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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

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TIROS, DROGA EM SUBMARINO: PCC, MILÍCIA E PIRATAS DISPUTAM RIOS NA AMAZÔNIA

 

O rio Solimões é a principal rota para o escoamento das drogas até o porto de Barcarena, no Pará

Piratas, milícias e facções disputam o controle de um "labirinto de rios" nos dois maiores estados da Amazônia para vender drogas e armas, em uma rota do rio Solimões (AM) ao Porto de Barcarena (PA).

Rios da Amazônia na rota do crime

O rio Solimões é a principal rota para o escoamento das drogas até o porto de Barcarena, no Pará. As condições geográficas do Amazonas facilitam a ação do narcotráfico pelas águas.

Nos 1.700 km de extensão do Solimões, Comando Vermelho, PCC, piratas e milícias promovem uma disputa em um "labirinto de rios" por drogas e armas. É o equivalente à distância por estrada entre São Paulo e a fronteira entre Brasil e Uruguai.

Os rios Javari, Japurá, Içá, Negro e Envira também têm sido usados para transportar drogas e armamentos até o porto de Barcarena. De lá, as toneladas de drogas seguem para países europeus, africanos e asiáticos, indicam fontes no Ministério Público e na Polícia Civil.

As rotas do Javari e Japurá já são consideradas as mais importantes depois do trajeto pelo Solimões. Grupos brasileiros, peruanos, colombianos atuam nesses rios, indicam fontes na Polícia Civil e no Ministério Público.


“As facções estão sempre tentando buscar rotas alternativas. Aqui os rios não são como o São Francisco, no Nordeste, que já é grande. Eles são ramificados, cheios de igarapés e igapós. Quando a água sobe, aumenta a capacidade de fuga desses grupos criminosos”.

Igor Starling, coordenador do Gaeco do MP-AM

“O Porto de Barcarena virou alvo de interesse do tráfico de drogas porque corta pela metade a distância para os países da Europa”.

Roberto Magno, pesquisador na área de Segurança Pública

Tiros, perseguição e submarino

Vídeos obtidos pelo UOL mostram a rotina de tiros e perseguição de quem combate o crime organizado na Amazônia. Uma das gravações é de um tiroteio à noite entre policiais em uma embarcação de piratas do crime no Amazonas. Em seguida, os agentes aparecem apreendendo drogas e armas dentro do rio. Outros vídeos mostram perseguição em rio e apreensões nas águas.

Polícia do Pará apreendeu em 2015 um submarino que estava sendo construído no rio Guajará-Mirim na cidade de Vigia para auxiliar no tráfico de drogas - Imagem: Polícia Civil do Pará

Em outra ação, a Polícia Civil do Pará apreendeu um submarino de cerca de 20 metros de comprimento que seria usado em uma rota do tráfico internacional de drogas. A embarcação estava sendo construída em um estaleiro no rio Guajará-Mirim em dezembro de 2015.

Cores da bandeira da Colômbia nas drogas

A região de Breves (PA), conhecida pelos altos índices de roubo de embarcações e pela rota do tráfico, passou a contar com fiscalização permanente nos últimos quatro anos. A base integrada, que funciona durante as 24 horas do dia, conta com policiais civis, militares e bombeiros.

Bandeira da Colômbia identificou origem de drogas apreendidas em rio do Amazônia, diz polícia paraense - Imagem: Polícia Civil do Pará

Os deslocamentos de barco duram até oito horas de Breves a Gurupá, passando por locais geograficamente isolados, o que facilita as ações de piratas. Antes da base das forças de segurança, esses grupos costumavam roubar cargas com equipamentos eletrônicos, passageiros e até alimentos em assaltos com até 12 horas de duração, segundo apontam investigações da Polícia Civil paraense.

Mas nem a atuação permanente das forças de segurança intimida o crime organizado. Em setembro, os agentes apreenderam em uma embarcação no rio Tajapuru, região rural de Breves, 1 tonelada de skunk, como é chamada a supermaconha.

“O deslocamento por rio entre a capital paraense Belém e a capital amazonense Manaus é apontado pela Polícia Civil como "estratégico" para o tráfico de drogas. Em alguns casos, as drogas são escondidas em cargas de peixe, açaí ou até entre equipamentos eletrônicos para despistar as fiscalizações”.

“Em algumas apreensões, havia bandeiras do Peru ou Colômbia em pacotes com drogas, identificando a origem do material entorpecente. O material era escoltado por piratas com fuzis em lanchas rápidas que percorrem labirintos de rios com várias ramificações”.

- Arthur Braga, delegado da Polícia Civil do Pará

AM: Piratas jogam corpos no rio e escoltam drogas

Armados com fuzis, os piratas da Amazônia usam motos aquáticas potentes para cruzar os rios do Amazonas e Pará, escoltando drogas para facções, indicam a Polícia Civil e do MP. "Normalmente, as embarcações ficam à espreita e abastecidas com armas", diz o promotor Igor Starling.

