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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

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NARCO PORTOS: A NOVA ROTA DO CRIME ORGANIZADO

Os portos latino-americanos tornaram-se estrategicamente importantes no comércio internacional de cocaína

Por muito tempo, o debate sobre o tráfico de drogas girou em torno da produção, fronteiras e apreensões. Hoje, porém, aqueles que trabalham na segurança portuária não podem ignorar outra dimensão: a luta pelo controle da infraestrutura logística.

Os portos latino-americanos tornaram-se estrategicamente importantes no comércio internacional de cocaína, não porque produzam a droga, mas porque conectam regiões de produção aos principais mercados consumidores. Guayaquil, Buenaventura, Callao e Santos são exemplos de portos que frequentemente aparecem em investigações e apreensões internacionais. O problema surge quando uma organização criminosa explora sistematicamente um porto porque também está explorando infraestrutura projetada para facilitar o comércio legítimo.

Guayaquil, no Equador, é talvez o exemplo mais marcante dessa transformação hoje. Embora o Equador não seja um grande produtor de cocaína, sua localização entre Colômbia e Peru, combinada com sua substancial indústria de exportação de bananas, tornou seus portos uma plataforma estratégica para o tráfico internacional.

Na costa do Pacífico, Buenaventura, na Colômbia, ilustra outro aspecto do problema: o porto conecta diretamente as regiões produtoras da Colômbia ao comércio marítimo internacional.

A situação no Porto de Callao, no Peru, também merece atenção. Em 2024, o Peru apreendeu aproximadamente 40 toneladas de cocaína, quase o dobro das 21,6 toneladas apreendidas em 2023, com uma única operação em Callao resultando na apreensão de 9,4 toneladas escondidas dentro de um carregamento de maracujá.

O Brasil também faz parte desse cenário. Santos continua sendo um dos principais portos usados para o transporte internacional de cocaína. Análises recentes sugerem que organizações criminosas estão se adaptando às medidas de fiscalização e diversificando suas rotas. Por exemplo, em agosto de 2026, a Polícia Federal apreendeu 702 kg de cocaína escondidos em uma remessa de café no Porto de Santos com destino à Turquia, com um transbordo programado em Antuérpia.

Para os armadores, esse cenário representa um risco que vai muito além da apreensão de cargas ilícitas. A Europol alertou repetidamente sobre as técnicas em evolução utilizadas no tráfico marítimo, enfatizando a necessidade de fortalecer a resiliência dos portos e pontos de entrada contra o crime organizado transnacional para proteger os armadores.

Portanto, acredito que a resposta deve corresponder à sofisticação da ameaça. Armadores, operadores portuários, operadores de terminais e empresas de toda a cadeia de suprimentos marítimos devem aumentar continuamente seus níveis de vigilância, revisando seus procedimentos de monitoramento e segurança.

A proteção deve ser implementada por meio de camadas cumulativas e mutuamente reforçadas. O crime organizado já reconheceu que os portos são ativos estratégicos. É nossa responsabilidade garantir que continuem sendo usados para comércio legítimo, e não para crimes transnacionais.

Autor/Fonte: Felipe Kanitz Braga - Diretor de Operações na Deteccion Brazil K9 / Linkedin


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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JUSTIÇA DO CEARÁ MANTÉM PRISÃO DE SUSPEITO DE TRÁFICO DE COCAÍNA NO PORTO DE PECÉM

Ridag de Almeida Dantas trabalharia para Karine de Oliveira Campos, que está foragida e é considerada uma das maiores narcotraficantes do Brasil

A Justiça cearense negou ao paraibano Ridag de Almeida Dantas o direito de responder em liberdade no processo que apura seu envolvimento em um esquema internacional de tráfico de cocaína a partir do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A decisão da 11ª Vara Federal do Ceará foi tomada em maio deste ano, mas os expedientes de notificação formal só foram processados no sistema eletrônico do Judiciário recentemente, na última terça-feira (1º). Consta no processo, ao qual a reportagem obteve acesso, que o Ministério Público Federal (MPF) já havia se manifestado contra a soltura devido à gravidade dos delitos cometidos.

Ridag está preso cautelarmente desde o ano passado, quando se apresentou espontaneamente às autoridades no município de Patos, na Paraíba. Ele é acusado, entre outras coisas, de integrar uma organização criminosa interestadual destinada ao tráfico internacional de drogas e de ter utilizado uma identidade falsa, sob o nome de Richarde de Almeida Dantas, para movimentar o dinheiro do crime.

Além disso, ele estava foragido desde a deflagração da Operação Néctar pela Polícia Federal, em março de 2024. Àquela época, o Diário do Nordeste publicou que a investigação mirou alvos em oito estados, incluindo o Ceará, que movimentaram pelo menos sete toneladas de cocaína em diferentes portos brasileiros. O intuito era transportar a droga para a Europa via modal marítimo portuário.

Autora/Fonte: Luana Severo - Diário do Nordeste



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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

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RECEITA FEDERAL APREENDE 98,5 KG DE COCAÍNA EM TERMINAL PRIVADO NO PORTO DE PARANAGUÁ

Droga, dividida em 90 tabletes, estava escondida no interior de cilindros metálicos; contêiner tinha como destino o Porto de Durban, na África do Sul

Na tarde da última quarta-feira, 2 de setembro, a Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 98,5 quilos de cocaína em um terminal privado localizado no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

O entorpecente foi localizado durante uma fiscalização que contou com o uso de scanner, além de trabalho de inteligência e cruzamento de dados.

A droga, dividida em 90 tabletes, estava escondida no interior de roletes cilíndricos de metal. Para verificar o conteúdo dos equipamentos e confirmar a presença do entorpecente, foi necessário utilizar furadeiras.

Na sequência, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar o corte dos cilindros e possibilitar a retirada da droga.

Segundo a Receita Federal, o contêiner tinha como destino o Porto de Durban, na África do Sul.

Após a apreensão, a cocaína foi encaminhada à Polícia Federal (PF), responsável pela investigação criminal e pela adoção das medidas necessárias para tentar identificar os envolvidos no caso.

Veja o vídeo da apreensão no nosso canal do Youtube:



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