ARAPONAGEM, ESPIONAGEM E DOSSIÊS,
HERANÇAS DA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR, SÃO DESCOBERTAS NA CDP
Gilson
André Ferreira da Silva, Gerente de Segurança – GERSEG, da Companhia Docas do
Pará, àquele que queria acabar com a Guarda
Portuária e foi o autor do Novo Regulamento, onde se auto promovia e
acabava com a função de inspetor, foi exonerado do cargo que ocupava, em
virtude da descoberta de várias atitudes ilícitas que cometia.
Ele
foi desmascarado pelo Diretor de Administração e Finança – DIRAFI Olívio
Antônio Palheta Gomes. Palheta anteriormente já havia solicitado a suspensão do
Novo Regulamento da Guarda Portuária, proposto pelo GERSEG.
Olívio
Palheta descobriu nos arquivos do computador de Gilson André, um dossiê
calunioso contra a sua pessoa, contendo inclusive várias fotos de sua
residência, do seu veículo e de sua família. Um serviço característico de
“arapongas” do tempo da Ditadura Militar. Ele monitorava toda a vida do DIRAFI
e produzia e-mails caluniosos contra a sua pessoa.
Araponagem na CDP já vem de longa data
Segundo
Olívio Palheta, nos dias que antecederam a sua posse como Diretor
Administrativo-Financeiro da CDP, havia sido veiculado, várias notícias
inverídicas sobre ele referente à “Operação Galiléia”. Foram divulgadas
transcrições de ligações telefônicas da Polícia Federal, no sentido de difamar
a sua reputação.
Após
assumir a Diretoria havia sido procurado pelo então guarda portuário Gilson
André, que lhe entregou uma folha sem assinatura, contendo informações ao seu
respeito que haviam sido encaminhadas a Casa Civil. Este documento continha
notícias inverídicas e caluniosas a seu respeito, inclusive afirmando que se
assumisse o cargo na Diretoria, seria instalada na CDP a “Operação Galiléia II”,
justamente em função da sua relação política com o PSB. Na época, Gilson André
acusou Amarildo Vilhena, informando que o documento havia sido retirado do notebook
deste funcionário.
O Dossiê calunioso
Em
março deste ano, Olívio Palheta recebeu um e-mail enviado por uma pessoa de
nome Luciano Almeida (provavelmente falso), dizendo: “Acredito que isto lhe
interesse, encontrado em uma máquina na CDP”, contendo dois arquivos: um
“resumo”, que é um documento de ordem caluniosa, onde cita que o Senhor DIRAFI
teria recebido um veículo de um empresário de Barcarena, inclusive, informando
o número do CNPJ da empresa e dados do DETRAN do carro. O documento citava
ainda que em função do recebimento do veículo, o Senhor DIRAFI teria perdoado
uma dívida da empresa Buritirama, também afirmando que todos os diretores
estavam envolvidos. As imagens e fotos foram feitas de modo onde se mostra o
veículo, a residência e o Sr. DIRAFI.
A investigação
Por
conta da situação, principalmente em função das fotos, o Diretor de
Administração e Finanças – DIRAFI resolveu proceder a uma investigação interna
na empresa a fim de identificar a origem do documento, pois o emitente da mensagem
afirmou que havia encontrado ele em uma das máquinas da CDP.
Solicitou
ao Gerente de Tecnologia e Informação – GERTIN para que realizasse um
rastreamento de tais documentos na CDP, a fim de identificar os equipamentos
onde os mesmos estavam. Para a sua surpresa, o autor (proprietário do programa/arquivo
onde o documento foi criado) era o Sr. Aílton Abadessa da Silva, Administrador
do Terminal Petroquímico de Miramar - ATEMIR e estava arquivado em uma pasta na
qual o proprietário era o Sr. Gílson André. Nesta pasta ainda foram encontrados
vídeos, demonstrando que a sua residência estava sendo monitorada.
Invasão de Privacidade
Olívio
Paleta não tem nenhuma dúvida que a sua privacidade foi invadida pelo Gerente
de Segurança – GERSEG, Gílson André Ferreira da Silva, mas não acredita que
seja só ele. “Outras pessoas devem estar por trás”.
“Não
sei se o objetivo era caluniar e difamar para colocar outra pessoa em meu lugar
indicada por eles”, disse Olívio Paleta.
Exoneração dos cargos
Em
razão dos fatos o DIRAFI solicitou a exoneração imediata dos cargos de
confiança e instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar – PAD, pois
além da invasão de sua privacidade e honra, houve uma transgressão disciplinar
de calúnia, visto que relaciona a sua pessoa a um possível perdão de dívida da
empresa Buritirama.
As
pessoas que cometeram tais atos esqueceram que fora o Sr. DIRAFI que gerou o
documento que deu início a propositura da ação judicial com relação à dívida da
empresa Buritirama.
