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terça-feira, 20 de outubro de 2015

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INEXPERIÊNCIA E MÁ GESTÃO PODEM LEVAR SINDAPORT A ACIONAR GESTORES DA CODESP NA JUSTIÇA




Quando da implantação do novo Plano de Cargos, Empregos e Salários da Codesp, em agosto de 2013, o Sindaport se manifestou no sentido de que a empresa deveria estudar a incorporação da média das horas extras praticadas, na maioria dos casos há décadas, por já fazer parte do patrimônio jurídico dos empregados.
No mínimo, a Codesp deveria calcular a indenização das horas extraordinárias suprimidas ou reduzidas, independentemente do ganho ou perda nos vencimentos brutos, após a implantação do novo plano de cargos, conforme prevê a súmula de numero 291.
Aliás, essa também foi a orientação do escritório contratado, Naninni & Quintero Advogados Associados, quando a empresa solicitou parecer sobre as consequências do corte ou redução de horas extras de seus empregados: aplicar a súmula 291, ou seja, pela indenização.
No entanto, a Diretoria da Codesp preferiu seguir o entendimento de sua Superintendente Jurídica que, embora excelente profissional na área de Direito Público, ao que nos parece tem pouco entendimento da área trabalhista.
Segundo ela, Superintendente Jurídica, com a implantação do plano de cargos e salários, não haveria perda salarial e, portanto, não caberia a aplicação da Súmula 291.
O grande problema é que a tal súmula não menciona em seu texto que, para que haja direito à indenização, há que ser comprovada a perda salarial. Menciona apenas que, havendo supressão total ou parcial das horas habitualmente prestadas em sobre jornada, cabe o direito à indenização.
A empresa pode até estar obtendo êxito nas ações judiciais em 1ª e 2ª instâncias, em Santos e São Paulo, mas o TST - Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, vem reformando todas as decisões por ofensa à Súmula 291.
O TST entende que a supressão total ou parcial das horas extraordinariamente prestadas, independente da implantação de um novo plano de cargos, ainda que em atendimento às exigências estabelecidas pelo TCU - Tribunal de Contas da União ou MPT - Ministério Público do Trabalho, não afasta a incidência da Súmula 291
Assim, mais uma vez, há o comprometimento do erário público e o Sindaport já estuda a possibilidade de uma medida jurídica, a fim de responsabilizar não só o Presidente da Codesp, como também a superintendente jurídica da empresa.
Agora novamente, se já não bastasse todo esse histórico recente, a Codesp ao propor reduzir a jornada de trabalho, com implantação de turno de 06 horas para muitos de seus empregados, segue novamente o entendimento da Superintendente Jurídica.
Embora não haja a redução nos salários base, com a diminuição de jornada, obviamente, as horas extras serão suprimidas e haverá perdas nos ganhos, reduzindo a folha de pagamento. É evidente que esse é o objetivo da empresa.
Mais uma vez, a Senhora Superintendente Jurídica entende que não há a necessidade de indenização aos empregados, conforme prevê a Sumula 291.
Entretanto, o novo Superintendente de RH, Pedro Augusto Chibebe Waller, com uma vasta experiência na área de recursos humanos, sensibilizado com a proposta de prorrogação de prazo feita pelo Sindaport e a criação de uma comissão paritária para discutir a implantação dessa alteração, conseguiu junto a diretoria da empresa uma prorrogação por 30 dias.
Nada como uma pessoa com experiência no assunto. É sabedor que a implantação do turno de seis horas acarretará uma redução de ganho, possibilitando o direito à indenização, e que qualquer decisão contrária da empresa nesse sentido, vai gerar um passivo trabalhista, o que não é bom para a Codesp.
Vale lembrar que, conforme o Termo de Compromisso e Entendimentos, assinado entre Codesp e Sindicatos, apresentado e aprovado pela categoria na assembleia de sexta, dia 16 de outubro, se no prazo de 30 dias, empresa e empregados não chegarem a um acordo, o turno de 06 horas será implantado, pois em decorrência do poder de direção que lhe é ínsito e utilizando-se do jus variandi, o empregador pode, unilateralmente, reduzir a duração da jornada laboral.
O Sindaport, espera que sirva de exemplo e que, qualquer alteração na relação capital x trabalho seja feita pela área competente para negociar, neste caso, a área de recursos humanos, que possui pessoa altamente habilitada para a sua função.
Ainda que possamos ter opiniões divergentes sobre determinados assuntos, o interesse público sempre deve ser tratado com prioridade.
Deixar a cargo de área ou pessoas que não têm atribuição ou conhecimentos específicos sobre o assunto pode acarretar prejuízo ao erário público, tendo em vista as perdas com as ações trabalhistas futuras, que podem ser evitadas.






