O curso habilita guardas portuários não apenas a operar
aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), mas também a atuar como multiplicadores
A Companhia Docas do
Pará (CDP) – Autoridade Portuária, empresa pública que administra os portos
públicos do estado, concluiu na última semana a realização do Curso de Formação
de Instrutores de Piloto de Drone para os integrantes da Guarda Portuária
(GPort).
O curso, realizado
no Porto de Outeiro, habilita guardas portuários não apenas a operar aeronaves
remotamente pilotadas (RPAs), mas também a atuar como multiplicadores do
conhecimento dentro da própria Companhia, fortalecendo a autonomia operacional
da GPort em todos os portos administrados pela CDP.
Essa capacitação
possibilita a introdução e ampliação do uso de RPAs nas atividades ligadas ao
ISPS Code, contribuindo para ações de fiscalização de áreas portuárias,
monitoramento perimetral, identificação de intrusos, inspeção de estruturas,
apoio em ocorrências operacionais, vigilância embarcada e aumento da
consciência situacional em operações de segurança.
Segundo o guarda
portuário Fernando Lisboa, a incorporação da tecnologia ao trabalho de
segurança é essencial diante dos desafios atuais enfrentados nos portos.
“A tecnologia tem
que ser aliada à segurança. Nós, como guardas portuários, estamos aqui no
último obstáculo de qualquer ilegalidade. Então, esse aporte para a Guarda Portuária,
com o drone, aumentando também a questão tecnológica, é muito importante para
que a gente possa combater toda e qualquer ameaça”, afirmou.
Lotado no Porto de
Itaituba, no sudoeste paraense, Lisboa também destacou a importância da
integração entre as unidades da CDP por meio das capacitações.
“É uma alegria
dobrada. A CDP faz todo o esforço de conseguir alcançar todos os portos. Isso é
muito importante, essa integração. Eu posso levar também para o Porto de
Itaituba para que todos os portos, de maneira sinérgica, possam acrescentar na
parte tecnológica e agora, especificamente, dos drones”, ressaltou.
Com quase três
décadas de experiência na GPort, Francisco Martins, trabalha em um dos portos
mais movimentados da região Norte, o Porto de Santarém. Ele destacou a evolução
tecnológica vivenciada ao longo da carreira e o impacto dos drones na atuação
preventiva da segurança portuária.
“Não é só para
aprender a pilotar. Nós estamos fazendo um curso de instrutores. Estamos
aprendendo a pilotar e nos capacitando para transmitir o conhecimento aos
demais colegas. É uma atividade que vai enriquecer muito o trabalho da Guarda Portuária,
trazendo-nos mais recursos para trabalhar de modo preventivo e antecipando-nos
a possíveis riscos operacionais e de segurança”, explicou.
Para o gerente da
GPort, Jonathan Leal, a formação de instrutores representa um passo estratégico
para consolidar o uso dos drones em todas as unidades portuárias da companhia.
“A importância desse
curso está em formar multiplicadores dentro da Guarda Portuária. Todos os
portos terão seus multiplicadores. O drone hoje é uma ferramenta importantíssima
dentro da segurança portuária. Nós vamos implementar as rondas também via drone
em todos os portos da CDP”, afirmou.
Leal também
ressaltou que a aproximação entre segurança e tecnologia faz parte de uma
política contínua de investimentos da companhia.
“A CDP vem
investindo em segurança e tecnologia. Temos vários processos trazendo a
temática da inteligência artificial e dos equipamentos tecnológicos para que a
segurança da companhia e dos nossos clientes seja a mais eficiente possível”,
completou.
Abrapam
Responsável pela
condução da capacitação, o diretor de treinamento da ABRAPAM K9, Erasmo Gomes,
destacou que o objetivo principal do curso é preparar agentes aptos a
disseminar o uso da tecnologia dentro da instituição.
“O nosso objetivo é
formar multiplicadores dentro da CDP para que outros colaboradores possam
aprender a usar essa tecnologia. O drone hoje, sem dúvida nenhuma, é uma das
principais ferramentas auxiliares das forças de segurança”, explicou.
Segundo Gomes, a
tecnologia amplia significativamente a capacidade operacional das equipes.
“Com essa
tecnologia, você consegue ter muito mais amplitude em buscas e operações,
identificar pontos de vulnerabilidade e verificar se todas as normas de
segurança estão sendo seguidas dentro das operações portuárias”, afirmou.
Com a conclusão do
treinamento, a tendência é que o uso de drones se consolide como ferramenta
permanente de apoio às operações portuárias da CDP, ampliando os padrões de
segurança, eficiência operacional e inovação nos portos paraenses.
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