federal desde o Porto de Paranaguá (PR), onde ocorreu a última escala do navio e a caixa metálica foi embarcada.
O contêiner estava no porão da embarcação, e a posição dele a bordo, conforme apurado pelo G1, impedia que houvesse qualquer tipo violação. Foi necessário desembarcá-lo do navio para que ele fosse aberto no pátio do terminal. Os tabletes de cocaína achados estavam armazenados em nove bolsas pretas.
Se não tivesse sido interceptado pela equipe da Alfândega de Santos, o carregamento ilícito seguiria para a Europa, onde seria comercializado. A Polícia Federal informou que abriu inquérito para investigar as circunstâncias da invasão, identificar os envolvidos e os responsáveis pela cocaína, posteriormente localizada a bordo.
A Marinha do Brasil declarou que inspetores da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) estiveram no navio após atracação, e que não foi necessária a intervenção do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste. Na ocasião da última ocorrência, militares foram mobilizados e escoltaram o navio de bandeira italiana até o cais santista.
Por nota, a Hamburg Süd, empresa proprietária do navio, confirmou a ocorrência envolvendo a embarcação na barra de Santos. A armadora disse que uma equipe da companhia foi a bordo, após atracação, para verificar as condições de toda a tripulação, apurar os fatos e auxiliar as autoridades no decorrer das investigações que foram abertas.
O 'Cap San Marco' é um porta-contêiner construído em 2012, e possui 333 metros de comprimento e 48 metros de largura (boca). Está entre as maiores embarcações a passar rotineiramente no Porto de Santos, onde opera, entre embarque e desembarque, quase 5 mil toneladas, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Após a escala, ele segue para o porto de Algeciras, na Espanha.
Navio italiano

A invasão ao navio 'Grande Francia', de bandeira italiana, ocorreu a 15 quilômetros do acesso ao Porto de Santos, em 12 de agosto. Os tripulantes flagraram o ataque, trancaram-se em um compartimento blindado, e o comandante pediu socorro via rádio. A bordo, foi localizada 1,3 tonelada de cocaína, parte dela içada naquele dia.
A equipe da Praticagem de São Paulo atendeu ao chamado de socorro do capitão e acionou o Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom). Militares do então recém-ativado Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste, da Marinha, também foram mobilizados, mas não houve intervenção pela fuga do bando.
Dois contêineres foram deixados abertos e revirados, simulando ação de pirataria. Entretanto, após varredura, a cocaína foi encontrada escondida em outros dois contêineres. O caso ainda é investigado pelas autoridades federais, mas a polícia acredita que pelo menos parte da droga localizada foi içada naquela ocasião.
Durante a invasão, uma equipe de emergência do Governo da Itália foi mobilizada. Ao colocar os tripulantes em uma área segura, o comandante acionou um botão de pânico, que emitiu um alerta ao Estado da bandeira da embarcação, que confirmou o recebimento, e à central de monitoramento da dona do navio, a Grimaldi.
Fonte: G1 Santos


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

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HOMENS SÃO DETIDOS APÓS ROUBAREM PRODUTOS DE NAVIO NO PORTO DE SANTOS


Câmeras de monitoramento da Guarda Portuária registraram a ação dos criminosos.


A Guarda Portuária monitorou toda a ação dos piratas, desde de quinta-feira, e comunicou, mais de uma vez, a Polícia Federal, a quem cabe o combate ao crime, à bordo das embarcações.


A Polícia Civil de Santos prendeu dois homens que roubaram produtos do navio Mercosul Santos, de bandeira brasileira, atracado no cais da empresa Rodrimar, no Saboó, atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na madrugada de sexta-feira (28).

As imagens,  cedidas à polícia, de uma câmera de monitoramento do Centro de Controle e Comunicação – CCCOM da Guarda Portuária, registraram a ação dos criminosos. Eles se aproximaram do navio em dois barcos e ficaram pouco tempo perto da embarcação. Mesmo assim, segundo foi apurado junto aos representantes da carga, eles conseguiram levar cerca de 170 televisores de 51 polegadas e vários aparelhos de ar-condicionado, no entanto, apenas 20 televisores de 51 polegadas e dois aparelhos de ar-condicionado foram recuperados pela polícia. Na fuga, uma das embarcações foi abordada por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil.
Homem são presos no porto após furto de embarcação
 
 
Fernando Henrique Sodré - catraieiro
Marcos Fontes da Silva - TPA - Trabalhador Portuário Avulso, da categoria do Bloco

Dois homens foram presos em flagrante por receptação. "A gente já vinha monitorando a atividade no canal há cerca de três dias. O GOE tem um segmento náutico e a nossa embarcação náutica, bem como uma outra que conseguimos emprestada (a empresa de transporte de passageiros Lanchas Fabiana conduziu os policiais ao local), estavam de prontidão para esse tipo de ação. Tentamos abordar as duas, e infelizmente, uma delas conseguiu se evadir. Desta que foi abordada nós apreendemos a mercadoria furtada", diz o delegado Luiz Henrique Artacho.

