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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

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sexta-feira, 14 de março de 2025

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BRASIL E UNIÃO EUROPEIA ASSINAM ACORDO PARA COOPERAÇÃO POLICIAL ENTRE A PF E A EUROPOL

Parceria permitirá o intercâmbio de informações e investigações conjuntas no combate ao crime organizado

No dia 5 de março o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o Comissário Europeu para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, assinaram, em Bruxelas, um acordo de cooperação entre a Polícia Federal (PF) e a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (EUROPOL). O Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, também esteve presente na cerimônia.

O acordo estabelece as bases para um intercâmbio mais ágil de informações e a realização de investigações conjuntas no combate a crimes como tráfico de drogas, crimes ambientais, tráfico de pessoas e abuso sexual infantil. A parceria também prevê a troca de dados pessoais e não pessoais, o intercâmbio de oficiais de ligação e a criação de um canal seguro de comunicação entre as autoridades brasileiras e europeias.

A PF atuará como autoridade competente e ponto de contato nacional para a cooperação com a EUROPOL. O novo instrumento amplia as possibilidades de colaboração, superando limitações de acordos anteriores e garantindo, ao mesmo tempo, a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais, com ênfase no direito à privacidade e à proteção de dados pessoais.

Com a assinatura deste acordo, o Brasil se torna o terceiro país – depois do Reino Unido e da Nova Zelândia – a estabelecer esse nível de parceria com a União Europeia, reforçando o alto grau de cooperação bilateral no enfrentamento ao crime organizado e fortalecendo a segurança pública internacional.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

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POLÍCIA FEDERAL E AUTORIDADES ITALIANAS DESARTICULAM REDE INTERNACIONAL DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS


Os carregamentos de cocaína que eram enviados para Europa através da logística mantida em Paranaguá

Na terça-feira, 10/12, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que desarticulou uma organização criminosa (ORCRIM) envolvida no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A ação, denominada “Operação Mafiusi” foi resultado de uma colaboração entre as autoridades brasileiras e italianas, envolvendo a PF, o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal do Brasil (RFB), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Guarda Civil Espanhola. As investigações também contaram com o apoio da Eurojust, da Europol e da Interpol.

Foram deflagradas operações conjuntas, tanto no Brasil quanto na Itália, o que resultou em prisões em ambos os países, desmantelando dois grupos criminosos interligados responsáveis pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa.

As investigações envolveram uma rede complexa que operava principalmente por meio do Porto de Paranaguá, no Brasil, e por meio de aeronaves privadas.

O trabalho decorreu de uma equipe conjunta de investigação constituída entre Brasil e Itália, que foi instituída após a prisão de dois membros da máfia italiana em Praia Grande, litoral de São Paulo, em 2019.  Desde então se iniciou a cooperação jurídica e policial internacional entre Brasil e Itália, especificamente entre o Ministério Público de Turim - Direcção Distrital Antimáfia, os Carabinieri Italianos do Raggruppamento Operativo Speciale (ROS), e do Comandante Provincial de Turim, a Polícia Federal, do Brasil, por meio do Grupo Especial de Investigações Sensíveis do Paraná, e o Ministério Público Federal, do Brasil, que culminou nas operações conjuntas em ambos os países.

Nesta operação, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva no Brasil, um mandado de prisão na Espanha, 31 mandados de busca e apreensão em endereços situados nos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Roraima.

Participaram dos cumprimentos dos mandados, aproximadamente 130 policiais federais e 06 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas-tributários.

Também foram decretadas medidas patrimoniais de sequestro de imóveis, bloqueio de bens móveis e imóveis, com restrição de indisponibilidade de veículos (dentre os quais uma aeronave Dassault Aviation Falcon 50), bem como o bloqueio de ativos financeiros, tudo em relação a 79 (setenta e nove) pessoas físicas e jurídicas e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados.

Os mandados de busca e apreensão ocorreram em mansões de alto padrão localizadas em diversas cidades brasileiras. 

Muitas dessas residências estavam situadas em áreas paradisíacas, como beiras de praia, e em uma delas a Polícia Federal encontrou um cinema particular.

A operação resultou na apreensão de carros de luxo, como Porsche, e motos esportivas, que eram parte do estilo de vida dos envolvidos. Armas de fogo e munições também foram encontradas, indicando a violência associada à atividade criminosa.

A estimativa dos valores dos bens apreendidos alcança o montante de R$ 126.000.000,00 (cento e vinte e seis milhões de reais), além dos valores a serem bloqueados nas contas bancárias e dos veículos a serem apreendidos.

Desdobramento da Operação Retis

As operações realizadas foram um desdobramento da “Operação Retis”, que já havia desarticulado organizações criminosas responsáveis pela logística do tráfico de drogas no Porto de Paranaguá.

Essas redes criminosas eram encarregadas de todo o aparato necessário para enviar cocaína da América do Sul para a Europa, utilizando esse ponto estratégico. Durante a operação, foi identificado que os traficantes que contratavam essa logística eram indivíduos de São Paulo, ligados a uma facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), originária daquele estado, além de membros da organização mafiosa italiana ‘Ndrangheta’, que atuava no Brasil, sendo responsáveis pela intermediação da compra e envio da droga para o continente europeu.

A Operação Mafiusi consistiu no aprofundamento das investigações em face do núcleo de indivíduos provenientes do Estado de São Paulo, também associados aos mafiosos italianos e que, assim como estes, forneciam os carregamentos de cocaína que eram enviados para Europa através da logística mantida em Paranaguá.

Lavagem de Dinheiro

As investigações também descobriram que, além do tráfico de drogas, a ORCRIM estava envolvida em um complexo esquema de lavagem de dinheiro, movimentando bilhões de reais entre empresas e contas bancárias de fachada, além de adquirir bens e realizar transações fraudulentas.

Durante o período de investigação, entre 2018 e 2022, a movimentação financeira dos investigados alcançou aproximadamente R$ 2 bilhões.

Diligências concluíram que o núcleo investigado fazia parte de uma rede criminosa internacional, dedicada ao tráfico de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa.

Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá era o principal ponto de saída, e o Porto de Valência, na Espanha, o de chegada. A droga era transportada principalmente pelo método “RIP ON – RIP OFF”, ocultada em contêineres com cargas como cerâmica, louça sanitária ou madeira.

Além do transporte marítimo, a ORCRIM também usava aeronaves privadas para enviar cocaína para a Bélgica, onde membros da organização retiravam a droga antes da fiscalização nos aeroportos.


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