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domingo, 16 de março de 2014

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EX-DIRETORES DA CODESP E REPRESENTANTES DE TERMINAL SÃO CONDENADOS À PRISÃO



O Terminal de Exportação de Veículos (TEV) foi objeto de um termo de permissão de uso em agosto de 2003


A Justiça Federal condenou um ex-presidente e três ex-diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos e um executivo da Santos Brasil S. A. a 4 anos de prisão.

Os antigos dirigentes portuários e o representante da empresa foram acusados pelo crime de dispensa indevida de licitação (Art. 89 da Lei de Licitações, nº 8.666/93), por permitirem a exploração temporária do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), na Margem Esquerda (Guarujá) do complexo portuário, pela Santos Brasil, sem a realização de uma concorrência. Os réus pretendem recorrer da sentença.

 A sentença do juiz federal Leonel Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foi publicada em 19 de dezembro passado. Nesta semana, houve a confirmação de que todos os réus no processo são culpados, uma vez que os embargos de declaração (recurso das defesas) foram rejeitados, por unanimidade, pela segunda turma da corte.

Foram condenados o ex-presidente da Codesp José Carlos de Mello Rego e os ex-diretores da estatal Fabrizio Pierdomenico (Comercial e de Desenvolvimento), Arnaldo de Oliveira Barreto (Infraestrutura e Serviços) e Roldão Gomes Filho (administrativo-financeiro). No entendimento da Justiça, eles beneficiaram a Santos Brasil, que também é operadora do Terminal de Contêineres (Tecon), vizinho adjacente ao TEV.

Mello Rego, Barreto e Pierdomenico integraram a diretoria da Docas de 2003 a 2007, durante o primeiro e o início do segundo governo do ex-presidente Lula. Roldão ficou de 2003 a 2004.

O ex-diretor comercial, que chegou a ser subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria de Portos (SEP), foi condenado a quatro anos e oito meses de reclusão e 46 dias-multa no valor de três salários mínimos vigentes à época dos fatos para cada dia-multa – R$ 33.120,00. Os outros três tiveram como pena quatro anos de reclusão e 40 dias-multa no valor de três salários mínimos vigentes à época dos fatos – R$ 28.800,00.

Pela Santos Brasil, foi condenado o diretor econômico-financeiro, Washington Kato, que permanece na empresa. Ele recebeu a mesma pena que José Carlos Mello Rego, Arnaldo Barreto e Roldão Gomes Filho.

O caso

A Codesp chegou a preparar uma licitação para o TEV em 2002. Dessa concorrência participaram a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje Vale), o Grupo Rodrimar, a Localfrio e a própria Santos Brasil, entre outras empresas. Mas o processo não foi validado.

O acordão da sentença do juiz federal Leonel Ferreira afirma que a Rodrimar ofereceu condições melhores do que as concorrentes e que, provavelmente, seria a então vencedora do certame.

No entanto, de acordo com a investigação do Ministério Público Federal (MPF), a disputa pela área foi suspensa para justamente melhor analisar o tipo de exploração que poderia ser feita na área do TEV.

Em 2003, porém, ocorreram conversas entre a Santos Brasil e o quadro diretor da Codesp, que culminariam no Termo de Permissão de Uso (TPU), firmado em agosto daquele ano. Esse tipo de contrato permite que a empresa movimente cargas em um terminal portuário, de modo temporário, sem a realização de uma concorrência pública (como exige a Lei de Licitações). Um TPU pode ser suspenso unilateralmente – nessa situação, pela Codesp – a qualquer momento. No caso, ele permaneceu em vigor até a realização da efetiva licitação do TEV, ocorrida em 2009 e que teve como vencedora uma companhia controlada pelos acionistas da Santos Brasil.

A interlocução da iniciativa privada com a estatal para a realização do TPU, há 11 anos, foi feita pelo diretor econômico-financeiro da operadora, Washington Kato. Ele foi o único condenado por parte da Santos Brasil. O então presidente da companhia, Wady Santos Jasmin, atualmente aposentado, chegou a ser julgado, mas foi considerado inocente das acusações dos procuradores do Ministério Público Federal.

Regime aberto

Pelo crime não evidenciar qualquer tipo de periculosidade, todos os réus foram condenados em regime aberto.