A polícia tenta chegar aos outros integrantes da quadrilha, e o delegado responsável pelo caso ainda vai ouvir as equipes que estavam trabalhando à bordo na hora do roubo. Artacho não tem dúvidas que os criminosos tinham informações privilegiadas sobre a carga. "É procurar uma agulha no palheiro. Você querer subir em determinado navio, onde você tem uma enormidade de contêineres e você ir em um certo, que possui a mercadoria que lhe interessa. Não tem como a gente não trabalhar com essa informação", finaliza o delegado.

Os aparelhos estavam em suas respectivas caixas e eram transportados em uma catraia ocupada por Fernando Henrique Sodré, de 24 anos, e Marcos Fontes da Silva, de 29. Moradores em Vicente de Carvalho, os rapazes foram autuados em flagrante por receptação.

O crime é afiançável, mas os acusados foram recolhidos à cadeia porque não dispunham da quantia de R$ 3 mil, cada um, para pagar a fiança.

Marcos e Fernando negaram envolvimento no furto, e disseram que foram acionados para “prestar socorro” a uma embarcação que estaria afundando. Porém, no local do suposto naufrágio, próximo ao canal do Porto de Santos, eles se depararam com duas barquinhas carregadas com caixas.

Sem revelar os nomes de quem lhe solicitou a suposta ajuda, a dupla presa contou que apenas o conteúdo de uma das barquinhas foi passado para a embarcação por eles ocupada. Em seguida, o barco dos acusados detidos seguiu o outro, que não chegou a ter as mercadorias retiradas.

Perseguição

Os policiais do GOE foram ao local, após receberam informações de um vigilante do Terminal da Embraport, que estranhou a movimentação de pessoas e embarcações junto às margens de um braço de rio do Canal do Estuário, localizado entre as ilhas Barnabé e Diana, os agentes suspeitaram de dois barcos e decidiram interceptá-los.

Uma das embarcações, de alumínio, que saiu em alta velocidade, não foi alcançada, ao contrário, da catraia que vinha atrás e era ocupada por Fernando e Marcos. As investigações prosseguem para identificar os ocupantes que conseguiram escapar e que podem ter ligação direta com a ação pirata contra o Mercosul Santos.

Guarda Portuária monitorou a arriada

Toda a ação dos piratas foi monitorada pelo CCOM da Guarda Portuária desde quinta-feira à noite. A primeira arriada foi visualizada por volta das 21horas e a Polícia Federal foi acionada. Às 23 horas, nova ação dos bandidos foi captada pelas câmeras de monitoramento, a Polícia Federal foi ao local, subiu a bordo, mas não constatou nenhuma irregularidade.

Posteriormente, por volta das 4 horas da madrugada, nova ação ocorreu, ocasião em que os piratas foram surpreendidos pela Polícia Civil.


O furto
 
catraia apreendida
 
 
Uma embarcação de alumínio, popularmente conhecida como piracicabana ou voadora, com dois elementos, encostava no costado do navio, enquanto trabalhadores portuários avulsos – TPA’s, que estavam trabalhando a bordo, desciam as caixas do convés para a embarcação, por corda.

Em seguida essa embarcação, atravessava o Canal do Estuário e depositava o produto do furto numa área de mangue na outra margem. Ali uma catraia pegava a carga desviada e conduzia para a Favela da Prainha, em Vicente de Carvalho, no Guarujá.
 
 
Apreensão
 
Cerca de 170 televisores foram levados, 20 foram apreendidos
 
 
Os aparelhos de ar-condicionado e os televisores são da marca Samsung. As TVs são de LED, do modelo Pop Sound e têm 51 polegadas. A Polícia Civil realiza um trabalho de identificação dos eventuais compradores desses produtos para chegar aos ladrões da carga.

A embarcação apreendida é uma catraia, identificada como "Kessi", é utilizada para o transporte de passageiros entre o Distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá e a cidade de Santos.
No final da tarde de sexta-feira, os policiais do GOE ao retornarem ao local, encontraram, em uma ilha próxima ao canal do Estuário, várias caixas de aparelhos televisores vazias. Ninguém foi encontrado no local.


