Levantamento AtlasIntel/Estadão aponta 56% de confiança na
Polícia Federal, Supremo registra 36% e Congresso tem apenas 9%
Pesquisa AtlasIntel/Estadão
divulgada na última sexta-feira, 20, mostra que a Polícia Federal (PF) tem o
maior nível de confiança dos brasileiros, com 56%, entre 13 instituições avaliadas.
Na outra ponta, o Congresso Nacional aparece com o pior resultado, com apenas
9% dos pesquisados dizendo que confiam no Parlamento, enquanto o Supremo
Tribunal Federal (STF) registra 35% de confiança.
O levantamento
mostra que, além de liderar em confiança, a PF também apresenta um nível de
rejeição inferior ao de outras instituições, com 30% de desconfiança - índice
semelhante aos das polícias Civil e Militar e da Igreja Católica.
O resultado reflete
a percepção da sociedade sobre o trabalho realizado pela instituição em todo o
país, com atuação contínua no combate à criminalidade, na defesa do interesse
público e na proteção da sociedade.
Entre as demais, o Governo
Federal tem 37% de confiança e 59% de desconfiança, enquanto o STF aparece com
35% de confiança e 59% de desconfiança.
O Exército e as
Forças Armadas somam 27% de confiança e 60% de desconfiança. Já o Congresso
Nacional tem o pior desempenho, com 9% de confiança e 86% de desconfiança.
A pesquisa
AtlasIntel ouviu 2.090 brasileiros adultos entre os dias 16 e 19 de março de 2026,
por meio de questionários aplicados pela internet. O levantamento tem margem de
erro de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.
A avaliação positiva
da Polícia Federal ocorre em meio a um período de forte exposição da
corporação, especialmente por conta das investigações envolvendo o Banco
Master.
O caso gerou atritos
entre investigadores e o STF, à época sob a relatoria do ministro Dias Toffoli,
que chegou a criticar a atuação da PF em despachos, mencionando demora no cumprimento
de decisões judiciais.
Por outro lado, nos
bastidores da corporação, decisões adotadas pelo relator também foram alvo de
ressalvas. Entre elas, a determinação de que materiais apreendidos na Operação Compliance
Zero permanecessem sob a custódia do STF, além de medidas consideradas atípicas
por investigadores, como a realização de acareações em fase inicial do
inquérito, a definição direta de peritos responsáveis e a fixação de prazos considerados
exíguos para análise de provas.
A operação investiga
suspeita de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, que foi liquidado
pelo Banco Central e cujo controlador, o empresário Daniel Vorcaro, está preso
preventivamente.
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