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terça-feira, 17 de julho de 2012

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BRASIL, A BOLA DA VEZ




Faltando apenas dois anos para a realização da segunda Copa do Mundo de futebol no Brasil, diversas dúvidas preocupam a população.

Se a Copa vai atrair investimentos, também gera preocupações. Para a população e para os turistas, uma das principais é a segurança pública. “Sabe-se que é um setor que atravessa um momento difícil (vide os recentes “motins” da Polícia militar na Bahia, ceará e Rio de janeiro) devido inclusive às limitações financeiras do governo”.
“Do mesmo modo, há carências de investimentos na qualificação profissional dos policiais, que refletem diretamente na prestação de um serviço eficaz e eficiente para a população, principalmente considerando o volume de pessoas que irão assistir aos jogos”, adverte Álvaro Mello, coordenador do CETEL – Centro de Estudos de Teletrabalho

“Não conheço a fundo os planos de segurança, mas eles existem e serão eficazes na medida do possível. Vale lembrar que a Copa acontecerá em 12 cidades com características distintas. Por exemplo, Salvador e Recife são regiões consideradas violentas e vão precisar de um esforço maior para evitar problemas”, acrescenta Rafael Plastina, diretor da Sport Track Inteligência de Mercado.

Para o ex-comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, Coronel Álvaro Camilo, a maior dificuldade ocorrerá fora, no fluxo das pessoas, na segurança da rede hoteleira da cidade, nos meios de transporte, terminais de ônibus, metrô e nos locais onde as delegações ficarão hospedadas. “É fundamental a integração do setor público com o privado, com as forças da sociedade, com as empresas, com o próprio cidadão, sucesso de qualquer evento, pois essa idéia vai ao encontro da filosofia da Polícia Comunitária colocada em prática pela PM de São Paulo. O trabalho integrado vai permitir a segurança. Em que pese a tecnologia utilizada, câmeras, monitoramento com o reconhecimento facial, que são formas de prevenir qualquer tipo de problema, não funcionará adequadamente se não tiver a boa informação do cidadão. Daquele que estará andando durante os eventos”, resume Camilo.

Ele acredita que a participação do empresariado também é fundamental para trazer novas técnicas, metodologias e equipamentos a serem utilizados nesses grandes eventos.

No âmbito nacional, a previsão é de que o governo federal invista R$ 1.6 bilhão para a segurança (o dobro do valor gasto pela África do Sul em 2010). Adequando-se ao estatuto do torcedor, todos os estádios com capacidade superior a 10 mil pessoas terão de contar com câmeras, controle de acesso, sistema de detecção de incêndio e alarme de instrução. Grupos Especiais como a “Polícia do Futebol”, criada para garantir a movimentação de autoridades estrangeiras, turistas, jornalistas e investidores, também estão sendo treinados. Aumento do efetivo, aparelhamento, modernização de sistemas, bolsas-formação e acordos de cooperação com INTERPOL, FBI e forças de segurança de França, Israel, Estados Unidos, Alemanha e demais parceiros são outras ações previstas.

Eventos de grande porte são vistos como positivos em função da divulgação da imagem dos países que o sedem. Ser capaz de sediar um campeonato mundial de futebol, então, é classificado como sinal de capacidade, confiança e seriedade. “O fato de o Brasil ter sido escolhido pela FIFA já o colocou em evidência. É a bola da vez”, ressalta Fernando Augusto Trevisan, diretor geral da Escola Trevisan de Negócios. Para ele, o reflexo também será observado internamente: “Eventos dessa grandeza aumentam a auto-estima da população. Pessoas mais orgulhosas de seu país trazem resultados ainda mais positivos em todos os sentidos, inclusive para a economia, por conta da motivação”, enfatiza ao dizer que essa dinâmica poderá garantir, no futuro, que o estrangeiro tenha do Brasil uma percepção de gestão eficiente de eventos, de recepção e hospedagem de primeiro mundo.

“Será uma experiência positiva para o Brasil ter uma boa gestão para receber as  pessoas e as delegações. Isto deixará um legado para as cidades”, confia o coronel Álvaro Camilo.

Fonte: Revista Administrador Profissional - nº  310 - Abril 2012


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