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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

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TERMINAL É CONDENADO A PAGAR R$ 2,8 MILHÕES A EMPRESAS QUE A AUXILIARAM NO COMBATE A INCÊNDIO NO PORTO DE SANTOS


Quatro empresas entraram com ação para indenização por todos os custos em incêndio no Terminal da  Cutrale

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou, em segunda instância, a empresa Sucocítrico Cutrale Ltda a indenizar em mais de R$ R$ 2.848.927,96 quatro empresas portuárias que mobilizaram equipes, veículos e equipamentos próprios para auxiliar no combate a um incêndio registrado há seis anos em seu terminal no Porto de Santos.

O incêndio ocorreu em novembro de 2019, no terminal localizado na margem esquerda do porto, em Guarujá (SP). Na ocasião, testemunhas de outras cidades da Baixada Santista relataram ter visto a fumaça provocada pelas chamas.

Na Justiça, as empresas alegaram que deslocaram rebocadores para ajudar na contenção do incêndio, e que seus profissionais atuaram ativamente no combate ao fogo no terminal. No entanto, ao tentarem contato com a Cutrale para discutir a remuneração, não houve acordo sobre os valores.

Cutrale disse que suporte chegou no rescaldo

As empresas acionaram a Justiça para que fosse reconhecido o direito à indenização pelos custos e à remuneração pelos serviços de assistência e salvamento prestados.

Nos autos, a Cutrale alegou que o suporte com rebocadores teria ocorrido apenas na fase final do rescaldo, quando a situação de emergência e perigo já havia sido controlada.

Histórico do processo

Em outubro do ano passado, a juíza da 9ª Vara Cível de Santos, Rejane Rodrigues Lage, reconheceu a indenização para as companhias levando em consideração o laudo da perícia que apontou a importância da atuação dos rebocadores no incêndio.

Ela determinou que o terminal pagasse o montante de R$ 2,8 milhões, repartido igualmente entre as quatro empresas, com correção monetária e juros aplicados desde a data do incêndio.

A Cutrale recorreu da decisão, e o caso foi julgado pela 34ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, que publicou o acórdão no dia 23 de julho. O relator do recurso, desembargador Issa Ahmed, manteve a sentença da 9ª Vara Cível de Santos, considerando o dever de remunerar pela prestação dos serviços, já que as empresas contribuíram diretamente para o salvamento.

“Embora a ré procure qualificar a atuação das autoras como não essencial à extinção do incêndio, a adequada contextualização do cenário em que ocorrido o sinistro bem evidencia o contrário: não tivessem os rebocadores das autoras, agido para resfriar a estrutura do shiploader [carregador de navio] e impedir o seu colapso, as dimensões do incêndio e seus danos poderiam ter sido maiores”, apontou Ahmed.

O desembargador confirmou que ele foi definido por meio de perícia, que considerou a atuação das companhias, do Corpo de Bombeiros e dos brigadistas da Cutrale.

De acordo com o TJ-SP, a votação do recurso foi unânime entre o relator e os desembargadores Gomes Varjão e Antonio Nascimento.

O g1 não conseguiu contato com a Sucocítrico Cutrale Ltda. até a publicação desta matéria.

Relembre o caso

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Praticagem foram mobilizadas para combater um incêndio em um terminal de cargas no Porto de Santos no dia 27 de novembro de 2019. 

Imagens obtidas pelo g1 mostram o fogo atingindo parte da esteira utilizada para transporte de cargas. A fumaça podia ser vista de toda a cidade.

Fonte: g1 Santos e Região

 

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

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BOMBEIROS SE MOBILIZAM PARA COMBATER INCÊNDIO EM TERMINAL DO PORTO DE SANTOS




Viaturas do Corpo de Bombeiros e da Guarda Portuária foram acionadas para controlar as chamas no terminal da Cutrale.
Um incêndio atingiu um terminal do Porto de Santos na tarde da quarta-feira (27). Ainda não há informações do que ocasionou o incidente ou se há feridos.
O incêndio teve início por volta das 16h, em um dos equipamentos da Cutrale, empresa responsável pela produção de suco de laranja, localizada na Margem Esquerda do complexo portuário, no bairro Jardim Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho, Guarujá.

O Corpo de Bombeiros informou que viaturas foram deslocadas ao terminal para controlar o fogo, que foi extinto por volta das 17h. A Brigada de Incêndio da Guarda Portuária também foi acionada ao local para auxiliar nos trabalhos. A fumaça oriunda do incêndio pode ser vista de diversos pontos das cidades de Santos e Guarujá.
Em nota, a Praticagem informou que, às 16h05, foi detectado incêndio no terminal da Cutrale (na esteira do carregador). Às 16h35, foi solicitado pelo agente da Lachmann prático a bordo para desatracar o navio Orange Wave, atracado naquele berço. O prático embarcou às 16h40. O incêndio está sob controle, e o navio está se preparando para desatracar. O tráfego no canal permanece normal.
Também por meio de nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que, por volta das 16h10, a Santos Port Authority (SPA) foi notificada da ocorrência de um foco de incêndio em uma esteira de transporte de carga no terminal portuário da Cutrale. Foram acionados o Corpo de Bombeiros, que enviou dez viaturas e 26 homens, e a Brigada de Incêndio da SPA. O fogo foi combatido também com apoio de navios rebocadores e de um cargueiro que estava no terminal portuário, que captaram água do mar para resfriar o local. O incêndio foi debelado por volta das 17h, sem registro de feridos e não houve necessidade de interrupção da navegação no Canal do Porto de Santos.

Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que apurou junto à empresa que pode ter ocorrido um curto-circuito no motor da esteira, dando início ao incêndio. Cerca de 180 metros, do total de 200 metros, da esteira foram atingidos pelo fogo. No momento do incêndio, segundo representante da empresa, o equipamento não estava em funcionamento. A agência avalia se houve danos ambientais. Posteriormente, após concluir a apuração, deverá definir as ações cabíveis.
A Cutrale, por sua vez, reforçou que o fogo na esteira foi combatido pelo Corpo de Bombeiros e pela Brigada de Incêndio da SPA, com o apoio de navios rebocadores e de um cargueiro que estava no terminal portuário. "Uma investigação será feita para apurar o ocorrido, já que a manutenção é realizada periodicamente", finalizou.



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domingo, 1 de dezembro de 2013

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POLÍCIA RECUPERA CARGA DE SUCO ROUBADA EM SANTOS



 
Uma carga de 14 mil litros de suco de laranja concentrado para exportação que havia sido roubada no Centro de Santos foi recuperada em um estacionamento de caminhões, em São Vicente, na quinta-feira (28).

Ninguém foi preso, mas policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) continuam a apurar o caso para identificar os ladrões da carga, avaliada em cerca de R$ 100 mil, e os eventuais receptadores.

Também estão na mira das investigações da DIG outras pessoas que, embora não tenham participado diretamente do roubo, saberiam dele e dariam cobertura aos assaltantes mediante o recebimento de vantagens indevidas.

O assalto

Acondicionados em 70 tambores de 200 litros cada, os 14 mil litros de suco de laranja foram roubados em 8 de novembro. Pertencente à empresa Cutrale a carga era transportada para um terminal no Porto de Santos a fim de ser exportada.

À polícia, o motorista que dirigia o caminhão relatou que foi rendido por dois homens armados de pistola, na Praça da República, no centro da cidade, onde havia parado para comer.

A dupla exigiu que a vítima retornasse ao veículo e na Avenida Conselheiro Nébias, obrigou o motorista a passar para um Ford Fiesta verde de quatro portas. Na sequência, a vítima foi levada até o Morro do Ilhéu, no Bairro do Bom Retiro.

Desde então, o paradeiro da carga, bem como do caminhão e da carreta, era ignorado. Os veículos roubados são o Mercedes Benz LS 1934 branco, de placa ATR 7000, e o reboque azul, de placa BTA 3439.

Na quinta-feira, policiais da DIG localizaram o reboque e o contêiner com a carga intacta no estacionamento para caminhões situado na Rua João Francisco Bensdorf, 1.203, na Cidade Náutica. O reboque ostentava placa falsa. Porém, por meio da numeração do chassi, foi possível constatar que ele é o mesmo relacionado ao roubo do suco de laranja.

Painel eletrônico

O contêiner refrigerado teve furtado o seu painel eletrônico, avaliado em US$ 8 mil (cerca de R$ 18,5 mil). Apesar da retirada desse equipamento, que controla a temperatura do contêiner, o suco não se deteriorou.

Além da placa do reboque, a equipe da DIG constatou que o contêiner teve adulterado um algarismo de sua numeração para burlar eventual fiscalização. Um dígito 0 foi alterado para 8.

Suspeita-se que os ladrões enfrentavam dificuldades para encontrar compradores para o suco, porque ele estava acondicionado em tambores de 200 litros.

Na hipótese de o produto estar em latas do tipo que é comercializado em supermercados, a venda do suco para receptadores seria mais fácil.

Delegado critica controle

O delegado Luiz Eduardo Lino de Souza criticou o controle feito pelo estacionamento de caminhões em relação aos veículos que ali são deixados.

“É precário. Não anotaram nada sobre a pessoa que deixou o reboque com um contêiner contendo valiosa carga”, declarou a autoridade policial.

Segundo planilha de movimentação do pátio fornecida por representantes do estacionamento, o reboque chegou ao local no dia 11, às 23h54.

Nesse registro, obviamente, está anotado o emplacamento falso do reboque. Ele era tracionado pelo caminhão de placa HSZ 1180, cuja autenticidade é averiguada.

Não há qualquer referência sobre o nome, endereço ou telefone da pessoa que dirigia o caminhão, que foi desconectado do reboque e deixou o pátio à 0h02 do dia seguinte, ou seja, apenas oito minutos depois.

“Como pode o estacionamento receber em suas dependências uma carga que desconhece, de alguém que ignora? E se uma pessoa qualquer aparece lá para retirar o contêiner, qual controle o pátio tem?”, questiona o delegado.

Fonte: Jornal A Tribuna








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