Durante confrontos nos rios, é comum que os corpos sejam lançados às águas e levados pela correnteza, dificultando as investigações. Segundo o MP-AM, alguns desses piratas são estrangeiros e acabam batizados por facções brasileiras depois de serem presos, dentro do sistema prisional.

O rio Juruá é um dos mais sinuosos do Amazonas, o que permite mais autonomia aos criminosos. Muitas vezes, os grupos enterram as drogas sob as águas e as armazenam em espaços soldados. Em outras, levam sacos de drogas para dentro da floresta para dificultar a apreensão.

Confrontos envolvendo PCC e milícias

Os maiores confrontos nos rios amazônicos ocorrem entre PCC e Comando Vermelho. A capital amazonense Manaus é o principal alvo da disputa. Também ocorrem confrontos em Coari, Tefé e Itacoatiara em áreas onde há um interesse crescente da facção paulista na disputa pelo controle territorial.

As autoridades investigam a atuação criminosa de milícias formadas por policiais militares e ex-policiais militares. Eles são suspeitos de formar grupos paramilitares para atuar no comércio de drogas e armas.

A corrida pela consolidação das rotas do tráfico no Pará e Amazonas se intensificou após a morte do narcotraficante Jorge Rafaat, fuzilado em uma emboscada em junho de 2016 no Paraguai. Depois disso, os grupos criminosos no Brasil passaram a participar da dinâmica do tráfico internacional de drogas. Com isso, também houve exploração de madeira e garimpo ilegal por parte desses grupos, que ampliaram a atuação criminosa na região

Fonte: Fabíola Perez e Herculano Barreto Filho / UOL


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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

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OPERAÇÃO CONJUNTA NOS PORTOS DO PARÁ

 


Mais de 146 mil toneladas de minério de manganês, destinados à China, foram apreendidos no Porto de Vila do Conde (PVC).

A ação, realizada entre os dias 22 e 25 de outubro, teve por objetivo intensificar a fiscalização nos portos de Vila do Conde (PVC) e de Santarém, no Pará, além das áreas portuárias e rios adjacentes, com intuito de combater crimes ambientais, tráfico de drogas, contrabando e descaminho.

Operação     

No dia 23, duas pessoas foram presas em flagrante, em empresas localizadas na retroárea do Porto de Vila do Conde, Barcarena/PA, por não possuírem documentação legal da origem lícita de minério manganês, considerado material essencial na fabricação de ligas metálicas, combinado especialmente com o ferro na produção de aço.


No dia 24, mais de 146 mil toneladas de minério de manganês foram apreendidos no Porto de Vila do Conde (PVC), em Barcarena. Foi a maior apreensão no Estado. Os 186 contêineres com manganês seriam destinados à China. Todo o minério apreendido era de origem ilegal, extraídos no Pará e vendidos com notas fiscais "esquentadas" por empresas que possuem títulos autorizativos de lavra. Além do minério, houve apreensão de maquinários.

Áreas ribeirinhas

Em continuidade às ações, no dia 25, após levantamentos precisos de inteligência, houve a localização de dois plantios de maconha em área ribeirinha da zona rural do município de Ipixuna do Pará. Na ocasião, foram erradicados e incinerados 3 mil pés da planta, que equivalem a 1 tonelada da droga. Os cultivadores fugiram do local com a chegada das equipes (PF e MB).


Operação Ágata

A Operação Ágata é uma ação que tem como missão executar ações preventivas e repressivas, empregando, em conjunto, parcela das Forças Armadas e em coordenação com os órgãos federais e estaduais de segurança pública e ambiental, na Amazônia Azul até o limite da Zona Econômica Exclusiva, na faixa de fronteira terrestre e nas águas interiores, a fim de coibir e/ou combater delitos transfronteiriços e ambientais, circunscritos aos Estados do Pará e Amapá.

A Operação Ágata Norte 2020 também tem como objetivo complementar as ações desenvolvidas pela Operação Verde Brasil 2. Ao todo, estão sendo empregados mais de três mil militares das Forças Armadas (Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira) e foram realizadas parcerias com 28 órgãos estaduais e federais, além de 12 agências.

Participantes

Participaram da operação 33 policiais federais, além de militares da Marinha do Brasil (MB), gentes da Receita Federal do Brasil (RFB), da Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Marinha do Brasil (MB)

Em Vila do Conde, a Marinha do Brasil empregou mais de cem militares Fuzileiros Navais, além de cachorros farejadores, a fim de auxiliar na segurança do Porto, bem como localizar drogas e explosivos/armas e fazer a escolta de custodiados. O Navio de Apoio Oceânico “Iguatemi” serviu de apoio logístico como Núcleo de Coordenação para que as equipes das interagências e Forças Armadas planejassem suas ações. Ainda foram utilizadas aeronaves do 1° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte e da Esquadra para sobrevoar a região e transportar os agentes da PF.]

Receita Federal do Brasil (RFB)

No início da operação, o Superintendente da Receita Federal na 2ª Região Fiscal e outras autoridades realizaram um sobrevoo sobre a região de Vila do Conde para reconhecimento aéreo do terminal portuário, área de fundeio e retroporto que operam minério de manganês.

