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sábado, 5 de setembro de 2015

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MTE INTERDITA TERMINAIS DO PORTO DE RIO GRANDE


Auditores identificaram riscos de acidentes (Foto: Alan Bastos)
Na sexta-feira (28), auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) interditaram os Terminais Termasa e Tergrasa (Grupo CCGL) no Porto do Rio Grande. A interdição ocorreu devido a não obediência – e ao não cumprimento de readequações – de determinações fixadas em fiscalizações anteriores do MTE, e também a autuações feitas na inspeção que ocorreu, entre segunda e quinta-feira da semana passada.
Segundo o auditor Fábio Lacorte da Silva, todos os setores que movimentam grãos, tais como, moega; túneis; armazéns e silos, por descumprimento das normas de segurança do trabalho, foram interditados. Nas inspeções foram identificadas situações de risco grave e iminente de acidentes aos trabalhadores, como: risco de queda em altura e no mar, riscos de mutilações, e risco de incêndio e explosão em função da poeira em grande concentração.
Segundo o vice-presidente da Agitra (Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho), Márcio Rui Cantos, "se a ordem seguir sendo descumprida, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e noticiado à Polícia Federal".
As denúncias foram realizadas pelo Sintecon (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Controladoras de Inspeção e Análises de Cargas, Descargas e Afins de Rio Grande e São José do Norte, que protocolou inúmeros ofícios a autoridades competentes, como os próprios Terminais, Conaportos, Receita Federal, Ministério Público do Trabalho e junto à Administração do Porto do Rio Grande (órgão fiscalizador), alertando e pedindo providências acerca das condições de higiene e saúde dos trabalhadores naqueles terminais (Termasa e Tergrasa).
De acordo com o presidente do Sindicato, Daniel de Alvarenga, “a função do Sindicato sempre foi de buscar melhorias para os trabalhadores envolvidos na operação portuária, cobrando da Superintendência do Porto do Rio Grande, que tem a incumbência de administrar o porto, e também dos demais órgãos competentes […] como forma de evitar prejuízos para os trabalhadores, para o Estado e inclusive para os Terminais”.
Alvarenga finalizou dizendo, “a ausência de fiscalização por parte de quem tem esse poder, só gera prejuízo para o trabalhador e para o Estado como um todo, enfraquecendo as condições dignas de trabalho e a logística e economia portuária”.
Segundo o auditor fiscal, a empresa ficou de adotar medidas para solucionar as questões em 2013, quando houve interdição, e se comprometeu em resolver os problemas integralmente, o que não ocorreu.
Na sexta-feira (28), os auditores voltaram aos terminais portuários. “Como constatamos que o trabalho seguiu normalmente, eles foram autuados por não cumprirem a determinação de interdição. Agora, terão prazo de dez dias corridos para apresentar defesa dos autos e recorrer da interdição que já é vigente. Levaremos o caso à Polícia Federal, que irá adotar as medidas cabíveis”, explicou Silva. A empresa disse que a inspeção é rotineira e que não recebeu nenhum termo de interdição.
Após a interdição, os terminais Termasa e Tergrasa conseguiram um mandado de segurança que permitia atividades nos terminais, no entanto, ela foi invalidada pela justiça e as atividades voltaram a ser suspensas na quarta-feira (02).

A interdição deve durar até que sejam feitas as adequações necessárias. Segundo fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, o pedido de vistoria, necessário para a posterior liberação, ainda não foi feito pelo complexo.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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PIRATAS ATACAM TERMINAL PORTUÁRIO E MATAM VIGILANTE


Piratas atacam durante o dia (Foto:Vigilantes do Porto de Rio Grande)