Fabrizio Pierdomenico recebeu uma pena maior, pois, para o juiz, foi ele quem coordenou todo o processo que resultou na “ilegal elaboração” do TPU, sem prévia licitação. Como os demais, deve agora recorrer à suprema corte em Brasília.

Réus vão recorrer ao STJ

O ex-presidente da Codesp, José Carlos do Mello rego, e os ex-diretores da estatal Arnaldo de Oliveira Barreto, e Roldão Gomes Filho vão recorrer da decisão nas cortes superiores, em Brasília. Ficará a cargo, em primeiro momento, do superior Tribunal de Justiça (STJ), que estipulará a sentença final.

Os três foram procurados diretamente, mas não foram localizados. Eles são representados pelo advogado Vicente Cascione que, em nome dos réus, disse que a negação dos embargos (a primeira tentativa de reverter a sentença do juiz federal Leonel Ferreira) poderá auxiliar a próxima defesa. “Foi o passo para melhor justificar o recurso. No acúmulo de erros, é mais fácil desfazer todos de uma vez só”.

De acordo com Cascione, a última decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região foi errônea e contradiz todos os julgamentos do caso desde 2006. Nesse ano, para a Santos Brasil obter o alfandegamento do Terminal de Exportação de Veículos (TEV) a 4ª Vara Federal de Santos chegou a analisar o processo de concessão de área, inclusive o episódio do TPU. Foi a primeira vez em que o portanto,    foi avaliado pela justiça. “Eles são inocentes e fizeram o que era melhor para a estatal e para o Brasil”, concluiu.

Viscente Cascione refere-se à necessidade de o Porto de Santos atender ao crescimento vertiginoso da indústria automobilística brasileira na época. A decisão d outorga do TPU foi tomada para acelerar a implantação de um terminal que auxiliasse, de forma quase imediata, a exportação de veículos no País – cuja principal porta de saída é o cais santista, que está próximo do pólo produtor (São Bernardo do Campo).

O caso era defendido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (ANFAVEA), que chegou a apresentar a demanda ao então presidente Lula, que defendeu a implantação de uma instalação especializada na movimentação de veículos no complexo santista.

Único ex-diretor da Docas que teve a pena agravada, Fabrízio Pierdomenico é representado pelo advogado Igor Sant’anna Tamasauskas. Assim como os demais, o defensor garante que seu cliente não cometeu nenhuma ilegalidade e que, portanto, entrará com recurso. Ele está certo de que reverterá a condenação. “Eu, se estivesse no lugar do Fabrízio, teria feito o mesmo. Se ele tivesse sido covarde, não precisaria passar por isso”.

O diretor da Santos Brasil, Washington Kato, é representado pela advogada Sandra Gonçalves Pires, do escritório do ex-ministro da Justiça, Marcio Tomaz Bastos. Ela foi procurada, mas não respondeu às ligações de A Tribuna. No entanto, a assessoria de imprensa da operadora portuária emitiu uma nota oficial sobre o caso, afirmando estar “surpresa” com a situação.

A Santos Brasil explicou que vai recorrer da sentença e que é capaz de demonstrar a sua lisura no processo – ao se basear em decisões anteriores da Justiça sobre o mesmo caso, que não resultaram em qualquer condenação. Além disso, a companhia ressalta ainda que foi vencedora legítima do processo licitatório público realizado em 2009 pela Codesp, oferecendo R$ 219,6 milhões pelo Terminal de Exportação de Veículos.

A Codesp informou que não se pronunciará sobre o assunto por não ter sido condenada pela Justiça.



Fonte: Jornal A Tribuna










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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

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EX-MANDATÁRIO DA CODESP VAI PARA A CADEIA





Padrinho político da Codesp, Ele nomeou e demitiu; apadrinhou e derrubou; fez, desfez, mandou atracar e desatracar a qualquer hora do dia ou da noite. Há quem diga que ordenou licitações, concessões, aditamentos, arrendamentos e etc. Gritou e afagou, colecionando amigos e desafetos. E finalmente sai de cena.

Isto porque, nesta quinta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, decretou a prisão de mais quatro condenados no processo do mensalão, entre eles o deputado e um dos principais padrinhos políticos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Valdemar Costa Neto (PR-SP). Os demais condenados são os ex-deputados Bispo Rodrigues (PL-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-dirigente do Banco Rural Vinícius Samarane.