Enquanto perdurar a hipocrisia, o egocentrismo, a ganância e a corrupção, e as autoridades intervenientes do porto não trabalharem em conjunto, de nada adianta o governo criar Comissões como CESPORTOS e CONAPORTOS, que bandidagem vai continuar aumentando a cada dia.

 
"Não acreditem em tudo o que é publicado na imprensa".

 
Fonte: Jornal a Tribuna / TV Tribuna - Edição Segurança Portuária Em Foco.




Vídeo da TV Tribuna:


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

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LIBRA AUMENTA AUTOMAÇÂO NOS SEUS GATES


SEGURANÇA PORTUÁRIA / LIBRA
 
                                                              Libra Rio
O Grupo Libra, alinhado com as demandas de infraestrutura do país, através da sua Unidade de Negócios Libra Terminais, está implementando um programa de automação e aumento da eficiência operacional dos seus terminais portuários que resultará, em um primeiro momento, na adoção de uma solução de OCR (Optical Character Recognition) em todos os seus Gates de acesso de carga e carretas em suas unidades nos portos de Santos e Rio de Janeiro.
Em um primeiro momento, o foco são os aspectos legais da portaria 3518/2011 da Receita Federal (a qual estabelece as regras para identificação das placas de veículos e numeração de container), para na sequência serem implementados os aspectos de automação, resultando em ganhos para todos os envolvidos na cadeia.
A HTS Brasil, braço nacional da HTS, empresa israelense líder mundial em automação de portos, foi a escolhida pelo Grupo Libra para fornecimento da solução. O sistema da HTS reconhece a placa do caminhão, o número do contêiner e, em seguida, transmite a informação. A identificação do veículo no novo sistema é feita durante a entrada do caminhão, em movimento, com base em um conjunto de sensores. A iluminação é operada automaticamente e várias fotos são tiradas por diferentes câmeras.
“A forma como conduziu a negociação foi um diferencial para a seleção da HTS, focando não apenas no aspecto legal como nos ganhos de eficiência para a Libra. Foram elaborados pouco mais de 10 projetos executivos antes da contratação do projeto”, disse Diogo Vasconcellos, responsável pela área de TI da Unidade de Negócios Libra Terminais.
“Estamos muito satisfeitos com a receptividade que a HTS está tendo no mercado brasileiro, a empresa está no país desde o começo do ano e já tem contratos com os maiores players do mercado”, disse Maxwell Rodrigues, vice-presidente da HTS Brasil. Na visão do executivo, os terminais não querem apenas cumprir as exigências legais ao automatizar, buscam, acima de tudo, aumentar a competitividade.
A HTS Hi-Tech Solutions é reconhecida mundialmente como líder em OCR (Optical Character Recognition) e em tecnologia para reconhecimento de caracteres em contêineres, placa de veículos e radares de alta e baixa velocidade. Fundada em 1992, a empresa tem a base em Israel, e conta com escritórios nos Estados Unidos e na Europa. Todos os produtos HTS são desenvolvidos internamente e se baseiam em tecnologia própria e avançados softwares de processamento de imagens. Com mais de 1000 sistemas implantados em 40 países, HTS fornece soluções para logística e segurança, além de contar com portais capazes de fazer varredura de radiação para inspecionar o conteúdo de contêineres. No Brasil, está presente desde o começo do ano com foco em monitoramento de rodovias e portos.
 Fonte: Guia Marítimo
 
 
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

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ISPS CODE NO MAIOR PORTO DA AMÉRICA LATINA



Introdução

O ISPS CODE (International Ship and Port Facility Security) é o código internacional de proteção de navios e instalações portuárias, que foi criado pós-11 setembro, com a finalidade de criação de medidas para mitigar os riscos que os países membros da SOLAS (Safe of Life at Sea) salvaguarda da vida no mar e da IMO (International Maritime Organization) Organização Marítima Internacional onde a proposta era de que todos os portos integrante dos países membros teriam que estar com declaração de cumprimento das normas do ISPS CODE em julho de 2004, porém nos portos do Brasil as ações para a implementação não foram implantadas na data combinada, foram gastos milhões, mas somente no final do segundo semestre de 2010 que o porto de Santos recebeu seu documento que homologa como porto dentro das condições seguras para receber cargas e exportar cargas para os países membros.

Objetivo

Tem como objetivo focar nossos esforços na direção de melhor entender sobre a segurança portuária e o ISPC DODE, logicamente que não é desejo único esgotar o assunto, mas sim tornar mais habitual esse assunto que tem tudo para tomar um vulto com as descobertas de petróleos nos mares brasileiros e o crescimento dos portos brasileiros.

Desenvolvimento

Com o surgimento da necessidade de mais segurança nos portos e com a urgência em atender as normas do ISPS CODE, no primeiro semestre de 2004, que tem como objetivo melhorar os níveis de segurança dos portos e embarcações que atracam e desembarcam cargas nos diversos locais do mundo.

