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GUARDA PORTUÁRIA DETÉM CAMINHONEIRO APÓS TOMBAMENTO DE VEÍCULO EM VIA DO PORTO DE SANTOS

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos como embriaguez ao volante Na manhã do último domingo (14/06), por ...

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

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COM PARTICIPAÇÃO DA UGT-BA PORTUÁRIOS REALIZAM MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DOS PORTOS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES

 A ação da central se concentrou nos portos de Candeias e de Salvador

A União Geral dos Trabalhadores no Estado da Bahia participou, na manhã da sexta-feira (28), da Mobilização Nacional em Defesa dos Portos e contra as Privatizações.

A ação da central se concentrou nos portos de Candeias e de Salvador, contribuindo e ampliando a luta em defesa dos empregos da categoria.

Marcelo Carvalho, presidente da UGT-BA não se fez presente em virtude do seu diagnóstico positivo para covid-19.

Participaram dos atos o presidente do Sindicato dos Portuários de Candeias, Valci Pinto de Santana, Luiz Santos e Elson Pessoa, respectivamente, secretário de Organização e Políticas Sindicais e secretários Executivos da UGT-BA, além da presença de Luís Paulo membro da Executiva Nacional da UGT.

Fonte: UGT


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

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PORTUÁRIOS REALIZAM ATO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO COM APOIO DOS PETROLEIROS

 

O Porto de São Sebastião está delegado ao Estado de São Paulo, mas há muito tempo se espera que seja municipalizado

Na sexta-feira (28) os estivadores, arrumadores, avulsos e portuários em geral de todo o Brasil pararam as atividades nos portos do país por um período de 12 horas, contra a Desestatização da Autoridade Portuária. Em São Sebastião, a mobilização foi também pela municipalização do Porto da cidade.

O Porto de São Sebastião está delegado ao Estado de São Paulo, mas há muito tempo se espera que, a exemplo do Porto de Itajaí, seja municipalizado. A ideia de municipalizar o Porto de São Sebastião é antiga, mas nunca avançou como se pretendida. De acordo com Felipe Zangado, que faz parte da organização do ato, o atual prefeito da cidade enviou pedido de municipalização do porto, que foi protocolado na Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, ligada ao Ministério de Infraestrutura do governo federal, e numa primeira conversa ouviu um sonoro não. Apesar da negativa extraoficial, o documento foi protocolado e se espera que com essa mobilização e outras que serão construídas, seja possível realizar os estudos que viabilizariam municipalização.

Além disso, os trabalhadores portuários correm o sério risco de perderem suas funções, pois além de desestatizar a Autoridade Portuária, o governo federal dará ao setor privado condições para que crie uma empresa subsidiária para todas as operações do porto, deixando nas mãos de uma única empresa o controle dos portos, criando uma condição ruim ao mercado, com concorrência desleal que obrigará o fechamento de empresas concorrentes, gerando desemprego em massa. Já os avulsos terão que assumir um vínculo com uma empresa privada para continuar na atividade, recebendo o que o mercado quiser pagar e sem chance de exercerem atividades paralelas, como é feito hoje, perdendo renda.

A luta contra a privatização dos portos coincide com a dos petroleiros, que enfrentam o desmonte do sistema Petrobrás, pela mesma sanha entreguista do governo federal. Diante de mais esse ataque à soberania do país, os petroleiros do Litoral Paulista se unem à luta dos portuários, organizada pela Federação Nacional da Estiva, Fenccovib e Federação Nacional dos Portuários, em solidariedade a esses trabalhadores e por entender que assim como a Petrobrás é do Brasil, os portos devem servir ao povo brasileiro. Além da paralisação as federações pretendem propor manter a categoria portuária em estado de greve.

O governo federal quer Desestatizar as Autoridades Portuárias de quatro portos brasileiros, pra começar o porto de Vitória, no Espírito Santo, que está com negociações mais avançadas, seguida pelos portos de São Sebastião, Santos, que passam por consulta pública e Itajaí, que será o próximo a avançar.