Após tomar conhecimento da decisão, Costa Neto renunciou ao mandato de deputado federal e em seguida se apresentou no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumprirá sua pena no regime semiaberto. O ex-diretor da estatal portuária foi condenado a 7 anos e 10 meses e ao pagamento de multa no valor de R$ 1,08 milhão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Costa Neto, ainda no antigo Partido Liberal (PL), indicou o ex-presidente da Codesp José Carlos do Mello Rego (aquele que queria terceirizar a Guarda Portuária) e o ex-presidente do Conselho Fiscal da empresa, Paulo Vieira, apontado como chefe da quadrilha desmantelada no final de 2012 pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Mais conhecido como "Boy" pelos corredores da Autoridade Portuária de Santos, o agora condenado Costa Neto também foi o responsável pela nomeação do ex-superintendente jurídico da Codesp, Manuel Luís, desligado recentemente da estatal, entre outros gafanhotos que ainda habitam as dependências da Rodrigues Alves s/nº.Costa Neto, vai para a cadeia.

 

Fonte: Artigo publicado no Site do Sindaport
 
 
 
 
 
 
 
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

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ANTAQ PUNE CODESP POR BENEFICIAR BTP


SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / POLÍCIA FEDERAL






Seis dias depois que a Operação Porto Seguro revelou um esquema de compra de pareceres em órgãos públicos para beneficiar empresas privadas, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) multou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) em R$ 400 mil por beneficiar um empreendimento ligado ao ex-senador Gilberto Miranda, denunciado por corrupção ativa.

A Antaq investigava irregularidades no contrato entre a Codesp e a Brasil Terminal Portuário (BTP) desde agosto de 2007, mas a punição só foi aplicada a 29 de novembro de 2012 - menos de uma semana depois de Miranda e dirigentes da Antaq terem sido indiciados pela Polícia Federal por fazer parte do esquema.

A autuação foi assinada pelo diretor-geral da Antaq, Pedro Brito, que foi flagrado em uma conversa telefônica com Miranda antes da operação.

Segundo o despacho da Antaq, a Codesp deixou de fiscalizar um contrato que permite à BTP construir um terminal de contêineres e granéis líquidos avaliado em R$ 1,5 bilhão, em uma área de 342 mil m² no Porto de Santos.

O diretor financeiro da BTP entre 2006 e 2011, quando o projeto já estava em andamento, era o italiano Gianfranco Di Medio, que trabalha com Miranda há 20 anos. Di Medio assinou documentos que estenderam o contrato firmado entre a BTP e a Codesp.

Desde 2009, Di Medio também atua como representante da São Paulo Empreendimentos Portuários (SPE), empresa que a Polícia Federal afirma pertencer ao ex-senador e que teria sido beneficiada pelo esquema desmantelado pela Operação Porto Seguro.

A relação entre os dois é comprovada por um telefonema interceptado pelos investigadores em novembro de 2012. Em uma ligação a Paulo Vieira, Miranda se refere a Di Medio como "nosso financeiro".

Segundo a Antaq, a Codesp, responsável pela administração do Porto de Santos, deixou de fiscalizar a execução das obras e as medidas necessárias para neutralizar o impacto ambiental do projeto.

A agência afirma que a Codesp descumpriu uma resolução que determinava "a realização de rigorosa auditagem e fiscalização" do terminal implantado pela BTP, "inclusive da remediação ambiental" da área construída. As providências haviam sido exigidas em agosto de 2009 e foram reforçadas em setembro de 2011.

A Codesp negou que tenha descumprido determinações da Antaq e informou que pediu a suspensão da multa à agência reguladora. "A Codesp entende que a relação contratual com a BTP apresenta status de regularidade", afirmou a companhia, em nota.

A BTP declarou que desconhece qualquer irregularidade em relação ao contrato e que mantém a construção do terminal de contêineres em Santos.

A empresa afirmou ainda que Gianfranco Di Medio deixou sua diretoria "há quase dois anos" e que não tem informações sobre suas atuais atividades.