Surgiu à necessidade de criar um oficial de segurança portuário (Port Facilities Security Officer) PFSO que no Brasil ficou intitulado como Supervisor de Segurança Portuário (SSP), com a resolução que criava o SSP, algumas entidades de ensino começaram a buscar professores que conforme a norma as pessoas que eram reconhecidas PFSO perante aos EUA, estariam capacitados a ministrar o curso de ISPS CODE no Brasil, porém sem sucesso, pois o governo brasileiro, inicialmente deliberou o curso ministrado em Brasília – DF, somente com agentes, delegados e coronéis de diversos estados da federação com supervisão da polícia federal, por entender ser um assunto internacional e de relevância, para iniciar este curso que teve sua primeira turma em maio de 2004 sendo que a capacidade de formação era de aproximadamente 50 alunos para o Brasil inteiro, vemos que frente a essa quantidade ínfima de supervisor de segurança portuária (SSP) para um país que tem o maior porto da América Latina é muito pequeno esse contingente, inicialmente as pessoas que candidataram aos cursos em Brasília eram pessoas que não tinham perfil de segurança para atuar, algumas pessoas com cargo de gerência administrativa que provavelmente nunca iriam realizar tal tarefa, mas assim mesmo houve a aceitação destes no curso, atualmente, existem também pessoas que não trabalham mais na área portuária, então há necessidade de aumentar os critérios para formar os supervisores de segurança portuária, vale lembrar que a exigência do ISPS CODE tem que ter o SSP 24 horas por dia 7 dias na semana, hoje vemos pouca ou nenhuma atividade desse supervisor nos portos fazendo interface com os navios que aportam nos portos do Brasil, logicamente que existem alguns terminais e embarcações que exige esse cumprimento da norma, o que não ocorre na maioria dos terminais.

Precisamos entender que o ISPS CODE foi desenvolvido para proteção das embarcações e dos portos ao redor do mundo no Brasil foram sendo criadas resoluções para ajuste do código, mas nessas resoluções, inexiste uma punição caso o terminal ou o porto não obtenha a DC (declaração de cumprimento), a única sanção é que este ficaria fora do comércio de produtos exportados para o EUA, correndo o risco de perder para a concorrência que está cada vez mais ávida de buscar novos clientes e em busca de um diferencial.

O porto de Santos recebeu sua DC somente em 15/12/2010, esta declaração certifica que o Porto de Santos incluindo os terminais que fazem parte desse porto, estão todos em de acordo com as normas do ISPS CODE, vale lembrar que cada terminal teve que elaborar o seu projeto de segurança sendo assessorado por várias empresas certificadas como RSO (Organização de Segurança Reconhecida), porém algumas RSO inicialmente certificadas eram empresas sem foco na segurança portuária, pois haveria necessidade de realizar análise de risco com focoe m segurança patrimonial portuária, mas foi em alguns terminais imposto a necessidade de realizar tal análise, muito se viu em torno de custo e pouco se falou em qualidade, haja vista a qualidade das empresas, existiam diversas empresas com ramos de atividade completamente divergentes do objetivo do ISPS CODE, recentemente, foi reformulado o processo de cadastro das RSO no CONPORTOS, com visão de segurança portuária, na resolução nº44 da CONPORTOS de 17/02/2009, passou a ser exigido que as empresas que desejarem candidatar-se RSO necessitariam ter exclusivamente no seu objeto social do contrato a comercialização de bens destinados à utilização em projetos de segurança ou a prestação de serviços de segurança patrimonial, passou a ser exigido que a empresa mantenha no seu quadro de profissionais pessoas com conhecimento relevantes em segurança portuária, com capacidade de realizar análise de risco dos terminais e navios, fazendo a interface navio/porto, capacidade de identificar armas, dispositivos e artefatos perigosos ilícitos, entre outras imposições da resolução que é muito relevante para que a segurança portuária seja levada a sério realmente.

Dentro das normas do ISPS CODE foram criado três níveis de segurança, estes aprovados e analisados pela CONPORTOS (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis) subordinado ao Ministério da Justiça, o nível 01 é o nível normal de segurança o que menos implementa medidas de controle e segurança, já o nível 03 necessita ter autorização do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) que está ligado diretamente à presidência da república, neste caso há o envolvimento das forças armadas com o objetivo de impedir ação terrorista no porto ou embarcação. Todas as mudanças de nível necessitam de autorização da CONPORTOS e da CESPORTOS (Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis) este autoriza a mudança para o nível 02, sempre dentro do grau hierárquico que compete cada ato, vale lembrar que os terminais necessitam ter de pronto as medidas que passam de um nível para outro, pois essas mudanças ocorrem quando existe a exposição ao risco.

