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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

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O VENDEDOR DE ILUSÕES





Na tarde da última sexta-feira (13), diretores do Sindaport que representam a Guarda Portuária estiveram reunidos com o superintendente Ézio Ricardo Borguettie e gerentes do setor para tratar de diversos assuntos de interesse dos membros da corporação .

Durante o encontro, Borguetti informou aos dirigentes sindicais que a partir desta quinta-feira (19), por ordem da Presidência da Codesp, as chamadas dobras na jornadas de serviços não mais serão permitidas. Esclareceu que a nova determinação o levou a elaborar com seus pares um detalhado estudo visando atender as possíveis demandas com a falta de efetivo.

Segundo o superintendente, o estudo revelou que a solução para o problema será uma possível mudança na jornada de trabalho da Guarda Portuária. As alterações na carga horária serão brevemente submetidas à apreciação da diretoria executiva da Codesp. Caso aprovadas, serão levadas ao conhecimento dos dirigentes do Sindaport para as deliberações finais da categoria.

Com as transformações decorrentes do projeto elaborado por Borguetti e seus gerentes, a área de trânsito seria totalmente extinta, cujos guardas portuários que hoje respondem pelo setor seriam divididos em quatro ou cinco turmas. Dessa forma, caberia a todos os integrantes da corporação a responsabilidade por todo e qualquer serviço inerente à GPort, ou seja, policiamento de rondas, gates, trânsito e etc.

A proposta prevê, ainda, a criação de rondas auxiliares em todas as Subsedes da Autoridade Portuária visando, segundo Borguetti, dar retaguarda aos serviços de trânsito e policiamento aos gates que ficarão guarnecidos com um guarda portuário.

A notícia não agradou a direção do Sindaport. "Nós entendemos que a empresa passa por um momento delicado e de transição, que os ajustes são necessários, mas não podemos aceitar imposições de cima para baixo", afirmou o presidente di sindicato, Everandy Cirino dos Santos.

Cirino acredita que o processo negocial é o melhor caminho para mudanças dessa natureza. "Temos que agir com calma e inteligência priorizando o que for melhor para todos, até porque uma alteração como essa deve ser democratica e exaustivamente debatida". O sindicalista defende a participação da categoria nas discussões do projeto que, para ele, foi concebido de forma equivocada. "Sindicato e guardas portuários deveriam ter sido convocados para opinar e colaborar na elaboração do projeto, e não apenas para tomar conhecimento como acabou acontecendo", reclamou.

As críticas de Cirino vão além da ausência de diálogo dos representantes da Codesp com os portuários. "As alterações apresentadas pelo comando da GPort deixaram dúvidas quanto a sua eficácia já que contraria o disposto no ISPS-CODE no que tange a composição das equipes nos postos fiscais". Ele esclarece que o código internacional exige a presença de dois guardas portuários nos gates de acesso nas áreas primárias do porto e dependências da Codesp.

O dirigente disse que está acompanhando o caso e espera ter acesso ao documento o mais rápido possível. "Vamos aguardar a chegada desse mirabolante projeto e depois convocar a categoria para as devidas discussões e providências que deverão ser tomadas, inclusive jurídicas se for o caso".

Cirino ressalta que as obrigações da Autoridade Portuária previstas na nova Lei dos Portos (12.815/13) determinam ao poder concedente a possibilidade de reestruturação da GPORT de acordo com as diretrizes da Secretaria Especial de Portos (SEP). "É inadimissível que de uma hora para outra queiram abolir atividades históricas, como as desempenhadas pelo pessoal do trânsito, dos bombeiros, canil e outros".

Ainda que seja desconhecido em seu teor, o estudo já deixa dúvidas considerando que nenhum outro elaborado pelo atual comando da GPort obteve aprovação da própria direção da Codesp, e muito menos da SEP e do Ministério do Planejamento. É de autoria do estudioso, projetista, especialista em Recursos Humanos e inclusive comandante da Guarda Portuária, Ézio Ricardo Borguettie, a proposta de alteração do regime para 24/48 hs, que não vingou.

Da Alemoa ao Corredor de Exportação, qualquer codespano se recorda (e dá boas gargalhadas) do fantástico projeto que previa o tal "gate modelo", com direito a beliche, frigobar, TV de plasma e os cambau, que também não saiu da gaveta. Portanto, chega de piadas, brincadeiras, mentiras, ilusões, e sobretudo de amadorismo na condução de um dos mais importantes setores da Codesp. A Guarda Portuária de Santos é coisa séria.

Fonte: Sindaport

Um comentário:

  1. A GUARDA PORTUÁRIA DA CDP FOI TOTALMENTE DESESTRUTURADA COM O DESSERVIÇO, ÓDIO E DESPREPARO NOTÓRIO DO GERSEG ANTERIOR.
    CABE RESSALTAR QUE O ATUAL GERSEG JÁ ESTÁ PONDO EM PRÁTICA, SOB SUA VISÃO TÉCNICA, A MESMA REDUÇÃO DO EFETIVO, QUANDO MANTÉM E REDUZ EM 50% DOS POSTOS DAS PORTARIAS E AINDA FAZ OS GUARDAS COMPARTILHAREM O CADASTRO, O MESMO "PROJETO" DESSE VENDEDOR DE ILUSÕES DAÍ DA CODESP.
    E PENSAR QUE ESSA PESSOAS SAEM DO PRÓPRIO SEIO DE UMA CATEGORIA QUE, DEPOIS, PASSAM, DELIBERADA, UNILATERAL, FALSA E DESPREPARADAMENTE A DESVALORIZAR, TRAIR E QUERER O PRÓPRIO EXTERMÍNIO.

    CILENO BORGES

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