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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

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SUPRESSÃO DE HORAS EXTRAS DEVERÁ SER PAGA PELA CODESP, DIZ TRT



A decisão da Desembargadora Marta Casadei Momezzo, da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo - TRT2-SP, em julgamento realizado no dia 28/08/2014, acolheu a tese defendida pelo Departamento Jurídico do Sindaport representado pelo Dr. Eraldo Aurélio Rodrigues Franzese.
Segundo a magistrada, o direito de indenização pela supressão total ou parcial das horas extras, amparado pela Súmula 291 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), não poderia ser compensado com o reajuste geral concedido às categorias dos empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) na implantação do novo Plano de Cargos e Salários (PECS/13) em agosto/13.
O acórdão ainda argumenta que o cumprimento das medidas sugeridas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) ou do Tribunal de Contas da União (TCU) em relação a redução ou supressão do trabalho extraordinário não isenta a empresa da obrigação legal de indenizar pelo prejuízo causa


Fonte: Franzese Advocacia / Dr. Paulo Eduardo Lyra Martins Pereira


*Esta publicação é de inteira responsabilidade do seu autor. O nosso papel é apenas manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária.







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segunda-feira, 7 de abril de 2014

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CDP EXPLANA PCES AOS INTEGRANTES DA GUARDA PORTUÁRIA



Na última quinta-feira (3), os componentes da Guarda Portuária e os representantes do SINDIGUAPOR E SINDIPORTO, estiveram reunidos no auditório do Porto de Belém, para ouvirem a explanação do diretor administrativo e financeiro Olívio Gomes, e da gerente de recursos humanos, Ana Santos, sobre o Plano de Cargos Efetivos e Salários (PCES), a ser implantado pela Companhia Docas do Pará (CDP).
O diretor financeiro comunicou que o plano não veio para aumentar salário e sim para adequar a CDP ao novo processo administrativo do governo, pois sem isso seria difícil requerer qualquer tipo de melhoria junto ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST).
Segundo Olívio, o cargo de técnico de segurança do trabalho foi enquadrado de acordo com lei e que a Guarda ainda não foi enquadrada no nível médio. Desde 2010 a CDP vem trabalhando para enquadrá-la, mas não o fez, pois sempre teve a negativa do DEST. A CDP vai fazer proposta de recebimento do retroativo (ENQUADRAMENTO AO NÍVEL MÉDIO) que será levado para as assembleias dos sindicatos decidirem. O enquadramento de escolaridade será feito levando-se em consideração os reajustes dos acordos coletivos de 2009 a 2014
A adesão ao PCES poderá ser feita coletivamente, via sindicato, ou individualmente. Será feita uma proposta de novo horário para a Guarda Portuária, no entanto, a adesão será feita no horário atual (12X24) e os ganhos de remuneração não serão retirados com uma futura redução da jornada de trabalho. O novo horário deverá ser celebrado em Acordo Coletivo.
Os critérios adotados para a nomeação dos cargos comissionados de inspetor e rondante será elaborado levando em consideração que sejam somente nomeados os funcionários efetivos. Todos os guardas, inclusive os que não possuem ensino médio, por uma questão de justiça, também serão reenquadrados.
 Outros itens do plano também foram divulgados. O Plano poderá ser readequado com a participação da categoria e da empresa. Somente o Feriado será pago com horas de 100%. A falta ao serviço sem justificativa trará perda. Com a licença remunerada perde-se apenas o adicional de risco como preceitua o ACT.
A implantação do Plano se dará depois que for feita a apresentação em todos os portos, e depois da decisão dos sindicatos.
Segundo o guarda portuário Miguel Belo, Diretor do Sindiporto, presente na reunião, a apresentação do Plano foi bem recebida entre pelos guardas presentes, que acharam bastante satisfatório, pois a proposta, da forma que foi apresentada, trará ganho na remuneração e uma redução na escala de serviço. Porém, alguns inspetores presentes demonstraram muitas dúvidas, pois ingressaram através de concurso, e a função agora passará a ser comissionada.