O governo pretende ainda privatizar os demais portos de Santa Catarina e os três portos da Bahia, o que irá gerar um verdadeiro desastre para a já conturbada economia brasileira.

Em novembro do ano passado já havia acontecido uma paralisação dos trabalhadores dos portos, que durou seis horas. A mobilização teve adesão em todos os portos do país, mas agora, devido à pressão que todos os trabalhadores estão sentido com o avanço das tratativas de privatização, esperava-se que a adesão fosse ainda maior.

A escolha da data não foi por acaso. O dia 28 de janeiro é marcado pela Abertura dos Portos do Brasil às Nações Amigas. Com esse histórico marcante para a história do Brasil, os portuários pretendem sensibilizar as classes políticas do país, buscando apoio de políticos federais, estaduais e municipais em defesa da soberania estabelecida pela detenção dos portos.

Embora todas as atividades portuárias já sejam 100% privadas, inclusive a mão de obra, gerida pelo Ogmo, uma entidade privada, a privatização do porto desconsidera a importância da Autoridade Portuária, que por seu caráter estratégico, deve estar nas mãos do estado, a serviço do povo brasileiro.

A desestatização tira do Estado o poder de gerenciar, criar regras, policiar e punir, se for o caso, atividades que busquem somente o lucro, em detrimento dos interesses econômicos e estratégicos do país.  Além disso, a área portuária é fronteiriça de estados brasileiros e países, e passar para as mãos do mercado a autoridade de decidir as riquezas que importamos e exportamos será um tiro no pé. Entregar essa área para qualquer empresa privada é entregar uma parcela importante de nosso território para que gestores sem compromisso com a nação tenham lucro, sem se preocupar com os interesses da nação.

Com um setor tão importante nas mãos do mercado, o país perde em estratégia militar, mas também no campo geopolítico. Prova disso é o que ocorre na Austrália, que teve seus portos privatizados e hoje vê seu povo sofrer com o fenômeno da inflação portuária, graças ao aumento dos custos de importação e exportação, que sobretaxam os produtos consumidos no país e que entram e saem pelos portos. Se para um país rico, como a Austrália, as sobretaxas causam problemas para a economia, o que será do povo brasileiro, cuja maioria ganha apenas um salário mínimo?

Vale destacar o tamanho da riqueza que vai passar a ser gerido por interesses privados. Se somente o porto de Santos já movimenta 1/3 de tudo que entra no país, será um bom negócio para o Brasil entregar o controle logístico portuário de um setor que movimenta tanta riqueza e que se passar para mão privadas gerará desemprego, sobretaxas sobre produtos e insegurança no abastecimento de insumos básicos para o país?

Não podemos pagar para ver. No dia 28 de janeiro estivemos com os portuários lutando contra mais esse crime lesa pátria proposto pelo governo Bolsonaro.

Estamos na luta!

Veja abaixo a carta manifesto dos portuários de São Sebastião

São Sebastião, 24 de janeiro de 2022

MANIFESTO DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS DE SÃO SEBASTIÃO

O Governo Federal caminha para as Desestatizações dos Portos do Brasil, que quer passar para a iniciativa privada o poder de Autoridade Portuária exercida pelo Estado Brasileiro.

95% dos Países no mundo tem suas autoridades portuárias nas mãos do Estado, e muitas delas são gerenciadas por seus municípios, aliás, assim são os melhores portos do mundo, Antuérpia e Rotterdam.

Mas o Governo Brasileiro insiste e copiar o Modelo Australiano que é a passagem dessa autoridade para o privado, dando ao privado o poder de polícia do Estado na gestão dos seus portos. Esse modelo não deu certo na Austrália e gerou por lá o que eles hoje chamam “inflação portuária”, tendo em vista os aumentos abusivos das tarifas portuárias sobre todos os serviços prestados, impondo ao povo Australiano um forte aumento no seu custo de vida.