Conforme a revista Exame edição 973 de 11/08/2010, os EUA baixou uma medida em2007 afim de coibir o terrorismo nas cargas que adentrem nos portos americanos, medida esta que determina que todos os contêineres passem por scanner no país de origem, ocorre que a quantidade de scanners que existe no Brasil para que seja verificado o interior dos contêineres é insuficiente e a compra dos mesmos demora em torno de 18 meses, então vemos que poderemos ter problemas no ano de 2012 com a exportação para os EUA. O texto comenta que o maior prejudicado poderá ser o estado da Paraíba que exporta em torno de 52% das cargas exportadas para o EUA e neste não existe nenhum scanner.

No nosso Brasil ainda existe certo descaso com alguns dos cargos de segurança patrimonial, onde existem sempre cortes nessa área quando há necessidade de redução de gastos, porém não ocorre o pensamento da alta gestão de que não existem os sinistros em razão da existência de pessoas focadas nesses pontos, então podemos entender não como gasto, mas sim como investimento na área, logicamente que existem profissionais de segurança que não pensam da mesma forma. O perfil do gestor de segurança está mudando, hoje existem vários curso focados nesse nicho de mercado, que vão desde curso técnicos MBS (Master Business Security), cursos tecnólogos de gestão de segurança e MBA gestão de risco e segurança empresarial, certamente surgirão outras.

Conclusão

Ainda existe muito terreno a percorrer para conscientização de que a segurança nos terminais e embarcações é muito importante para a preservação da paz e a redução de exposição dos terminais e embarcações ao terrorismo e consequentemente estar aberto para alavancar divisasfinanceiras junto ao mercado dos EUA. Sabemos que nosso Brasil não levou a sério a implementação do ISPS CODE, uma vez que o maior porto da América Latina teve a sua Declaração de Cumprimento somente depois demais de seis anos de a medida ser assinada pelos países membros, onde a data limite para adequação do ISPS CODE foi julho de 2004, sem falar na necessidade urgente de adquirir os scanners até 2012 para monitorar os todas as cargas que irão para o EUA que provavelmente não haverá tempo para cumprir tal medida poderemos ter caos nas exportações, será necessário que o governo americano abra exceções na medida, adote o “jeitinho brasileiro” ou então teremos grandes problemas.

Referencias

Revista Exame, edição 973 de 11/08/2010, nº 14, ano 44, pag. 18, matéria comércio exterior que fala “Quem precisa do mercado americano?”




Por Evaldo Tavares Barbieri
Publicado em planogrcn.wordpress.com   em 30/12/2011

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

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POLÍCIA APREENDE CARGA DE 1T DE MACONHA DO PCC


O grupo construiu um compartimento secreto em uma caçamba utilizada para transportar grandes cargas. Para evitar qualquer surpresa, o local era lacrado com solda. Integrantes da 5ª Delegacia do Patrimônio interceptaram em um posto de combustíveis, no quilômetro 27 da Rodovia dos Bandeirantes, em Perus, na zona norte da capital. 

Após um especialista cortar o metal, os investigadores encontraram no compartimento todo o carregamento de maconha, que pode atingir mais de uma tonelada. O motorista acabou preso. Segundo o delegado Celso Marchiori, o esquema era investigado havia 45 dias. As informações apontavam que uma nova entrega partiria do Paraguai passaria por Mato Grosso e teria destino final no Guarujá, litoral paulista.

A quadrilha utilizaria um caminhão Iveco e a caçamba estaria carregada com 27 toneladas de açúcar. Uma equipe passou a acompanhar a carreta a partir da entrada no Brasil. "Sabíamos que alguma coisa estava escondida: armas ou drogas", disse Marchiori. As investigações apontaram que o dono da encomenda encontraria com o condutor da carreta no posto de combustível.

A equipe aguardou o encontro, mas ele não aconteceu. Os policiais resolveram então abordar o motorista Carlos Alberto Correia Tosta, de 43 anos, que afirmou desconhecer o esquema. A carga de açúcar foi descarregada e o compartimento encontrado. Tosta responderá por tráfico internacional de drogas. Ele veio do Ceará para realizar o transporte. A equipe apura quem são os outros envolvidos no esquema.