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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

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PCC DA CODESP: CHAMEM O MARCOLA




Depois de muito chumbo trocado, balas perdidas, toque de recolher em departamentos inteiros, gritaria e insatisfação geral da nação codespana, finalmente a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) deu um "salve geral" fajuto e aprovou o Plano de Cargos Comissionados, já apelidado de PCC.


Referente à famosa e famigerada Tabela V, o documento será protocolado no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme exigência legal, e posteriormente encaminhado ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, a Secretaria Especial de portos (SEP) e aos sindicatos representativos das categorias.


Tão logo o Termo de Opção e o regramento das funções gratificadas estejam concluídos, os empregados atingidos pela normativa serão chamados para tomarem conhecimento e assinarem a nova designação. Desta forma, a diretoria da CODESP cumpre o compromisso assumido através de seu presidente, Renato Barco, durante reunião com os membros da comissão de empregados que exercem cargos de mando.


O dirigente máximo havia prometido que os ocupantes dos cargos de supervisores e mestres de manutenção, inspetores, agentes e rondantes da Guarda Portuária seriam mantidos nas funções gratificadas, mediante a aprovação do PCC, conforme indicações abaixo:


- Chefe de Serviço: das 45 vagas, 18 já estavam ocupadas anteriormente ao plano, 22 vagas serão ocupadas pelos inspetores da Guarda Portuária, restando apenas 05 vagas. (ver quadro)


- Das 67 vagas de Coordenador, a maioria será ocupada por Supervisores de Manutenção, Agentes e Rondantes, restando ainda 37 vagas a serem preenchidas. (ver quadro)


- Das 84 vagas de Encarregado, 75 serão ocupadas por Mestres de Manutenção, restando 09 a serem preenchidas. (ver quadro)


Os critérios adotados para a indicação são oriundos da nomenclatura que já existia na Tabela V do Plano de Cargos e Salários - PECS, conforme abaixo:


Plano de Cargos e Salários - PECS
Plano Cargos Comissionados - PCC
22 CG – Chefe na Guarda Portuária 
22 – Chefe de Serviço
20 CM – Coordenador Manutenção Portuária
20 – Coordenador
75 EM – Encarregado Manutenção Portuária  
75 – Encarregado



Remuneração


Quanto à remuneração, a direção da CODESP prefere aguardar o aval do DEST (sempre ele) para aplicar a gratificação por opção sobre a remuneração da tabela, e permitir que o empregado faça a escolha entre o salário da tabela ou o de carreira. Os adicionais, de risco e noturno, provavelmente deverão incidir sobre o salário base do empregado.


Opinião do Sindaport


Ao que tudo indica, mais uma vez a CODESP perde a oportunidade de reestruturar as funções de mando dentro da empresa, considerando que as gratificadas foram mal distribuídas em diversos setores. Vejamos alguns exemplos que poderiam contemplar as Unidades de Fiscalização e Operações (UFO).


01  Chefe de Serviço  (em cada UFO)
01  Coordenador         (em cada UFO)
02  Encarregados       (em cada UFO)



Setores importantes da estatal como Itatinga, Alamoa, Ilha Barnabé, bem como o Centro de Treinamento, o Faturamento e a Tesouraria, entre outros, deveriam ser comandados por chefes, coordenadores ou encarregados, objetivando a manutenção da boa ordem e da disciplina.


Além de normatizar os procedimentos dessas repartições, a designação de responsáveis para o comando acabaria de uma vez por todas com uma das maiores injustiças cometidas, há anos, pela atual administração da Codesp, que consiste na imposição de atribuições e responsabilidades inerentes aos cargos de mando aos funcionários.