A RFB atuou presencialmente em Barcarena com o objetivo de reforçar a repressão de delitos no local. Também atuou remotamente realizando análise risco para apoio às ações em Santarém, Mosqueiro, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista. Seis servidores da Divisão de Repressão participaram da ação.

O conhecimento da RFB na análise de dados e relatórios estruturados foi de grande importância para o trabalho da Agência Nacional de Mineração, culminando na identificação e apreensão de 146 mil toneladas de Manganês extraído irregularmente no Porto de Vila do Conde (PVC).



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sábado, 11 de abril de 2020

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POLÍCIA FEDERAL APREENDE 200 TONELADAS DE MINÉRIO DE MANGANÊS QUE SERIAM EXPORTADAS ILEGALMENTE



Os caminhões, carregados com o minério, tinham como destino o Porto de Barcarena, no Pará, de onde partiriam para o exterior.
A Polícia Federal apreendeu, no dia 27 de março, dois caminhões de grande porte (bitrem) que transportavam, sem autorização legal, aproximadamente 200 toneladas de minério de manganês.
A ação se deu em cumprimento à ordem judicial, expedida pela 2ª Vara Federal de Marabá, após representação da autoridade policial local.
Os caminhões, carregados com o minério, tinham como destino o Porto de Barcarena, no Pará, de onde partiriam de forma ilegal e clandestina, para o exterior.
A apreensão é fruto do trabalho desenvolvido pela Policia Federal na desarticulação da exploração ilegal do minério na região, que culminou com a Operação "Rota do Minério", deflagrada no dia 07 de fevereiro de 2020. A referida matéria prima pertence à União Federal, e sua exploração sem as devidas licenças configura crime contra o patrimônio, na modalidade usurpação, além de crime ambiental.
Após a apreensão dos veículos, foi instaurado inquérito policial para a identificação dos motoristas e proprietários dos caminhões, que irão responder pelo crime previsto no artigo 2º, §1° da lei n° 8176/91, com pena prevista de até cinco (5) anos de detenção, além do artigo 55 da lei de crimes ambientais (lei n° 9.605), com pena de detenção de até um ano.



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domingo, 23 de outubro de 2016

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OPERAÇÃO DETECTA RISCO DE ACIDENTE NOS PORTOS DE BARCARENA




Ação identificou irregularidades em atividades de 3 empresas e perigo para trabalhadores

Uma operação da Superintendência Regional do Trabalho no Pará, em parceria com a Polícia Rodoviária Estadual, detectou risco de acidentes para os trabalhadores em atividades de três empresas que atuam nos portos de Vila do Conde, em Barcarena. A ação ocorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, com objetivo de combater a exploração sexual infantil, excesso de carga e fiscalizar ponto de concentração de caminhoneiros (higiene, peso dos contêineres, falta de espaço adequado para o repouso e jornada de trabalho). Algumas atividades no Porto de Vila do Conde foram interditadas em razão de grave e iminente risco à saúde e segurança dos trabalhadores.
Foi detectado que os funcionários que laboram nas áreas portuárias trabalham com ausência de inspeção técnicas oferecem insegurança aos empregados do porto e a integridade física e a saúde dos mesmos. De acordo com os procedimentos de interdição os equipamentos de movimentação de contêineres sob a responsabilidade da empresa Conviconcon, por exemplo, não estavam com sua inspeção técnica periódica regular, razão porque houve a interdição dos equipamentos.
Na empresa Alunorte, constatou-se que a estrutura da correia de transporte da alumina apresentava condições de risco de desprendimento das placas e dispersão do produto na área de operações portuárias e seus arredores, por não apresentar total isolamento. O isolamento da correia é feito através de chapas de aço-carbono e lona, sendo que as partes dessas placas havia se depreendido da estrutura, formando buracos no sistema de proteção, não havendo laudo técnico capaz de atestar as condições de segurança. O desprendimento de uma das placas sobre a área de operação poderia resultar em acidente fatal. As placas de proteção além de isolarem as partes móveis da correia, deveriam servir como instrumento de proteção ao meio ambiente do trabalho, na medida em que impedirem que os fortes ventos espalhassem a alumina ao longo das instalações portuárias. Outros motivos que levaram a auditoria fiscal a promover a interdição nas operações da empresa Alunorte foram não comprovações de inspeção técnica nas correias de movimentação de alumina e bauxita e de seus carregadores e carregadores de navios.
A empresa Albrás também teve por razões de comprometimento da estrutura e não comprovação de realizações de inspeção obrigatória interditada sua correia de transporte de Coque e Piche. O levantamento das interdições dependerá de correções das irregularidades constatadas e seu descumprimento constitui em crime de desobediência. A ação terá continuidade e lavratura dos autos de infrações competentes.
O Portal ORM tenta contato com a assessoria de imprensa das empresas citadas pela Superintendência Regional do Trabalho no Pará
Fonte: ORM News

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