Toda atividade portuária no Brasil já é privada, os operadores portuários, as agencias marítimas, os serviços de rebocador, a praticagem, os serviços de apoio marítimo e, inclusive, os trabalhadores portuários são registrados e cadastrados em uma entidade de direito privado sem fins lucrativos, chamado de órgão de gestão da mão de obra- OGMO. A iniciativa privada já se faz presente e, 100% de toda a atividade económica do setor portuário e ela cresceu em níveis de excelência nos últimos 30 anos, mas passar a Autoridade Portuária para a iniciativa privada é um erro grosseiro contra a economia do País, pois entregará uma atividade eminentemente do Estado ao privado que só visa o lucro e não a Gestão do bem estar e das políticas públicas de um País!

A Desestatização é uma agressão à Soberania do País, pois entrega a qualquer privado, seja nacional, ou estrangeiro, o comando de uma área fronteiriça do Estado Brasileiro, é ali no Porto onde o Brasil se comunica como mundo, é por ali que comercializamos com as demais nações do planeta, entregar o poder dessa autoridade para o privado é entregar parte do Brasil a qualquer aventureiro. Assim no dia 28 de Janeiro agora todos os Portuários do Brasil irão parar os portos do País por um período de 12 horas e irão se manifestar contra essa ação entreguista e irresponsável do Governo Brasileiro!

O Dia 28 de Janeiro é para todo Portuário em um dia de festa e comemorações, pois comemoramos a abertura dos Portos Brasileiros às nações amigas, ocorrida em 1.808 por D. João VI. Esse ano comemoramos 214 anos de atividade portuária em nosso País, estando desde então as categorias dos trabalhadores portuários a frente dessa atividade economiza que só fez crescer o nosso País!

Não iremos permitir tão facilmente o nosso torrão, onde ganhamos o nosso pão, sustentamos nossas famílias e por onde passam as riquezas do nosso País!

Robson Wilson dos Santos – Coordenador da Intersindical de São Sebastião

Fonte: Sindipetrolp


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PORTUÁRIOS EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE!


Decisão liminar proibiu a greve portuária e estabeleceu  a imposição de “100% de atividade”

Os portuários, categoria profissional de abrangência nacional, comemoram no dia 28 de janeiro o seu especial dia, no qual se reúnem tanto para rememorar o histórico de lutas deste segmento de trabalhadores, como também as dificuldades enfrentadas no presente, sobretudo neste quadro de perda de direitos históricos, privatização, terceirização desenfreada, debilitação das atividades de segurança portuária a cargo da Guarda Portuária, aviltamento do trabalho dos avulsos estivadores, conferentes, capatazia, vigias, consertadores e demais trabalhadores portuários, enfim um constante retrocesso nos direitos destes profissionais.

Pois bem, foi dentre deste contexto de comemoração pelo seu dia, ao lado da afirmação de suas pautas reivindicatórias, que foram realizados atos públicos e paralisações em todos os portos brasileiros, contra a privatização, em defesa da Autoridade Portuária Pública e da soberania nacional, sobretudo tendo em vista que o governo federal anuncia a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA), como primeiro passo para entrega de outros portos à iniciativa privada, como o Porto do Rio de Janeiro, cujo grau de arrendamento para operadoras privadas, por si só, já vem, de longa data, desde o fim do monopólio estatal da atividade portuária,  reduzindo o espaço público, em prejuízo da soberania nacional neste estratégico setor.

Direito de Greve ferido

Mas, como se não bastassem os problemas trabalhistas já enfrentados pela categoria, causou enorme indignação o fato do Sindicato dos Portuários do Estado do Rio de Janeiro, ao lado dos demais sindicatos que integram a Intersindical Portuária no estado,  ter  sido  intimado, nas primeiras horas do amanhecer, por diversas ordens judiciais, sejam de interditos possessórios em relação a paralisação, seja – em um caso especifico – por uma decisão liminar que, na pratica, proibiu a greve portuária, ao estabelecer  a imposição de “100% de atividade”, o que, convenhamos, significa  a negação do próprio direito de greve.