ANTAQ DETERMINOU A PARALISAÇÂO DE OBRAS DA BTP

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) determinou que a Codesp, estatal que administra o porto de Santos, paralise as obras da Brasil Terminal Portuário (BTP) e aplicou multa de R$ 400 mil à estatal.

O arrendamento da BTP que hoje é colocado sob suspeita foi aprovado em janeiro de 2007, sem prévia análise da Antaq. Desde então, vem opondo a agência reguladora à Codesp.

Mello Rego queria terceirizar a Guarda
 
 
Na época a estatal do porto paulista era área de influência do deputado Valdemar Costa Neto (PR), que indicou o então presidente, José Mello Rego.

O empreendimento é fruto da unificação de quatro contratos inoperantes desde que foram licitados, em 2001, em razão do alto passivo ambiental da área, conhecida como “lixão da Alemoa”.

O órgão ambiental determinava a recuperação conjunta dessa região, o que elevava o custo da remediação. O Ministério Público Estadual vinha cobrando providências da Codesp – concessionária das áreas da União no porto – para sanar o problema, tendo aberto inquérito preparatório para ação civil pública.

A Codesp aprovou a proposta de uma delas, a Petrodan, que pediu a unificação dos arrendamentos e a ampliação do tipo de carga a ser movimentada. O objetivo era viabilizar economicamente um grande terminal com cargas que pagassem mais, pois somente a descontaminação estava estimada em R$ 300 milhões. Assim, os quatro contratos antes destinados à movimentação de líquidos passaram também a poder operar contêineres, o grande filão do setor.

Segundo a Codesp, a incorporação dos contratos pela empresa Petrodan tem respaldo legal, assim como a ampliação do objeto para contêiner. Prevista no plano de desenvolvimento e zoneamento do porto, a flexibilização ocorreu para dar viabilidade econômica ao contrato, “no interesse da administração”, diz a Codesp.

O novo contrato foi firmado no dia 22 de janeiro de 2007 com a Petrodan, que, cinco dias depois, teve o nome e o controle acionário alterados para Brasil Terminal Portuário (BTP). Ainda em janeiro de 2007 foi assinado o primeiro aditivo, quase dobrando a área unificada (que era de 150 mil metros quadrados). Nos meses seguintes foram acrescidas mais áreas, até perfazer os 342 mil metros quadrados.

Quando o projeto foi apresentado no conselho de autoridade portuária, o então presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo, Mauro Salgado, criticou a postura da Codesp por entender que havia indícios de irregularidade. Entre os quais: fusão de contratos que não estavam em execução; alteração de objeto contratual; adensamento de área que quase dobrou a original; entrega da área à empresa de forma direta e exclusiva, sem possibilidade de participação de outros interessados; e omissão da Codesp em garantir a concorrência intraporto.

Na ocasião, o representante da Codesp disse ter amparo legal e que foi a solução encontrada para se livrar do passivo ambiental, já que as multas incidiriam sobre a estatal.

A queda de braço entre a Antaq e a Codesp avançou. A Antaq exigiu que a cada fase do projeto da BTP a Codesp comprove que adota “procedimentos necessários” para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e dos aditivos da BTP. E pediu comprovação de que o projeto é auditado e fiscalizado, inclusive a remediação ambiental. Determina, ainda, que a Codesp encaminhe os aditivos contratuais.

Ainda em 2007, a Antaq realizou vistoria e produziu relatório destacando que a unificação da área representava “um importante passo para a administração do porto equacionar um problema de grande envergadura, o que não justifica, entretanto, a forma como a operação foi conduzida, à revelia das autoridades competentes para a adequada apreciação da matéria”.

A Codesp afirmou que envia periodicamente as informações solicitadas pela agência. De toda forma, diz em nota, em dezembro de 2008, por recomendação da Antaq, foi assinado o terceiro aditivo de “re-ratificação” do contrato, com área de 342 mil metros quadrados e prazo de 20 anos, a partir de janeiro de 2007.

Paralelamente, a Advocacia-Geral da União (AGU) começou a examinar o caso. As alterações contratuais que deram origem ao arrendamento foram aprovadas pelo então procurador seccional da União em Santos, Nelson Lins e Silva Prado. Meses depois, Prado tornou-se coproprietário do advogado da empresa, Marco Antonio Martorelli, em uma área nas imediações do porto de Santos.

