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sábado, 26 de setembro de 2026

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JUSTIÇA MANDA SOLTAR IRANIANO ACUSADO DE TENTAR ENVIAR 180 KG DE COCAÍNA EM CARGA DE CAFÉ PARA DUBAI

Foto/Reprodução: Polícia Civil

Nima Kenareifard havia sido preso em maio com Saeid Sabouri, que teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal

A Justiça Federal de Santos, no litoral de São Paulo, mandou soltar o iraniano Nima Kenareifard, acusado de tentar enviar 180 kg de cocaína escondidos em uma carga de café para Dubai. Ele havia sido preso em um galpão no bairro Vila Mathias com Saeid Sabouri, que permanece preso. Ambos se tornaram réus por tráfico transnacional de drogas.

Nima e Saed foram presos em maio deste ano no galpão do imóvel em que Saeid morava, durante uma investigação do 1º DP. De acordo com a Polícia Civil, eles usavam o imóvel para esconder entorpecentes que seriam levados ao Oriente Médio, especialmente para Dubai.

O g1 entrou em contato com a defesa dos suspeitos, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

A Justiça já havia negado o pedido de soltura de ambos após concluir que eles integravam um esquema sofisticado de tráfico. Neste mês, ao aceitar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o juiz Carlos Felipe Ribeiro determinou a soltura de Nima.

Para o magistrado, não há elementos concretos e individualizados suficientes para justificar a prisão dele. Ribeiro, porém, entendeu que há elementos suficientes de materialidade e indícios de autoria para dar continuidade à ação penal.

O magistrado determinou que ele cumpra medidas protetivas como: informar o endereço, comparecer aos atos do processo, não ficar mais de cinco dias fora da cidade sem autorização e entregar o passaporte, ficando proibido de deixar o Brasil.

Segundo a defesa, Nima atuava apenas como intérprete de Saeid e não havia prova de que ele soubesse da existência ou da ilicitude da carga. A defesa também pontuou que ele mora no país há mais de seis anos, tem residência fixa e é casado com uma brasileira.

Prisão mantida

Na mesma decisão que determinou a soltura de Nima, o juiz Carlos Ribeiro manteve a prisão de Saeid Sabouri. Ele é investigado como um dos responsáveis pelo esquema, e alegou que atuava no ramo de exportação de café.

A defesa havia alegado uma série de nulidades, incluindo problemas com intérprete de Saeid, vícios na cadeia de custódia das drogas, falta de laudos, inépcia da denúncia e ausência de dolo.

O juiz não acolheu essas questões neste momento e afirmou que parte delas deverá ser analisada durante a instrução ou na sentença. Saeid Sabouri continuará preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros III.

Para o juiz, permanecem os fundamentos que justificaram a prisão, principalmente a quantidade de cocaína, a forma como a droga teria sido ocultada e os indícios de participação dele.

Fonte: g1 Santos e região



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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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ADVOGADO DE SANTOS É SUSPEITO DE OPERAR ESQUEMA DE COCAÍNA LIGADO À MÁFIA ITALIANA; JUSTIÇA DECRETA PRISÃO

O Advogado Patrick Raasch Cardoso (ao centro) citado por operar esquema de cocaína ligado à máfia italiana chefiada no Brasil por Nicola Assisi (à esq.) e Patrick Assisi (à dir.) — Foto: Arquivo pessoal e Divulgação/Polícia Federal

PF aponta que Patrick Raasch Cardoso atuava em funções financeiras, patrimoniais e de comunicação de grupo ligado à ’Ndrangheta e ao tráfico de cocaína para a Europa.

A Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, decretou a prisão preventiva do advogado Patrick Raasch Cardoso, com endereço em Santos, no litoral de São Paulo. Ele é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa ligada à máfia italiana ’Ndrangheta e envolvida no tráfico internacional de cocaína entre o Brasil e a Europa, principalmente pelo Porto de Paranaguá (PR).

A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que Cardoso teria exercido papel operacional no grupo, administrando questões financeiras e patrimoniais e ajudando a manter a comunicação da suposta organização após a prisão do italiano Nicola Assisi e do filho dele, Patrick Assisi, em 2019. O advogado é sócio de um escritório de advocacia que, segundo a decisão, defendeu os Assisi.

O advogado Eugênio Malavasi, que faz a defesa de Patrick Raasch Cardoso, afirmou que ainda não tem informações sobre a decisão, mas disse que o cliente se declara inocente e que provará sua versão durante a instrução processual.

Tráfico de cocaína ligado à máfia italiana

Nicola e Patrick Assisi são apontados pela investigação como integrantes do núcleo responsável por estruturar no Brasil um esquema de tráfico de cocaína ligado à ’Ndrangheta.

Os dois foram presos pela PF em Praia Grande (SP), em 8 de julho de 2019, durante a Operação Retis, em cumprimento a mandados de prisão para fins de extradição expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Itália.