Fonte Agencia Estado / Terra Notícias


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sábado, 2 de junho de 2012

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APESAR DOS INCIDENTES CONTINUAREM, A CESPORTOS ENCERROU O NÍVEL 2 DE PROTEÇÃO, NA MEIA-NOITE DE SEXTA-FEIRA

                                 
Na noite de ontem, por volta das 20:30 horas, os trabalhadores portuários avulsos (TPAs), pararam o trânsito na Av. Mário Covas, defronte ao posto de escalação nº 3 do OGMO, ateando fogo em pneus. O trânsito foi liberado às 22:00 horas, após a intervenção da Polícia Militar.

Os três pontos de escalação do OGMO sofreram atos de vandalismos, várias máquinas de escalação foram danificadas e no P3, os sanitários foram depredados.


                                               Máquina para escalação danificada

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT, Carlos Eduardo de Azevedo Lima, os procuradores do Ministério Público do Trabalho - MPT,  Ronaldo Curado Fleury e Glaucio Araújo de Oliveira, começaram a sofrer ameaças por parte dos trabalhadores portuários avulsos - TPAs, através de um grupo na rede social Facebook, denominado de Estiva Virtual, no qual o integrante denominado Edson Pheyo faz o seguinte comentário após inserir uma foto de uma cerimônia fúnebre: "O Féretro acima é simbólico, porém dentro de mais alguns dias poderá ter gente morta de fato dentro do caixão, então que seja o OGMO, o Sr. Ronaldo Curado Fleury e Glaucio Araújo de Oliveira"


O ESTIVADOR EDSON DA SILVA DIZ QUE O COMENTÁRIO NÃO PASSA DE UM DESABAFO 


                                               foto: Jornal A Tribuna

Com a liderança do presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei da Silva, na manhã deste sábado, os trabalhadores portuários avulsos  realizaram Assembléia, em frente ao ponto de escalação do OGMO - Posto 1, localizado em avenida interna do Porto, paralisando todo o fluxo de veículos na área portuária, logo depois, seguiram em passeata com destino ao Posto 3 de escalação, na avenida Mário Covas











fotos: Jornal A Tribuna


VIATURAS DA GUARDA PORTUÁRIA ACOMPANHARAM A PASSEATA


                                                foto: Jornal a Tribuna



Uma nova passeata está prevista para esta segunda-feira, às 8h30, com saída da sede do OGMO, na Avenida Conselheiro Nébias, 255, com direção à prefeitura da cidade. 


Por Carlos Roberto Carvalhal



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quinta-feira, 31 de maio de 2012

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INVASÕES, OCUPAÇÕES E VANDALISMOS FAZEM COM QUE O NÍVEL 2 DE PROTEÇÃO SEJA MANTIDO NO PORTO DE SANTOS



TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS - TPA'S, OCUPAM NAVIO NA SANTOS BRASIL


No início da tarde de ontem, vários trabalhadores portuários avulsos, após trabalharem no período matutino nos Navios EXPRESS PHOENIX e MASC UGANDA, atracados no Terminal da Santos Brasil, permaneceram à bordo, desocupando as embarcações somente após a intervenção da Polícia Federal, com o apoio da Guarda Portuária e da Policia Militar.


TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS - TPA'S, INVADEM TERMINAL TECONDI


No início da noite, vários trabalhadores, comandados pelo presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva invadiram o Terminal de Contêineres da Margem Direita - TECONDI, visando ocupar duas embarcações que ali estavam atracadas, em virtude daquele Terminal estar operando as embarcações com pessoal próprio. A ocupação não se concretizou em virtude da atuação da Guarda Portuária. As escadas de acesso aos Navios foram levantadas e os trabalhadores, após negociação, desocuparam o Terminal de forma ordeira, enquanto várias viaturas da Polícia Militar aguardavam na portaria do Terminal, para agirem caso fosse necessário.


Segundo relato do estivador Marcelo Barreto da Silva, um dos vigilantes daquele Terminal sacou uma arma de fogo e o ameaçou. O Coordenador de Segurança do TECONDI, Herculano Luiz da Silva Júnior confirmou as equipes da Polícia Militar e Guarda Portuária, que os vigilantes que prestam serviço no local trabalham armados.

ATENTADO CONTRA CAMINHÃO DA LIBRA


No fim da noite um caminhão da empresa Libra Terminais foi abordado por vários manifestantes, defronte ao Ponto de Escalação do OGMO, na Av. Mario Covas. O motorista foi obrigado a descer do veículo, que após assumirem o seu controle, o posicionaram na frete do Gate 18, ainda na Av. Mario Covas, e atiraram um coquetel molotov no seu interior.

VEÍCULO DO OGMO É INCENDIADO




Um wolkswagem gol do Órgão Gestor de Mão de Obra - OGMO, foi incendiado na madrugada de hoje. O veículo estava estacionado na Av. Joaquim Montenegro, próximo ao ponto de escalação daquele órgão, fora da área portuária.