Considerada um dos mais importantes departamentos da empresa, a Guarda Portuária necessita de uma profunda reestruturação abrangendo, sobretudo, os princípios obrigatórios e básicos de qualquer hierarquia que se preze.


Superintendência
Gerência - GPI
Gerência - GPG
01  Chefe de Serviço – Trânsito
01  Chefe de Serviço – Credenciamento
01  Chefe de Serviço – Logística
05  Chefes de Serviço – CCOS  (01 por turno)
25  Coordenadores  (antigos inspetores I)
5  1ª S/S    5  2ª S/S    5  3ª S/S    5  4ª S/S   5  TRÂNSITO  (01 port. turno)
20  Encarregados  (antigos Rondantes e Agentes)
5  Margem Direita    5  Ilha Barnabé    5  Trânsito  (01 por turno)    5  Agentes



Em resumo, por absoluta falta de boa vontade ou até mesmo por um flagrante amadorismo dos gestores da CODESP, a precariedade da estrutura administrativa/operacional da estatal responsável pelo maior porto do país deve continuar.


Aos simples e mortais doqueiros resta apenas aguardar o resultado do estudo/projeto elaborado pelo grupo de trabalho designado através da resolução DP Nº 135.2013, de 23/12/13, formado pelos senhores Carlos Alberto da Silva (DF), Álvaro dos Santos, Francisco Vilardo Neto, Luiz Carlos Guerra Dieckmann (DC), Nilton Lopes (DE) e, pasmem, Ézio Ricardo Borghetti (DP).


Apesar de contar com alguns nomes de peso no grupo, não resta dúvida que a Codesp tem muito o que aprender em termos de PCC. Talvez fosse melhor incluir na equipe o "administrador" Marcos Willians Herbas Camacho, o famoso Marcola.




Fonte: Sindaport







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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

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PCES E TABELA V GERAM EXPECTATIVAS E FRUSTAÇÕES NA CODESP

 
 


É sabido por todos que o novo Plano de Cargos e Salários (PCES) da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) circulou durante anos entre diversos gabinetes do Executivo, em Brasília, depois de ser empurrado de um lado para outro pelas bandas da Codesp. Sem qualquer definição, acabou engavetado por mais de 2 anos, e só após as gestões feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), administrativas e políticas, foi finalmente implantado em agosto de 2013.

Apesar da implantação, sabe-se também que a tabela original do PCES foi alterada na última hora às escondidas, ou seja, sem a anuência da categoria e do Sindicato. E quando todos imaginavam que o impasse sobre o plano tinha chegado ao fim, eis que surge o mesmo  Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) com suas exigências, segundo afirmam os diretores da Codesp, desta vez envolvendo a Tabela V referente aos cargos e salários de mando.

Específico e direcionado para o pessoal de chefia, ao que tudo indica o novo impasse tem todos os ingredientes para estabelecer uma nova disputa entre a Codesp e o Sindaport, que já se mexe para defender os interesses dos empregados envolvidos. Nesse sentido, repudia as alterações promovidas nos valores originais da Tabela V, que foi previamente enviada para o Sindicato e divulgada pela própria empresa.

Há cerca de duas semanas, de forma sigilosa o Sindaport foi informado que a referida tabela estava a caminho de Santos, devidamente aprovada pelo DEST, trazida pelas mãos de um dirigente do primeiro time da estatal em retorno de Brasília. Sem perder tempo, o diretor administrativo e financeiro da Codesp determinou (por telefone) às diversas chefias das unidades que a informação não fosse levada ao conhecimento do Sindaport.

O objetivo do suposto silêncio, segundo informações, foi de que os méritos decorrentes da notícia deveriam ser atribuídos à direção da estatal e não à do Sindicato, numa bobagem sem tamanho. Durante duas semanas o ofício do DEST e da SEP permaneceu guardado, ou escondido, para em seguida ser trazido à luz após nova viagem de alguns executivos à Capita Federal. Depois da operação sigilosa, de fazer inveja à CIA e ao Mossad, as informações sobre a Tabela V foram finalmente divulgadas.