Tratou-se de decisão liminar da 70º Vara do Trabalho da Justiça do Trabalho do Rio de janeiro (que já está sendo objeto de recurso jurídico), mas que, para além das medidas cabíveis que estão sendo tomadas por todos os sindicatos atingidos, cabe protestar e repudiar que, em pleno século XXI, no qual é incontestável a legitimidade do direito de greve, que alguns juízes brasileiros decidam desta maneira, contrariando este direito constitucional dos trabalhadores, previsto no art. 9 de nossa Constituição e reproduzido e consagrado pela maioria absoluta das Constituições vigentes no mundo inteiro, além de Tratados e Convenções da OIT. E acrescente-se ainda que sequer é da competência da Primeira Instância (varas do trabalho) julgar greves, mas do TRT e TST !

Os portuários do Rio de Janeiro, além da referida motivação pela comemoração de seu dia, estavam reivindicando direitos tipicamente trabalhistas, deliberados em assembleias devidamente convocadas, na forma de seus estatutos, de modo que a determinação de “100% de retorno ao trabalho”, além de ferir o direito de greve, atenta contra o próprio regime democrático, pois  não é possível  cogitar de um verdadeiro  Estado de Direito onde os trabalhadores não tenham liberdade de paralisar suas atividades em defesa de suas reivindicações. Nada absolutamente pessoal em nossa crítica, mas é necessário dizer que decisões como estas fazem lembrar o período da ditadura militar de 64, de triste memória, onde a greve era criminalizada por atos institucionais dos generais que se apoderaram do poder.

Não queremos a ditadura de volta!  E nem um judiciário que não respeite o direito de greve dos trabalhadores, como hoje ocorreu, infelizmente, no Dia Nacional dos Portuários.

Sérgio Giannetto – Presidente do Sindicato dos Portuários do Estado do Rio de Janeiro

Aderson Bussinger Carvalho – Advogado do Sindicato dos Portuários do Estado do Rio de Janeiro

Fonte: Esquerda Online


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PORTUÁRIOS DO RIO DE JANEIRO REALIZAM ATOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS PORTOS

 

Em vários municípios do estado do Rio de Janeiro, o Dia do Portuário foi comemorado com atos em defesa da soberania nacional e contra a privatização

Uma mobilização em defesa da soberania nacional. Esse foi a maneira que trabalhadores e trabalhadoras encontraram de celebrar o Dia Nacional do Portuário, nesta sexta-feira (28), em portos de diferentes estados brasileiros.

No Rio de Janeiro, a concentração da categoria começou logo cedo, às 7 da manhã desta sexta-feira (28), nos portos dos municípios do Rio, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis. A manifestação prosseguirá até as 19h desta noite.

Desde o amanhecer, a categoria marcou presença com protestos nos portos do estado do Rio de Janeiro. O ato realizado pelo Sindicato dos Portuários, como parte da mobilização nacional, marcou a posição contra a privatização, pela manutenção da Autoridade Portuária Pública e em defesa da soberania nacional. O protesto não impediu a entrada de funcionários e garantiu o acesso ao porto.

Faixas, cartazes, bandeiras e carro de som mostraram a luta da categoria na defesa da manutenção da guarda portuária e contra as mudanças na legislação que prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras.

Para Sérgio Giannetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, os atos comprovam a resistência da classe frente aos desmontes do atual governo.

“Infelizmente, a ação do governo federal, que anunciou a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo como primeiro passo para entrega de outros portos à iniciativa privada, mostra o momento crítico que vivemos”, analisa o dirigente.