Por Carlos Roberto Carvalhal


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quinta-feira, 12 de abril de 2012

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HOMENS SÃO PRESOS EM BARCO COM PRODUTOS DE INFORMÁTICA



A Polícia Militar de Guarujá prendeu três homens, na noite desta quarta-feira (11), a bordo de um barco cheio de produtos de informática de origem chinesa. Eles estavam no canal do Porto de Santos, se aproximando de uma comunidade que fica perto da travessia de barcas entre Vicente de Carvalho e Santos.

O trio não tinha nota fiscal dos produtos e não informou como conseguiu a mercadoria. "Cada um conta uma história e a gente sabe que é mentira. Provavelmente é contrabando ou pirataria", conta o Tenente da Polícia Militar Milton Júnior.

Uma equipe da Polícia Militar fazia ronda pela rua Senador Salgado Filho, em Vicente de Carvalho, quando observou uma movimentação suspeita. Eles resolveram verificar o que estava acontecendo e encontraram os três homens chegando num barco cheio de produtos de informática.

Os homens foram presos em flagrante e a moto de um dos criminosos foi apreendida. Um dos presos já tem passagem pela polícia. Eles revelaram que esta foi a quinta vez que eles praticaram este crime. O caso foi registrado pela Polícia Federal que vai investigar como o trio conseguiu as mercadorias.


Barco com produtos piratas é apreendido

A embarcação utilizada pelo miliantes também foi apreendida.



A matéria foi noticiada no Jornal da TV A TRIBUNA



Fonte: TV TRIBUNA
Colaboração: Eduardo Bottini


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sábado, 17 de março de 2012

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ISOMERIA II – VIGIA SALVO PELA GUARDA PORTUÁRIA REQUER DANOS MORAIS NA JUSTIÇA




O Sr. Dirceu Vieira Câmara, escalado como vigia de portaló (vigia que fica junto a escada do navio, quando este permanece atracado no porto, para identificar todas as pessoas que tem acesso a embarcação), após ter a sua vida salva pela Guarda Portuária, entra na justiça para requerer danos morais a CODESP – Companhia Docas do Estado de São Paulo, da qual os guardas portuários são empregados.
No dia dos fatos, antes de ser rendido pelos piratas que subiram á bordo para roubarem o Navio Isomeria, o Sr. Dircei entrou em contato, via rádio, com o Sindicato dos Vigias Portuários de Santos, ao qual ele era vinculado, e este Sindicato solicitou então, o apoio da Guarda Portuária para ir ao Navio socorrê-lo. Ao chegarem ao local, os guardas portuários foram recebidos á bala e revidaram, mas conseguiram libertar o vigia Dirceu, que já se encontrava ferido.
Este, ao invés de agradecer a Guarda Portuária por socorrê-lo e agradecer a Deus por estar vivo, buscou almejar benefício financeiro junto a Justiça, tentando culpar os guardas pelos danos que ele houvera sofrido.
VEJA O RELATÓRIO DA AÇÃO:

Dirceu Vieira Câmara moveu ação de indenização por dano moral em face da Companhia Docas do Estado de São Paulo - Codesp, vendo sua pretensão ser julgada improcedente pela respeitável sentença de fls.102/105, de lavra do MM. Juiz de Direito Joel Birello Mandelli, que veio a lume na esteira dos seguintes fundamentos:

