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quarta-feira, 29 de julho de 2026

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PF CONCLUI QUE CONCESSIONÁRIA DE CARROS DE LUXO LAVAVA DINHEIRO DE ESQUEMA DO PCC E CV QUE USAVA O PORTO DO RIO

Empresa em Osasco sofreu intervenção judicial. Dois investigados que estavam presos também passaram a responder por esse núcleo da Operação Commodity

A Polícia Federal concluiu que uma concessionária de veículos de alto luxo, em Osasco (SP), era usada para lavar dinheiro de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Segundo os investigadores da Operação Commodity, o estabelecimento fazia parte da estrutura financeira responsável por dar aparência legal aos recursos obtidos com o envio de cocaína para a Europa, em um esquema que envolvia criminosos do CV e PCC. A Justiça determinou intervenção judicial na empresa.

A investigação também incluiu nesse núcleo Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela PF como o "Contador do PCC", e Wanderson Machado de Oliveira, conhecido como "Del Piero" ou "Pen Drive". Os dois já estavam presos por outras investigações, mas agora passam a responder também pelos crimes apurados na Operação Commodity.

Segundo a denúncia apresentada pela PF, "a macroestrutura de lavagem corporativa foi desenhada e gerida pelo operador Rodrigo de Paula Morgado (...), responsável por prover estruturas societárias instrumentais ao grupo investigado".

Morgado também foi investigado na Operação Narco Fluxo, que levou às prisões dos funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP. A Polícia Federal aponta o empresário como integrante do núcleo financeiro da organização criminosa investigada.

PF conclui que concessionária lavava dinheiro do PCC e CV - Foto: Reprodução

A concessionária alvo da investigação ocupa um amplo showroom em Osasco, na Grande São Paulo, onde são expostos dezenas de veículos de alto padrão. As imagens obtidas pelo g1 mostram modelos de marcas como Ferrari, Porsche, Corvette e Land Rover, além de SUVs e esportivos.

PF conclui que concessionária lavava dinheiro do PCC e CV - Foto: Reprodução

Organização tinha divisão de tarefas

De acordo com a investigação, a organização criminosa mantinha uma estrutura altamente especializada, dividida entre um núcleo responsável pelo envio internacional da droga e outro dedicado exclusivamente à lavagem dos recursos obtidos com o tráfico.

A PF afirma que o grupo possuía vínculos operacionais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), utilizando empresas de fachada, movimentações em criptomoedas e negócios aparentemente regulares para ocultar a origem do dinheiro.

Enquanto Wanderson Machado de Oliveira seria o responsável por coordenar a logística internacional do tráfico e controlar a movimentação financeira da organização a partir da Europa, Rodrigo Morgado seria o operador encarregado de inserir os recursos ilícitos na economia formal.

Rodrigo Morgado foi preso pela polícia Federal em Santos (SP) - Foto: redes Sociais

Segundo a investigação, Morgado fornecia empresas de fachada, utilizava notas fiscais sem lastro e convertia milhões de reais em criptoativos para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

Porto do Rio era rota

Embora a organização atuasse em diversos estados e mantivesse operações internacionais, parte importante da investigação foi conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, a partir de apreensões realizadas no Porto do Rio.

As investigações identificaram ao menos seis carregamentos ligados ao grupo entre 2023 e 2025.

Entre eles estão:

  • junho de 2023: apreensão de 25 kg de cocaína no Porto de Le Havre, na França;
  • março de 2024: apreensão de 1.321 kg de cocaína no Porto do Rio de Janeiro, em carga que seguiria para a Bélgica;
  • maio de 2025: apreensão de 651,2 kg de cocaína no Porto de Hamburgo, na Alemanha;
  • setembro de 2025: apreensão de 450 kg de pasta-base de cocaína no Porto do Rio de Janeiro, em remessa destinada à Eslovênia;
  • outubro de 2025: apreensão de 1,5 tonelada de cocaína em porto na Espanha;
  • novembro de 2025: apreensão de cocaína diluída em carga embarcada no Porto de Navegantes (SC), com destino à Eslovênia.

Segundo a PF, a organização escondia cocaína em cargas de café, cimento e argamassa e também utilizava técnicas de adulteração química para tentar escapar da fiscalização, como a diluição da droga em garrafas de refrigerante.

Relação com MC Poze e MC Ryan

Rodrigo Morgado já estava preso desde outubro de 2025, quando foi alvo da Operação Narco Bet. Posteriormente, ele também passou a responder na Operação Narco Fluxo, investigação que resultou nas prisões dos funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP.

Segundo a PF, Morgado era responsável por estruturar o braço financeiro da organização criminosa, criando empresas de fachada, emitindo notas fiscais sem lastro e utilizando criptomoedas para ocultar e movimentar recursos do tráfico internacional.

As investigações da Commodity apontam que esse mesmo conhecimento técnico também teria sido empregado para dar suporte financeiro ao esquema responsável por enviar toneladas de cocaína para a Europa por meio de contêineres embarcados em portos brasileiros.

Autora/Fonte: Márcia Brasil / g1 Rio de Janeiro



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sexta-feira, 29 de maio de 2026

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AUTORIDADE PORTUÁRIA DO RIO PROMOVE CURSO PARA CONDUTORES DE CÃES DE FARO


Existe um projeto para a implantação de um canil e uma equipe K9 de cães de faro ainda esse ano

A PortosRio – Autoridade Portuária, empresa pública responsável pela gestão dos portos públicos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, promoveu, entre os dias 18 e 21 de maio, um Curso para Condutores de Cães de Faro (K9) voltada à detecção de drogas.

O curso aconteceu durante dois dias no Porto do Rio de Janeiro e outros dois dias no Porto de Itaguaí. Segundo foi apurado pelo Portal Segurança Portuária em Foco, existe um projeto para a implantação de um canil e uma equipe K9 de cães de faro ainda esse ano.

De acordo com PortosRio, esse curso integra o programa permanente de qualificação profissional, que nos últimos anos, vem ampliando os investimentos em treinamento técnico dos guardas portuários e na modernização das operações de segurança portuária.

O superintendente da Guarda Portuária (GPort), Jorge Dantas, afirmou que um de seus compromissos é tornar a Guarda Portuária do Rio de Janeiro uma das mais qualificadas do país. “A valorização dos agentes é essencial para garantir operações mais seguras e eficientes”, destacou.

O curso foi ministrado pelo Grupo ABRAPAM, referência nacional na capacitação de forças de segurança, portos, multinacionais e agências internacionais. A formação contou com aulas conduzidas pelo instrutor Fábio Zomer, reconhecido por sua atuação em operações com cães de detecção.

O gerente de Segurança, João Marcelo de Souza, ressaltou a importância do treinamento contínuo diante dos desafios enfrentados nas áreas portuárias: “Quando falamos de portos, falamos de fronteiras e situações de risco, como narcotráfico, contrabando de armas e outras ocorrências que exigem atenção constante”.

O diretor-presidente da PortosRio, Flavio Vieira, também enfatizou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da segurança institucional e o cumprimento das normas internacionais de proteção portuária. “Investir na qualificação da Guarda Portuária é fundamental para garantir mais segurança às instalações, às operações, aos profissionais que atuam nos portos e aos usuários dos serviços portuários, além de fortalecer o cumprimento das diretrizes do ISPS Code (sigla em inglês para Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias)”, concluiu.


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