“Hoje, realizamos nosso ato e apesar de não haver impedimento para a entrada no porto, recebemos muito apoio da categoria. Parabenizo nossos companheiros e companheiras que entendem a gravidade da situação atual e que, mesmo no Dia dos Portuários, não fogem da luta. Vamos batalhar para que tenhamos dias melhores no nosso país. E isso depende de cada um de nós”, conclui Giannetto.

Fonte: CUT


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BRAÇOS CRUZADOS NOS PORTOS CAPIXABAS NO DIA DOS PORTUÁRIOS

Trabalhadores realizam manifestações em defesa da autoridade portuária pública na Codesa nesta sexta-feira

Os trabalhadores dos portos do Espírito Santo cruzam os braços e realizam uma série de manifestações na sexta-feira (28), de 7h às 19h, em alusão ao Dia dos Portuários. Na programação, atos na entrada do porto da Ilha do Príncipe, em Vitória, em Capuaba, Vila Velha, e no Portocel, em Aracruz.

O ponto central dos protestos é a defesa da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) como autoridade portuária pública. A privatização da Codesa, como vem sendo conduzida pelo governo federal, sem qualquer resistência do governo estadual, é apontada como danosa não somente para os trabalhadores, mas também para a economia capixaba como um todo.

Em nota pública, o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), integrante do Fórum Permanente Portuário (FPP), elencou as quatro principais pautas reivindicadas pela categoria, incluindo os trabalhadores da Codesa e de outros terminais, além dos avulsos, e demais sindicatos da orla portuária.

O primeiro ponto focal é a afirmação da "Autoridade Portuária (Codesa) sempre representada por um ente público da União ou de delegatário (estado ou município)". Decorrente desse, o segundo ponto afirma que deve ser evitada "a entrega (concessão) de bem público (os portos) sem o necessário respaldo constitucional e legal". Em terceiro, a "preocupação com a perda imediata do emprego de servidores das administrações portuárias (inclusive da Guarda Portuária)". E em quarto, "evitar a possível extinção, a curto ou médio prazo, do trabalho avulso e até eliminação do uso de trabalhadores portuários avulsos (TPAs) inscritos no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) em qualquer modalidade de contratação".

O movimento reivindicatório, sublinha o Suport-ES, "é pacífico e é aberto à sociedade, uma vez que se trata de um patrimônio público, que é de todos".

O Sindicato relata que empregados concursados estão sendo demitidos e os que ainda estão na empresa precisam de mais garantias sobre seu futuro. Um ano de estabilidade, como foi proposto aos trabalhadores, acentua a entidade, "é muito pouco para que esses profissionais, extremamente especializados, possam reprogramar suas vidas".

O temor pela perda de emprego também atinge os trabalhadores portuários avulsos (TPAs). "O porto privatizado vai visar o lucro, aumentando tarifas e levando as cargas a migrarem para outros portos, o que vai reduzir a oportunidade de contratação desses trabalhadores e a arrecadação de impostos municipais e estaduais", explica.

Para a entidade, "é preciso maior reflexão sobre as alternativas e as consequências do modelo proposto, que inevitavelmente restringirá a atuação dos operadores portuários e aumentará os custos portuários, com reflexo em toda a cadeia de importação e exportação do Espírito Santo".

O presidente do Suport-ES, Marildo Capanema, prevê que "haverá um esvaziamento econômico do setor de serviços portuários nos próximos 35 anos, comprometendo severamente o desenvolvimento socioeconômico regional e, consequentemente, a contratação de mão de obra especializada e reconhecida por lei como a única capacitada para executar as atividades dentro do porto público". Para o líder sindical, "somente o maior debate e aprofundamento do papel do porto público permitirá o efetivo alcance de mais investimentos, empregos e desenvolvimento da economia do Espírito Santo e do Brasil".