Será que este diretor pensa que esses valores da Tabela V vão mesmo atender as necessidades da empresa e os anseios da categoria? Se os novos valores que foram divulgados forem confirmados certamente duas coisas irão acontecer:

- o quesito técnico não será privilegiado, pois a maioria dos empregados que já vem desempenhando as funções e são os mais bem preparados não aceitarão assumir os cargos por valores salariais pífios;

- levando-se em conta que muitos deles ocupam tais cargos ou desempenham tais funções há décadas, a reparação na Justiça do Trabalho, inclusive, por danos morais, é o único caminho a ser seguido.

O texto confuso deste chamado PCC - Plano de Cargos Comissionados está gerando muitas dúvidas e muitos boatos. Porém, há um item no texto que está muito claro:

L ) “qualquer alteração no PCC deverá ser submetida previamente à apreciação deste Ministério (Planejamento), por intermédio do Ministério Supervisor, conforme disposto no art. 1° DO Decreto nº 3,735/2001”.

Portanto companheiros, não se deixem levar por boatos dentro da empresa, de que nova tabela está sendo aprovada na DIREXE ou no CONSAD.

O que foi deliberado pela categoria, ou seja, o ingresso na Justiça do Trabalho, inclusive por danos morais, continua valendo.



Fonte: Sindaport







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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

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AGENTES, RONDANTES E INSPETORES DA GUARDA PORTUÁRIA PERDERAM A PACIÊNCIA COM A DIRETORIA DA CODESP





O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport) e os empregados que estão inseridos na Tabela V do PECS (Mestre, Contra Mestre, Supervisores de Manutenção, Agentes, Rondantes e Inspetores da Guarda Portuária) perderam a paciência com a diretoria da Codesp. O descontentamento é geral e resulta da inércia administrativa da empresa que ainda não definiu a situação dos colaboradores.

Os profissionais se sentem ludibriados já que aderiram ao plano, contudo não foram contemplados com a permanência nas respectivas atividades e tampouco estão recebendo os vencimentos apresentados na proposta da Codesp. Em alguns setores, já viraram chacota de colegas e até mesmo de subordinados.

Apesar das duas reuniões realizadas, na sede do Sindicato, com presidente da Codesp, Renato Barco, e no Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Dest), em Brasília, até agora a estatal portuária não restabeleceu os cargos que estão sendo exercidos pelos empregados de forma provisória e sem o devido enquadramento.

E já que a empresa não demostra qualquer interesse em regularizar a questão, o Sindaport agendou para as 9 horas da próxima terça-feira (12) uma reunião com o advogado Eraldo Franzese. "Vamos avaliar as possibilidades jurídicas e ajuizar a ação cabível contra a Codesp visando garantir os interesses e direitos dos companheiros", disse o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

Além da insatisfação dos empregados, os problemas e trapalhadas decorrentes da implantação do PCES viraram alvo do Conselho de Administração (CONSAD). A falta de critérios e a utilização de pesos e medidas distintas no trato com os funcionários por parte de alguns supostos caciques da Codesp levaram o Consad aconvocar o diretor de Administração e Finanças, Alencar Costa, para prestar osesclarecimentos necessários em reunião que acontecerá na próxima sexta-feira(8).

Além dos motivos que estão gerando um clima de terror entre os funcionários e flagrante decepção com o comando da estatal portuária, os conselheiros querem obter maiores informações sobre as despesas de horas extras na folha salarial e implantação da Tabela V - Cargos Comissionados do Plano de Empregos, Carreiras e Salários.

Membro do Consad, o vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, promete cobrar explicações dos responsáveis. "Esperamos que no dia da reunião os representantes da Codesp anunciem a regularização da situação desses companheiros, que poderá se dar ainda que provisoriamente através de um simples ato administrativo ou resolução da presidência, até que o caso tenha um desfecho final".

Segundo o conselheiro, os empregados acreditaram na proposta da empresa e se sentem traídos. "Trata-se de um assunto de extrema relevância e os funcionários não podem pagar pelos erros e desmandos praticados pela Codesp".  Andrade informa que o Sindaport já articula uma nova manifestação em frente ao edifício da presidência da Companhia Docas de Santos, caso o problema não seja equacionado até o dia 12, terça-feira.

