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domingo, 17 de agosto de 2014

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GUARDA PORTUÁRIA FARÁ OPERAÇÃO PADRÃO DURANTE GREVE NO RIO



Está programada uma Greve de Advertência de 24 horas dos funcionários da Companhia Docas do Rio de Janeiro – CDRJ, combinada com Operação Padrão da Guarda Portuária, com início às 07h00 do dia 19/08 e término as 07h00 do dia 20, que afetará os portos do Rio de Janeiro e Itaguaí. Segundo informações, a greve da administração se estenderá até o dia 21/08.
Essa greve de advertência foi motivada, porque a direção da CDRJ se nega a reabrir as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, uma ferramenta que propicia benefícios além da CLT aos funcionários da estatal. Segundo relatos, a direção da CDRJ não avançou nas negociações e se fechou para discussão com sindicato de questões simples de serem resolvidas.
A Guarda Portuária informa que, durante a Greve de Advertência, manterá seu contingente total nos portos (sem redução de pessoal) visando apenas garantir a segurança patrimonial e que a Operação Padrão visa tão somente trazer impactos às operações portuárias, tornando mais lento o procedimento de entrada de caminhões nos portos.
Como esse tipo de paralisação acontece praticamente todos os anos, será necessária a cooperação das transportadoras rodoviárias no sentido de evitarem agendamentos para entrega e/ou retirada de cargas e containers no dia 19/08, principalmente no Porto do Rio de Janeiro, cuja região encontra-se muito afetada pelas obras do Porto Maravilha, que contempla a derrubada do viaduto da Perimetral e o consequente fechamento da Avenida Rodrigues Alves, dificultando os acessos ao Centro.
Nos casos em que os vencimentos das armazenagens de importação e deadlines de exportação estiverem vencendo no dia da Greve de Advertência, sugerimos evitar os agendamentos nos períodos de pico (manhã e final de tarde), bem como utilizar, preferencialmente, o novo acesso pelo viaduto de Benfica, para que se chegue aos Tecons pelo bairro do Caju, aliviando o cúmulo de veículos na Avenida Rio de Janeiro e os impactos ao portão 24, que quase foi fechado no ano passado. Pedimos aos usuários exportadores e importadores que conversem com seus transportadores. Aos terminais, pedimos tolerância e razoabilidade com eventuais atrasos e maior disponibilização de janelas fora dos horários de pico.
Mais uma vez a CDRJ dá sinais, cada vez mais fortes, de que precisa sofrer um choque de gestão, vez que o falido modelo atual, tolhe seus funcionários, os impede de desenvolver algo positivo para os portos do Rio e, consequentemente forma uma massa de pessoas insatisfeitas dentro da estatal. Nesse modelo de gestão, que se repete por todo Brasil, que tem origem no governo Federal, que visa sempre o politicamente viável, a CDRJ, assim como outras Docas, se torna cada vez mais prejudicial à eficiência dos nossos portos, atrapalhando em demasia a vida dos terminais e, consequentemente, dos usuários.
Infelizmente, estamos em um sistema em que os terminais do Rio e de Itaguaí investem bilhões em obras de expansão, equipamentos, tecnologias, para receber como contrapartida essa péssima administração portuária.
Aliás, a coisa anda tão feia na CDRJ que nem um simples concurso passa despercebido e é denunciado ao Ministério Publico Federal. Aqui, deixamos bem claro que não condenamos os funcionários da estatal, mas sim, os gestores da empresa.
Todo ano a história se repete e parece não ter fim. Todo ano temos greves e Operação Padrão da Guarda Portuária. Esse verdadeiro saco sem fundo de problemas que se tornou a CDRJ, parece não querer dialogar com seus funcionários, obrigando-os fazer greve.
Para os usuários, para a sociedade de maneira geral, é vergonhoso ver uma empresa estatal nessa situação vexatória. É impressionante ver como a imagem da “Autoridade Portuária” está desgastada em todos os setores eficientes do comércio exterior, pelo menos os que não têm interesse em fazer política com a companhia para obter vantagens.
Vale lembrar que, do dia 28 de julho ao dia 09 de agosto o Porto do Rio de Janeiro, graças a uma decisão insana da CDRJ, teve seus acessos aquaviários fechados durante 06 horas por dia para realização do evento-teste das regatas olímpicas, passando por cima das autoridades da SEP e da ANTAQ, em uma evidente demonstração de desrespeito a esses órgãos.


Fonte: UPRJ – Site dos Usuários do Porto do Rio de Janeiro






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