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sexta-feira, 1 de maio de 2026

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INCÊNDIO ATINGE GUINDASTE NO PORTO DE RIO GRANDE


O caso ocorreu durante a operação de descarga de fertilizantes do navio do navio Longevity Diva

Na manhã da última sexta-feira (24) um incêndio ocorreu durante a operação de descarga de fertilizantes de um navio atracado no Porto do Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, durante a descarga de fertilizantes do navio Longevity Diva, um guindaste da operadora Serra Morena sofreu uma pane seguida de fortes explosões. O operador conseguiu abandonar a cabine antes que o fogo tomasse a estrutura, mas dois trabalhadores precisaram de atendimento médico por inalação de fumaça.

O incêndio gerou, pelo menos, três explosões enquanto as chamas atingiam o equipamento. As explosões ocorreram em pneus que fazem parte do equipamento, devido ao calor. As atividades no Porto foram paralisadas, até o combate total do foco das chamas.

Portos RS

Em nota, a Portos RS – Autoridade Portuária, empresa pública que administra o porto, comunicou que o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) foi acionado imediatamente para conter as chamas. Por medida de segurança, as operações no Porto Novo foram suspensas temporariamente para o resfriamento da estrutura e contenção de possíveis vazamentos.

A empresa responsável pelo equipamento realizou a avaliação dos danos e providenciou a limpeza da área e retomada das atividades.

Causas do Acidente

As causas do incidente estão sendo investigadas pela autoridade portuária. Além do Corpo de Bombeiros da cidade, o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do complexo portuário foi acionado e atuaram no combate as chamas. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre o incidente.

Investigação e Impacto Logístico

Especialistas apontam que incêndios em guindastes MHC geralmente estão ligados a vazamentos de óleo hidráulico sob alta pressão ou falhas elétricas em sistemas de controle.

A perda desses equipamentos representa uma queda imediata na operação dos terminais. Com menos maquinário disponível, o tempo de permanência dos navios nos portos tende a aumentar, elevando os custos de frete e afetando a competitividade das exportações do Sul.

As autoridades portuárias e a ANTAQ devem intensificar as vistorias nos equipamentos de grande porte da região para evitar que novos episódios coloquem em risco a vida dos trabalhadores e a fluidez do comércio exterior brasileiro.

A Autoridade Portuária afirma que os reflexos do incidente foram pontuais e não comprometem a logística do complexo. Segundo o presidente da autoridade portuária, Cristiano Klinger, a rotina operacional já foi restabelecida. “Tivemos algum pequeno atraso, mas não foi um impacto significativo, nem causou transtornos maiores”, afirmou Klinger.

De acordo com Klinger, o restante do porto voltou a operar ainda na tarde de sexta-feira, e o navio que estava sendo atendido pelo equipamento avariado retomou a descarga no início daquela noite. A paralisação temporária provocou apenas ajustes na programação de embarcações, situação comparada pela estatal às interrupções rotineiras causadas por condições climáticas.


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