Fonte: SéculoDiário


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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

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PORTUÁRIOS DE SÃO SEBASTIÃO FAZEM GREVE POR REPOSIÇÃO SALARIAL E MANUTENÇÃO DE BENEFÍCIOS




Cerca de 140 trabalhadores estão parados nesta quarta-feira
Portuários de São Sebastião iniciaram, na manhã desta quarta-feira (9/8), uma greve de 24 horas por reposição salarial e manutenção de benefícios. O Radar Litoral acompanhou o manifesto dos trabalhadores em frente ao portão principal do Porto.
O Vice-presidente do Sindaport (Sindicato de Administração Portuária), João Andrade, informou que a paralisação segue até às 7h de quinta-feira (10/8). Segundo ele, as principais reivindicações são reposição da perda salarial de 2016, mantendo o acordo coletivo. "Foram feitas diversas negociações com a empresa, assembleia com trabalhadores, mas infelizmente a empresa não ofereceu nada. O Comdec, que é o órgão fiscalizador da Companhia Docas de São Sebastião, ressalta que houve zero de aumento. Querem mudar o plano de saúde, colocar co-participação, enfim, só tirar e não dar nada".

De acordo com o sindicalista, a adesão é geral. Cerca de 140 trabalhadores estão parados nesta quarta-feira. Durante a manhã começaram a chegar ao porto caminhões de carga viva (gado), ocasionando trânsito próximo à área portuária. "Foi programado um navio e trocaram por carga viva pra ver se quebravam a greve. Os donos da carga estão preocupados não só com o trânsito, mas com a saúde dos animais", enfatizou.
Outro lado
O Radar Litoral conversou com o chefe de Operações do Porto, Matheus Draxler Damazio, que estava no local. Ele pediu para a reportagem entrar em contato com a assessoria de imprensa.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual dos Transportes informou que "em relação à greve que está ocorrendo nesta manhã por funcionários do Porto de São Sebastião, a Companhia Docas de São Sebastião entende que é um direito dos funcionários discutir a questão do dissídio salarial. A CDSS esclarece que vem tomando medidas de redução de despesas desde 2014 para se adequar a atual situação econômica do país. Vale ressaltar que todas as operações portuárias estão mantidas, independente da greve".
Também em nota, "a Companhia Docas de São Sebastião esclarece que, ao contrário do que foi afirmado pelo Sindaport na matéria, não houve troca de carregamento de carga em função da greve. O transporte obedece a uma programação. Já estava planejado, para esta quarta-feira, o embarque de cargas vivas, conforme está ocorrendo. Já o transporte de chapas de aço ocorrerá amanhã. Vale ressaltar que a operação portuária está assegurada".


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domingo, 28 de fevereiro de 2016

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HÁ 25 ANOS, PORTUÁRIOS PARARAM A CIDADE DE SANTOS




O dia 28 de fevereiro foi eternizado por lei municipal como Dia da Resistência Portuária.
Fevereiro de 1991. Uma data que marcou a vida de milhares de portuários, suas famílias e toda uma cidade. Há 25 anos, os trabalhadores do Porto de Santos mostraram a força da união e o poder de mobilização. Pararam o cais, acamparam dentro da Codesp, bloquearam a entrada da cidade, tomaram a Praça Mauá, lotaram a Avenida Rodrigues Alves, rezaram na Igreja Nossa Senhora da Aparecida, fizeram passeatas e promoveram caravana até Brasília.

A frente do prédio da Codesp foi tomada por cerca de dez mil portuários
Nosso país era comandado por Fernando Collor de Melo. Embora tido como um milagre para o Brasil, logo mostrou suas garras. Lançou o plano Collor 1 e menos de um depois o Collor 2, que continha em seu texto a Medida Provisória 295, que limitava os reajustes salariais.

Manifestação na frente da Prefeitura Municipal
A Codesp era comandada por Paulo Peltier de Queiroz Júnior. E as perdas salariais dos portuários ultrapassavam os 150%. Em meio a esse cenário, a Companhia Docas fechou a porta da negociação com a categoria. E os trabalhadores não tiveram outra alternativa a não ser a de deflagrar greve geral.
Porém, no dia 18 de fevereiro o Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo, julgou a paralisação abusiva e determinou que o reajuste da categoria não passasse de 33%. O índice salarial foi negado pelos portuários em assembleia, que decretou a continuidade do movimento grevista.

