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terça-feira, 6 de outubro de 2026

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RECEITA FEDERAL APREENDE CERCA DE 180 MIL CIGARROS ELETRÔNICOS NO PORTO DE SANTOS

Carga estava declarada como “máquinas e aparelhos elétricos”; valor de mercado dos DEFs pode ultrapassar R$ 21 milhões, segundo a Receita Federal

A Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu cerca de 180 mil Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) encontrados em um contêiner no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A conferência física da carga ocorreu em 25 de setembro.

Segundo a Receita Federal, o contêiner tinha a mercadoria declarada como “máquinas e aparelhos elétricos”. Durante a conferência, os fiscais identificaram, além dos cigarros eletrônicos, powerbanks, fones de ouvido, microfones, caixas de som e suportes para celular.

Os cigarros eletrônicos foram formalmente apreendidos após a conclusão do saneamento das mercadorias, procedimento que envolve a separação, identificação, contagem e definição do valor dos produtos.

A expectativa da Receita Federal é de que sejam apreendidas aproximadamente 180 mil unidades de cigarros eletrônicos, acompanhadas de suas respectivas baterias recarregáveis. Segundo o órgão, o valor de mercado da mercadoria pode ultrapassar R$ 21 milhões.

Segunda apreensão em uma semana

A ocorrência aconteceu uma semana após a Receita Federal localizar outro carregamento de cigarros eletrônicos em um contêiner no complexo portuário de Santos.

A conferência física do primeiro contêiner ocorreu em 18 de setembro. Segundo a Receita Federal, a carga havia sido declarada como “telas de LED e eletrônicos”, mas era composta, em sua quase totalidade, por cigarros eletrônicos.

Ao final dos trabalhos, foram encontradas mais de 283 mil unidades, que ainda estavam em processo de formalização da apreensão na data da divulgação. O valor de mercado estimado para essa mercadoria pode chegar a R$ 28 milhões, segundo o órgão.

Somadas as duas ocorrências, a Receita Federal estima mais de 463 mil dispositivos eletrônicos para fumar encontrados em contêineres submetidos à fiscalização no Porto de Santos em um intervalo de uma semana.

Consideradas as estimativas divulgadas pela Receita Federal, os dois carregamentos representam mais de R$ 49 milhões em valor de mercado.

O que são os DEFs

Cigarros eletrônicos, vapes, pods e vaporizadores são diferentes denominações para dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém a proibição desses produtos no Brasil.

A RDC nº 855/2024 proíbe a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar. A norma manteve uma proibição que já existia desde 2009.

A Anvisa também esclarece que o uso individual do cigarro eletrônico não é proibido pela RDC nº 855/2024, embora o uso desses dispositivos seja vedado em ambientes coletivos fechados nos termos da legislação aplicável. Portanto, é importante não escrever simplesmente que “os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil” sem explicar qual atividade está proibida.

A Agência aponta, entre os riscos associados aos DEFs, exposição a substâncias tóxicas, problemas cardiovasculares, doenças pulmonares e dependência de nicotina. Também ressalta que nem todos os riscos associados aos dispositivos são completamente conhecidos.

A fiscalização sobre a comercialização de cigarros eletrônicos vem sendo intensificada. Em junho deste ano, a Anvisa e a Receita Federal realizaram a Operação Rede de Fumaça, que resultou na apreensão de mais de 25 mil dispositivos eletrônicos para fumar em diferentes estados. A ação teve como objetivo combater a comercialização desses produtos, cuja importação e comercialização são proibidas no país.


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