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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

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ANVISA DETERMINA INTERDIÇÃO PARCIAL DE ÁREAS DE ARMAZENAGEM DA BTP NO PORTO DE SANTOS

Fiscalização identificou irregularidades nas condições de armazenamento de medicamentos, insumos farmacêuticos e produtos sujeitos a controle especial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição parcial do estabelecimento da Brasil Terminal Portuário (BTP), localizado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, após identificar irregularidades sanitárias durante uma inspeção de rotina baseada em análise de risco.

A medida preventiva consta na Resolução-RE nº 4.282, assinada em 29 de outubro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (3 de novembro), por determinação da Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da agência.

A decisão suspendeu as atividades de recebimento e armazenagem de dispositivos médicos e matérias-primas termolábeis, medicamentos e insumos farmacêuticos, além de medicamentos e substâncias sujeitos a controle especial.

A restrição, entretanto, não representa a paralisação integral das operações portuárias da BTP. A medida se aplica às atividades de armazenagem e recebimento das categorias de produtos especificadas pela Anvisa.

Irregularidades identificadas pela fiscalização

De acordo com a resolução, os fiscais constataram a ausência de um local segregado para armazenar produtos com suspeita de comprometimento da qualidade ou que tenham sido interditados pelas autoridades sanitárias.

Esse espaço deve atender aos requisitos específicos de conservação dos produtos, com condições de armazenamento comprovadas por meio de qualificações térmicas.

A inspeção também identificou a falta de áreas separadas, trancadas e com acesso restrito para a armazenagem de medicamentos e substâncias sujeitos a controle especial, em diferentes condições de temperatura.

Segundo a Anvisa, as irregularidades contrariam dispositivos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 938/2024 e da Portaria nº 344/1998, que estabelecem requisitos para as boas práticas de armazenagem e o controle de substâncias e medicamentos sujeitos à fiscalização sanitária.

A RDC nº 938/2024 estabelece as regras de Boas Práticas de Armazenagem para bens e produtos sujeitos à vigilância sanitária em armazéns alfandegados.

Posicionamento da BTP

Em manifestação divulgada após a decisão, a Brasil Terminal Portuário informou que atendeu prontamente às orientações e exigências apresentadas pelos técnicos da vigilância sanitária e que o terminal já operava normalmente.

“A Brasil Terminal Portuário (BTP) reafirma seu compromisso de prestar serviços portuários de qualidade, atuando com diligência e cumprindo os requisitos estabelecidos pelas agências reguladoras”, declarou a companhia.

A empresa também informou que a interrupção foi parcial e temporária. A retomada das operações foi noticiada em 3 de novembro, data da publicação da resolução no Diário Oficial da União.

No entanto, até o momento, não foi localizado um novo ato público da Anvisa que declare expressamente o levantamento formal da interdição preventiva.

Medida preventiva

A interdição determinada pela Anvisa teve como objetivo evitar riscos à qualidade, à segurança e à eficácia dos produtos sujeitos à vigilância sanitária, até que as inconformidades identificadas fossem corrigidas.

A resolução não informa que produtos específicos tenham perdido sua qualidade ou eficácia em razão das irregularidades constatadas. O ato se fundamenta nas deficiências estruturais e de controle identificadas durante a fiscalização.

O caso evidencia a importância do cumprimento das exigências sanitárias nos recintos alfandegados, especialmente no armazenamento de medicamentos, insumos farmacêuticos e dispositivos médicos que necessitam de condições específicas de conservação.


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