Indignação
Olívio
Paleta mostrou toda a sua indignação durante a Reunião DIREX, quando disse:
“Esses tipos de pessoas precisam ser execrados da empresa. A CDP não pode
tolerar esse tipo de conduta internamente. É uma marginalidade. Na época em que
o meu nome estava sendo motivado para assumir a Presidência da CDP, Gílson
André vivia “puxando meu saco”, se prevalecendo de bom moço, bom menino, mas na
realidade é o próprio “satanás” em pessoa”.
Maria do Socorro apoia Olívio Paleta
A
Diretora de Gestão Portuária - DIRGEP Maria do Socorro Pirâmides Soares, foi
solidária a opinião de Olívio Paleta. Disse que já tinha ouvido falar a
respeito da forma, autoritária e arrogante, de gerenciar do Sr. Gílson André.
“Forma
de gerenciar e procedimento é passível de críticas. Erros podem ocorrer, mas a
esse nível não é mais erro. A situação relatada não. É impossível passar por
cima. O propósito precisa ser aprofundado”. Não acredito que seja só o Sr.
Aílton e o Sr. Gílson. É algo conectado, disse Socorro.
A Comissão do PAD
A
Comissão do PAD foi constituída por Suely Wanzeller Couto da Rocha
(Presidente), José Roberto Pereira de Oliveira (Membro) e Fernanda Quinderê
Tavares Batista (Membro). Tendo em vista a gravidade do assunto, a Comissão
deverá concluir os trabalhos em 30 dias.
As
máquinas utilizadas dos envolvidos foram apreendidas e lacradas para posterior
perícia pela Comissão de PAD e inclusive deverá ser apurada na esfera da
justiça comum.
Após
a apuração dos fatos, caso as denúncias sejam comprovadas, a CPD, por ser uma
empresa pública, deverá encaminhar a denúncia a Polícia Federal.
Falta o mandante
Olívio
Paleta e Maria do Socorro acreditam que não sejam apenas Gílson André e Aílton
Abadessa os envolvidos. Isto pode ser apenas a ponta do Iceberg. Uma rede de
espionagem, com propósitos ainda obscuros, pode vir a ser descoberta, e o mais
importante, é descobrir quem seria o mandante. Isto com certeza só será
descoberto após a investigação da Polícia Federal, pois o aprofundamento da
apuração já foi prejudicada pela exoneração inexplicada do GERTIN.
Como explicar o inexplicável
O
presidente da CDP, Carlos José Ponciano da Silva, exonerou inexplicavelmente o Gerente de Tecnologia
e Informação – GERTIN, justo ele que foi o responsável por fazer as varreduras
nos computadores da empresa e descobrir todas as falcatruas feitas pelo Gerente
de Segurança – GERSEG.
Felizmente
a GERTIN é subordinada ao DIRAFI, se não fosse, tudo poderia estar apagado, e
não haveria provas para exonerar o GERSEG.
A
empresa PROPLACAS LTDA efetuou denúncia de extorsão por parte do Sr. Aílton
Abadessa da Silva, Administrador do Terminal Petroquímico de Miramar – ATEMIR,
em relação aos serviços de placas de sinalização que foram executados naquela
Unidade.
Segundo
o empresário autor da denúncia, apesar de já ter prestado vários serviços na
CDP, sendo muito conceituado dentro da empresa, ele teve grandes dificuldades
para finalizar a execução do serviço, porque o ATEMIR estava criando muita
dificuldade.
Em
denúncia escrita apresentada pela empresa, atendendo pedido do Sr, Olívio
Paleta, o empresário foi sondado para que entregasse apenas a metade das placas
contratadas e a outra metade fosse entregue em dinheiro para o Sr. Aílton
Abadessa.
Além
da dificuldade no recebimento, o serviço foi finalizado em outubro mas a
empresa apenas conseguiu receber a Nota Fiscal em dezembro, o valor inicial do
serviço foi de R$ 8.850,00 (oito mil oitocentos e cinquenta reais), e o valor
da NFSe R$ 12.854,97 (doze mil oitocentos e cinquenta e quatro reais e noventa
e sete centavos).
Diante
da denúncia, a Diretoria Executiva – DIREX decidiu pela abertura de uma
sindicância de apuração.
Ditadura começa a cair na CDP
Por
mais que o presidente da CDP queira impedir o acesso à informação e a verdade,
o “Castelo da Ditadura” começa a ruir naquela empresa.
Depois
de Ponciano já estar sendo investigado pelo MPF por improbidade administrativa (Processo 2010.39.00.001654-8) ,
agora começam as investigações sobre o EX-GERSEG e o EX-ALTEMIR, que eram seus
subordinados.
Guarda Portuária comemora
A exoneração do GERSEG Gílson André e do ATEMIR Aílton Abadessa foi muito
comemorada pela GUAPOR. Segundo
vários de seus integrantes, ambos eram autoritários e arrogantes.
O modo de
gerenciar dos dois sempre foi muito combatido pela Diretoria anterior do
SINDIGUAPOR e pela Diretoria do SINDIPORTO, principalmente por seu presidente,
Carlos Rocha, que denunciou a irregularidade do Novo Regulamento da Guarda
Portuária, imposto pelo Ex-GERSEG.
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