"o autor exercia, na ocasião dos fatos, o posto de vigia portuário. Ao que parece inexiste, ou não foi trazido aos autos, contrato de trabalho que defina especificamente, as atribuições do vigia. Nada obstante, Vigia, de vigiar, na terminologia comercial e industrial entende-se o, o guardião, a sentinela, o vigilante, isto é, a pessoa que é posta em um estabelecimento, ou em um local qualquer, para velar, ou estar alerta, acerca de certos fatos, ou para cuidar de certas coisas, a fim de que nada lhes aconteça. Por esta razão, esta em torno de certa coisa, sem sua observação (De Plácido e Silva, vocabulário Jurídico, volumes III e IV, 3 a edição, pag, 492). Ora, houve, é incontroverso, tentativa de roubo do navio que estava sob vigia do autor, levado a efeito por quadrilha bem armada e equipada. O crime não se consumou por interferência da guarda portuária - acionada pelo Sindicato do autor, que agiu prontamente. Não há nenhuma certeza de que o autor sujeitar-se-ia a mal menor, não fosse a chegada da guarda portuária, opondo resistência à consumação do delito. Em que pese as dificuldades de se aquilatar eventual excesso ou imprudência, tal qual a atitude da polícia, em situações semelhantes, o fato é que o resultado final - ausência de vítimas fatais, pequenos ferimentos suportados pelo autor, não consumação do crime, etc. - são indiciários de que a atuação da guarda portuária, diante de um infortúnio que é uma tentativa de roubo por quadrilha bem armada, contrariamente ao afirmado, foi eficaz. E com isso, inexistiria dolo ou culpa dos prepostos, requisito para a indenização. Ainda, embora se admita em tese o abalo, o medo, a insegurança, etc. pouco crível que o autor, vigia regularmente sindicalizado e em atividade, numa situação dessas, tenha padecido de traumas ou outros males psicológicos, a merecer reparação civil. Caso contrário, não estaria apto a exercer a profissão. Note-se, trata-se de pedido exclusivo de indenização por dano moral. Guardadas as proporções, seria como admitir que o policial militar - que também tem funções de guarda, de vigilância, de manter-se alerta, etc. -, sempre que defrontado com situações perigosas, a exigir reações rápidas e violentas, pudesse acionar o Estado pelos danos morais que suportou. Em suma, já pelo que foi trazido com a petição inicial, justamente por não negar conclusivamente que a atuação da guarda portuária teria, talvez, salvo, seria suficiente para a improcedência da ação. Mas a ação é improcedente também, posto que a prova colhida não revela, em momento algum, imprudência ou excesso da parte da guarda portuária ao abordar o navio, conforme depoimentos de fls. 86/99. José Carlos Evangelista, diz que a chegarem, foram recebidos ã bala pelos criminosos.  Até para preservar a vida do autor e dos tripulantes, feitos refém, efetuaram poucos disparos. Segundo Jorge Caruso Alves, que estava estibordo com seu colega Alaor, ouviram disparos e gritos. Deparou-se com os criminosos, e foi obrigado a buscar refúgio para não ser baleado. Versão similar foi apresentada por Carlos Roberto Carvalhal. Assim, não caracterizada a conduta imprudente ou com excesso dos membros da guarda portuária, não há que se falar em culpa "in vigilando" ou "in committendo" da ré onde seus prepostos. Era ônus do auto, provar em Juízo a culpa - da ré ou de seus prepostos -, integrante de fato constitutivo, nos termos do artigo 333, inciso I, do CPC. Não o fazendo, só resta a improcedência da ação".

Inconformado, apela o autor às fls. 107/112, batendo-se pela integral reforma do decisum, ao argumento de que devida seria a indenização pedida, já que em lugar vida do vigia pode ser posta em perigo, como foi, pela imprudência dos guardas portuários, a gerar dor e sentimento de angústia que pairam até os dias atuais. Recurso tempestivo, sem preparo ante a gratuidade da justiça concedida ao autor (fls.27), e respondido (fls. 114/120).

FUNDAMENTOS

O apelo, data venia, não merece provimento. Não se duvida que o vigia portuário feito refém por quadrilha que pretendia roubar o navio vigiado fique angustiado, mas esse incômodo, decorrente do risco de morte iminente, ainda que agravado por tiroteio travado entre integrantes da guarda portuária e os bandidos, é inevitável no exercício daquele oficio e somente seria indenizável se os guardas tivessem o agravamento provocado. Prova havendo, contudo, segura como destacou a sentença guerreada e ora nem de leve desacreditada, de que os meliantes receberam à bala de metralhadora os guardas e de que estes com moderação, até por disporem de poder de fogo menor, pois portadores de revólveres calibre trinta e oito, reagiram á situação, dita provocação do agravamento não se divisa, menos ainda direito à indenização.

Diante do exposto, nego provimento ao recurso.

E como voto,

Des. Palma Bisson

Relator



V O T O N° 12.069



Ementa: acidente do trabalho - direito

comum - ação de indenização por danos

morais movida por vigia em face da

companhia portuária - sentença de

improcedência - apelação do autor - Não

se duvida que vigia portuário feito

refém por quadrilha que pretendia roubar

o navio vigiado fique angustiado, mas

esse incômodo, decorrente do risco de

morte iminente, ainda que agravado por

tiroteio travado entre integrantes da

guarda portuária e os bandidos, é

inevitável no exercício daquele oficio e

somente seria indenizável se os guardas

tivessem o agravamento provocado. Prova

havendo, contudo, segura como destacou a

sentença guerreada e ora nem de leve

desacreditada, de que os meliantes

receberam à bala de metralhadora os

guardas e de que estes com moderação,

até por disporem de poder de fogo menor,

pois portadores de revólveres calibre

trinta e oito, reagiram à situação, dita

provocação do agravamento não se divisa,

menos ainda direito à indenização

recurso improvido.



COLABORAÇÂO: Alex Gardel Gil
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