Segundo a PF, o grupo é relacionado a pelo menos 11 apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,6 toneladas de cocaína destinadas à Europa. Cerca de 2,1 toneladas foram apreendidas antes da prisão de Nicola e Patrick Assisi. A investigação aponta que o esquema continuou operando após as prisões.

Além de Patrick Raasch Cardoso, a Justiça decretou a prisão preventiva de outras seis pessoas, além do bloqueio de bens e valores e o sequestro de imóveis dos investigados.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

O que a investigação atribui ao advogado

Segundo a PF, Patrick Raasch teria exercido, paralelamente à atividade de advogado, funções operacionais, financeiras e patrimoniais dentro do grupo. A investigação também atribui a ele a intermediação de contatos após a prisão de Nicola e Patrick Assisi, em 2019.

Entre os elementos citados na decisão estão depoimentos de Vincenzo Pasquino, descrito como colaborador da investigação e antigo associado dos Assisi. Ouvido pela PF na Itália em abril de 2025, ele forneceu informações sobre integrantes e funções dentro do esquema e citou Raasch em seus relatos.

A investigação também cita comunicações analisadas pela PF para sustentar que Raasch teria permanecido ligado à estrutura, intermediando contatos e participando de questões financeiras e patrimoniais. A decisão judicial considerou que havia indícios suficientes para autorizar medidas cautelares contra ele.

Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou busca e apreensão em um endereço ligado a Raasch no bairro Porto da Praia, em Santos, além do bloqueio de bens móveis, imóveis, contas e aplicações financeiras. Também foi autorizada a análise dos equipamentos apreendidos, observadas as prerrogativas da advocacia.

Operação Eredità

A Operação Eredità apura a continuidade de um esquema de tráfico internacional de cocaína que, segundo a PF, utilizava principalmente o Porto de Paranaguá para enviar drogas à Europa e mantinha ligação com integrantes da ’Ndrangheta. A investigação reúne elementos de apurações anteriores, entre elas as operações Retis e Spiderweb.

A ação foi conduzida por uma Equipe Conjunta de Investigação formada por autoridades do Brasil e da Itália entre 2020 e 2025. Do lado brasileiro, participaram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Na Itália, integraram o trabalho o Departamento Anticrime de Turim do ROS Carabinieri e o Ministério Público de Turim.

Fonte: g1 Santos e Região


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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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PF APREENDE 140 KG DE COCAÍNA ESCONDIDOS NO CASCO DE NAVIO EM ÁREA DE FUNDEIO NO ESPÍRITO SANTO

Droga foi localizada em cinco bolsas impermeáveis dentro do sea chest; embarcação havia passado pelo Porto de Santos e seguiria para a Itália

A Polícia Federal (PF) apreendeu, na quinta-feira (17), 140 quilos de cocaína durante uma fiscalização em uma embarcação localizada na área de fundeio do Porto de Vitória, no Espírito Santo.

Segundo a PF, a ação foi desencadeada a partir de análise de risco relacionada ao transporte internacional de drogas. A embarcação, de bandeira das Bahamas, havia chegado ao Espírito Santo procedente do Porto de Santos (SP) e seguiria viagem com destino à Itália.

Durante a fiscalização, policiais federais realizaram uma inspeção subaquática no casco da embarcação. Na vistoria, foram identificados sinais de possível manipulação recente em uma das grades de proteção da chamada caixa de mar (sea chest), o que levou os agentes a aprofundarem a inspeção.

No compartimento foram encontradas cinco bolsas impermeáveis contendo, ao todo, 140 quilos de cocaína. A caixa de mar fica localizada no casco e é utilizada para a captação de água destinada ao sistema de refrigeração dos motores da embarcação.

A droga foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, onde será submetida a perícia. De acordo com a corporação, as investigações continuam para esclarecer como o entorpecente foi inserido na embarcação, identificar os responsáveis e apurar a origem e o destino da carga.

Até a divulgação da nota oficial da PF, não havia informação sobre prisões relacionadas diretamente à apreensão.

Caso semelhante no Espírito Santo

A apreensão ocorre em um contexto no qual as autoridades capixabas já identificaram, anteriormente, cargas de cocaína acondicionadas para eventual transporte marítimo.

Em 2 de abril de 2025, a Polícia Militar do Espírito Santo apreendeu 1.393,894 quilos de cocaína em uma marina localizada no bairro Perocão, em Guarapari. Na mesma ocorrência, foi localizado um fuzil AR-15. Um homem que estava no local foi detido e encaminhado à Polícia Federal.

Segundo a PMES, a droga estava acondicionada em bolsas impermeáveis e equipadas com alças, característica que, de acordo com o então comandante-geral da corporação, coronel Douglas Caus, é comumente associada ao transporte marítimo de drogas.

Na época, informações repassadas pela polícia indicavam suspeita de que a carga pudesse estar relacionada ao tráfico internacional, mas essa conclusão dependia da investigação.

Os dois episódios têm uma característica em comum: a utilização de estruturas ou acondicionamentos preparados para o ambiente subaquático. No caso mais recente, entretanto, a investigação ainda precisa determinar onde e quando a droga foi colocada no navio e quem participou da operação.


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