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quinta-feira, 23 de maio de 2013

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REUNIÃO NA SEP PODE SUSPENDER A GREVE NO PORTO DE SANTOS





Na última terça-feira (23), o presidente, Everandy Cirino dos Santos, o Vice-presidente João de Andrade, e os diretores do Sindaport Edilson de Paula Machado, Wagner Pinheiro de Almeida, juntamente com o presidente da Aprogport, Sinval Nascimento Bornsen de Santana e o Nei, do Sindicato dos Engenheiros, estiveram reunidos na sede da Secretaria Especial de Portos, com o ministro dos Portos Leônidas Cristino, o Secretário Executivo da SEP, Mário Lima Júnior, e o técnico da SEP, Bernardino.

O ministro informou que havia solicitado ao Presidente da CODESP, Renato Barco, que convocasse o SINDAPORT para esclarecer questões referente a implantação do novo Plano de Cargos e Salários (PCES) da CODESP, disse que o momento é oportuno, assumindo para si toda responsabilidade sobre o assunto, se comprometendo pessoalmente em resolver a questão, contudo informou que é necessário aguardar que a presidenta Dilma sancione a Lei dos Portos, o que deverá ocorrer até dia 06/06/2013.

Ele disse ainda que, em reunião com a Ministra do Planejamento na semana passada, ficaram pendentes a apresentação de alguns documentos que foram entregues nesta reunião, pelo Presidente da CODESP.

Cirino solicitou do ministro uma data para a implantação do PCES, argumentando que esse impasse já dura mais de três anos e que precisaria de uma data para apresentar na assembleia que ocorrerá na próxima sexta-feira.  O ministro respondeu que não poderia estabelecer uma data nesse momento, entretanto teria uma posição após a nova Lei ser sancionada.

O presidente da Aprogport, Sinval Nascimento, explanou sobre a angústia vivida pelos trabalhadores da Companhia, bem como que a grande preocupação dos funcionários é com a perda do ganho, ganho este que vem sendo ameaçado constantemente, tendo em vista as determinações que a CODESP vem recebendo para reduzir as horas extras, disse ainda que, as horas extras representam 70% do ganho dos trabalhadores e que os salários praticados pela Companhia são muito baixos.

O Ministro se mostrou sensível a essa realidade vivida pelos trabalhadores da CODESP e sabe que a solução para o problema é o PCES, por isso está se dedicando ao máximo para resolver a questão e que desde a edição da MP 595 todo o assunto em pauta ficou parado aguardando o desfecho final.

O diretor Wagner Pinheiro solicitou ao Ministro que, se diante dos fatos e justificativas apresentados por ele para a não implantação imediata do PCES, era possível ele dar alguma garantia de que as medidas a serem tomadas pela CODESP referente ao corte de horas extras, acontecessem junto com a implantação do Plano, ou pelo menos até que a SEP tivesse uma posição definitiva sobre o assunto.

Leônidas questionou o presidente da CODESP sobre a possibilidade de atender o pedido. Barco informou que o grande problema é o acordão do TCU que obriga a empresa a tomar as medidas em questão, contudo sugeriu que o ministro intervisse junto ao ministro do TCU, para que os representantes  daquele Órgão se sensibilize com a situação e dilate o prazo ora estipulado. Barco afirmou ainda que até o momento não houve pela diretoria da CODESP, nenhuma ordem para corte de horas extras.

João de Andrade afirmou que em alguns setores da companhia já houve redução das horas extras e por esse motivo a categoria resolveu em assembleia, manter o estado de greve até a presente data, com a esperança de que o ministro estabelecesse uma data para implantação do plano, e que ficaria difícil segurar a categoria com o insucesso da reunião.

O ministro disse que o momento não é oportuno para isso, entendendo que o melhor caminho é a negociação. Edilson sugeriu que, diante dos fatos apresentados e da intenção do ministro em se empenhar para a implantação do plano, as horas extras fossem mantidas até que o plano fosse implantado.

Edilson falou ao ministro que, além do problema dos salários, a CODESP sofreria com a falta de efetivo, e que na Guarda Portuária a situação é ainda mais crítica, com o corte das horas-extras, a CODESP não teria como suprir as necessidades do efetivo para atender o seu Plano de Segurança, aprovado pela CONPORTOS.

O ministro se mostrou preocupado com a situação, corroborando com a proposta do Presidente Barco, solicitou para o Mário Lima entrar em contato com o ministro do TCU e até sexta-feira passar um posicionamento ao SINDAPORT.
 
Assembleia da Unidade Portuária

Na noite desta sexta-feira, empregados da estatal ligados aos sindicatos, dos Operários Portuários (Sintraport), Advogados, Administradores, Contabilistas, Trabalhadores em Processamento de Dados, Engenheiros, Desenhistas e Projetistas Técnicos, Jornalistas, e do próprio Sindaport, se reúnem em assembleia para avaliar o resultado da audiência com o ministro de Portos e decidir os rumos da possível paralisação.
 
 

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