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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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sexta-feira, 23 de junho de 2023

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO PARA COMBATER LAVAGEM DE DINHEIRO DO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

As investigações tiveram início a partir de uma apreensão de 2,8 toneladas de cocaína em um barco de pesca no Rio Itajaí-Açu

A Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 14 de junho, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, a Operação “Citrus Sinensis”, visando à coleta de elementos de prova de autoria e materialidade de crimes de lavagem de dinheiro decorrente de tráfico internacional de drogas e organização criminosa.

Nesta operação, foram sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão para a identificação da aquisição de pelo menos seis imóveis, nas localidades da Penha, Piçarras e Navegantes.

Além do sequestro dos bens, que vão servir de prova para acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa, a PF também tinha cinco mandados de busca e apreensão para cumprir nessas residências. Porém, não havia nada em nenhuma delas. Todos estavam vazios.

As investigações tiveram início a partir de uma apreensão de 2,8 toneladas de cocaína em um barco de pesca no Rio Itajaí-Açu, em 2021. A droga seria levada até a África. Posteriormente foi descoberta da vinculação desses imóveis com um dos integrantes da organização criminosa de tráfico internacional de drogas, desmantelada na Operação Coroa.

A PF ainda descobriu que tais imóveis estão registrados em nome de terceiros que não possuem capacidade financeira. Assim, eles estariam sendo usados como “laranjas” pela organização criminosa. As aquisições foram realizadas nos anos de 2019 e 2020. Além dos mandados de busca e apreensão, também foram deferidos pelo juízo o sequestro e a indisponibilidade dos imóveis.

Nome da operação

A operação foi batizada de “Citrus Sinensis”, em referência ao nome científico da uma variedade de laranja.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

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POLÍCIA FEDERAL DESARTICULA GRUPO CRIMINOSO QUE EXPORTAVA COCAÍNA POR MEIO DE BARCOS PESQUEIROS

 

Três embarcações de pesca de Itajaí foram usadas para transporte de mais de 6 ton. de cocaína até a costa da Namíbia, Ilha da Madeira e África do Sul

A Polícia Federal (PF) deflagrou na última terça-feira (23) a “Operação Mar Aberto”, com o objetivo de desarticular organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína, que utilizava embarcações pesqueira, para levar a droga até o alto mar, de onde seriam resgatadas por embarcações estrangeiras e então levadas até a costa da Namíbia, Ilha da Madeira e África do Sul.

Cerca de 100 policiais federais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina (Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo, Florianópolis, Itajaí, Navegantes e São José), Paraná (Curitiba e Matinhos) e Espírito Santo (Itapemirim), além de 6 mandados de prisão preventiva de outros investigados. Policiais federais também cumprem mandados em Curitiba e Matinhos (PR) e Itapemirim (ES). As prisões ocorreram em Matinhos, Curitiba, Porto Belo, Camboriú, Itajaí e Itapema.

Apreensões

Na ação, autorizada pela 1ª Vara Federal de Itajaí, também foram sequestrados carros de luxo (mercedez, range rover, camaro), imóveis e duas embarcações de pesca industrial, pertencentes ao grupo criminoso.

Segundo a PF, foram apreendidos R$1.620.029 em reais, mais 396.696 dólares, que na cotação atual equivalem a mais de R$2,3 milhões.

Investigações

As investigações tiveram início em outubro de 2020 e possibilitaram identificar uma organização criminosa que se apossou de barcos de pesca industrial para transportar grandes quantias de cocaína para o exterior. Além da aquisição de barcos de grande autonomia e capacidade de armazenamento de carga, a organização contratou, em vários pontos do país, tripulações especializadas na atividade de navegação marítima para realização de longas travessias intercontinentais.

Por meio da simulação de operações de pesca, os criminosos buscavam dissimular o carregamento e movimentação de cargas de cocaína até determinados pontos em alto mar, de onde seriam resgatadas por embarcações estrangeiras e então levadas até países da África e Europa.

Durante pouco mais de um ano de investigação, a PF identificou três barcos pesqueiros, além de operadores logísticos e gerentes operacionais em solo.

Em 3/7/2021, foi abordada uma embarcação na foz do rio Itajaí-Açu, a qual estava carregada com 2,8 toneladas de cocaína ocultas sob densa camada de gelo. Na oportunidade, sete tripulantes foram presos em flagrante. Em uma segunda fase da investigação, deflagrada em 16/9/2021 e denominada operação Coroa, outros sete envolvidos também foram presos, todos ligados a atividades logísticas de facilitação à operação de tráfico.

Em 20/7/2021, outra embarcação foi abordada por equipe da PF junto à costa da cidade de Porto Belo/SC, sendo localizados 844 kg de cocaína no porão da embarcação, ocultos dentre as redes de pesca. Naquela oportunidade foram presas oito pessoas em flagrante.

Uma terceira embarcação, também originária da frota pesqueira de Itajaí, estava sendo monitorada desde sua estada junto ao Porto de Natal/RN, de onde partiu em 27/2/2021. Em aproximação ao litoral de Recife/PE, teria sido carregada com 2.800 kg de cocaína e seguiu viagem rumo à costa da África. Perseguida em alto mar, a tripulação teria dispensado as bolsas náuticas que continham a droga, não sendo possível a apreensão da carga ilícita naquela oportunidade.

As investigações levantaram que duas caminhonetes fizeram o transporte da carga durante a preparação para a exportação da cocaína. O proprietário de um dos veículos foi preso naquele mês.

Posteriormente, entre os meses de maio e julho, bolsas de cocaína começaram a chegar no litoral da Bahia e Espírito Santo, onde foram sendo encontradas pela população local. Há registro de que até o momento foram arrecadadas 17 bolsas náuticas intactas, carregadas com 442 kg de cocaína.

As investigações apontam que, ao longo de um ano, a organização criminosa tentou exportar para os continentes africano e europeu ao menos 6,5 ton. de cocaína. As provas que estão sendo coletadas auxiliarão na identificação dos financiadores da atividade criminosa, dentre outros eventuais participantes.

22 foram presos

Durante as fases da operação, 22 pessoas foram presas.

Em julho deste ano, na embarcação foi abordada na foz do rio Itajaí-Açu, sete tripulantes foram presos em flagrante.

Também em julho, e outra embarcação abordada junto à costa da cidade catarinense de Porto Belo, oito pessoas foram presas oito pessoas em flagrante.

Empresário é apontado como intermediador de envio de cocaína de SC para África

Segundo a delegada Anelise Wollinger Koerich, responsável pela Operação Coroa, realizada em 16 de setembro, um empresário da cidade de Itajai foi apontado como responsável por intermediar a compra do combustível usado em um barco pesqueiro apreendido com 2,8 toneladas de cocaína. A droga foi apreendida em julho deste ano e tinha como destino a África.

Esse mesmo homem é suspeito de ajudar no arrendamento de um trapiche onde a cocaína foi carregada na embarcação Coroa, nome dado à operação deflagrada. A identidade do empresário não foi divulgada.

Nesta fase da operação ele foi preso momentos antes de fazer uma cirurgia plástica no rosto. Segundo a PF, ele queria ficar “irreconhecível” para não ser preso.

Condenação

Por suas condutas, todos os investigados devem responder pelos crimes de tráfico internacional e associação para o tráfico, com penas somadas de 8 a 25 anos de prisão, além do perdimento dos bens utilizados nas ações criminosas ou adquiridos com o proveito destas.


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