O movimento unificou todos os sindicatos
A partir daí, o que se viu foi o desrespeito e a covardia com os trabalhadores portuários. Durante todo o dia 20 de fevereiro, companheiros das mais diversas funções foram surpreendidos com um telegrama em casa.
No total, 5.372 portuários foram demitidos. No texto, o trabalhador era informado de que não havia cumprido uma decisão judicial e por isso a Codesp estava rescindindo seu contrato de trabalho por justa causa. Ele deveria dirigir-se até a Administração do Pessoal da empresa para a baixa na carteira de trabalho.

O movimento teve a participação de todos
Luiz Otávio de Carvalho guarda até hoje o telegrama. Na época, atuava como trabalhador de serviços gerais e recebeu o aviso das mãos de sua mãe. “Cheguei em casa e minha mãe me entregou o telegrama. Quando abri, li, não falei nada, sai de casa e fui para o sindicato”.
Assim como Luiz Otávio, que hoje trabalha no setor financeiro da Codesp, outros portuários não acreditavam no que estavam lendo. O vice-presidente do SINDAPORT, João de Andrade Marques, trabalhava como eletricista, e era casado e também guarda na memória aquele fatídico dia. “Foi desesperador. Muitos companheiros recebiam o telegrama e sequer falavam para a família. Imagina perder o emprego de uma hora pra outra”, indaga.

As esposas dos portuários foram às ruas
Uma comoção tomou conta da cidade. Muitas esposas foram para a rua, tomaram a Praça Mauá ao lado dos maridos e outras fizeram vigília na Igreja Nossa Senhora da Aparecida. Portuários que estavam de férias ou afastados por motivo de doença também foram às ruas e juntaram-se aos que tinham recebido o maldito telegrama.
Diante do caos econômico projetado para a cidade e da mobilização dos portuários, a então prefeita Telma de Souza abriu a sede da administração municipal aos trabalhadores para que as negociações com o Governo fossem centralizadas de lá. Uma caravana até Brasília com políticos e lideranças sindicais foi realizada visando sensibilizar o então ministro de Infraestrutura, Ozires Silva, e o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho. A comitiva passou dois dias na sede federal.

O movimento envolveu toda a cidade
No dia 28 de fevereiro, a cidade parou. O comércio não abriu, ônibus eram parados no bairro do Saboó, onde grande parte da categoria morava nos prédios do Conjunto Habitacional Athiê Jorge Cury. Toda a cidade ficou unida em prol dos portuários e da reversão das demissões. A então prefeita Telma de Souza decretou calamidade pública.
A notícia da luta santista já tinha se espalhado por todo o país e estava estampada em todos os jornais. O Governo não teve outra alternativa e recuou. Um telefonema do ministro da Justiça Jarbas Passarinho para a prefeita Telma de Souza pôs fim às demissões.

A Guarda Portuária permaneceu nos posto para evitar a sua ocupação pelos fuzileiros navais
Às 13 horas do dia 1° de março de 1991 todos os portuários voltaram a seus postos na Codesp.
O dia 28 de fevereiro foi eternizado por lei municipal como Dia da Resistência Portuária. O dia que os portuários e toda a comunidade santista pararam a cidade em prol do emprego, de uma vida digna e do respeito ao trabalhador.

Os trabalhadores portuários foram saudados na volta ao trabalho
Será realizada missa na Paróquia São Tiago, nesse domingo, às 10h, localizada a Rua Itanhaém nº 274, Chico de Paula, Santos (Rua do Colégio Bartolomeu de Gusmão).