A proximidade do final do ano acentua a animosidade dos portuários afetados com a medida. "Não podemos e não vamos esperar mais, até porque, além dos festejos natalinos os gastos extras com as despesas características de início do ano estão deixando o pessoal cada vez mais revoltado, lembrando que ainda haverá o recesso na justiça do trabalho".
 
Fonte: Sindaport
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

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CODESP IMPLANTA O PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS



Após três anos de muita controvérsia, diversas reuniões, inúmeras assembleias e manifestações, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) lança nesta quinta-feira, 1º de agosto, o polêmico e tão aguardado Plano de Cargos e Salários (PCES) dos empregados da estatal portuária.
Ainda que extraoficialmente, a notícia chegou ao conhecimento da direção do SINDAPORT na tarde de ontem, através de cópia da nova tabela salarial que será implementada pela Autoridade Portuária. "Estamos aguardando receber oficialmente da CODESP toda a descrição dos cargos bem como da própria tabela de salários dos funcionários, além das normas para aplicação do PCES", disse o presidente do sindicato, Everandy Cirino dos Santos.
Apesar da especulação em torno do documento, o dirigente prefere a cautela. "Assim que a Codesp notificar o Sindaport, e esperamos que isso aconteça na manhã de hoje, convocaremos uma reunião emergencial com a diretoria plena e com os membros que integram a comissão de negociação para avaliarmos os prós e contras do PCES", disse. O documento obtido pelo Sindaport não faz menção ao reajuste da data-base, URP ou vantagens pessoais, além de outros.
Cirino esclarece que as reuniões terão como principal objetivo uma "profunda avaliação" do PCES por parte dos dirigentes e membros da comissão. "O pessoal já está bastante familiarizado com o tema e vai saber checar o conteúdo do material que nos for entregue pela Codesp". O sindicalista espera convocar uma assembleia conjunta já na próxima semana para expor e discutir o PCES com a categoria.
De acordo com o presidente do Sindaport, o PCES é uma prerrogativa da empresa e pode ser aplicado de forma unilateral sem a necessidade de acordo com os sindicatos representativos desde que a jornada de trabalho não seja alterada em prejuízo dos empregados. "Por outro lado, se houver mudança na jornada de trabalho teremos que convocar uma assembleia para discutir com a categoria possíveis alterações que a Codesp venha implementar".
Fim das Horas Extras
Já no início da noite, por volta das 19h o Sindaport foi surpreendido com outra notícia, desta vez referente ao corte total de horas extras a partir desta quinta-feira. A supressão do pagamento decorrente dos serviços prestados pelos funcionários em horários extraordinários foi compensada no PCES, segundo a empresa.
A possibilidade de a Codesp aplicar o PCES e manter o pagamento de horas extras era remota, considerando que os estudos preliminares feitos pelos técnicos do  Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST) apontavam para uma contrapartida em atendimento a antiga reivindicação da categoria. O corte também seria uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para a concessão do PCES.
Para o mandatário do Sindaport, a questão está nas mãos dos empregados. "Se o corte total for mesmo confirmado, mais do que nunca caberá aos funcionários demonstrarem em serviço se a empresa errou ou acertou ao zerar as horas extras". De acordo com Cirino, os reflexos da medida poderão ser rapidamente mensurados no dia a dia da Codesp. "Ninguém faz hora extra porque quer, mas sim porque os serviços exigem".
Ele garante que alertou a direção da estatal em diversas ocasiões sobre os riscos da medida. "O corte do extraordinário poderá causar sérios problemas de ordem administrativa e operacional para a empresa, gerando queda na qualidade de trabalho e até mesmo a descontinuidade de serviços considerados específicos e relevantes no cotidiano do porto".
Na última terça-feira, Everandy Cirino e o vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, foram recebidos em audiência pelo ministro Leônidas Cristino na sede da Secretaria Especial de Portos, em Brasília. Na pauta do encontro o PCES da Codesp.
 
Fonte: AssCom Sindaport / Denise Campos De Giulio
 
 
 
 
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