Ambos negam relação entre os fatos. A BTP nega que o arrendamento apresente irregularidades e diz que não tem nenhuma informação sobre o relatado, não se manifestando sobre assuntos de terceiros.

A sindicância, instaurada no fim de 2010, tramita sob sigilo. Como não houve a constatação de que Prado poderia influir na apuração, ele não foi afastado, informou a AGU.

No ofício, Prado afirma que as modificações contratuais não representam irregularidade. Segundo ele, é prerrogativa da autoridade portuária impor novas condições ao contrato, especialmente no caso, em que as modificações “têm como causa primeira as exigências dos órgãos ambientais e do Ministério Público”.

O advogado da União afirma que a possibilidade de junção dos contratos tem respaldo na Lei dos Portos. Em relação à flexibilização de carga, afirma que não representa “alteração do objeto, que continua o mesmo, a movimentação de coisas”.

Prado confirma ser proprietário de 1/12 de uma área de 360 mil metros quadrados, localizada no Sítio Santa Cruz. Mas afirma que comprou a área em 2006 – antes, portanto, do aval dado ao negócio que originou o terminal da BTP. A escritura, contudo, só saiu em setembro de 2007, conforme registro do cartório.

Segundo ele, a mesma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual, que concluiu pelo arquivamento por não constatar indícios de ilegalidade. “O denunciante, exaustivamente procurado pela comissão de sindicância da AGU, para prestar depoimento, não foi localizado, nem mesmo através do advogado que o representa.” O autor da denúncia, Leonardo Ferreira dos Santos, nega: “Até hoje nunca fui procurado. Estou à disposição.” Ferreira dos Santos reivindica na Justiça a exploração de áreas próximas ao terminal da BTP onde mantinha estabelecimentos comerciais.

Por meio de seu advogado, Martorelli também disse não haver relação entre os fatos. “O parecer da AGU foi referendado por todos os órgãos administrativos envolvidos, inclusive pelo Ministério Público Estadual em decisão aprovada pelo Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo em âmbito de inquérito preparatório de ação civil pública.”

ANTAQ SUSPENDE A PARALISAÇÃO DA OBRA

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) suspendeu no dia 27/12, a ordem dada à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para paralisar as obras da Brasil Terminal Portuário - BTP, no Porto de Santos. Em resolução publicada no Diário Oficial da União, a agência reguladora torna sem efeito a decisão até analisar o pedido de reconsideração feito pela Codesp, administradora do porto.

Entre as exigências da Antaq está a determinação de que a Codesp encaminhe os aditivos contratuais celebrados ao contrato da BTP. A Antaq exige, ainda, que a cada etapa do projeto a Codesp comprove que está adotando “procedimentos necessários” para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e dos aditivos da BTP. E que está auditando e fiscalizando o projeto, assim como a recuperação ambiental da área onde o terminal está sendo erguido.

O arrendamento original da BTP é de 2007 e previa a exploração de 150 mil metros quadrados em uma região com passivo ecológico, conhecida como “lixão da Alemoa”. Como o órgão ambiental determinou a recuperação completa do passivo e não somente do terreno arrendado, áreas contíguas foram agregadas ao contrato da empresa com a Codesp. Depois de alguns aditivos, o contrato da BTP foi “re-ratificado” em 2008, perfazendo 342 mil metros quadrados. Mas tanto a BTP como a Codesp afirmam que o projeto será maior, dependendo do tamanho da área a ser remediada, trabalho que é realizado em fases.

A BTP é uma joint venture entre as empresas Terminal Investment Limited e APM Terminals, ambas operadoras mundiais de terminais. Foi constituída em janeiro de 2007, a partir da empresa Petrodan, uma das detentoras de um arrendamento no antigo lixão da Alemoa. A Petrodan teve o controle acionário e a razão social alterados, dando origem à BTP.

Em 2010, a APM Terminals comprou metade do empreendimento. A empresa constrói no Porto de Santos um terminal avaliado em R$ 1,8 bilhão para movimentação de líquidos e contêineres. A inauguração está programada para o primeiro trimestre de 2013.

 

Fonte: Veja–Valor Econômico/SINDAPORT–Valor Econômico/Jornal Portuário.     
 

*Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
 
 
                       
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sexta-feira, 23 de março de 2012

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GUARDA PORTUÁRIA SIM – TERCEIRIZAÇÃO NÃO

Henrique, Portugal Marinho, Carlos Carvalhal, Josué de Lima 


Em 18 de maio de 2004, aproveitando a realização de uma Sessão solene realizada na Câmara Municipal de Santos, para homenagear os 90 anos da existência da Guarda Portuária, propositura do vereador Benedito Furtado, houve uma grande mobilização da categoria que mudou o futuro da Guarda Portuária no Porto de Santos. Naquele ano, a intenção da CODESP – Companhia Docas do Estado de São Paulo, administradora do porto, era terceirizar o serviço de segurança e vigilância. O edital para a contratação de empresas privadas já tinha sido aberto, várias empresas de segurança já tinham efetuado a entrega dos envelopes com as suas propostas. O nome do departamento já tinha sido alterado para Guarda Portuária e Vigilância Patrimonial.
        As galerias da Câmara ficaram lotadas dos integrantes da Guarda Portuária

Os integrantes da categoria compareceram em grande número, vestindo camisas pretas com os dizeres “Guarda Portuária Sim, Terceirização Não”, e numa mobilização política, que durou até os bastidores da própria solenidade, presidida pelo vereador Ademir Pestana, conseguiu-se que o presidente da CODESP assumisse publicamente a realização de um concurso público para o cargo de guarda portuário.
                                            Nos bastidores da Câmara: Carvalhal, Henrique, Cirino e Piedermonico
O vereador Benedito Furtado de Andrade falou sobre o baixo efetivo da Guarda Portuária, na época com 165 integrantes. Que em julho daquele ano iria ser implantado o ISPS-CODE e o governo, apesar de ter conhecimento com antecedência, não se preparou, sendo assim, aproveitando a presença do presidente da CODESP neste ato solene, solicitou a abertura imediata de um concurso público.
 Benedito Furtado de Andadre

O presidente da CODESP, José Carlos do Melo Rêgo, diz em seu discurso: “Em virtude da eminente implantação do ISPS CODE, a Guarda Portuária ganha uma dimensão maior, em virtude disto, a diretoria da empresa não economizará esforços para a realização de um concurso público, que a princípio será para o preenchimento de 70 vagas, mas posteriormente de mais 200 vagas. A Guarda têm que ser própria, vamos treiná-la, por questão de segurança, a Guarda tem que ser do Porto, por isso, serão   desenvolvidos cursos, valorizando os seus profissionais”
                                                                    José Carlos do Melo Rêgo
Em seguida foi feita a entrega de placa comemorativa ao Cel.PM Gerson dos Santos Rezende, Superintendente da Guarda Portuária e iniciada a homenagem aos funcionários que se destacaram nestes 90 anos:
Superintendente da Guarda Gerson dos Santos Rezende
 
Os Homenageados: Arnaldo Martins Bassi, em memoriam, recebida por Antonio Carlos dos Santos; Airton Aparecido Gonzaga, Carlos Aurchewesk Neto, Edgar Portugal Marinho, Francisco de Paula Batista, Hélio Marques Azevedo; Hélio Vicente Guimarães, Jeorge Dias Karwaski, Joaquim Luiz de Melo, João Carlos Alves Bica, João Vitor dos Santos, Ten. José Alves de Carvalho, In memoriam Luiz Roberto, Luis Roberto Gomes, in memóriam, Marco Antonio Furtado, Manoel Laureano Perez, Martinho Félix Demare Júnior, in memorian, Nelson Duarte de Carvalho, Nelson Guijarro Garcia, Wilsom Rodrigues, Carlos Roberto Módica, Lídia Perez de Araújo, Messias Batista, Wagner Cardinal, Roldão Gomes Filho, Nelson Ubinha.
A Sessão foi encerrada com as palavras do presidente da Câmara Municipal de Santos, vereador Odair Gonzalez: “A distinção pública hoje conferida a 26 guardas portuários pelo Presidente da CODESP, representa mais do que um reconhecimento individual, é prova inconteste da importância e da contribuição desta valorosa categoria para o crescente desempenho do Porto Santista no cenário nacional e internacional”

 
COLABORADORES:

Luis Carlos Pires Gonçalves
Eduardo Bottini


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