Um vigilante foi assassinado após uma tentativa de assalto ao Porto de Rio Grande na noite de terça-feira (19), no município da Região Sul do Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, o crime foi cometido por grupo de "piratas" que tentou atracar no local com um bote para invadir o terminal de uma empresa.
Atingida por um tiro na cabeça, a vítima Moacir Ruiz Monks, de 45 anos chegou a ser levada para o Hospital Santa Casa, mas não resistiu. De acordo com relatos de colegas do vigia, ele circulava pelo cais acompanhando a manobra de um navio que se preparava para atracar no porto, quando foi surpreendido pelo grupo.
Piratas invadem o Terminal Portuário para furtar soja (foto:Vigilantes de Rio Grande)
As testemunhas relataram que três homens participaram da ação. Todos usaram o bote para fugir do local e ainda não foram localizados. As investigações iniciais foram conduzidas pela Policia Civil, mas o caso será assumido pela Policia Federal. Foi o o terceiro caso de pirataria no Porto de Rio Grande em 2014.
Eles acessam o Canal pelo mar (Foto: Vigilantes de Rio Grande)
Vigilante é morto em tentativa de assalto a terminal portuário
Na noite do ultimo dia 19, em uma tentativa de assalto a um terminal graneleiro localizado no Superporto do Rio Grande, um vigilante acabou morrendo após ser a atingido com um tiro na cabeça. Atingida por um tiro na cabeça, a vítima chegou a ser levada para o Hospital Santa Casa, mas não resistiu.
De acordo com informações preliminares da polícia, o crime foi cometido por um grupo que tentava invadir o cais do terminal. Os bandidos teriam sido surpreendidos pelo vigilante no momento que ele acompanhava a atracação de um navio.
De acordo com informações registradas na Polícia Federal (PF), três homens chegaram de bote numa área de uma empresa particular, onde tentaram acessar o terminal de grãos do Superporto. Todos usaram o bote para fugir do local e ainda não foram localizados.
Segundo o setor de comunicação da PF, pelo modo de agir dos assaltantes, há a possibilidade de serem os mesmos homens que realizaram ações piratas a dois navios no dia 31 de julho. A Polícia Federal irá realizar uma investigação. Já a investigação da tentativa de assalto seguida de morte ficou a cargo da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Cassino.
Ação de piratas
No último dia 31 de julho, dois navios foram alvos da ação de piratas no Porto do Rio Grande. Os navios, de bandeiras espanhola e maltesa, foram atacados por homens em botes. Em um dos casos, depois de acionados os alarmes do navio, os bandidos chegaram a fazer disparos durante a fuga. Em ambas as situações, nada de valor foi roubado. A Polícia Federal investiga os casos.
Controle do tráfego
A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) informou, por meio de uma nota, que após o ocorrido na noite da última terça-feira (19), no Terminal Tergrasa, está atuando juntamente com a Marinha do Brasil para intensificar o controle do tráfego marítimo na área do canal de acesso ao Porto do Rio Grande, contribuindo, desta forma, com as investigações realizadas pela Polícia Civil e Polícia Federal.
A nota ressalta ainda que, recentemente, foram instaladas câmeras de alta resolução para realizar todo o monitoramento do complexo portuário. Outros equipamentos de segurança estão sendo instalados nas áreas do Porto. Equipamentos que possibilitam a captação de imagens à noite e que operam com qualquer tipo de visibilidade.
Ainda de acordo com a assessoria da Suprg, no dia 21, o superintendente do Porto, Dirceu Lopes, realizou uma reunião com o secretário de Segurança Pública do Estado, Airton Michels, a fim de buscar outras medidas que possam coibir esse tipo de ação.
Vigilantes querem justiça no caso de colega assassinado
Vigilantes de várias empresas se reuniram na última terça-feira (26), às 13h, em frente ao sindicato da categoria, na Rua Buarque de Macedo, exigindo, através da manifestação, justiça para o caso do vigilante Moacir Ruiz Monks, de 45 anos, morto na noite de terça-feira (19), na tentativa de assalto ao Terminal Graneleiro Tergrasa, localizado no Superporto do Rio Grande.
O diretor do sindicato, Luciano Fagundes dos Reis, salientou, na oportunidade, que a categoria quer que a fiscalização da área portuária seja feita pela Capitania dos Portos, Marinha, Guarda Portuária e Polícia Federal. "E nada disso acontece. Cada terminal tem sua própria empresa de vigilância privada", frisou. 
O sindicalista destacou ainda que neste ano, três vigilantes foram mortos no exercício da profissão e mais um ficou ferido. "Queremos uma resposta sobre o assassinato do Moacir. Até o momento não sabemos de nada e não temos qualquer informação de como estão as investigações", relatou. 

Para demonstrar à sociedade o seu repúdio contra os assassinatos, a categoria irá, na sexta-feira (29), sair em carreata da frente do sindicato até o portão da Tergrasa, fechando a entrada por cerca de duas horas em protesto.

Veja o vídeo da reportagem


Fonte: Jornal Agora / Vigilante Porto do Rio Grande / G1 / RBSTV - Edição Segurança Portuária Em Foco





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