Reportagem da TV Tribuna 

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domingo, 12 de abril de 2015

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PORTUÁRIOS PARALISAM OS PRINCIPAIS PORTOS DO NORTE DO PAÍS


O Sindicato dos Guardas Portuários também participou da manifestação.


Na última sexta-feira (10), os principais portos do norte do Brasil, administrados pela Companhia Docas do Pará (CDP), paralisaram suas atividades como forma de pressionar e sensibilizar o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) para as inúmeras demandas apresentadas pelos empregados, que não tem sido atendida pelo governo federal.

Segundo os trabalhadores do porto ouvidos pelo Portal Segurança Portuária Em Foco, a greve ocorreu em virtude da intransigência da CDP e do DEST em atender as reivindicações da categoria.

As principais demandas estão na demora do fechamento do acordo coletivo de 2014/15; na supressão de direitos trabalhistas já consolidados nos acordos anteriores e assegurados pela súmula 277 do TST; nos desmandos na CDP por conta de inconsistências dos pagamentos salariais retroativos ao ano de 2010, conquistados em dissídio e ratificados pelo TST; no não pagamento do enquadramento ao nível médio dos guardas portuários, já reconhecidos pelo próprio jurídico da CDP e reconhecido pela justiça e CBO; na nomeação dos concursados aprovados no concurso de 2012; no não acatamento ao plano de empregos e salários, onde agora após a adesão, a CDP quer demitir empregados e na supressão de postos de trabalho. Os portuários reclamam ainda do não cumprimento de acordos com os sindicatos.

A manifestação ainda repudia a terceirização das atividades fins e as obras inacabadas e onerosas.
A paralisação teve início às 5h e se estendeu até às 19h, nos portos de Belém, Outeiro, Miramar (região metropolitana de Belém); Vila do Conde (Barcarena) e Porto de Santarém.

Todos os operadores portuários e empresas que atuam nesses portos cancelaram suas atividades por falta de mão de obra, transporte e cargas para movimentar, sendo que os sindicatos usaram de todos trâmites legais para a deflagração do movimento, tudo devidamente protocolado e em tempo hábil junto à diretoria da CDP, portanto, tudo de acordo com o que a lei de greve estabelece.
Sindicato dos Guardas Portuários

Segundo Jonas Melo, presidente do Sindicato dos Guardas Portuários do Estado do Pará e Amapá (SINDIGUAPOR), a assembleia ainda está em aberto e a categoria ainda não teve uma resposta plausível da CDP, nesse sentido as categorias estarão se reunindo na próxima semana, a fim de tomar encaminhamentos para que suas reivindicações sejam atendidas.
Nota de Esclarecimento da CDP
A CDP vem a público ratificar as informações anteriormente veiculadas quanto a deflagração de greves nos Portos da Companhia Docas do Pará no dia 10 de abril de 2015, referente às reinvindicações trabalhistas apresentadas pelo SINDIPORTO e SINDIGUAPOR.
Após diálogo com os Sindicatos durante o ano de 2014, a CDP reconheceu e está atendendo a todas as reivindicações trabalhistas, inclusive de majoração do piso salarial em todas as tabelas de nível fundamental e médio, que se arrastavam por anos sem a adequada solução. Esse atendimento integral foi conseguido graças à disposição de diálogo da atual Administração e pelo reconhecimento da necessidade de uma remuneração digna para todos os trabalhadores.
Quanto a não assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015, independentemente da análise do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais- DEST, do Ministério do Planejamento, todas as cláusulas vêm sendo integralmente cumpridas e pagas, mesmo enquanto se aguarda a manifestação do referido Departamento.

Diante do exposto, a CDP repudia a forma de paralisação dos Sindicatos, impedindo a entrada de empresas arrendatárias e prestadoras de serviço nos Portos, pois não condiz com a maneira respeitosa e de diálogo como esta empresa vem conduzindo as tratativas frente aos Sindicatos laborais.


O nosso papel é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto, não cabendo a esse Portal a emissão de qualquer juízo de valor.
                                                                                
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