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sábado, 29 de outubro de 2016

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MARINHA FAZ SIMULAÇÃO DE INVASÃO AO PORTO DE ARATU


(Foto: Gport Porto de Aratu)

Guarda Portuária participou em apoio a Operação
Quem tentou se aproximar do Porto de Aratu, esta semana, por meio de pequenas embarcações marítimas ou via terrestre, se deparou com um forte esquema de segurança. Segurança de guerra. É que desde a terça-feira (25), o Centro de Coordenação de Defesa de Área, instalado na sede do Comando do 2º Distrito Naval, preparou seu efetivo para testar o nível de reação das tropas baianas, caso algum país tentasse invadir e se apossar do Porto de Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. A fictícia tropa invasora é, na verdade, composta por militares oficiais da Marinha.
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
De acordo com o capitão de Portos da Marinha, Ricardo Pinheiro, a ação tem o objetivo de analisar o nível de alerta do porto, caso houvesse, de fato, uma situação de guerra e tomada de território. O exercício conta com a participação de 134 fuzileiros navais fazendo a proteção da área terrestre em torno do espaço, além de 300 militares, de sete organizações da Marinha, embarcados em um navio varredor de minas, um navio rebocador de alto-mar, um navio patrulha e duas lanchas das Capitanias dos Portos da Bahia (CPBA).
Todos os envolvidos permanecem a postos, 24 horas por dia, até o final do simulado, nesta sexta-feira (28). "O treinamento é real, ou seja, qualquer pequena embarcação civil ou até um carteiro que se aproximar do porto é minuciosamente investigado pelo grupo de defesa", explicou Ricardo.
Ainda segundo ele, o comando de defesa da operação não tem ideia de quando, ou por que meio, terrestre ou marítimo, a tropa fictícia de invasores vai se apresentar. "É como na vida real, quem quer atacar não avisa, então nosso treinamento envolve pensar e considerar que um invasor pode se articular e tentar adentrar de qualquer forma", disse.
Como funciona o treinamento
O oficial reiterou que a tropa de defesa do simulado desconhece os militares da tropa invasora, o que torna o exercício mais realista, já que não há um horário pré-determinado para tentativas de ataques. Os invasores anônimos não tentaram nenhuma ação de invasão nesta quinta-feira, quando a equipe do Correio acompanhava o exercício.
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Já no primeiro dia de treinamento, as tropas capturaram um invasor que tentava entrar em Aratu se dizendo funcionário - o que foi rapidamente descartado pelos fuzileiros navais que se encarregam da defesa da área terrestre. As tropas marítimas também apreenderam invasores em uma pequena embarcação civil.
Duas lanchas menores ficam próximas à parte do berço do porto, para impedir qualquer embarcação de pequeno porte de aproximar. Os navios-patrulhas são maiores e ficam mais afastados - eles podem conter embarcações de porte grande. Já os fuzileiros se posicionam em terra para garantir a segurança do berço do porto, segundo capitão Ricardo. O rebocador de alto-mar serve para fazer a patrulha e o socorro, em caso de vítimas.
(Foto: Gport Porto de Aratu)
"No treinamento só não tem tiros", disse. As lanchas da capitania não tem armamento, mas tem um fuzileiro armado e o rebocador conta com uma metralhadora e armamentos portáteis, como pistolas. Toda a ação é acompanhada pelo Centro de Comando do porto, onde é possível manter comunicação em tempo real com todos os fuzileiros e militares envolvidos, além da localização exata dos navios de defesa.
O Porto de Aratu
De acordo com capitão Pinheiro, em uma situação de guerra, portos marítimos são grandes atrativos porque são responsáveis pelo abastecimento das indústrias locais. "Os portos de um país são pontos vitais da economia, por isso são alvos de invasores, já que rapidamente poderiam causar o enfraquecimento do país", pontuou. O Porto de Aratu, como demais portos públicos, têm sua segurança garantida pela Guarda Portuária (GP).
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
O oficial explica que o treinamento é essencial para que os militares e fuzileiros executem a teoria que aprendem diariamente. O simulado de guerra ocorre em quatro portos da Bahia, nas cidades de Candeias, Madre de Deus, Salvador, Ilhéus - de quatro em quatro anos. "É uma maneira de nos avaliar. Depois nos reunimos para entender o que deu certo, o que temos de falha, assim podemos corrigir e nos aperfeiçoar", finalizou Ricardo. Os militares são selecionados pelo Comando do 2º Distrito Naval, de acordo com suas experiências profissionais.

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